Histórico
Futebol Brasileiro
Cultura uma ova!
postado em 23 de dezembro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO  = blogdejjpazevedo.com


No Brasil criou-se o costume de se encobrir alguns malfeitos como se esses fizessem parte de nossa cultura. O jeitinho brasileiro é usado para justificar algo que foge dos padrões normais.

O que mais ouvimos nas televisões da vida, são essas palavras, cultura e jeitinho. Realmente vivemos na era da imbecilidade.

Quando se joga lixo na ruas, é um cultura. Quando se chega atrasado em um encontro, é uma cultura. Levar vantagem em tudo, é uma cultura, e lá vamos nós de cultura em cultura.

Roube mas faça é uma cultura perdoável, desde que as obras estão presentes dando a penitência aos seus superfaturamentos. Paulo Maluf por muito tempo foi o símbolo do sistema, sendo substituído hoje pelos corruptos que tomaram conta do país nos últimos anos, que nada viram ou ouviram. São modernos.

Como o futebol é um segmento da vida nacional, também criou as suas culturas, e entre essas algumas nefastas, como a das demissões de treinadores.

Ao cair na dança das cadeiras, as primeiras palavras do treinador atingido é lamentar a cultura de demissão de profissionais após uma derrota de seus clubes.

A realidade é bem outra, e a quantidade exacerbada de mudanças nas divisões principais não demonstram a tão citada cultura, e sim a falta de planejamento dos clubes para uma temporada esportiva.

Contratar um treinador é por demais relevante, já que esse terá a responsabilidade de pilotar um barco, que deveria ter uma rota preparada para que no caminho não afundasse. Nada disso é feito, contratam por contratar, sem que o perfil desse timoneiro seja analisado e carimbado com o OK, compatibilizado com a carta náutica a ser obedecida.

Na verdade a palavra cultura está sendo mal aplicada nesse contexto, desde que no seu lugar o correto seria referenciar uma outra que atende pelo nome de IRRESPONSABILIDADE.

Saída de treinadores e contratações de novos, tornou-se um fato normal em nosso país, tão simples como se vender bananas em uma feira livre. Criou-se um sistema de banalidade, que mostra o quanto andamos na organização do futebol.

Na divisão principal foram 29 substituições, e na Série B somou 23. A falta de visão dos cartolas é extremada, que esses ainda não entenderam que tais mudanças na maioria dos casos não resolvem o problema, posto que está entranhado na estrutura existente nas agremiações, que é da idade da pedra lascada.

Apenas três clubes da Série A permaneceram com seus treinadores, Palmeiras, Santos, e Atlético-PR. As performances demonstraram o acerto. Certamente os seus dirigentes foram mais competentes, e apostaram no que seria melhor para os seus clubes.

O grave é que tudo isso acontece é analisado pelas mídias de forma simplória, sem conteúdo, e sobretudo na busca das raízes dos problemas, sobretudo por não refletir os prejuízos que cada saída deixa nos cofres dos clubes.

Mas como se trata o assunto como cultura, continuamos a viver com esse comportamental da dança das cadeiras, que é sem duvidas uma das maiores irresponsabilidades dos gestores do futebol.

CULTURA UMA OVA, é muita incompetência.

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Futebol Pernambucano
A mesmice do fim de ano
postado em 21 de dezembro de 2016

CLAUDEMIR GOMES

 

A Engenho de Mídia nos presenteou com uma coletânea de TEXTOS = Artigos e Crônicas = tendo como mote o fim de ano. Jornalistas, juristas, escritores, publicitários, pessoas com mentes brilhantes e formações diversas, nos brindam com narrativas espetaculares, e nos mostram como a vida é efêmera e fugaz. A maioria dos autores faz questão de expor seu otimismo em relação ao futuro. O ex=companheiro de redação no Diário de Pernambuco, Raimundo Carrero, pragmático e conciso, afirma que, "Se existisse no calendário um ano para esquecer, 2016 seria apagado a ferro e fogo". Concentrei o pensamento no futebol pernambucano, sobre o qual o pensamento de Carrero cai como uma luva.

Lembrei do mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, que, diante do atual cenário, não nutre nenhum tipo de otimismo em relação ao futuro do nosso futebol. Acompanho os noticiários e me sinto familiarizado com as mesmices. Sabemos que o tempo não pára, mas nada muda nos nossos clubes. "É a nossa realidade", afirma o amigo e amante do futebol, Humberto Araújo, que enriquece a publicação da Engenho de Mídia com uma charge espetacular.

