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A Lava Jato chegando ao futebol
postado em 13 de novembro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com


O Brasil é um país onde uma parte da sociedade aplaude os corruptos, e apedreja aqueles que os estão combatendo. O maior exemplo está na Lava Jato, cujos componentes estão prestando um relevante serviço no combate a corrupção que está encravada em vários segmentos da nação, e existe um movimento para abafa-la, fato esse que a sociedade do bem não irá permitir.  

Os nossos coxinhas e as mídias ufanistas estão abraçados a uma seleção que representa a podridão do futebol brasileiro, esquecendo que a entidade dona desse time tem três péssimos exemplos de gestores envolvidos em investigações policiais, Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero.

Vivemos um momento surreal, quando o currículo é esquecido por conta de uma vitória no gramado. A casa cedo ou tarde irá cair, com a Lava Jato adentrando no futebol com a abertura do inquérito determinado pelo Ministro do STF, Teori Zavascki, para averiguar denúncias de corrupção contra o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez.

Tal fato não foi repercutido como deveria ser pelo seu grande alcance. Mas os analistas acharam um novo herói para ser aclamado, o técnico Tite, que é a bola da vez. Até quando não sabemos.

Não vamos julgar o cartola, mas devemos caracterizar que as denúncias não tem nenhuma vinculação ao seu mandato de deputado federal, e sim como dirigente do alvinegro paulista, e da delação da Odebrecht que o cita, inclusive com nome nas planilhas dos pixulecos.

Enfim a Lava Jato chega ao futebol brasileiro. Trata-se de um momento histórico que foi percebido por poucos, mas é real. Uma investigação é um novelo, e qualquer fio da meada puxado, poderá abrir a caixa preta desse esporte. Uma investigação é uma bola de neve, que vai crescendo quando essa vai rolando.

Enquanto o esporte está sendo deixado de lado pelos poderes de investigação do Brasil, investigadores americanos apuram suspeitas de que os cartolas do futebol foram beneficiados por contratos obtidos pela Odebrecht, empresa foco da Operação Lava Jato.

Segundo o jornalista Jamil Chade, do jornal Estado de São Paulo, tanto o escândalo da FIFA, quanto o da empresa brasileira estão sendo analisados pelo Departamento de Justiça dos EUA.

Segundo a matéria, os investigadores estão cruzando informações no que se refere à construção de estádios para a Copa de 2014. O resultado do inquérito pode alimentar o julgamento dos cartolas brasileiros e mesmo europeus.

Essas investigações contra Sanchez torna-se mais importante desde que poderá solicitar informações do FBI, que já conta com um bom número de documentos.

Se nesse fio que poderá ser puxado da meada originar delatores, poderemos ter uma delação premiada pela primeira vez no futebol brasileiro, e quem sabe os bastidores insondáveis, escondidos nos ¨bunkers¨ de concretos poderão ser escancarados.

Certamente se isso acontecer muita gente deixará de dormir.

Em Pernambuco tem um personagem que se resolvesse delatar os bastidores do futebol, não sobraria pedra sobre pedra.

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Brasileiro Série B
A hora e a vez dos protagonistas
postado em 10 de novembro de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

Nossos visitantes sabem que, diariamente conversamos, por telefone, com o mestre José Joaquim Pinto de Azevedo, que considero uma fonte inesgotável de conhecimento. Ontem, no nosso bate papo matinal, ele fez referência ao comentário que fiz, na Rádio Globo, sobre o jogo Náutico 1x0 Goiás, onde destaquei a participação dos protagonistas das duas equipes: Marco Antônio e Walter. Foi o mote que encontrei para sair do lugar comum e tentar, repassar para os ouvintes, o porque daquela igualdade no placar. A observação foi feita no comentário do intervalo da partida.

Como sempre, Azevedo fez uma colocação inteligente: "Os comentaristas de hoje falam da guerra e não analisam as batalhas". Verdade. Talvez este seja mais um efeito do futebol de resultados. O mestre Adonias de Moura sempre nos orientou que a prioridade para um analista tem que ser a causa. O efeito é para a satisfação de uns torcedores, e tristeza de outros. Há muito tempo que observamos o empacotamento da Série B. O único clube que conseguiu se desgarrar foi o Atlético/GO. A estagnação dos times que postulam uma vaga de acesso, em determinado momento da competição, permitiu a chegada de outros à briga, como foi o caso do Náutico, que evoluiu sobremaneira pós chegada de Givanildo Oliveira. O outro efeito do baixo rendimento é o equilíbrio estabelecido na disputa que ficará marcada como uma das edições de pior nível técnico, fato que abre um leque de possibilidades para os clubes que hoje brigam por três vagas para a Série A em 2016.

