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AUTOFAGIA
postado em 01 de setembro de 2016
JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO (blogdejjpazevedo.com)


Qual a razão da realização de um jogo entre dois clubes locais pela Copa Sul-Americana na Arena Pernambuco no horários das 22 horas?
Qual a razão de que tal jogo seja televisionado de forma direta para a praça local, motivando a presença dos torcedores em suas poltronas?
Qual a razão de que os cartolas aceitam essa imposição autofágica? A presença de apenas 6.570 torcedores no local demonstra claramente que algo de errado existe em tal processo.
Na realidade trata-se de uma autofagia programada. Jogar sem torcida é como um padre rezar uma missa sem fiéis. Afeta inclusive na qualidade do jogo. 
Óbvio que o horário das 20h seria o ideal, sem a presença da televisão que só olha para a sua grade de programação, e por uns pequenos trocados consegue trazer o acordo de clubes necessitados como os nossos.
Já temos um calendário suicida, já temos uma overdose de jogos nas telinhas, já temos um futebol de péssima qualidade, e pautar um evento no horário bacurau é certamente de uma maldade extrema, que é acobertada por todos os segmentos.
Sport e Santa Cruz em dois encontros por essa competição mequetrefe colocaram menos de 13 mil pessoas na Arena, o que mostra de forma clara o repúdio do torcedor ao sistema, ao horário programado, mesmo em um estádio de boa qualidade.
O futebol com exceção de alguns poucos clubes que motivam seus torcedores, que não chegam a cinco, está sendo trucidado por conta de uma falta de planejamento. O calendário é imbecil, feito por apedeutas. Luta contra as janelas de transferências, e somente nessa última 31 jogadores que atuavam no Brasileirão seguiram para o exterior, criando problemas para os clubes disputantes e reduzindo mais ainda a qualidade da competição que já é duvidosa.
Deixamos de analisar os esportes brasileiros por um bom período. Resolvemos por conta própria dar um tempo ao tempo e organizar um livro com vários artigos publicados. Voltamos e nada mudou no futebol nacional. A mediocridade reina, Del Nero ainda é presidente do Circo Brasileiro do Futebol, o sistema continua, poucos clubes se estruturaram para o futuro, os demais vivem em crise e no improviso o que não é novidade, desde que fazem parte de um sistema que reina em nosso país, corrompido, superado e que necessita em todos os seus setores de uma lavagem geral, que não será promovida com o tipo de gente que o comanda, pelo contrário farão de tudo para riscar do mapa o legado da Operação Lava-Jato que foi a única coisa boa que aconteceu nos últimos anos.
Somos todos culpados desde que permitimos que o sistema autofágico tomasse conta do país e em especial do futebol brasileiro. A reação do torcedor é unilateral e só acontece quando o seu clube vai mal, quando o problema maior é institucional. 
Chega de autofagia. Chega de cartolas superados e espertos. Precisamos mudar antes que a última pá de terra seja jogada no caixão com o cadáver do futebol.

