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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
E o Nordeste ficou grande para os nossos clubes! Agigantou-se até. E por favor, não me venham falar em evolução porque as diferenças entre grandes e pequenos existirão sempre. Em qualquer lugar do planeta terra. O futebol pernambucano se apequenou. Isto é fato. E a escalada da regressão não é de hoje. O que testemunhamos dentro das quatro linhas é o efeito natural de um processo de degradação que não é visto pelos dirigentes.
Sinais foram emitidos, mas passaram despercebidos. A meta é trabalhar em cima de efeitos. A cada dois anos é implantado um novo projeto administrativo com foco no imediatismo. A falta de um planejamento macro deixa o trabalho sem consistência.
O DNA de clube formador foi preterido, fato que impõe a formação de elenco a cada temporada. A equação dos problemas dos nossos clubes está na importação de refugos ou na transformação de "barriga de aluguel". Uma prática que leva as agremiações a serem produtos de segunda, ou de terceira categoria. Quando estamos disputando a Série A, a meta é uma classificação entre o 11º e o 16º colocados, ou seja, se livrar do rebaixamento.
Sport e Santa Cruz foram eliminados da Copa do Nordeste nas quartas de final, em disputa de pênaltis. Resumir as análises das desclassificações - o Náutico sequer passou da primeira fase - a atuação num único jogo, é valorizar conceitos medÃocres. Nosso fracasso está atrelado a pobreza de pensamento dos gestores.
Quando foi que o futebol pernambucano revelou um grande jogador?
Faz um bom tempo. Não adiante criar estrutura se não existe material humano capacitado, nem planejamento de trabalho.
Tempos atrás, era comum, nas incursões por cidades do Interior, e mesmo em visitas a equipamentos esportivos construÃdos em bairros da periferia das grandes cidades, encontrar quadras equipadas com tabelas de basquete. A maioria desses equipamentos nunca serviu de palco para um jogo de basquete porque não havia times locais, nem técnicos. O equipamento era apenas decorativo, e logo virava ruÃna pela falta de uso.
A verdade é que nossos clubes não olham a base como uma raiz promissora. As revelações, cada vez mais pontuais, são obras do acaso. Nada acontece num passe de mágica. E todo trabalho exitoso no futebol, em qualquer lugar do mundo, segue um planejamento e demanda um bom tempo.
O que sai na hora, e bom, é caldo de cana. Nada mais que isso.
Dizer que ficou animado com a apresentação do Sport diante do time sênior do Fortaleza, considerando um bom presságio para uma campanha no Brasileiro da Série A, é coisa de torcedor psicologicamente afetado pela reclusão imposta pelo coronavÃrus.
Nossa realidade, de momento, é o Campeonato Pernambucano. Há uma década tÃnhamos um representante na Libertadores da América, maior competição futebolÃstica do continente. CaÃmos vertiginosamente.
O que aconteceu?
Nada. Ninguém pensa. Tudo o que se faz é analisar resultado de jogo. Com tal pobreza de raciocÃnio fica difÃcil a retomada do crescimento.
CLAUDEMIR GOMES
A Copa do Nordeste retorna com a disputa da oitava rodada da fase classificatória, fato que obriga o torcedor recorrer à máquina de calcular antes de ver a bola rolar. à como se o jogo saÃsse das quatro linhas. O retorno, pós o hiato provocado pela pandemia do coronavÃrus, foi marcado com a vitória do Fortaleza (3x1), sobre o América de Natal, em jogo isolado na terça-feira. Hoje teremos as sete partidas restantes desta rodada de vida ou morte para os pernambucanos.
Foi-se o tempo em que, Náutico, Sport e Santa Cruz, tiravam de letra a rivalidade regional. Com todo o respeito aos clubes baianos e cearenses, o Trio de Ferro da Capital Pernambucana sempre cantou de galo em terras nordestinas. No cenário da nova ordem, observamos a evolução de algumas "escolas" e a estagnação de outras. Resultado: o nivelamento das forças passou a ser comum, natural.
Uma rápida olhada na tabela de classificação nos leva a constatação da dificuldade, do momento, do futebol pernambucano. A quarta-feira reserva uma noite de sofreguidão para rubro-negros, tricolores e alvirrubros. Todos, sem exceção, estarão naquela de - MATEMATICAMENTE - vivenciando um jogo de mutações que sofrerá interferência de sete resultados.
"Passarás, passarás, na bandeira há de ficar. Se não for o da frente, tem que ser o de atrás".
Tal qual na brincadeira de criança, sabemos que existe a possibilidade de um, dois, ou os três passarem para as quartas de final da competição regional. Assim como, os três podem ficar no meio do caminho. São muitos os fatores a conspirar contra e a favor.
Joga o jogo! Esta é a ordem. Afinal, como nos ensinou o mestre, Ãnio Andrade, "quando se começa a falar - matematicamente - é porque a vaca já está indo para o brejo". Sábias palavras.
