Histórico
Olimpíada 2016
Tentações podem atrapalhar cobertura
postado em 09 de agosto de 2016

Por ADALBERTO LEISTER FILHO - MÁQUINA DO ESPORTE


A matéria que abre nossa newsletter de hoje mostra que, caso tenha tempo e disposição, o jornalista credenciado pode aproveitar os dias olímpicos para conhecer cidades próximas, viajar a locais distantes, como Ceará e Amazônia, ou até aproveitar experiências como um Beer Tour pela região serrana ou se aventurar no stand up paddle ou no bodyboard.

Esse não é o único agrado à disposição do profissional de imprensa durante o período de competições. Patrocinadores e comitês olímpicos oferecem festas periódicas, seja para celebrar a medalha de algum atleta, seja para ativar suas marcas.

Assim, é possível assistir a um show exclusivíssimo de Maria Rita, com menos de cem pessoas na cobertura do hotel da Nissan, em Copacabana. Comes e bebes incluídos. Ou aproveitar a noite para curtir o Rio Scenarium, no centro, uma das principais casas noturnas da cidade, com entrada na faixa.

Para um bom programa vespertino, jornalistas credenciados também ganharam direito a ingresso gratuito no charmoso Cine Odeon, na Cinelândia.

"Tem tanta coisa legal para fazer e a gente tem mesmo que cobrir a Olimpíada?", ironizou um colega de cobertura durante deslocamento de BRT até o Parque Olímpico.

De fato, assim como os atletas não podem perder o foco com festas e badalações às vésperas de competir, jornalistas têm que se resguardar para ter energia para aguentar a cobertura dos Jogos. Há dias com eventos pela manhã, à tarde e à noite. Caso caiam nas tentações da cidade olímpica, assim como acontece com os competidores, o desempenho profissional será decepcionante.


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Santa Cruz
Milton Mendes não é mais o técnico
postado em 09 de agosto de 2016


CLAUDEMIR GOMES


Com relativo atraso, a diretoria do Santa Cruz anunciou, na manhã desta terça-feira, a dispensa do técnico Milton Mendes, que comandou o clube nas conquistas do Campeonato Pernambucano e da Copa do Nordeste, mas que não conseguiu manter a performance do grupo no Brasileiro da Série A. Na sua passagem pelo Tricolor do Arruda, Mendes disputou 32 jogos e acumulou 12 vitórias; 9 empates e 11 derrotas, com um aproveitamento de 46,8%.

Não se pode creditar a desastrosa campanha na Série A apenas aos equívocos cometidos pelo treinador. Uma série de fatores contribuiu para o baixo rendimento do grupo que não foi qualificado para descrever uma campanha de manutenção com relativo conforto. A Copa do Nordeste e o Pernambucano não podem servir de parâmetro para um campeonato que reúne os maiores clubes do futebol brasileiro. Milton Mendes recrutou 12 profissionais para reforçar o elenco coral, a maioria sem condição de ser protagonista.

Desde que o Brasileiro passou a ser disputado pelo sistema de pontos corridos que, um clube que acumula 19 derrotas não consegue sobreviver, ou seja, é rebaixado para a Série B. O Santa Cruz fechou sua participação no primeiro turno da edição 2016 da Série A com 11 derrotas, 4 empates e 5 vitórias. Os números são assustadores pois indicam uma tendência de rebaixamento. Fato que nos leva a conclusão de que os dirigentes tricolores perderam o time de tirar o treinador num momento em que o cenário não estava tão sombrio.

Gilmar Dal Pozzo e Péricles Chamusca foram os primeiros nomes especulados como forte candidatos para ocupar o cargo deixado por Mendes. Eduardo Baptista, atualmente na Ponte Preta, também foi lembrado nos vários debates em diferentes emissoras de rádio no início da tarde. Seja qual for o felizardo, sabe-se que sua missão no returno do Brasileiro não será outra senão evitar o rebaixamento.

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Olimpíada 2016
GABIGOL ?
postado em 08 de agosto de 2016

Por ROBERTO VIEIRA


A culpa não é de Gabriel Barbosa.

Ele joga direitinho - não é nenhum Coutinho.

Junto com Jesus e Neymar poderia ser um Trio Irakitan.

Mas daí a Santíssima Trindade é puro marketing.

Como transformar água em vinho.

Daí a ilusão vira pó nas arquibancadas da vida.

Ainda bem que Gabriel já foi vendido.

Já fez seu pé de meia.

Mas o que ajuda mesmo é esse apelido de Gabigol.

 Arte de transformar Maravilha nos Fios dessa vida.

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Acontece
Silêncio dos inocentes
postado em 08 de agosto de 2016

CLAUDEMIR GOMES


O técnico do Sport, Oswaldo de Oliveira, se recusou a dar uma entrevista coletiva, pós jogo onde o rubro-negro pernambucano empatou - 1x1 - com o Figueirense, e utilizou como argumento os erros de arbitragem, que teriam lhes deixado irritado. Os jogadores da Seleção Olímpica Brasileira de Futebol, deixaram o campo, pós um empate sem gols com o Iraque em silêncio. Nenhum deles teve coragem de enfrentar os microfones. Existem várias interpretações para o silêncio dos inocentes: covardia, imaturidade, falta de respeito, falta de ética... Enfim, seja lá qual for a melhor definição para tal comportamento, o fato revela o despreparo de todos para fazer uma autocrítica.