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Arbitragem
A televisão no futebol inglês
postado em 31 de agosto de 2016
JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO
Assistimos no final de semana o jogo entre Hull City vs Manchester United, times de portes bem diferenciados, mas que realizaram uma partida emocionante e decidida aos 48 minutos do segundo tempo de forma favorável ao time de José Mourinho.
Estádio lotado, bem disputado mesmo com a diferença de forças, o que demonstra de forma clara a papel da distribuição dos recursos dos direitos de transmissão que possibilita um clube menor a ter um elenco com condições de uma boa participação.
O problema brasileiro é que o seu futebol tem uma dona, a Rede Globo, que ao comprar os direitos de transmissão toma conta do pedaço e manda no calendário, muda datas e horários dos jogos, e mata os clubes menores com uma esmola se comparada com os recursos distribuídos para os maiores.
Sem um maior equilíbrio a tendência é que a competição seja invertida, quando a maior disputa se reflete na parte da luta contra a degola. O público reduz e hoje três clubes representam 60% do total de pagantes do atual campeonato.
Não existe nada mais perverso do que o monopólio, e o futebol decadente do nosso país é um reflexo de tal fato. No futebol inglês três grandes empresas de comunicação dividem os direitos de televisionamento. Sky Sports (canal pago), BT Sports (pago) e BBC (canal aberto). Os direitos diferem na veiculação dos eventos.
A partilha das receitas tem um modelo bem democrático. 50% é dividido igualmente, 25% por colocação e 25% por audiência. Bem diferente do que acontece no Brasil, todas as partidas transmitidas são efetuadas de forma nacional, ou seja para todo o país, enquanto a Globo veicula apenas as partidas dos times do Rio e São Paulo, colocando uma regional a cada rodada. Tal fato representa uma quebra de visibilidade dos demais clubes.
Na realidade a cartolagem brasileira por conta das dificuldades dos seus clubes aceitam de forma silenciosa um crime que é cometido contra o futebol. Antecipações de receitas tornaram-se importantes para a cobertura dos rombos financeiros, no sistema de se cobrir um santo e descobrir um outro.
Um dos fatores da decadência do futebol nacional, além das gestões amadoras e apaixonadas é sem dúvida o modelo adotado para a distribuição de receitas. Na verdade com maiores recursos os clubes poderiam se formatar com maior qualidade e motivar os seus torcedores, que hoje apenas são meros figurantes no processo autofágico instalado.
Para os que fazem o nosso esporte da chuteira, os ingleses não devem ter inteligência na sua formatação, e que nós somos espertos por mantermos um sistema apodrecido, inclusive no processo dos direitos de transmissão, mas a verdade é bem diferente, a Premier League faz o melhor campeonato do mundo, e o nosso é a própria representação do que chamamos de mequetrefe, embora o jornalismo Pokemon enalteça a pobreza técnica que reduz o público, por uma questão de sobrevivência.
Por conta disso o Equador é um adversário perigoso, quando em outras épocas teriamos uma goleada. Sinais de um novo tempo.

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Brasileiro Série B
Mandante ruim não sobe
postado em 31 de agosto de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

A relatividade se faz presente em qualquer competição de futebol, razão pela qual é importante estudar a tabela e valorizar os detalhes. O Náutico, nas três primeiras rodadas do returno, obteve resultados idênticos aos somados nos primeiros jogos do campeonato: derrotas para Criciúma e Londrina, e vitória sobe o Vila Nova. O diferencial é que as derrotas no returno foram como mandante, condição na qual os alvirrubros tiveram elogiável percentual de aproveitamento na primeira parte da competição.

A análise feita do ponto de vista do resultado, e do posicionamento do clube na tabela de classificação, serve como argumento para alimentar o otimismo do torcedor, até porque, o melhor momento do Timbu na competição foi no ciclo formado da quarta a oitava rodada, sequência que o clube enfrentará a partir de sábado tendo como primeiro adversário o Sampaio Correa, lanterna do campeonato, cujo rebaixamento já é tido como fato consumado.

O fato novo, e que deixa o torcedor com a pulga atrás da orelha, é a vulnerabilidade apresentada pelo time nos últimos jogos disputados na Arena Pernambuco, uma vez que, no returno, o Náutico receberá a visita de adversários diretos na briga por uma vaga de acesso: Bahia, Vasco, Brasil/RS, Ceará e Atlético/GO. Eis o porque de a derrota - 2x0 - para o Londrina, ter ecoado de forma tão negativa em meio a torcida alvirrubra. Perder em casa, nesta fase de subtração de oportunidades de reação, assusta mais o torcedor do que o fato de ver o clube descer para a oitava posição na tabela de classificação.

Em tempo: o futebol apresentado pelos comandados de Gallo, principalmente no primeiro tempo do jogo, foi abaixo da crítica. Desta feita a tática da letargia no primeiro tempo, para reagir no segundo, não surtiu o efeito desejado.

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Artigos
Os godos na chácara da floresta
postado em 30 de agosto de 2016









Por ROBERTO VIEIRA


Para os mais antigos, o apocalipse.
O Mais Querido sempre foi biscoito fino.
O Fluminense do Rio era organizado e chique.
Mas o São Paulo era caixa alta.
Um clube que podia se dar ao luxo de renunciar aos títulos.
Para construir o monumental Morumbi.
O Santos conquistava o mundo?
Tudo bem!
O Palmeiras montava a Academia.
Tanto faz!
O Corinthians multiplicava sua torcida na dor.
Dor é coisa para os fracos.
O tricolor podia se dar ao luxo de não ganhar nada.
Construído o Morumbi.
Lá se foi o Clube da Fé conquistar o mundo.
Três vezes.
Por isso, a invasão do clube.
Os xingamentos.
As agressões.
O furto.
Tudo isso soa como o apocalipse do futebol.
Porque quando o futebol brasileiro mergulhava no caos.
Sempre havia alguém para lembrar do São Paulo.
O último clube que nos permitia ter fé no futebol brasileiro.
Mas o último fio de esperança se foi.