O equilÃbrio foi estabelecido por conta da falta de qualidade técnica. A probabilidade das dificuldades aumentarem neste retorno, pós parada de mais de cem dias, é enorme. Já que vamos ter uma panelada de carne de pescoço, dura de digerir, o tempero fará a diferença. Portanto, quem tiver mais poder de superação fatalmente alcançará seus objetivos.
Não adianta se perder em elucubrações analisando a preparação do clube A e do clube B. O que teremos hoje a noite é um tiro no escuro. Evidente que, ao final da rodada vamos ouvir o tradicional: "Eu não disse!". São os analistas do futuro que fazem discurso no passado. Engenheiros de obras prontas, como se dizia no passado.
E amanhã teremos uma enxurrada de lives discutindo o sexo dos anjos. à o futebol em tempos de distanciamento social, onde até a intimidade dos jogadores com a bola parece ser proibida.
CLAUDEMIR GOMES
Em tempo de pandemia, a expressão "novo normal" se tornou bastante usual para justificar, e explicar, ajustes e mudanças. Bem que poderia permitir a exclusão momentânea de algumas palavras que fazem parte do universo do futebol, como por exemplo: clássico.
Tivemos no meio da semana um Fla x Flu, válido pela decisão do tÃtulo carioca de 2020, que foi chamado de clássico apenas pela tradição. Tecnicamente o confronto foi de uma pobreza tamanha, que fez o mestre, Nelson Rodrigues, a estrebuchar no seu túmulo.
Clássicos decisivos, e decisões de tÃtulos, sem público nos estádios, são tão sem graça quanto estar no escurinho do cinema ao lado da irmã. Isto é regra universal. Mas faz parte do novo normal.
Recentemente assistimos a várias decisões de tÃtulos. O Bayern de Munique se sagrou campeão da Copa da Alemanha; o Liverpool conquistou o tÃtulo da Inglaterra após uma espera de 30 anos; o Real Madri adicionou mais um tÃtulo espanhol no seu rico acervo; o Flamengo confirmou seu favoritismo na conquista de mais um tÃtulo carioca, tudo isso sem público nos estádios. Coisas de pandemia.
Evidente que a história, futuramente, não fará referência a este grande detalhe: a ausência de público nos estádios. Os documentos apontarão apenas os campeões da temporada 2020. Mas para nós que estamos testemunhando os fatos, que estamos acostumados com as ruidosas torcidas dando legitimidade às conquistas, o novo normal é por demais estranho.
Na nova normalidade a gente não navega mais nas ondas do rádio para buscar novidades nas resenhas esportivas. Agora, a nova onda é surfar na internet em busca de lives. A proliferação de lives é uma coisa impressionante. Tem para todos os gostos, e em todos os nÃveis. Esta semana, numa dessas passagens, vi um dos novos "analistas" do futebol pernambucano, com voz empostada, anunciar: "Esta semana teremos a volta do Campeonato Pernambucano com o Clássico das Multidões, na Ilha do Retiro".
Clássico das Multidões sem ninguém no estádio chega a ser cômico. Aliás, há muito que os mestres, José Joaquim Pinto de Azevedo e Ednaldo Santos se referem ao confronto entre tricolores e rubro-negros como o "ex-Clássico das Multidões".
O novo normal também deve impactar negativamente na popularidade do futebol. Tivemos uma mostra na quarta-feira, quando o SBT transmitiu o clássico Fla x Flu, e apesar do relevante crescimento na audiência, só superou a Globo no Rio de Janeiro. Evidente que se trata de apenas um exemplo, mas é que o futebol sem torcida é garapa sem açúcar.
CLAUDEMIR GOMES
João Caixero de Vasconcelos me envia, via WhatsApp, fotos do plantio de grama no segundo campo do Centro de Treinamento e Formação de Jogadores Rodolfo Aguiar, do Santa Cruz. Aos poucos, o equipamento que é vital para a vida do Clube das Multidões, vai ganhando corpo, e vida, fato que nos deixa com a quase certeza de que o projeto será concluÃdo com todos os módulos que fora projetado.
Palmas pra Joca!
Comecei a fazer contas e me perdi na matemática. Não sou tão bom no trato com os números quanto o meu amigo, que passou grande parte de sua vida prestando serviço a empresas financeiras. Ficou difÃcil enumerar todos os seus feitos em prol do Santa Cruz em seis décadas de uma participação efetiva na vida do clube do seu coração.
Os anos pesam para todos nós, mas Joca é teimoso e incansável. No dia em que ele deixar de criar, de buscar, alguma coisa para o crescimento do Santa Cruz, seu coração deixa de pulsar. Isto já foi detectado pelos melhores médicos, e pela famÃlia: mulher, filhas e netos.
