Histórico
Campeonato Brasileiro
O pódio da Série B
postado em 26 de setembro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com


Faltando apenas um jogo para o encerramento da 27ª rodada do Brasileiro da Série B, entre Paysandu vs Bragantino, que não influencia na luta pelo acesso, a situação permaneceu estável com seis clubes disputando duas vagas restantes, desde que Vasco da Gama e Atlético-GO estão bem próximos de conseguir as suas.

Um fato que deveria ser analisado está relacionado ao número mágico para alcançar o pódio. No encerramento do Turno a pontuação do 4º colocado, Atlético-GO sinalizava para 64 pontos. Com oito rodadas realizadas no returno, essa caiu para 60 pontos, com uma ressalva de que os critérios técnicos deverão ser utilizados para o desempate.

No estudo das chances de cada candidato, um fator bem importante é o seu crescimento na segunda fase, que mostra uma tendência firmada e que irá influenciar no resultado final.

Ouvimos ontem uma pergunta sobre o Náutico, se esse poderia chegar ao G4 no final da competição. Como resposta afirmamos que seria difícil, mas hoje não impossível, inclusive após analisarmos os seus confrontos, verificamos que esse necessita aumentar o seu aproveitamento nos 11 jogos restantes.

Avaí, Atlético-GO, Bahia, Londrina e Criciúma foram os times que mais evoluíram na segunda fase. O Náutico terminou o turno na 6ª colocação, com 49,12% de aproveitamento, e caiu para a 11ª nos 8 jogos do returno, com um aproveitamento de 45%. Necessita conquistar 22 pontos para chegar aos 61, que representa um aproveitamento de 63%. Tal pontuação hoje é mais segura.

Para que se proceda um efeito comparação, o Avaí está com um aproveitamento nessa segunda fase de 79%, o Bahia, de 62%, Londrina e Criciúma, de 58%.  O Brasil de Pelotas apresenta uma queda, com 44%, quando no turno teve 52%.

Podemos considerar o Ceará e CRB fora dessa disputa. O time cearense é o pior na classificação do returno, com 5 pontos e sem uma única vitória, enquanto o alagoano está na 18ª colocação, com 6 pontos, e apenas uma vitória. É uma curva que vem se mantendo descendente.

Com relação as chances de cada um, considerando-se todas as variantes, o Vasco conta com 96%, Atlético-GO (89%), Avaí (55%), Londrina (40%), Bahia (38%), Náutico (26%), Brasil de Pelotas (24%), Criciúma (22%). Esses são os corredores dos últimos 400 metros (33 pontos), que faltam para o final da competição.

Os números colocam o Londrina no acesso, mas achamos que o Bahia estará no bolo maior quando do encerramento do Campeonato.

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Brasileiro Série A
De calculadora na mão
postado em 26 de setembro de 2016

CLAUDEMIR GOMES


Torcedores do São Paulo, Sport, Coritiba, Vitória, Figueirense, Cruzeiro e Internacional estão com a calculadora nas mãos fazendo contas, uma vez que, muitas são as possibilidades nas 11 rodadas restantes no Brasileiro da Série A, e os sete clubes citados correm o risco de serem rebaixados para a Série B em 2017. A matemática do futebol dos pontos corridos se resume a soma. Quando se divide, se perde. Quando empata, o clube leva apenas um ponto dos três em disputa, o outro vai para a conta do adversário, e o terceiro para a Caixinha das Almas. Portanto, aos que estão assombrados com o fantasma do rebaixamento só há uma alternativa: somar pontos e ultrapassar a marca dos 45 pontos que é o ponto de corte.

Com 16 derrotas contabilizadas em 27 jogos, América/MG e Santa Cruz teoricamente estão rebaixados. Os dois clubes têm 33 pontos a disputar, mas lhes faltam força e qualidade. O time mineiro esboça uma reação, não perde há quatro partidas. Nos últimos cinco jogos contabilizou 8 pontos contra 4 somados pelo Tricolor do Arruda. No cenário atual, o América tem grande chance de passar a lanterna para o Santa Cruz. Estatisticamente um clube com 19 derrotas não se livra do rebaixamento.

