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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
A última segunda-feira do mês de novembro de 2025 foi frustrante para o torcedor do Sport que, no domingo, dormiu tendo pesadelos. Afinal, foi obrigado a digerir a oitava derrota consecutiva sofrida pelo time leonino no Brasileiro da Série A. A tão aguardada definição do ex-presidente, Severino Otávio, se aceita, ou não, a missão de suceder o presidente Yuri Romão, no ápice de uma das maiores crises administrativa da história do clube rubro-negro foi adiada. Em contrapartida foi divulgada a notÃcia de que o fornecimento de energia elétrica havia sido interrompido por falta de pagamento.
Dizem que, de um edifÃcio ao lado do estádio ouviu-se uma voz: "Eu nesse coco não vadeio mais, apagaram o candeeiro e derramaram o gás". A voz era parecida com a de Branquinho, mas ninguém tinha certeza.
O fato é que, com o apagão, os rubro-negros sequer podem utilizar a célebre frase: "Quem sair por último apague a luz!". Como a sede monumental está sem teto, e com a vila olÃmpica no escuro, o cenário de devastação - tipo ruÃnas pós-guerra - é a tradução fiel do momento vivenciado pelo Clube da Ilha do Retiro.
Val - o taxista tricolor - que faz ponto na esquina da Rua Henrique Capitulino com a Av. Conselheiro Aguiar, em Boa Viagem, destila veneno o tempo todo com suas gozações. "O presidente do Sport está careca de saber que tudo isso ia acontecer", disse alto e bom som quando me viu, para em seguida se esbaldar numa gargalhada.
Faz sentido. Ao trazer uma Legião Estrangeira para a Ilha do Retiro, o presidente em exercÃcio tentou dar uma nova identidade ao Sport. Importou executivos que não tinham conhecimento da história do clube; da cultura do Estado; do amor dos verdadeiros rubro-negros. Enfim, não conheciam nada sobre a maior tribo do futebol pernambucano. Dinheiro foi jogado para cima e queimado como balões juninos. E a Torre de Babel rubro-negra não alcançou o "céu" sonhado por um grupo de idiotas que seguem cometendo equÃvocos.
Se vivo ainda estivesse, o mestre Nelson Rodrigues certamente escreveria em uma de suas crônicas: "A Ilha do Retiro foi ocupada por um monte de idiotas". Nelson tinha medo dos idiotas. Não porque eles fossem mais inteligentes, e sim, porque são muitos
Após a derrota sofrida para o Vitória (3x1), domingo na Ilha do Retiro, o diretor geral de futebol, um dos "estrangeiros" que aportaram na Ilha, deu um show de aberrações na coletiva de imprensa. Oportunismo puro de quem tenta se apresentar como bom timoneiro de um barco que afundo por conta de sua incompetência, e a dos seus pares.
Das 22 derrotas amargadas pelo Sport, até o mento, no Brasileiro da Série A, 10 foram como mandantes. O clube vem de 8 derrotas consecutivas, sequência nunca registrada na sua história. A Legião Estrangeira montada por Yuri tem executivos; técnico, jogadores... O Sport perdeu sua identidade.
O público presente no estádio, domingo, foi tão pequeno que não deu para ecoar o grito: "Fora Yuri Já".
A torcida do Vitória foi bem mais ruidosa.
Para a Legião Estrangeira isso pode não representar nada. Entretanto, para os verdadeiros rubro-negros é uma humilhação sem precedentes.
O adiamento da resposta de Branquinho foi bastante lamentado, pois pior do que o estrondo causado pelo desmoronamento do Sport é o silêncio e a aquietação dos que podem fazer algo e seguem estáticos.
Bom! A terça-feira promete. Severino Otávio - Branquinho - vai conversar com algumas lideranças do Sport. Sabatinado por alguns repórteres ele revelou que, tem 50% chance de ele aceitar o desafio. A essa altura dos acontecimentos ele já sabe o que quer, e o que vai fazer.
CLAUDEMIR GOMES
A desastrosa campanha que o Sport vem descrevendo no Brasileiro da Série A, onde se efetivou como o lanterna mais longevo da história da competição, fato que decretou o seu rebaixamento para a Série B, em 2026, com várias rodadas de antecedência do final do campeonato, levou os rubro-negros, de diferentes credos, grupos e facções a um único pensamento: à preciso cuidar da instituição Sport Club do Recife.