Gostava quando o mestre, Adonias de Moura, me pautava para fazer uma matéria especial com Caixero. Para mim, mais que o privilégio e o prazer de fazer uma matéria jornalÃstica com um dos dirigentes mais credenciados do futebol pernambucano, aqueles encontros representavam uma oportunidade única de somar conhecimento. E assim nossa amizade foi se estreitando.
Caixero pensa grande, e as vezes pensa pequeno. à como um carro de corrida, programado para altas velocidades, mas que as vezes é obrigado a andar em marcha lenta. Para ele o fundamental é não deixar o Santa Cruz estático. Afinal, uma obra que não é concluÃda é prejuÃzo duplo.
Aberto a idéias e sugestões, se sente à vontade quando voa a bordo de um jato, e não tem nenhum constrangimento em fazer uma caminhada em passos de tartaruga, desde que a mesma seja concluÃda.
E assim ele colocou sua assinatura nos grandes projetos arquitetônicos da história do Santa Cruz. Sempre se posicionou como colaborador. Por não se portar como o rei da cocada preta, facilmente agrega novos amantes tricolores em prol de suas idéias e projetos.
Amigo Joca!
Olho para essas fotos, fecho os olhos e lhe vejo vestido com a camisa nove do Tricolor do Arruda marcando mais um gol de placa.
A seleção dos maiores tricolores de todos os tempos é você e mais dez meu amigo.
CLAUDEMIR GOMES
"O que é que você ai fazer domingo à tarde/Pois eu quero convidar você para sair comigo/Passear por aà numa rua qualquer da cidade/Vou dizer pra você tanta coisa que a ninguém eu digo.
Eu não tenho nada prá fazer domingo à tarde/Pois domingo é um dia tão triste prá quem vive sozinho".
Acima, trechos da música - Domingo à Tarde - grande sucesso do Nelson Ned no final dos anos 60.
Passado meio século, a pergunta se repete, em plena pandemia, sem o romantismo de outrora: O que fazer domingo à tarde?
Por mais que a reclusão social tenha tornado os dias iguais, o domingo sai do lugar comum. à dia de reviver sonhos passados e fazer planos para o futuro. Se bem que, diante de tantas incertezas, a vida não segue planos.
Recorro ao diário do imaginário para rever as opções que tÃnhamos no domingo à tarde, na Carpina dos anos 60. Ãpoca na qual os sucessos do Nelson Ned eram imprescindÃveis nos assustados que começavam após a missa campal do domingo à noite.
Durante minha infância os domingos eram agitados porque a feira de Carpina, por ironia, era realizada no universal "Dia do Descanso". O comércio fechava na segunda-feira. Recordo que minha mãe nos levava - eu e minha irmã - para passear na praça Joaquim Nabuco, onde havia um grande tanque com um jacaré. Depois, Ãamos a uma sorveteria que ficava na esquina, no inÃcio pátio.
Quando a feira foi transferida para o sábado, a preferência dos que gostavam de futebol era ir ver o Santa Cruz jogar. O Tricolor Carpinense se transformou numa "máquina" dentro do seu universo de clube amador do Interior. Um celeiro viçoso, efervescente onde a revelação de bons jogadores era permanente, contÃnua, fato que explica a presença do clube no Olimpo do futebol interiorano por tanto tempo.
Durante as férias escolares, uma das opções de entretenimento nas tardes de domingo, era uma pelada de vôlei na rua dos Tamarindos, ao lado da casa da famÃlia Salgado. Sula, Casado, Anibal, Aldenes, Galego, SÃlvio Resende, Haroldo Salgado, Cláudio Caneca, Jaime Cordeiro, Fernando Monteiro, Itamar, Moura, Mano Lima, Cláudio (Filho de seu Ãlvaro da Padaria)... protagonizaram disputas memoráveis. Na platéia, paqueras promissoras atraiam os jovens.
Os passeios até Ãguas Finas, para tomar banho de piscina, também constavam no cardápio dos entretenimentos para preencher as belas tardes dos domingos. As esticadas até o parque aquático que ficava em Aldeia, sempre rendiam boas estórias. Era como se o local fosse apropriado para aprontar além dos insanos desafios de nadar no açude, após consumir muitas cervejas, ou doses de rum.
O jardim construÃdo pelo DER - BR 408 - entre Carpina e Paudalho, mesmo em território vizinho, se transformou numa das opções de passeio para os carpinenses. O local era por demais agradável, cenário deslumbrante ao por do sol. A criançada se divertia pra valer, enquanto os jovens faziam juras de amor, que nem sempre eram cumpridas.
Quando não se tinha nada para fazer, a opção que restava era ficar sentado nos degraus da entrada principal do Clube Lenhadores, onde sempre rendia uma boa resenha, e muitas risadas.
O espÃrito jovial não deixava a gente viver sozinho uma tarde de domingo.