O futebol é definitivamente dos godos

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Brasileiro Série A
O jogo de Oswaldo de Oliveira
postado em 29 de agosto de 2016

Resultado de imagem para FOTO DE OSWALDO DE OLIVEIRA


CLAUDEMIR GOMES


O Sport fez, neste domingo, diante do Internacional, uma de suas piores apresentações no Brasileiro da Série A, fato que levou a torcida a aceitar o empate - 1x1 - como uma vitória conseguida aos 45 minutos do segundo tempo. Entretanto, o pior aconteceu fora das quatro linhas, na coletiva de imprensa, onde o técnico Oswaldo de Oliveira, usando de uma retórica elogiável, tentou desviar o foco atribuindo o resultado a um "erro" de arbitragem, fato que não ocorreu. O treinador leonino também se referiu a outras partidas onde, segundo ele, o clube leonino também foi prejudicado pelos apitadores.

Apesar da habilidade no jogo com as palavras, Oswaldo de Oliveira esqueceu que, num jogo de futebol, tudo aconteceu as vistas do torcedor. O comandante chegou a afirmar que, no intervalo do jogo viu o lance na televisão e o volante Paulo Roberto sequer tocou no atacante do Inter. Ora, a televisão mostrou a todos que não estavam presentes na Arena Pernambuco que, o jogador do Sport não só teve o contato físico como utilizou o braço direito para deslocar o adversário.

Oswaldo esqueceu que, o Sport terminou o jogo com um lateral jogando de atacante pelo lado direito, e um atacante jogando como ala pelo lado esquerdo. Isto é o bastante para se chegar a conclusão de que o empate foi obra do acaso, de um bafejo de sorte que beneficiou um atacante que estava esquecido, e que somente foi para o jogo por conta da contusão de Túlio de Melo, pois há muito tempo que, Vinícius Araújo, sequer era selecionado para figurar entre os reservas. Entretanto, o técnico leonino achou por bem despejar elogios no "salvador da pátria". E criticou a torcida por vaiar sua mudança, lembrando que os torcedores também já foram injustos com Serginho. Vale perguntar: se Serginho é tão eficiente, por que ele está na reserva?

Em determinado momento da coletiva, Oswaldo de Oliveira foi tão patético quanto Parreira foi, no dia seguinte após o fracasso do Brasil na Copa do Mundo e, numa coletiva de imprensa, criou o personagem "Dona Lúcia", que escreveu uma carta de apoio aos jogadores e comissão técnica. Ontem, Oliveira teve a cara de pau de dizer que "vários torcedores" quando encontraram ele em um lugar qualquer da cidade, lhes pediram para dar uma nova chance a Vinícius Araújo. Uma boa lorota.

Apesar de buscar várias vias no sentido de justificar o injustificável, o treinador leonino deixou claro que seus comandados abandonaram qualquer planejamento tática e conseguiram o empate na base do abafa, rifando a bola a todo instante na área do adversário. Uma alternativa que, normalmente é usada pelos desesperados que, conscientes das limitações, partem para o ataque como camicases. As vezes conseguem o objetivo, como aconteceu com o Sport diante de um Internacional que, pela primeira vez na história do Campeonato Brasileiro, desde que a competição passou a ser disputada por pontos corridos, aparece na zona de rebaixamento.

O torcedor também sabe fazer leitura de um jogo de futebol. Eis a razão pela qual, um confronto entre Sport e Internacional atraiu apenas 7.491 pessoas ao estádio. É preciso que alguém diga ao técnico Oswaldo de Oliveira que, querer tapar o sol com uma peneira não chega a ser uma arte. É apenas um esforço para que as pessoas não vejam os fatos com clareza.

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