Após a disputa da 27ª rodada temos sete clubes com risco de queda, e somente cinco escaparão. Uma rápida olhada na tabela de classificação nos deixa com a impressão de que a manutenção na Série A está ligada a uma equação simples, mas na realidade se trata de um intrincado teorema, uma vez que são muitos os fatores que interferem direto no aproveitamento dos clubes: confrontos diretos; mando de campo; confrontos com clubes que brigam pelo título ou ainda lutam por vagas na Libertadores, e até os jogos com América/MG e Santa Cruz, equipes cujo rebaixamento segue num processo irreversível.

Com 34 pontos e 42% de aproveitamento, o São Paulo aparece na 12ª posição, tendo apenas quatro pontos a mais que o Cruzeiro, que abre a zona de rebaixamento. Até o momento o tricolor paulista somou 9 vitórias, 7 empates e 11 derrotas. Marcou 27 gols e sofreu 28, o que lhe deixa com um saldo negativo de um gol. Nas onze rodadas restantes terá um confronto direto com um clube que está na zona de perigo; medirá força com três equipes que estão no G4 e enfrentará América/MG e Santa Cruz, clubes que mais nada aspiram.

O Sport é o 13º colocado na tabela de classificação com 33 pontos e um aproveitamento de 30.7%. O rubro-negro pernambucano contabilizou 9 vitórias; 6 empates e 12 derrotas. Seu ataque marcou 37 gols contra 41 sofridos pela defesa. O saldo é negativo: 4 gols. Nesta reta final o clube leonino terá quatro confrontos diretos, com a vantagem de jogar como mandante em todos eles, ou seja, contra São Paulo, Vitória, Cruzeiro e Figueirense. O Leão medirá força apenas com um clube do G4 que é o Palmeiras e joga com o rebaixado América/MG.

O Coritiba tem o mesmo número de pontos do Sport: 33, e ocupa a 14º posição por ter uma vitória a menos. O clube paranaense somou, até o momento, 8 vitórias; 9 empates e 11 derrotas. Marcou 32 gols e sofreu 33, o que lhe deixa com um saldo negativo de um gol. Nas 11 rodadas restantes terá três confrontos diretos, enfrentará dois clubes do G4 e os dois que dificilmente escaparão da queda: América/MG e Santa Cruz.

O Vitória tem 32 pontos e ocupa a 15ª posição na tabela de classificação. O rubro-negro baiano tem 8 vitórias, 8 empates e 11 derrotas na sua campanha, onde marcou 34 gols e sofreu 38, ficando com um saldo negativo de 4 gols. Na reta final terá cinco confrontos diretos e enfrentará três clubes que estão no G4.

Com 31 pontos ganhos, o Figueirense ocupa a 16ª colocação na tabela, tendo um aproveitamento de 38,3%. Sua campanha é marcada por 7 vitórias; 10 empates e 10 derrotas. Seu ataque marcou 27 gols contra 35 sofridos pela defesa, o que lhe deixa com um saldo negativo de 8 gols. Nos onze jogos restantes terá quatro confrontos diretos e enfrentará dois clubes do G4.

O Comentarista da Rede Globo, Walter Casagrande, chamou a atenção para o fato de Cruzeiro e Internacional sentirem dificuldade de saírem da zona de rebaixamento. Na sua visão, os dois clubes, que normalmente brigam por vagas na Libertadores, sentem uma pressão maior na cobrança por resultados, fato que contribui para um número maior de erros em seus jogos. O Cruzeiro abre a zona de rebaixamento com 30 pontos e um aproveitamento de 37%. O clube mineiro somou, até o momento, 8 vitórias; 6 empates e 13 derrotas. Seu ataque marcou 34 gols contra 41 sofridos por sua defesa, perfazendo um saldo de 7 gols negativos. Na reta final o Cruzeiro terá três confrontos diretos e medirá força com dois clubes do G4.

O Internacional, que trocou de técnico duas vezes durante o campeonato, está na 18ª posição com 27 pontos ganhos. O time colocado contabilizou 7 vitórias; 6 empates e 14 derrotas. Marcou 27 gols e sofreu 34, tendo um saldo negativo de 7 gols. Nas onze rodadas restantes terá 3 confrontos diretos, medirá força com dois clubes do G4; fará um clássico com o arquirival Grêmio e enfrentará o Santa Cruz cuja queda para Série B é inevitável.