As mudanças implicam em novas idéias, novas mudanças, novas atitudes, novos comportamentos e novos paradigmas. Portanto, é preciso pensar fora da caixa. Eis o desafio. Tudo gira em torno do factual. Projetar e executar não é tarefa fácil no futebol brasileiro. O princípio de tudo é a formação. A partir do momento que os nossos clubes se conscientizarem de que são formadores, e partirem para um investimento efetivo na base a estrutura se fortalecerá e será consolidada.

Em 2016 o Sport investiu mais de R$ 3 milhões na base, e teve 12 jogadores convocados pela CBF para as seleções de base. O aproveitamento das novas gerações é a garantia de um futuro próspero. Formar jogadores não quer dizer que o clube ficará com todos sob o seu guarda=chuva. Futebol é business. E no mundo dos negócios sobrevive quem tem melhor qualidade. Enquanto os nossos clubes não estruturarem melhor a base, investirem melhor na formação de jogadores, com profissionais qualificados nas comissões técnicas, vamos ficar aguardando o anúncio do "presente de Papai Noel".

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Acontece
As propostas da vida
postado em 20 de dezembro de 2016

CLAUDEMIR GOMES


A vida tem muitas propostas, algumas até "indecorosas", tipo, infarto. Foi justamente o que ocorreu comigo no início do mês. Resultado: fui obrigado a tirar o time de campo. Parentes e amigos formaram uma corrente positiva que me levou a sentir, apesar dos riscos pelos quais passava, o doce sabor da solidariedade. Em nenhum momento me senti só. Como tenho formação cristã, e na condição de ex=aluno salesiano, segurei na mão de Deus e de Nossa Senhora Auxiliadora. Não larguei hora nenhuma. E surgiram dois "anjos da guarda": Dra. Patrícia e Dr. Carlos Eduardo Montenegro, alvirrubra e rubro=negro respectivamente, que juntos com todos os outros profissionais formam um time por demais harmonioso.

No momento estou em transição, ou seja, voltando aos poucos, mas já é uma grande coisa após momentos de turbulência.

Bom! Como costumam dizer os boleiros: "Tamos juntos e misturados".  

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Futebol Brasileiro
Eles estão chegando
postado em 20 de dezembro de 2016

JOSÉ JOQUIM PINTO DE AZEVEDO  = blogdejjpazevedo.com


Os estaduais estão chegando em alguns estados da União, e com eles o atraso, a mesmice, do nada para o nada.

Ano após ano nada se fez para mudar o sistema, objetivando algo melhor para que os clubes menores, a maioria do interior, possam ter um futuro promissor.

Qual a alegria de um time disputar no mês de janeiro um turno classificatório para o estadual, quando seis irão hibernar durante o resto do ano? Não enfrentarão um clube da capital na temporada. Uma cabeça normal não consegue assimilar fatos como esses.

Quantos modelos existem pelo mundo afora que contemplam as atividades futebolísticas durante 10 meses, com clubes perenes, disputando as diversas séries? Existe espaço para cada um, mas esses devem ter pelo menos o mínimo do necessário para a disputa de uma competição de bom nível. 

Há pouco tiveram o acesso à maior divisão de nosso estado dois clubes,  Afogados da Ingazeira e Flamengo de Arcoverde, que irão disputar um pré-campeonato no próximo mês. Mal acabou uma Segunda Divisão fraca, sem maiores objetivos, e de imediato esses entrarão numa disputa entre nove clubes por três vagas para a fase final da competição.

Quais as estruturas desses times? Os estádios são precários, sem as condições para a disputa de um campeonato profissional. Um amadorismo total.

A alegação dos cartolas que dirigem as federações estaduais, é que tal evento protege os clubes menores e não os deixam morrer.

Uma bobagem sem limite, desde que jogar 60 dias no ano para a maioria é o caminho para o inferno. Quantos já fecharam as portas?

O mundo globalizou, e o esporte tornou-se nacional e internacional, e por conta disso os muros dos estados foram derrubados, para dar lugar as várias divisões nacionais, alocando os clubes com maiores condições.

A municipalização bem feita do futebol é uma necessidade. Essa será a formatadora do futuro, com a apresentação de novos talentos, e sobretudo o fortalecimento dos seus times.