O que foi pior, um erro de arbitragem ou o equívoco de Oswaldo de Oliveira em definir o plano de jogo do Sport para enfrentar o Figueirense? A dependência do time rubro-negro de Diego Souza é fato. Afinal, trata=se do único jogador do grupo com uma técnica apurada, o que lhe leva a sair do lugar comum. Sem ele em campo o nível do setor de criação da equipe leonina desce a um nível bastante sofrível. Sem o seu maestro restava ao Sport buscar a vitória explorando a velocidade de Rogério. Com as entradas de Gabriel Xavier e Mark Gonzalez no time, Rogério passou a se movimentar bastante pelo meio, faixa de campo onde não havia espaço para ele explorar sua velocidade. Com suas características, o atacante rubro=negro é mais objetivo explorando as laterais do campo, fato que ocorreu quando o treinador tentou corrigir seu equívoco e colocou em campo Túlio de Melo e Edmilson. A partir daí Rogério foi o ponteiro agudo que se destacou desde os tempos em que vestia a camisa do Náutico. O Figueirense joga com um quarteto no meio campo formado por jogadores com idade avançada, o que lhe impõe um ritmo cadenciado, mesmo assim conseguiu envolver e anular o setor de armação do time do Sport.

Em relação à Seleção Olímpica Brasileira, o fato de o time passar 180 minutos sem marcar gols diante de adversários reconhecidamente inferiores tecnicamente, escancara, ainda mais os erros estruturais. As seguidas frustrações, que começaram na Copa de 2014, e seguiram nas duas edições da Copa América - Chile e Estados Unidos - parece que surtiram pouco efeito junto aos gestores da CBF.

"Mais importante é como termina, não como inicia". A frase que esbanja otimismo é do técnico Rogério Micale, em alusão ao mau começo de Neymar e companhia nos Jogos Olímpicos. Apesar dos dois empates sem gols contra a África do Sul e Iraque, a Seleção Brasileira tem chance de se classificar para a próxima fase do torneio, contudo, fica difícil ter bons sentimentos após as bisonhas apresentações iniciais. É impossível ser otimista observando as limitações do treinador, a falta de comprometimento e de vontade dos jogadores. O silêncio na saída do campo pode ter sido uma forma de retrucar os protestos dos torcedores, mas foi de uma imaturidade imperdoável. Um amadorismo do tamanho da incompetência dos gestores do nosso futebol. Bom! Se o técnico acredita, que venha o ouro. Afinal, "o ouro é ouro mesmo na lama".

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Campeonato Brasileiro
Empates indigestos
postado em 04 de agosto de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

Dois empates frustraram alvirrubros e rubro-negros neste meio de semana. Resultados - Oeste 0x0 Náutico e Sport 1x1 América/MG - que, aparentemente, não provocaram efeitos devastadores momentaneamente, mas que podem se transformar em complicadores para o alcance das metas traçadas pelos dois clubes nas respectivas competições que disputam: Série A e Série B. O técnico, Oswaldo de Oliveira, do Sport, simplificou o prejuízo como sendo apenas "a perda de dois pontos". Mas a ausência de dois pontos, quando se passa a régua e fecha a conta, pode impedir o acesso, como aconteceu com o Náutico, ano passado, ou determinar o descenso.

A conta do acesso é simples: 19 vitórias e 8 empates. O Náutico fechou o primeiro turno com 8 vitórias, 4 empates e 7 derrotas, com um aproveitamento de 49%. Seu aproveitamento como mandante foi o melhor dentre todos os clubes participantes da Série B: 81,5%. Entretanto, como visitante deixou a deseja, fato que puxou sua campanha para baixo. Na casa dos adversários o time comandado por Alexandre Gallo teve um discreto aproveitamento de 20%. Para chegar aos 65 pontos que lhes garantem o acesso à Série A, o Náutico tem que vencer 11 jogos, empatar 4 e perder apenas 4 partidas no returno. Trocando em miúdo,  os alvirrubros precisam de um aproveitamento de 100% no dever de casa e melhorar o desempenho como visitantes. Uma tarefa que parece pouco provável de ser executada por um time cuja objetividade do ataque é muito questionada.

Não são poucas as pessoas, inclusive formadores de opinião, que gostam de usar a frase: "Os clubes pernambucanos são acostumados a levantarem defuntos", em alusão a insucessos dos nossos representantes no Brasileiro diante de adversários de pouca expressão. Isso não é regra. Quarta-feira, antes do confronto do Sport com o América/MG, a frase foi repetida com uma frequência impressionante, como se fosse a verdade mais verdadeira. Por coincidência, os rubro-negros fizeram uma das piores apresentações nesta edição da Série A. Os comandados de Oswaldo de Oliveira  estiveram irreconhecíveis dentro das quatro linhas, e foram bafejados pela sorte com um gol marcado pelo chileno Mark Gonzalez aos 48 do segundo tempo. As circunstancias levaram os vinte mil torcedores presentes ao estádio, a comemorar o empate - 1x1 - como uma vitória. A sequência de quatro vitórias não foi alcançada, que poderia levar o clube para a parte de cima da tabela de classificação. A soma de apenas um ponto, em casa, a depender da combinação dos resultados da rodada, pode levar o Sport a descer duas posições na tabela.

Numa competição de tiro longo como o Brasileiro, a necessidade de vencer em determinados momentos é imperativa. Por maior que seja o esforço de técnicos, dirigentes e jogadores em amenizar o impacto dos dois empates, sabemos que eles podem funcionar como bombas de efeito retardado.    

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