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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
Mês passado aconteceu mais um ENCONTRO DOS TAMARINEIROS. Trata-se de uma confraternização criada pelos carpinenses, com mais de meio século de estrada. A primeira edição foi em 2017. A confra, regada a um saudosismo salutar, nos proporciona o encontro com amigos que não vemos há décadas. As histórias dos senhores barrigudos, de cabelos brancos ou carecas são divertidas. Ausências são sentidas, mas a ordem do dia é curtir à felicidade proporcionada por momento tão especial.
Após ouvir tantas recordações, narrativas de fatos que já escapavam de nossas memórias, é inevitável não olhar no retrovisor. à como se buscássemos um tempo bom que não volta mais.
No caminho de volta pra casa, enquanto Minervino (Mineco) Rodrigues e Márcio Adonso "discutiam" sobre assuntos diversos, eu me sentia, cada vez mais, absorto em meus pensamentos, contemplando uma paisagem que fora alterada ao longo do tempo. As mudanças na geografia levam a traçar um paralelo entre o ontem, e o hoje.
Ao passar por Paudalho senti, no cenário atual, a falta de uma preciosidade chamada: DOCE DE GUABIRABA.
Quem nos anos 60, 70, 80 e 90 - as últimas quatro décadas do século passado - em viagens de idas e vindas ao Interior, passou por Paudalho, conheceu o irresistÃvel doce de Guabiraba, que era oferecido pelos vendedores ambulantes. Os que experimentaram a iguaria podem ter a certeza de que se deliciaram com um manjar dos céus.
Na minha infância e adolescência, meu pai (Jaime Gomes), que diariamente fazia duas viagens - Carpina/Recife x Recife/Carpina - dirigindo o seu próprio ônibus - Expresso São Judas Tadeu - frequentemente me presenteava com aquele mimo de sabor inigualável.
Embrulhado, um a um, com papel seda, aquela porção de doce parecia mágica, na medida certa para atender o desejo de todos aqueles que se sentiam seduzidos por iguaria tão especial.
No novo século, minhas idas a Carpina se tornaram escassas. Das poucas vezes que passei por Paudalho não consegui comprar o inesquecÃvel doce de guabiraba. Certa vez, quando trabalhava na Rádio Clube, um ouvinte que sempre ligava para participar do debate esportivo, me levou uma barra de doce de guabiraba. De tanto me ouvir falar na iguaria, que parecia ter desaparecido do mapa, resolveu me presentear.
Ao narrar tal fato para o amigo/irmão, Diljesse Vasconcelos, companheiro de classe durante todo o curso ginasial no Colégio Salesiano Padre Rinaldi, em Carpina, ele me relatou todo o processo de extinção da Guabiraba, por conseguinte, do seu doce encantador.
Diljesse é proprietário de uma granja em Paudalho, onde tem plantado cinco pés de jaboticaba. Uma maravilha.
Confesso que fiz vários questionamentos sobre o descaso e a falta de sensibilidade dos vários gestores da cidade de Paudalho, e dos habitantes de forma geral, que deixaram de potencializar as plantações de Guabiraba, assim como a fabricação de um doce que era exclusivo da cidade. Nada mais nobre e genuÃno para representar a culinária do municÃpio do que o doce de guabiraba.
Relatório dos dias atuais: Escassez de pés de guabiraba e a morte das tradicionais doceiras. Acrescente-se: falta de visão de todo o povo de uma cidade. Lamentável.
Confesso que, as lembranças daquele manjar dos céus me deixam com água na boca.
CLAUDEMIR GOMES
Arquivar sonhos não é tarefa fácil! Principalmente para o torcedor de futebol que facilmente se deixa cegar pela paixão. Eis a razão do desabafo, quase coletivo, dos alvirrubros nas redes sociais, uma tribuna livre, sem regras e sem leis, que abre espaço para xingamentos e agressões traduzindo a violenta emoção provocada pela frustração de ver o Náutico não conseguir o acesso a Série A do Campeonato Brasileiro.