Este o cenário no momento em que se inicia a contagem regressiva para o final da competição. Agora, façam suas apostas.

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Copa Sul-Americana
A espera do imponderável
postado em 22 de setembro de 2016

CLAUDEMIR GOMES


O torcedor do Santa Cruz que ficou acordado até altas horas, na quarta-feira, para acompanhar o jogo histórico com o Independiente de Medellín, que marcou debut do Tricolor do Arruda numa competição internacional oficial, ficou com a sensação de que, com um pouco mais de ousadia os comandados de Doriva teriam retornado da Colômbia com um resultado melhor que a amarga derrota por 2x0. A vantagem construída pelo adversário é substancial, fato que torna iminente sua chegada às quartas de final DA Copa Sul-Americana.

O técnico coral abriu mão da qualidade ao deixar de fora do confronto três jogadores que representam o maior potencial técnico do Santa Cruz: Léo Moura, João Paulo e Keno. É possível que a estratégia fosse poupar as principais peças para o jogo de volta. Tal possibilidade deixou o torcedor otimista, uma vez que, o Independiente não apresentou um bom futebol, embora tenha sido eficiente nas finalizações. O sentimento entre os pernambucanos era de que se o time estivesse completo teria chances reais de construir uma vitória. Verdade. Faltou técnica e velocidade a equipe recifense.

A partida de volta, quarta-feira no estádio do Arruda, está sendo apresentada com uma moldura de otimismo exacerbado, o que nos leva a emitir alguns sinais de alerta. No afã de exaltar o momento histórico na vida do centenário clube do Arruda, pouco se falou do do time colombiano, e a sonegação de informações a respeito do momento do adversário levou o torcedor do Mais Querido a pensar que o Independiente fosse um pato morto, ou, no mínimo, ficar com a certeza de que "o diabo não é tão feito quanto se pinta". Portanto, vale lembrar que, se o Santa Cruz foi a campo desfalcado de suas melhores peças, o mesmo aconteceu com a equipe de Medellín que jogou sem seis titulares, inclusive os dois melhores atacantes.

O Independiente de Medellín se não chega a ser um dos melhores clubes do futebol sul-americano, pelo menos tem mais experiência internacional que o Santa Cruz, fato que, por si só exige respeito, e coloca a equipe colombiana como favorita nesta disputa por uma vaga para a próxima fase do torneio continental. Ao ver o Santa Cruz tropeças nas suas próprias limitações, chegamos a conclusão que, por enquanto a autonomia de voo do Tricolor é o Pernambucano e a Copa do Nordeste.

Bom! Na próxima quarta-feira vamos ter mais 90 minutos de bola rolando para ver se o imponderável entra em campo. Somente assim o Santa Cruz conseguirá reverter a vantagem.

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Acontece
A exclusão no futebol brasileiro
postado em 21 de setembro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com


Realizamos uma pesquisa no Brasileirão a partir da era dos pontos corridos, e nos deparamos com algo muito sério com relação a exclusão de 2/3 do país na maior competição nacional.

Tal fato repercute por conta do Brasil ser um país continental, com 27 estados (incluindo o Distrito Federal) em sua Federação e no máximo apenas 9 participam do seu campeonato maior. Uma Forte exclusão.

Tal desigualdade atinge em cheio o futebol de três regiões, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. A evolução do sistema só irá acontecer com um maior equilíbrio, e com as competições menores recebendo mais recursos, para que possam ter equipes bem estruturadas prontas para o acesso.

Hoje quando um clube chega a Série A, suas chances de continuidade são menores, desde que não tem o poder e as condições de uma maior competitividade. Temos um exemplo bem cristalino na atual temporada, com três clubes que vieram da Série B na zona do rebaixamento.

Nesse período analisado, a participação do Norte, com os clubes do Pará se deu  em 2003, 2004 e 2005 que foi o último ano. São 11 anos sem equipes nessa competição, que colaborou para a decadência desse estado.

No Centro-Oeste existe uma participação média anual de uma equipe. Em 2005 Brasilia teve a sua única participação com o Brasiliense, que foi logo rebaixado. No atual campeonato a região não tem representante.