Estamos a quatro rodadas do final do campeonato, e o único time que se livrou da pressão do resultado foi o Atlético/GO, por ter cravado sua classificação no último jogo. A meta foi alcançada e o título fatalmente chegará como bonificação a boa campanha que teve a regularidade como marca registrada. Os demais, Náutico, Vasco, Bahia, Avaí e até CRB e Londrina, que correm por fora, além da força do conjunto, ficarão à mercê de seus respectivos protagonistas. Sabemos que também existe "Oscar" para coadjuvantes, mas deles não podemos esperar mais do que eficiência na execução do básico. O coadjuvante faz acontecer.

Marco Antônio apostou nos Aflitos no mesmo período de Givanildo, fato que levou os dois a dividirem os méritos pela reação e crescimento apresentado pelo time alvirrubro. Experiente, e com uma técnica mais apurada que seus companheiros de equipe, não demorou para, através de suas atuações, ser eleito o protagonista do grupo nesta reta final do campeonato. O problema é que nas últimas três partidas o seu rendimento caiu de forma vertiginosa. Sem o seu protagonismo o Náutico perde o diferencial. Tal fato torna ainda mais desafiante a busca pelo acesso para o alvirrubro pernambucano.  

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Artigos
O País de "Tancinha"
postado em 09 de novembro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com


O Brasil vive o seu melhor momento na Era da Imbecilidade. No dia de ontem em pleno supermercado ouvimos um debate ¨antológico¨ sobre o destino de ¨Tancinha¨. Tudo isso na fila do caixa.

Na verdade na ocasião não entendemos a razão de tanta preocupação pelo destino de uma pessoa. Pensamos que tratava-se de algum caso de sequestro que faz parte da cultura nacional. Descobrimos finalmente que era uma personagem de uma novela global, através do jornalista Claudemir Gomes, cuja esposa é expert na leitura das colunas televisivas do UOL.

Por conta disso voltamos o nosso olhar para as ¨Neimazetes¨ mineiras, e os ¨coxinhas¨ que estarão no Mineirão para presenciarem o jogo de duas seleções que representam as entidades com dezenas de anos de lama em suas gestões.

Brasil e Argentina são almas gêmeas em podridão, e ambas com bons jogadores. Esse apoio faz parte da Era da Imbecilidade instalada no Brasil, desde que existem protestos contra tudo, e nenhum desses relaciona-se com o futebol. 

O Circo Brasileiro do Futebol (CBF) é comandado por um presidente envolvido no esquema de corrupção, que está sendo investigado pela Justiça dos Estados Unidos desde 2015. Essa já levou à prisão o ex-presidente José Maria Marin, e provocou a renúncia do ex-do-ex Ricardo Teixeira.

Das entidades do nosso Continente, Del Nero é último dos moicanos, e por conta disso não sai do Brasil nem que a vaca tussa, com receio das algemas do FBI.

Por outro lado, a Argentina teve por décadas Julio Grondona dirigindo o seu futebol, com uma gestão corrupta e com graves problemas.

Hoje encontra-se com um interventor nomeado pela FIFA, já que a eleição para a presidência da entidade teve algo grotesco: Os dois candidatos tiveram 38 votos cada um, mas, o grande problema está relacionado ao número de votantes, 75, ou seja teve um jabuti colocado numa árvore.

Os ufanistas da mídia nacional que tratam essa seleção como brasileira, o que na verdade é apenas do Circo não exploram esse tema, com relação ao sistema implantado no futebol dos dois países que representa o atraso e sobretudo enlameia os esportes. Eles são coniventes.

Se o Circo ganhar da Argentina, a imprensa irá dar um grande destaque, com manchetes afirmando que a entidade voltou a ter o respeito, e deixa de lado os seus gestores que representam o que de pior existe em nosso país.

O futebol brasileiro nunca foi tão mal gerenciado, vivendo em um caos administrativo, e duas das maiores seleções do futebol mundial estarão no gramado do Mineirão, como representantes de administrações corruptas, fracassadas e sem futuro.

Os nossos amigos visitantes sabem que não somos politicamente corretos, e por isso não assistimos jogos desse time do Circo, e torcemos contra, para que o clamor da sociedade enfim possa aparecer, muito embora a era da imbecilidade não o permita.

¨Tancinha¨ é maior do que tudo isso.

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Brasileiro Série A
O talento de Diego Souza fez a diferença
postado em 08 de novembro de 2016

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CLAUDEMIR GOMES

 

"Nada substitui o talento". Verdade mestre, Paulo Jardel. Diego Souza nos provou isso quando, desfilou com sua arte dentro das quatro linhas do gramado da Arena do Grêmio, capitaneando a inédita vitória (3x0) do Sport sobre o Tricolor Gaúcho, em Porto Alegre. O feito do clube entra para a história, o virtuosismo do craque ficará gravado na memória daqueles que tiveram a oportunidade de testemunhar, in loco, ou pela televisão, seus passes mágicos, os deslocamentos inteligentes e os gols de bela feitura. A arte também ficou ressaltada num lance mágico, onde, com sua genialidade, ele deu a famosa cavadinha na saída do goleiro, mas a bola irônica e caprichosa resolveu beijar a trave, para que a perfeição não fosse alcançada.