A tarefa pareceu exequÃvel ante o bom desempenho do time comandado por Hélio dos Anjos, no inÃcio da competição, quando ostentou uma invencibilidade por dezesseis partidas. Chegou a ser tratado, por alguns "especialistas", como sendo "uma equipe de Série A disputando a Série B". Esqueceram apenas de um detalhe crucial: numa competição de tiro longo, tal qual o Brasileiro, a mudança de cenário é corriqueira.
E a essas mudanças sobrevivem os clubes que montam bons elencos, ou seja, vão mais além da formação de um bom time. Hélio dos Anjos tinha em mãos um bom time, que se identificou e harmonizou dentro de uma filosofia de jogo onde as qualidades individuais dos profissionais eram exploradas da forma mais positiva possÃvel, fato retratado através da sequência de bons resultados.
A perda de alguns titulares desfigurou o time porque no elenco não havia peças de reposição a altura. A causa da queda de rendimento era bastante notória. Buscar culpados aquela altura do campeonato foi um erro crasso. Um equÃvoco que depois se tentou corrigir, mas o tecido havia se esgarçado. Quando isto acontece o conserto se torna muito difÃcil.
Os erros fizeram com que o Náutico perdesse terreno, e o fôlego para chegar ao G4, grupo em que habitou por um bom tempo. Resultado: O Timbu foi o "coelho" da "Maratona 2021" em busca do acesso a Série A do Brasileiro.
Nas redes sociais o halloween alvirrubro é imenso. Não são poucos os que entraram nesta cruzada de caça as bruxas. As derrotas para o Brasil de Pelotas e o Brusque, nas últimas apresentações, são tomadas como parâmetros para julgar e sentenciar pretensos culpados de o Náutico não ter atingido sua meta na competição nacional.
Hoje, na resenha matinal da Padaria Diplomata, um torcedor alvirrubro, como um autêntico profeta do apocalipse, esbravejou logo que me viu chegar: "Eu não disse que não classificava".
Premonições fazem sucesso no cinema. Aliás, o tema tem sido bem explorado durante esta travessia pandêmica, mas no futebol não passa de fantasia de torcedor apaixonado e pessimista.
Os bastidores dos Aflitos, tal qual os de todos os clubes do futebol brasileiro, não são transparentes como deveriam ser. Isto é fato. E talvez venha a ser o maior dos obstáculos para se fazer um planejamento.
Ano passado o Náutico lutou para escapar do rebaixamento para a Série C. Este ano, foi campeão pernambucano, fez uma campanha razoável na Série B, não alcançando o objetivo traçado por conta de um erro de percurso. Enfim, o trabalho desenvolvido apresenta uma margem de acerto muito grande. Com alguns ajustes no planejamento é possÃvel vislumbrar uma temporada 2022 muito auspiciosa.
CLAUDEMIR GOMES
O Santa Cruz não foi aprovado no vestibular para disputar a Copa do Nordeste 2022, fato que transformou a atual temporada num verdadeiro sepulcro para o Tricolor do Arruda, onde foram enterrados sonhos e esperanças.
O clima nas Repúblicas Independentes do Arruda é de um autêntico halloween. Todos estão armados numa caça as bruxas que, diga-se de passagem, não vai levar o clube a lugar algum, tampouco equacionar o monte de problemas que parece crescer a cada segundo.
Nada deu certo para o Santinha este ano. Isto é fato. Mas os transtornos do presente são resultantes de erros do passado. Evidente que, os atuais gestores não estão isentos de culpa. No mÃnimo foram incompetentes na condução do clube numa estrada sinuosa e esburacada. O resultado não poderia ser outro: os maus condutores colocaram a agremiação no abismo.
Em tempos de redes sociais, a moda são os memes. O sarro está grande em cima dos tricolores no mundo virtual. Tempos atrás a saÃda seria ouvir MaÃsa entonando o sucesso: %u201CMeu mundo caiu%u201D.
O que quero dizer com isso, ou seja, ao traçar um paralelo entre os dias atuais e um passado não tão recente, é que a dor da perda no futebol é uma coisa imensurável, independentemente da época em que as tragédias aconteçam. Doeu bastante no passado; está sendo torturante no presente e, se voltar a acontecer no futuro irá doer na mesma intensidade.