A Quinta Divisão Nacional é necessária. Poderia ser regionalizada para abrigar os clubes que disputam as primeiras divisões dos estados e que não estão nas demais competições. Esses teriam a chance de atuar por uma temporada completa. As Series C e D deveriam ser reformuladas para a adoção dos pontos corridos. 

Se existem recursos para a sustentação dos altos salários dos cartolas do Circo, certamente esses poderiam ser carreados para o futebol nacional, que é a função dessa entidade.

Os municipais ficariam no lugar dos estaduais, criando assim um objetivo maior para os representantes das diversas cidades. Obvio é que esses deveriam comprovar as suas capacidades de que poderiam participar.

Estadual não representa mais nada no contexto. Os clubes maiores jogam por jogar, os menores são sacrificados, pagam para atuar, e a vida continua cada vez pior do que a do Brasil atual.

Ou mudamos, ou todos irão morrer de inanição. 

Para o torcedor todo o cuidado, desde que ¨ELES ESTÃO CHEGANDO¨.

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Futebol Brasileiro
De volta à realidade
postado em 05 de dezembro de 2016

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com


Comoção dura enquanto dura a comoção. Aos poucos se volta à realidade, que sem dúvida é difícil para as familias que perderam seus entes e amigos, no caso da Chapecoense, mas a luta continua com mais força.

O jornal Extra-RJ publicou na sua edição de ontem uma entrevista com Hélder Lopes, ex-presidente do Brasil de Pelotas-RS, na época de um acontecimento com o ônibus que transportava o time, com a morte de três dos seus integrantes e deixando 26 feridos, no dia 15 de janeiro de 2009.

Embora as proporções sejam bem diferentes com o que aconteceu com o clube catarinense, as palavras do dirigente poderão servir de alerta para aqueles que estarão no seu comando após a tragédia.

Muitas vezes em casos como esses, as promessas se tornam apenas promessas. Segundo o ex-presidente do time gaúcho, a reconstrução do clube teve capítulos difíceis, mas essa atingiu o ápice no ano de 2015, com o acesso a Série B, e a boa campanha na temporada de 2016.

Logo após o acidente, as primeiras atividades foram ligadas as pessoas que foram atingidas, e o futebol foi deixado para uma segunda étapa, muito embora o clube tivesse a necesidade de continuar desde que precisava de patrocinadores para a sua sobrevivência, e com uma competição para disputar.

A comoção ficou longe do que foi presenciado com a Chapecoense, desde que esse era um clube da maior divisão nacional, mas as promessas recebidas pelo time gaúcho foram imensas, e poucas cumpridas. Baixou a poeira e entraram no esquecimento.

Os únicos apoios recebidos foram da Federação Gaúcha de Futebol, do então Clube dos 13 e de patrocinadores locais. O Botafogo fez um amistoso na cidade, com a renda revertida para os familiares atingidos.

¨Ouvimos muitas promessas, mas poucos foram cumpridas. Faltou sensibilidade. A CBF não mandou nem uma carta para o clube- lamenta o ex-presidente.

O elenco foi montado em menos de um mês, para a disputa do Campeonato Estadual. O Grêmio emprestou alguns atletas e outros foram contratados. O técnico Claudio Duarte se ofereceu para comandar a equipe sem receber salário.  

Eram dois elencos: um em campo e outro no hospital. Apesar das dificuldades, o clube não deixou de cumprir a sua responsabilidade com as duas partes¨.

No final o time foi rebaixado no Gaúcho, mas a reconstrução seguiu em busca de coisas boas, e o resultado chegou nessa campanha de 2016.

A cidade de Pelotas tem uma população maior do que Chapecó, com 343 mil habitantes, e essa abraçou a causa do seu principal clube. Após a tragédia um grupo de torcedores criou a ¨Associação Cresce Xavante¨. Sem fins lucrativos a entidade abraçou o clube em seu momento mais difícil.

Como as promessas de fora não foram cumpridas, a torcida teve um papel importante nessa reconstrução, inclusive na parte estrutural.

Na realidade um bom exemplo, e que seis anos após a tragédia, a Associação continua ativa, sendo forte no auxílio ao Brasil, principalmente na reforma do estádio , que inagurou a sua ampliação no último jogo em casa pela Série B, com uma vitória contra o Vasco da Gama.

A Chapecoense tem todas as condições de um ressurgimento, em especial por conta do apoio da população de Chapecó que abraçou o clube durante a sua história.

Uma entrevista que ensinou os caminhos a serem seguidos.

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