Como é maravilhoso se deleitar com o futebol arte, pouco comum nos gramados brasileiros nos dias de hoje. O craque deu a cavadinha e correu para o abraço. Ao ver a bola esbarrar na trave veio a desilusão com aquela que ele tem tanta intimidade, e que cuja cumplicidade o fez, inúmeras vezes, levitar ante a caçada incessante de brutamontes que utilizam o antijogo na tentativa de ofuscar o talento. O primeiro gol de Diego Souza foi uma pintura; o de Rogério também merecia ser emoldurado tal a precisão do chute de primeira. Entretanto, tal como aconteceu na Copa de 70 com Pelé, os lances magistrais não redundaram em gols: uma tentativa de cobertura do meio de campo e um toque após dar o drible da vaca no goleiro. Para as gerações que assistiram, as jogadas foram memoráveis. Até hoje são mostradas como pérolas do futebol. Assim será a cavadinha do craque leonino.

Quanto ao jogo, há quem queira desmerecer a vitória do Sport, sob o argumento de que o Grêmio estava desinteressado no confronto. Coisas do futebol, onde o contraditório se faz presente sempre. O fato é que, depois de um período de adaptação, no qual o adversário foi mais ativo, o Sport descobriu os espaços que poderia explorar e tomou às rédeas do comando. O acerto do coletivo foi decorrente do brilho individual de algumas peças. A conquista dos três pontos em disputa deixou o Sport menos pressionado, próximo a ultrapassar o ponto de corte. Com os dois gols que marcou na Arena do Grêmio Diego Souza assume a artilharia do campeonato ao lado de Fred do Atlético Mineiro. Um prêmio ao talento.     

Aquela bola merecia ter entrado. Pelo brilho que deu ao jogo, o craque tinha todo o direito de pedir música no Fantástico.

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Brasileiro Série B
Para manter a esperança
postado em 08 de novembro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO  = blogdejjpazevedo.com


A terça-feira será gorda na Série B do Brasileiro, com uma rodada cheia com 10 jogos. Para os cinco clubes mais próximos do acesso essa 35ª etapa da competição é definidora.

Vamos ter um processo do ¨SALVA-SE QUEM PUDER!

O único clube com folga é o Atlético-GO, cuja pretensão é apenas a conquista do título, desde que o acesso praticamente já foi conquistado.

O Clube Náutico não poderá sequer empatar com o Goiás. Se isso acontecer e dependendo dos outros resultados, o alvirrubro perderá as condições de acesso. Como mandante, o time pernambucano tem um ótimo aproveitamento (74,51%), enquanto a equipe goiana é péssima quando joga fora com apenas 29,41%. As chances de vitória do time da Rosa e Silva são grandes.

O maior drama é do Vasco da Gama que vem de uma queda nas últimas rodadas, e de favorito absoluto tornou-se mais um disputante.

Embora as suas chances sejam altas, o clube da Colina está com a mesma pontuação do Avaí, separado apenas pelo critério técnico do saldo de gols. Enfrentará em casa o Luverdense, que vem fazendo uma boa campanha nesse returno.

Por outro lado a distância do Vasco para o Náutico (5º) é de apenas quatro pontos. Como mandante o time tem um aproveitamento de 68,63%, enquanto o adversário como visitante tem uma campanha frágil, com 29,41%. Os números apontam para a equipe carioca, mas esse jogo será de vida ou morte.

Por sua vez, o Avaí enfrentará o Oeste fora de casa, e com chances de aumentar a sua pontuação, mas é apenas um razoável visitante (33,33%). O adversário luta contra a degola e tem um percentual de 41,88% de aproveitamento quando joga em casa, que na verdade não é sua.

O Bahia tem uma partida mais fácil do que os demais. Enfrenta na Fonte Nova o Sampaio Correa, lanterna da competição, que tem apenas 15,69% de aproveitamento como visitante.  

Fechando os jogos desses cinco disputantes, o Londrina recebe o líder da competição, Atlético-GO, que é bom visitante (47,06%), enquanto esse é bom como mandante (58,82%), tem uma boa defesa mais encontra dificuldades no ataque.

Uma rodada de emoções para quem luta por uma vaga no G4 do acesso. É o verdadeiro ¨SALVA-SE QUEM PUDER!¨ Quem não puder, morre. 

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