Histórico
Brasileiro Série B
Givanildo e a conta das 19 vitórias
postado em 06 de novembro de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

Ao ver o Náutico na iminência de conquistar o acesso à Série A, o torcedor alvirrubro se encheu de otimismo e empolgação. Coisa da paixão, o que é natural e imprescindível para o futebol manter o clima contagiante e inspirador que se observa nas arquibancadas em qualquer lugar onde o esporte mais popular do mundo é praticado. Diferentemente dos torcedores, os profissionais envolvidos nas disputas têm a obrigação de pautarem seus comportamentos de forma pragmática. Tal lição nos foi dada pelo técnico, Givanildo Oliveira, que, em momento algum, deixou se contagiar pelo pressuposto, ou seja, com o que porventura venha acontecer nas partidas a serem disputadas.

Os torcedores do Náutico que marcaram presença, neste sábado, no estádio Rei Pelé, tinham como certa a vitória do time pernambucano, resultado que o manteria no G4 da Série B, e lhe aproximaria do sonhado acesso. Ao ser indagado sobre tal possibilidade, antes de a bola rolar, Givanildo foi taxativo: "Isso de quase não existe. Precisamos de três vitórias", destacou de forma enfática. Quem vive atento aos números captou, sem dificuldade, a mensagem do treinador alvirrubro que, do alto de sua experiência sabe que o passaporte para Primeira Divisão é carimbado com 19 vitórias. Daí a necessidade de o Clube dos Aflitos vencer um dos jogos que fará na condição de visitante, além de ter um aproveitamento de 100% nas partidas que realizará na Arena Pernambuco. Vale lembrar que o Náutico tem 16 vitórias. Para não correr nenhum risco teria que construir 4 vitórias, o que lhe levaria a um total de 20 vitórias no final da competição e um acumulo de 66 pontos.

De forma equivocada, alguns analistas estão tomando como referência a campanha do Avaí, como sendo o concorrente com o qual o Náutico terá que manter a queda de braço até o final na disputa por uma vaga de acesso. Ora, o clube catarinense chegou aos 58 pontos, e mesmo que perca o jogo para o alvirrubro pernambucano e vença as partidas que disputará com Oeste, Londrina e Brasil de Pelotas chegará a um montante de 20 vitórias e 67 pontos. Eis a razão pela qual, ao final da vitória sobre o Paraná, pelo magro placar de 1x0, o que mais foi ressaltado pelos comentaristas foi o fato de o Avaí ter colocado 4 pontos de vantagem sobre o time pernambucano.

A disputa direta pela vaga será com o Bahia, que nas cinco últimas rodadas contabilizou quatro vitórias e um empate. O Tricolor da Boa Terra tem 16 vitórias e 8 empates, resultados que lhes asseguram na quarta posição do G4, dependendo apenas dos seus resultados para assegurar o acesso. Caso contabilize três vitórias nos confrontos que terá com Sampaio Corrêa, Luverdense, Bragantino e Atlético/GO, chegará ao total de 19 vitórias e 65 pontos, que teoricamente lhes assegura a classificação.

As estatísticas são claras, precisas e imperativas, ou seja, quem estuda as probabilidades tem a obrigação de adotá=las como referência, tal como tem feito Givanildo Oliveira. Desde que o Brasileiro passou a ser disputado por pontos corridos que o mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, nos chama a atenção para a matemática da classificação: 19 vitórias e 8 empates. Cálculos infalíveis.

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Futebol Brasileiro
As arenas da Copa e a corrupção
postado em 06 de novembro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com


A revista Veja sistematizou os nomes que estão sendo investigados no esquema de corrupção dos estádios da Copa:

MANÉ GARRINCHA- José Roberto Arruda, Agnelo Queiroz e Tadeu Filipelli.

ITAQUERÃO- Lula e Andrés Sanchez.

MARACANÃ- Sergio Cabral.

ARENA AMAZÔNIA- Eduardo Braga e Omar Aziz.

ARENA DAS DUNAS- Henrique Alves e José Agripino Maia.

Uma verdadeira goleada da corrupção.