O momento é imperativo, exige maturidade. Como maturidade é produto da experiência, o nome do ex-presidente, Severino Otávio - Branquinho - foi apresentado por várias lideranças como sendo o ideal para conduzir o clube em meio a assustadora turbulência.
Os atuais gestores, Yure Romão e seus pares, sonharam com o céu, mas serviram um coquetel de incompetência, arrogância e prepotência que levou o clube ao mármore do inferno. O coro unÃssono que se formou %u2013 Fora Yure! %u2013 não é suficiente para equacionar os problemas postos à mesa. Ao clamor dos rubro-negros acrescente-se o já: "FORA YURE JÃ!"
"O Sport não tem tempo a perder", ressaltou Severino Otávio em algumas entrevistas deixando claro que, seu desafio é ouvir o máximo de rubro-negros antes de se comprometer a aceitar, ou não, a missão para a qual foi convocado.
"Existe tempo para tudo. Nos próximos dias tenho de ouvir muitos rubro-negros, principalmente os que hoje são tidos como oposição. O Sport não se resume aos ex-presidentes. Quero escutar a voz que emana das arquibancadas. Terminado o processo de "escutatória", segunda-feira definiremos se seguimos em frente com o projeto de restaurar e pacificar o Sport", comentou Branquinho que tem feito da telefonia móvel sua grande aliada no propósito de ouvir o máximo de rubro-negros possÃvel.
Severino Otávio sabe como fazer costuras polÃticas. Isto é fato incontestável. O desafio maior do Sport não será brigar pelo acesso no próximo ano. A prioridade das prioridades, no momento, é a restauração do clube, pois as rachaduras provocadas pelos atuais gestores podem determinar uma queda ainda mais vertiginosa.
Algumas questões polÃticas foram apresentadas sob alegação de que o melhor seria o presidente Yure Romão deixar o clube no final de dezembro, por conseguinte, Branquinho somente assumiria a presidência executiva em janeiro.
"Não me recuso a ir para uma eleição aberta, com a participação dos sócios. Acho justo e democrático tal caminho. Só entendo que a eleição teria que ser feita já. O Sport não tem tempo. Tem pressa", revelou Severino Otávio que vem recebendo inúmeros apoios de leoninos que se colocam a disposição para participarem de uma "força tarefa" visando a restauração do clube, se necessário for.
O futebol é o coração do Sport. Se ele não pulsa de forma correta, nada funciona a contento na Ilha do Retiro. Ciente de tal realidade, indagações sobre nome do futuro técnico, e a respeito da definição do elenco para a temporada 2026, surgem de forma natural. Branquinho tem sido verdadeiro e transparente nas suas respostas.
"Falar de tais necessidades agora é colocar o carro na frente dos bois. Que elas existem, existem. Mas a prioridade do momento é resolver o entrave polÃtico. Feito isso, mãos a obra porque tem muito trabalho a ser feito no Sport para salvaguardar seu nome e sua história", concluiu Severino Otávio que segue focado no seu tempo de costura.CLAUDEMIR GOMES
O 15 de novembro de 2025 entrou para a história do Sport Club do Recife como sendo o Dia da Proclamação do Fracasso. A humilhante goleada (5x1) sofrida para o Flamengo, maior "inimigo" do rubro-negro pernambucano foi o carimbo no passaporte do Leão da Ilha do Retiro, que retornará à Segunda Divisão Nacional carregando o fardo da pior campanha descrita por um clube desde que a competição passou a ser disputada pelo sistema de pontos corridos.
Tenho por hábito escrever ouvindo uma boa música. Ligo o rádio baixinho, sempre sintonizado na Tribuna FM. O ritual é repetido de forma automática. Pois bem! Hoje (16/11/2025) quando liguei o rádio a voz, super afinada da Gal Costa ecoou: "Dessa vez doeu demais".
Uma dor que só o torcedor sabe entender. à ele que vivencia esse amor incondicional. Um dos porteiros do prédio onde moro se chama Carlos. Rapaz simples, trabalhador honesto, focado no bem-estar da famÃlia, um sujeito do bem. Todos os moradores gostam dele. Vive em permanente briga com a balança, mas seu sobrepeso só faz aumentar. Isso não o impede de estar sempre vestido com uma camisa do Sport. O silêncio, e a tristeza estampada no seu semblante, revelavam seu estado de espÃrito.