Conheço a história do Tricolor do Arruda, e isto me dar a segurança de afirmar que, o Clube do Arruda passou por outros dissabores tão amargos quanto. Os registros em sua centenária história dão conta de que a Cobra Coral sempre se levantou quando todos pensavam que estava morta. Uma autêntica Flor do Deserto, que sobrevive em terrenos arenosos.
Reza a lenda que %u201Ca flor do deserto seria um sinal divino para todos aqueles que se encontram perdidos possam achar o seu caminho%u201D.
Evitei o lugar comum, não comparei o Santinha a uma Fenix que emergiu das cinzas. Embora isto tenha acontecido tantas vezes na sua trajetória de vida. O momento é imperativo, e me leva a sonhar com a cobra coral se transformando numa flor do deserto.
à que atualmente, nas Repúblicas Independentes do Arruda, o solo está tão inóspito, e os jardineiros são tão ruins, que somente uma flor do deserto seria capaz de se reconstruir com detalhes tão bonitos.
Sei que o Santa Cruz se apequenou demais. Para alguns crÃticos, está perto do fim, mas eu fico com a beleza da flor do deserto.
CLAUDEMIR GOMES
A travessia pandêmica efetivou a presença do cinema em nossas casas. Nunca o slogan difundido pelo visionário, Luiz Severiano Ribeiro, esteve tão atual: "Cinema é a maior diversão". O cardápio de filmes novos, e séries, atende a todos os gostos. Rever "velhos" tÃtulos que provocaram encantamentos faz parte desta rotina que nos arremete a horas de poltrona.
A ao rever - "à espera de um milagre" - cuja atuação brilhante do "gigante", Michael Clarke Duncan, o levou a indicação do Oscar, foi inevitável não transportar o tÃtulo para o atual cenário do futebol pernambucano.
Os grandes clubes recifenses - Sport, Náutico e Santa Cruz - que em outras épocas desempenharam, de forma elogiável, papeis reservados aos protagonistas em cenários nacional e regional do futebol brasileiro, hoje são vistos como meros coadjuvantes e figurantes.
Como disse Tom Hanks, em - "O resgate do soldado Ryan" - outro tÃtulo cuja mensagem nos leva a uma boa reflexão: "Faça por onde merecer".
Com todo o respeito a mais pura das criaturas, o torcedor, cuja paixão o deixa cego, o futebol pernambucano, por tudo o que tem plantado na última década, fez por onde merecer este triste flagelo.
O presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, que chegou a entidade na década de 80, do século passado, junto com Fred Oliveira, tem grandes serviços prestados ao futebol pernambucano na condição de vice-presidente jurÃdico da FPF. Quando assumiu o cargo de presidente, por conta da morte de Carlos Alberto Oliveira, teve sua incompetência como gestor traduzida através do encolhimento do futebol estadual. Hoje, prega a criação da Série E nacional, projeto que foi elaborado e enviado para a CBF por José Joaquim Pinto de Azevedo, quando esteve na Federação junto com Carlos Alberto Oliveira.
Os clubes esqueceram a condição maior de formador.
Como bem ressaltou o ex-jogador, Grafitte, na edição desta quinta-feira, do Jornal do Commercio, pessoas, "sem conhecerem do futebol", foram guindadas ao cargo de presidente, e a resultante é o acumulo de equÃvocos que levaram as agremiações centenárias a um estado de pré falência.
Bons advogados e péssimos gestores! Eis um mantra bom para o desencadeamento das crises de Sport, Santa Cruz e FPF.
E o Governo do Estado? A pergunta que não quer calar por aqueles que ficaram órfãos dos programas "Todos com a Nota" e "Futebol Solidário".
Os programas foram desvirtuados pelo viés polÃtico. Ao longo dos anos foi transformado num grande guarda-chuva que abrigou gato-sapato. Por fim, a conta não fechava, o Governo acabou o programa e os clubes foram "prejudicados". Ninguém foi criativo o suficiente para apresentar uma proposta nova, que viesse ajudar as agremiações de forma efetiva. Afinal, o Governo já carrega um grande fardo que é a manutenção de uma Arena sem uso.
à espera de um milagre é uma história comovente, emocionante, mas com um final triste porque o milagre não chega a acontecer.