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Brasileiro Série A
Para se livrar da lanterna
postado em 03 de novembro de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

Santa Cruz e América/MG disputam domingo, no estádio do Arruda, aquele que podemos chamar de "o jogo da lanterna". Os dois clubes ocupam as duas últimas posições na tabela de classificação, e a queda para a Série B já está sacramentada para ambos como castigo pelas campanhas bisonhas que descreveram na Série A. Seguindo um raciocínio lógico, é possível afirmar que o confronto não atrai a atenção dos torcedores. No entanto, há controvérsias. Afinal, estamos falando da torcida do Santa Cruz, que no seu imaginário encontra motivações que contrariam a lógica.

Os tricolores já encantaram o planeta futebol quando o Santa Cruz disputava a Série D, quarta divisão nacional, e em determinada partida foi registrado um público de 60 mil torcedores. Agora, quando tudo conspirava para o jogo = Santa Cruz x América/MG = ser o mais discreto da 34ª rodada do Brasileiro da Série A, os fieis amantes corais lançam o mote: "Pela Camisa". Mais que uma convocação de fidelidade, o apelo também funciona como uma ordem aos profissionais que ora vestem a camisa tricolor. A vitória é uma questão de honra, de pudor. O castigo para o 17º colocado é o mesmo para o 20º, ou seja, o rebaixamento. Contudo, o último colocado recebe o carimbo e o lacre de "lanterna" da competição. É como se fosse o último dos condenados. O profissional pragmático não analisa o cenário por tal ótica. Mas o apaixonado, o amante tricolor se sente torturado com o indesejado troféu. Coisa da paixão que jamais será desvinculada do futebol, por maior que venha a ser sua evolução.

O gesto, a atitude dos torcedores não isenta os gestores do clube de culpa pela desastrosa campanha na Série A. Se a lanterna vir a ficar nas mãos dos tricolores, é um troféu com a marca registrada deles, dos atuais dirigentes, que ainda estão pegando carona no movimento deflagrado pela torcida, anunciando que, a renda do jogo servirá para resgatar parte do débito que o clube tem com os funcionários administrativos.  

Não vamos sonhar com um milagre similar ao da multiplicação dos pães, mas quando se trata da torcida do Santa Cruz é sempre bom reservar um espaço para aquilo que chamamos de inimaginável.

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Artigos
O futebol desafia Lavoisier
postado em 03 de novembro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com


Na escola aprendemos a ¨Lei de Lavoisier¨, com sua famosa frase: ¨Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma¨. O futebol desafia essa teoria.

Esse esporte existe por mais de cem anos, e não consegue se transformar. As suas normas são estáticas. Diversos esportes discutem as aplicações de suas regras e os possíveis ajustes, visando a qualidade do espetáculo. No basquete a linha de três pontos, que depois foi ampliada, foi uma conquista dos atletas de menor porte, que já não conseguiam participar desse esporte. No voleibol, o libero, o set corrido. Avanços.

Há anos que estudamos os esportes em todos os seus segmentos, e não entendemos que o futebol permaneça estático, sem transformações em suas regras. Um pequeno grupo domina-o com conservadorismo, e barra qualquer tentativa de modernidade.

Na FIFA de tudo pode, inclusive corrupção, mas alterar as regras é um pecado mortal. Essas são como um dogma papal. Ninguém pode discuti-lo por conta de sua infalibilidade.

Embora o futebol seja o esporte com mais densidade de penetração, vem perdendo espaço para outros que resolveram se atualizar e modificar conceitos que estavam travando o progresso.

As modificações nas suas regras foram tão pequenas que pouco repercutiram nos jogos. Existem alguns pontos que poderiam ser testados que não iriam ferir os seus conceitos básicos, que certamente dariam uma maior movimentação e equilíbrio nos jogos de futebol.

Uma nova norma para o impedimento seria bem importante, quando passaria a ser contado apenas na linha da grande área em diante. Os gols que são a essência de um jogo iriam crescer, e com isso a empatia dos torcedores.

Outro ponto importante seria o aumento do número de substituições, de três para cinco, inclusive os goleiros em qualquer momento do jogo. Os conservadores fizeram uma modificação ridícula para o aproveitamento de mais um atleta nas partidas contempladas com prorrogação, que na verdade são resumidas. Hoje os bancos de reservas abrigam doze jogadores.