"Não dá pra disfarçar", como bradou a diva Gal, ao sentir a dor do amor.
O público na Arena Pernambuco para assistir Sport 1x5 Flamengo foi de 19 mil pagantes. Segundo os promotores do evento, 15 mil eram torcedores flamenguistas e 4 mil masoquistas do Sport. Não posso chamar esses torcedores leoninos de heróis por achar que, quem paga para sofrer tem algum distúrbio emocional. Freud explica. Máximo respeito a todos por terem se tornado testemunhas oculares de um capÃtulo tão infeliz da história do Sport.
Fato inédito: pela primeira vez em mais de cem anos, o Sport enfrenta um adversário de outro Estado no Recife, e sua torcida foi numericamente inferior à torcida visitante. "Crônica de uma morte anunciada", como diria o grande, Gabriel Garcia Marquez.
Desde cedo sabemos que para tudo existem duas medidas. A regularidade pode determinar o sucesso de um time numa competição, assim como pode selar o seu fracasso. A campanha do Sport é o grande exemplo. O rubro-negro pernambucano será rotulado como o clube mais longevo na lanterna da Série A. Da terceira a trigésima-oitava o Leão se manteve estático na posição. Não deixou a última casa da tabela uma vez sequer. Regularidade maior não existe.
Pior ataque, pior defesa, pior saldo de gols, pior aproveitamento. à o Leão cantando Jackson do Pandeiro: "à de pió a pió a cantiga da perua é uma só".
Quem foi na conversa do presidente Yure Romão e seus pares, que andaram pregando que a coisa ia melhorar se deparou com a triste realidade dos fatos. Fake News tem pernas curtas.
Com a Proclamação do Fracasso, Yure Romão entre para a centenária história do Sport como o Presidente da Lanterna. Nada mais justo para selar sua incompetência. Afinal, ele não teve a sensibilidade para assimilar o básico: "A bola pune!".
Ela pune a incompetência e a soberba. Mistérios do futebol que bruxos, filósofos, monges, orixás, psicólogos, sociólogos, antropólogos, não conseguiram decifrar. A bola é lisa, escorregadia e volátil como a beleza dos falsos encantos.
Terça-feira tem mais: o Leão vai ao Rio enfrentar o Botafogo no Engenhão. A Proclamação do Fracasso já aconteceu. O resto é complemento.
CLAUDEMIR GOMES
Nuvens negras e traiçoeiras pairam sobre a Ilha do Retiro. A tribo leonina está em pé de guerra. Tudo por conta do jogo - Sport x Flamengo - que será disputado no próximo sábado, na Arena Pernambuco. A partida, que inicialmente havia sido programada para a Ilha do Retiro, foi transferida porque os gestores do Sport negociaram o mando de campo, presenteando o clube que ainda luta para tirar do rubro-negro pernambucano o tÃtulo mais valioso de sua história.
Ao testemunhar tamanho desastre, Luciano - O Grande - na condição de maior conquistar de tÃtulos na história do clube leonino, convocou o exército bivariano para uma batalha cuja finalidade é depor o rei que está de plantão na ilha mais cobiçada do Recife.
"Vamos tomar a Ilha como o exército otomano tomou Constantinopla!", bradou Luciano - O Grande - com a autoridade de quem conhece cada palmo daquele chão que tem a marca registrada dos seus antepassados.
No alto do romântico sapotizeiro, um pombo-correio leva a mensagem: "A mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta".
Recado dado, o Rei Romão, que já havia pedido desculpas aos seus súditos por ter "vendido" a dignidade do clube, numa ação que beneficiará um adversário fidagal, reuniu seus cavaleiros conhecidos como CEOs, numa távola retangular, e desabafou:
"Já estou careca de dizer que, por mais que aquele velho escriba me chame de paraquedista, daqui não saiu, daqui ninguém me tira".
O Urubu da Gávea, que causou todo esse rebuliço, ao sobrevoar a Ilha do Retiro observou que o teto da majestosa sede havia sido posto abaixo. Sem saber por qual razão, mandou um recado para animar seus milhares de seguidores que aportarão na Arena Pernambuco, no próximo sábado:
"A fortaleza do Leão já começou a ruir!". Maldade.
A Torcida Jovem conhecida como o "Exército Amarelo", PHD em plantar o terror pelas ruas da cidade, em dias de jogos acalorados, deitou suas armas e se posicionou como público para assistir a elite se digladiar. "Não vamos ser aliado de ninguém", ecoou a voz de comando dos amarelinhos.