No Nordeste nenhum clube da Paraíba, Alagoas e Sergipe. Do Rio Grande do Norte, apenas em 2007 com o America-RN, rebaixado no mesmo ano. Dai em diante o estado desapareceu do mapa do futebol nacional. Na Bahia, Vitória e Bahia se reversaram, algumas vezes participaram juntos. Nos anos de 2005, 2006 e 2015 não tiveram representantes.

A situação pernambucana é grave nesses últimos 16 anos . Nos anos de 2003, 2004, 2005, 2010 e 2011 não teve representante. O Santa Cruz no período de 2003 a 2016 jogou apenas duas vezes (2006 e 2016). Sport sete vezes (2007, 2008, 2009, 2012, 2014, 2015 e 2016), e Náutico cinco vezes (2007, 2008, 2009, 2012 e 2013).

São números que deveriam ser analisados, e que mostram a realidade do mundo do futebol, quando três regiões do Brasil simplesmente não existem, e quando participam da festa maior é para divertimento, sem maiores pretensões.

Existe uma necessidade de maior distribuição dos recursos e de se redesenhar o mapa futebolístico brasileiro.

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Brasileiro Série A
Torcida não tolera mais Oswaldo de Oliveira
postado em 19 de setembro de 2016

CLAUDEMIR GOMES


O Sport flerta com o rebaixamento desde o início da disputa do Brasileiro da Série A. No final do primeiro turno o time rubro-negro conseguiu sua melhor sequência na competição quando somou três vitórias e dois empates, resultados que lhes levaram a dar um salto da zona de rebaixamento para a parte de cima da tabela de classificação. Entretanto, uma série de erros lhe trouxe de volta ao sofrimento. A pouca qualidade técnica do grupo não foi suficiente para dar sustentação ao crescimento.

A derrota - 1x0 - para o Coritiba, um time da mesma estatura do Leão, e que foi a campo desfalcado de seis titulares, escancarou, ainda mais, a fragilidade de um grupo que foi montado dentro de critérios equivocados. Soma-se aos erros cometidos na composição do elenco, quando não foi respeitado o item qualidade na reposição de peças, os equívocos cometidos pelo técnico Oswaldo de Oliveira, que teve como castigo, um coro de mais de 7 mil vozes, lhe xingando de "burro, burro", ao testemunhar sua lambança, quando retirou de campo o atacante, Everton Felipe, o jogador mais lúcido da equipe rubro-negra. O fato deixou o treinador nervoso, e lhe levou a entregar o cargo no vestiário. Ao perceber o seu desequilíbrio emocional, o presidente, João Humberto Martorelli, pediu para que ele esfriasse a cabeça para conversar sobre o assunto.

Semana passada, já pressionado pelos fracos resultados, o técnico leonino se isentou de culpa em relação a montagem do elenco, o que merece uma contestação, pois, com sua anuência, o clube investiu e recrutou alguns jogadores que não deram uma resposta a altura, com exceção do atacante Rogério.

Oswaldo de Oliveira caiu em desgraça junto a torcida rubro-negra diante da série de erros cometida ao longo da competição. Habilidoso no uso das palavras, sempre procurou se proteger destacando erros de arbitragem como sendo a causa maior do fracasso do Sport em várias partidas. Passou a exigir um comportamento passivo do torcedor que, dentro de uma visão ditatorial, não tem o direito de externar seu descontentamento com o fraco desempenho do time através de um instrumento legitimo que é a vaia. Vale lembrar que a submissão nunca foi uma marca registrada dos leoninos. Domingo, quando a torcida passou a vaiar o goleiro Agenor, após o mesmo ter cometido uma falha primária que resultou no gol da vitória do Coritiba, Oswaldo de Oliveira passou a discutir com alguns torcedores, num jogo de cena patético.

Há muito que não ouvia, num estádio brasileiro, um coro uníssono chamando o técnico de burro. O comportamento pode ser avaliado como uma mostra da intolerância dos torcedores para com os constantes erros cometidos pelo treinador. As cobranças que antes eram direcionadas a determinados jogadores, agora têm como alvo o comandante da tropa, dono de um dos piores percentuais de aproveitamento dentre os técnicos que passaram recentemente pela Ilha do Retiro.

Os profissionais do Sport voltam a trabalhar na tarde desta terça-feira, quando teremos a resposta definitiva sobre a permanência, ou não, de Oswaldo de Oliveira no cargo.

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