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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR
GOMES
Nesta quinta-feira o meia-atacante do Sport, Everton Felipe, completa 19 anos, com muitos motivos para comemorações. Afinal, apesar da pouca idade, o jovem limoeirense se tornou protagonista no time rubro-negro que disputa o Brasileiro da Série A. A evolução apresentada por Everton durante a competição tem levado algumas pessoas a se arvorarem como "descobridores" daquele que pode vir a ser uma das maiores revelações do Sport nos últimos anos.
Em conversa com o jornalista, Amaury Veloso, com quem trabalhei por mais de vinte anos no Diário de Pernambuco, tomei conhecimento da real trajetória de Felipe, do sonho em se tornar um jogador profissional, até alcançar o brilho que ostenta no momento. O técnico, Fernando Lasálvia, trabalha nas divisões de base do Clube Náutico Capibaribe quando tomou conhecimento do talento do garoto, a época com 15 anos. Everton Felipe foi recrutado para os Aflitos, mas logo retornou para Limoeiro, sua terra natal. Um ano depois, Lasálvia foi trabalhar no Sport. Certo dia, falou sobre o jogador e, de imediato, recebeu a ordem para ir buscar o craque.
A primeira oportunidade que Everton Felipe teve de jogar no time profissional foi dada pelo técnico Geninho. Ninguém na Ilha do Retiro tinha dúvidas sobre o potencial do jogador, mas Eduardo Baptista, que ocupou o cargo deixado por Geninho, considerou Everton Felipe muito imaturo, e sugeriu seu empréstimo ao Internacional, de Porto Alegre, clube ao qual o jogador ficou vinculado até o final do ano passado, com o passe estipulado em R$ 1.2 milhão.
No seu retorno ao Sport, Everton Felipe encontrou um novo comandante: Falcão. As chances começaram a acontecer em maior número, mas foi com a chegada de Oswaldo de Oliveira que o jovem virtuoso se afirmou na equipe onde hoje figura como titular. Ao receber uma atenção do novo técnico e seus assistentes, o meia-atacante leonino passou a exibir uma autoconfiança que foi fundamental para o processo de maturidade.
Segundo Amaury Veloso, esta é a verdadeira história do jovem revelado pelo Sport. Qualquer outra versão não condiz com a realidade.
CLAUDEMIR GOMES
A
que devemos atribuir a vitória do Sport - 2x1 - sobre o Cruzeiro,
neste domingo, no Mineirão: a objetividade do ataque, ou a atuação
espetacular do goleiro Magrão? As duas coisas. O ataque foi letal. A
primeira finalização a gol, por parte dos leoninos, aconteceu aos
31 minutos, depois de uma jogada bem construÃda por Diego Souza que,
num passe magistral, deixou Rogério de cara pro gol. O atacante foi
cirúrgico ao tocar sem chance de defesa para o goleiro Fábio que
comemorava a marca histórica de 700 jogos com a camisa do time
mineiro. No segundo tempo, logo aos 5 minutos, Everton Felipe
individualizou uma jogada, escreveu seu nome no Mineirão, e serviu
de bandeja para Rogério marcar o segundo gol rubro-negro.
Se por um lado a eficiência do ataque funcionou como ponto de desequilÃbrio, por outro lado Magrão mostrou porque é um dos melhores goleiros, em atividade, no momento, no futebol brasileiro. Qualquer seguidor, ou simpatizante do candomblé afirmaria que o goleiro leonino estava com o corpo fechado. Verdade. O time do Cruzeiro iniciou a partida com uma intensidade impressionante, e seus atacantes desperdiçaram um número exagerado de chances criadas. O "Paredão", como o goleiro é tratado carinhosamente pelos torcedores do Sport, também foi bafejado pela sorte em alguns momentos, entretanto, o que deixou a todos os presentes no estádio boquiabertos foram as defesas espetaculares, algumas, milagrosas até.
Como time vencedor começa com um bom goleiro e termina com um ataque eficiente, a torcida do Sport começa a apostar na possibilidade de o Sport vir a construir uma sequência de cinco vitórias. Para alcançar tal façanha basta contabilizar os pontos que irá disputar nos três jogos restantes do primeiro turno da Série A, respectivamente, contra Atlético/PR, América/MG e Figueirense, sendo os dois primeiros na condição de mandante, na Ilha do Retiro. Uma missão que não chega a ser impossÃvel. Caso consiga, este será o melhor momento do Sport no campeonato. A vitória sobre o Cruzeiro lhe levou a dar um salto na tabela de classificação, passando a ocupar a 14ª posição, a melhor que o Leão conseguiu ocupar até o momento.
Por ROBERTO VIEIRA
Quem viu milagres deste moço como eu/nós pernambucanos.
Sabe que é uma injustiça sua ausência da seleção.