Nas redes sociais, tribuna livre dos tempos modernos, os boatos, hoje tratados como Fake News, alcançam uma velocidade absurda.
"Luciano - O Grande - tá virado num mói de coentro!", posta um agitador sem esconder sua simpatia pelo exército bivariano.
"Calma! Os alquimistas estão chegando. Eles têm a fórmula da salvação. Nossa fortaleza seguirá em pé", assegura o estafeta do Rei Romão.
Um carro preto decorado com luzes azuis e amarelas estaciona na frente da sede do Sport, na Ilha do Retiro. Lá do alto, onde se planta a cumieira, dois urubus com camisas do Flamengo confabulam em animada azaração:
"Se não for a Federal é a funerária", diz o urubu um deixando escorrer pelo canto do bico sua baba de veneno. "Ainda bem que essa briga por poder não é igual a que estamos acostumados a testemunhar no Rio de Janeiro. Aqui ninguém vai morrer", pondera o urubu dois.
O carro preto nem era da PF, nem da funerária. Era a turma do Ministério Público que, após receber um manifesto contendo graves denúncias, foi se certificar da veracidade dos fatos. Ao cruzar o portão da Ilha do Retiro, a turma do MP foi surpreendida com a faixa:
"Sport: Ame-o ou Deixe-o!".
E ninguém soube dizer se a mensagem foi para Luciano - O Grande - ou se foi para o Rei Romão.
Interrogações como essa são comuns em "tempos de guerra".
CLAUDEMIR GOMES
Entra ano, sai ano; treinamentos são feitos; cursos são oferecidos; a tecnologia é inserida no contexto através de uma ferramenta chamada VAR, e a arbitragem brasileira segue na berlinda como sendo a vilã das competições realizadas no PaÃs pentacampeão do mundo.
Como diria o implacável, Aderval Barros: "Existe algo errada no que é certo!".
Onde está o erro?
- Na falta de educação dos jogadores, que são mestres da desfaçatez, da pantomima?
- No paternalismo e conivência de técnicos e dirigentes?
- Na discutÃvel qualidade do quadro de árbitros?
- Na invasão das Bets que pôs tudo, e todos, sob suspeição?
O sábio responderia: de tudo um pouco. Enfim, todos têm culpa no cartório, uma vez que o futebol brasileiro é regido pela famosa %u201CLei do Gerson%u201D, cujo princÃpio é "levar vantagem em tudo". E assim, a sequência de cenas hilárias transformam bons jogos em espetáculos toscos.
Confesso que, algumas cenas protagonizadas por jogadores/atores me fazem levantar para dar uma olhada no nariz de palhaço que fora colocado em mim, e em milhões de telespectadores.
Na condição de amante do futebol, não desisto. O amigo, Wilson Souza, que já integrou o quadro de árbitros da FIFA, e sabe das coisas, me envia informativo sobe a iminente inclusão da LEY WENGER no novo regulamento do futebol.
A IFAB é o órgão regulador das regras do futebol, e está analisando a proposta de mudança que foi testada em competições de categorias de base na Europa. As respostas foram consideradas positivas em face do aumento considerável da quantidade de gols feitos nas partidas.
A nova regra diz que: "Um atacante somente estará em impedimento - OFFSIDE - se nenhuma parte do seu corpo coincide com a do marcador".
O único inconveniente para aprovação da nova regra, de imediato, é que, em caso de aprovação, ela entrará em vigor a partir do Mundial de 2026. Tal fato divide opiniões entre os dirigentes da FIFA.
Não tenho a menor dúvida de que, a nova regra dará uma contribuição substancial para melhorar a dinâmica do jogo; aumentará o número de gols marcados e acabará com aquelas paralizações para se discutir impedimentos provocados por "cabelinho de sapo", como diz o versátil cronista esportivo, Roberto Nascimento.
à comum, no futebol brasileiro, o VAR, passar mais de três minutos sobrepondo linhas para definir se o atacante estava, ou não, em impedimento. O dedo mindinho na frente; cadarço da chuteira esvoaçante; nariz de papagaio, joanete, cotovelo, estão passando a régua até para medir a ferramenta dos jogadores.
Vai melhorar com a nova regra!
Penso assim. Até porque não estamos falando da Lei de Murphy, onde "o que está
ruim pode piorar".