Fizemos uma experiência em Pernambuco nos campeonatos abertos, e constatamos que a substituição de cinco atletas durante o jogo, tornava-o mais movimentado, e com uma maior oxigenação.

Uma das maiores imbecilidades que acontecem em uma partida de futebol, está relacionada as expulsões de jogadores por conta de faltas sem gravidade, após a exibição de dois cartões amarelos. Perde o clube, perde o jogo, e perdem os torcedores.

Para uma atitude como essa, poderia haver uma substituição do apenado por um jogador do banco, entre os cinco que seriam utilizados. A expulsão só seria procedida em caso de uma falta grave. No Handebol o atleta é apenado com dois minutos no banco, sem substituto.

Com esse modelo proposto haveria a melhora do espetáculo, e atenuação da importância da arbitragem, permitindo que tenha mais tranquilidade no exercício da sua função. Existe uma pesquisa que mostra de forma clara que as expulsões tumultuam o restante do jogo, e motivam pressões aos seus mediadores.

São detalhes bem simples, e que aplicados dariam uma maior dinâmica ao futebol, fato esse que está faltando nos gramados.

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Sport
Para reviver 1987
postado em 01 de novembro de 2016

Resultado de imagem para fotos de Homero Lacerda


CLAUDEMIR GOMES

 

O novembro azul chega para acelerar o processo sucessório no Sport Club do Recife. No próximo dia 16 será publicado o edital de convocação para as eleições que acontecerão em dezembro. Até o momento nenhum nome foi oficializado como candidato a sucessor do presidente executivo, João Humberto Martorelli. A expectativa gira em torno do provável encontro de várias lideranças do clube, nesta terça=feira, no qual poderá ser anunciado o nome do ex=presidente, Homero Lacerda, como candidato ao executivo. Por tradição, já que não é regra, Martorelli passaria a ocupar a presidência do Conselho Deliberativo no próximo biênio. O ex=presidente, Luciano Bivar, se colocou a disposição para ocupar qualquer cargo, abrindo a possibilidade de ser formada a dupla, Homero/Luciano, que levou o Sport ao título mais importante de sua história: o Brasileiro de 1987.

Em meados de outubro, Luciano Bivar sugeriu o nome do empresário, Eduardo Monteiro, presidente do Grupo EQM, projeto inviabilizado devido aos muitos compromissos de Monteiro. O ex=presidente, Milton Bivar, que levou o Sport a conquista do título da Copa do Brasil em 2008, teve seu nome lembrado pelo atual presidente do Conselho, Jarbas Guimarães, mas a proposta não chegou a ser oficializada. O grupo capitaneado pelo ex=presidente, Wanderson Lacerda, pode lançar o ex=diretor de futebol, Fred Domingos como candidato.

No atual cenário Homero Lacerda aparece como o grande favorito dada a empatia do torcedor rubro=negro com o seu nome. O ano de 87 nunca acabou para o Sport. A história da conquista do título emblemático foi enaltecida pela luta travada nos bastidores, onde Lacerda se mostrou um guerreiro incansável na defesa dos direitos do Sport. As batalhas homéricas contra CBF, Rede Globo, Coca=Cola, Flamengo, Clube dos 13... o transformou em um ídolo. Em 2000, tendo Luciano Bivar como presidente, Homero Lacerda assumiu o comando do futebol leonino, e trouxe de volta a Ilha do Retiro, o técnico Emerson Leão, que havia comandado o Sport na exitosa campanha de 87. O clube da Ilha do Retiro fez uma campanha brilhante na Copa João Havelange, fato que levou o treinador a ser convocado para a Seleção Brasileira. Em 2006, Lacerda foi convocado, outra vez, para assumir o comando do futebol pelo presidente a época, Gustavo Dubeux. Naquele ano o Sport conquistou o título pernambucano e ascendeu a Série A após uma espera de quatro anos.

Como sempre acontece nas eleições do Sport, o surgimento de candidatos nanicos é inevitável. Na maioria das vezes as candidaturas são lançadas e funcionam como moeda de troca por algum cargo.

"Para reviver 87". Este deve ser o mote para o lançamento da campanha de Homero Lacerda.   

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