Oxalá no futebol o final seja menos melancólico. O que nos parece pouco provável.
Sigamos ouvindo a narrativa dos "Rolandos Leros". Afinal, como estão acostumados os apaixonados torcedores: "Me engana que eu gosto!".
CLAUDEMIR GOMES
Bom Dia Carpina!
Você ontem embalou o meu sono. As lembranças tomaram conta dos meus pensamentos. Acordei com vontade de conversar com você, falar do 11 de setembro, seu aniversário, data por demais importante para todos os seus filhos.
Um brinde aos 93 anos de sua emancipação polÃtica.
Estamos na contagem regressiva do centenário deste marco histórico da terra do carpinteiro. Uma espécie de "Carta de Alforria" que devemos comemorar com todo o sentimento de liberdade que marcou gerações.
Há precisos 20 anos, o 11 de setembro entrou para a história da humanidade como sendo a data do maior atentado terrorista ocorrido no mundo moderno. Milhares de vitimas enlutou o planeta. De lá pra cá, a guerra contra o terrorismo se tornou permanente.
Nos últimos dias o cardápio de filmes, séries, documentários, relembrando o fatÃdico 11 de setembro de 2001, tem sido intenso. Os tÃtulos nos mostram análises dos fatos por diversas vertentes, e nos levam a reflexões sobre vários temas. Afinal, o grande Paulo Coelho, lá atrás, no seu Best seller - O Alquimista - nos alerta para ficarmos atentos aos sinais.
Querida Carpina!
Confesso que, no momento, quero me deter as suas lembranças. Elas não me doem, apenas provocam saudade.
Quando nasci, em 1952, os carpinenses comemoravam os 24º aniversário de sua emancipação polÃtica. Você já tinha atingido a maioridade como cidade, mas a singularidade provinciana lhe deixava com ares de menina prestes a desabrochar.
Você não imagina a satisfação de manter este monólogo com você. Enquanto alimentava as lembranças, e dava asas ao pensamento, olhei no espelho e percebi o quanto as marcas do tempo estão presentes no meu rosto. O avanço no tempo gerou um paradoxo entre nós dois: o desgaste fÃsico é inexorável a qualquer ser humano. As mudanças geográficas nas cidades são sinais de adequação ao novo tempo. A medida que você se aproxima do centenário parece mais jovial, cheia de vitalidade.
Digo sem medo de errar: Ãs contemporânea do Século XXI menina Carpina.
Um dia desses, solitário por desejo, fiz uma incursão por várias ruas para lembrar como você era há 40, 50 anos. Liguei o som do carro, mas não consegui sintonizar a Rádio Planalto.
Como você mudou menina Carpina!
Não é por acaso que lhe chamam de Capital da Mata Norte.
Deixe-me confeitar o bolo: para mim você é o nosso Planalto Central. Coisa de bairrismo que minha geração alimentava de forma muito saudável.
Ao passar por ruas asfaltadas lembrei da infância, quando brincávamos nas ruas sem calçamento, de chão batido. Da chegada da luz elétrica de Paulo Afonso, nos anos 60. A troca dos postes era uma festa. A chegada do posto telefônico. Como me sinto orgulhoso por ter testemunhado esta história.
Sabe Carpina!
Como diz a canção: "Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão". Crescer com você foi aprender que os ventos mudam de direção.
O tempo avança e sinto que caminhamos em direções opostas: você não vai parar nunca de crescer. Gerações futuras lhes tratarão como uma metrópole. Por outro lado, eu, a exemplo do que já aconteceu com dezenas, centenas, milhares dos seus filhos, vou encarar, da forma mais natural possÃvel, o processo de finitude.
Menina Carpina!
Certa vez, visitando a cidade de Copenhague, na Dinamarca, fiz questão de ir ao Tivoli Gardens, um parque que, me disseram, ter servido de inspiração para seu Baltazar construir a Gruta Azul, antigo parque de diversão na nossa cidade natal.
Confesso que foi um momento de encanto inesquecÃvel.
O 11 de setembro sempre será para mim um momento de grandes lembranças. Recordações de sonhos sonhados e vividos e que levam a grandes monólogos com você menina Carpina.
Feliz Aniversário!