Uma vez que fosse pelo menos uma vez.
Ele merecia vestir nossa número 1.
Infinitamente melhor que Allison, Jefferson.
Sem nenhum demérito para estes rapazes.
Todos bons moços.
Bons filhos e bons maridos.
Mas todos homens de carne e osso.
Porque esse Magro da foto é de outro planeta.
CLAUDEMIR GOMES
O
estudo da tabela numa competição de longa duração é
imprescindÃvel. O Náutico vinha de uma sequência de três
derrotas, onde sua defesa foi vazada dez vezes e seu ataque marcou
três gols, mas a tabela nos mostrava a possibilidade de uma reação
positiva na reta final do primeiro turno do Brasileiro da Série B,
onde a chance do alvirrubro somar nove pontos era real. O primeiro
passo foi dado com uma vitória convincente sobre o Avaà - 3x1 -
resultado que aumenta o favoritismo do time comandado por Alexandre
Galo para o confronto com o Tupi, vice-lanterna da competição.
Toda sequência positiva é imperativa. Caso o Náutico some seis pontos nos dois jogos restantes no primeiro turno, contra Tupi e Oeste, respectivamente, dará um salto na tabela de classificação, fato que impõe respeito aos adversários. Quando um time passa a ser respeitado, a busca pela regularidade se torna mais fácil. A evolução e a regularidade são as metas de todos os clubes que disputam a Série B no returno do campeonato que começa em meados de agosto.
Uma série de fatores contribuiu para a instabilidade do Náutico no primeiro turno da Série A. Os alvirrubros oscilaram bastante, e como consequência transitaram em vários pontos da tabela de classificação, saÃdo da zona de acesso, e chegando a parte de baixo, posição que não condiz com um clube que tem aspiração de ascender à Série A. Dentre as muitas dificuldades que o técnico Alexandre Galo teve que administrar, o grande número de jogadores que baixaram no departamento médico.
Por razões óbvias, o nÃvel de competitividade é mais elevado no returno do Campeonato Brasileiro, mas todos no Náutico estão com bons sentimentos em relação ao desempenho do time na fase final da competição. Otimismo que deve ser alimentado com os seis pontos a serem adicionados nos dois jogos que vêem a seguir.
CLAUDEMIR GOMES
Os "professores" também erram, e quando isso acontece, ou seja, quando eles se equivocam em suas propostas de jogo, em seus planejamentos táticos, o resultado não é outro senão uma amarga derrota. Foi justamente isso que aconteceu ontem à noite, no Arruda. O técnico, Milton Mendes, do Santa Cruz, cometeu um erro estratégico que possibilitou o crescimento e a vitória do Vasco - 3x2 - com um futebol convincente. O resultado levou o time carioca às oitavas de final da Copa do Brasil.
Se há oito dias, no primeiro confronto entre os dois times, em São Januário, no Rio, Mendes acertou ao escalar três volantes, dando maior consistência ao setor de contenção da equipe, fato que permitiu maior liberdade aos jogadores de criação e de ataque, nesta quarta-feira ele se equivocou ao optar por uma formação com três zagueiros de origem, plano de jogo com o qual a equipe tricolor não tem nenhuma identificação.
O Santa Cruz jogava por dois resultados: empate sem gols ou vitória simples. O treinador pôs o regulamento debaixo do braço, e esqueceu os riscos de uma equipe que adota uma postura defensiva diante de um adversário que tinha uma única alternativa: atacar. Ao final do primeiro tempo era notória a tensão que reinava nas arquibancadas. O resultado parcial assegurava a passagem do Tricolor do Arruda para a próxima fase da competição, entretanto, o futebol exibido nos 45 minutos iniciais não deixou a torcida com a confiança de que a meta seria alcançada. O Vasco jogou melhor. O técnico Jorginho enxergou os erros do adversário, e posicionou sua equipe de forma mais inteligente para explorar as falhas do Santa Cruz. Falhas coletivas e individuais, diga-se de passagem, como a do goleiro Tiago Cardoso no último gol vascaÃno.
Milton Mendes esqueceu que vantagem de empate é consequência, ou seja, se ao final dos 90 minutos a igualdade no placar beneficia o time, tudo bem. Mas isso é para ser explorado depois que se passar a régua e fechar a conta. Agora, é concentrar as atenções no jogo com o Coritiba, programado par sábado, à s 18h30, no Arruda. A vitória é essencial para os dois times, cuja meta é uma campanha de manutenção. Milton assistiu, ao jogo do time paranaense com o Atlético/MG, segunda-feira, em Belo Horizonte. Agora, é torcer para que ele não cometa novos equÃvocos ao definir o plano de jogo do Santa Cruz. Afinal, uma derrota pode levar o time de volta a zona de rebaixamento.