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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR
GOMES
O amigo, AloÃsio Ferrer, me envia mensagem de "Bom Dia", pelo WhatsApp, com a frase: "Parabéns Santinha". Repasso a saudação para um outro tricolor e amigo, João Caixero de Vasconcelos. No final de semana, encontro o deputado, Augusto Coutinho, em momento de lazer com a famÃlia e ele me apresenta o neto fazendo a seguinte indagação ao garoto: "Qual o seu time?". De pronto ele respondeu: "Tricolor". Joca, Aloisinho e o neto de Guga representam três gerações de amantes do clube tricolor. A grandeza de um clube de futebol está sedimentada na capacidade da transferência da paixão de geração para geração.
O Santa Cruz Futebol Clube comemora, nesta sexta=feira, 3 de fevereiro de 2017, seu 103º aniversário de fundação. Tenho em minha frente, a maior obra literária sobre um clube do futebol brasileiro: Santa Cruz de Corpo e Alma. TÃtulo lançado ano passado, e que chegou a concorrer a um dos maiores prêmios da indústria gráfica nacional. Quem teve oportunidade de ler os três volumes que compõem a obra toma conhecimento do amor que serviu de combustÃvel maior na construção de um rico patrimônio e para o somatório de conquistas que colocaram o clube no pelotão das maiores agremiações do futebol abrasileiro.
O que mais me chama a atenção é a doação do torcedor tricolor ao Santa Cruz. Não é por acaso que a torcida coral se auto=intitula de "a mais fiel" do futebol brasileiro. Fidelidade é coisa difÃcil de se mensurar, principalmente quando o assunto é paixão futebolÃsticas. Mas a história do Santinha é pontuada de mutirões. Esforços coletivos em prol de causas que se tornaram exitosas por conta da participação popular. Quando a causa é nobre o tricolor a abraça e se doa ao seu modo, do seu jeito, como pode, e até extrapola os seus limites. Gosto de conversar com os mais velhos para ouvir narrações de fatos que enriquecem nossos conhecimentos. Admiro a forma como os jovens se entregam e se permitem guiar pelo fogo dessa paixão. à confortante observar o crescimento do pelotão dos curumins.
à isso aà meu caro AloÃsinho Ferrer: "Parabéns Santinha".
JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com
Na Espanha existem dois grandes clubes, Real Madrid e Barcelona, dois
medianos, Atlético de Madrid e Sevilla. Os demais são figurantes no processo,
quando no máximo lutam por uma vaga na Liga da Europa. Pensar em chegar na
Champions é sem dúvida um sonho de uma noite de verão. Acontece uma vez em mil
tentativas.
Na Alemanha, o futebol há anos é dominado pelo Bayern de Munique. Nas últimas cinco temporadas esse conquistou quatro tÃtulos contra um do Borussia Dortmund. Na competição atual é o lÃder, tendo um clube sem grande expressão na sua cola, com pequena diferença, o RB Leipzig.
Ambos os paÃses fazem bons campeonatos, com medias de públicos excelentes, mas na verdade quando a temporada começa, com antecedência já conhecemos o maior favorito. Na Premier League o equilÃbrio é um pouco melhor, quando a variedade de clubes fortes é bem maior.
Há anos que afirmamos que a má distribuição de recursos no futebol brasileiro poderia transforma-lo em uma Espanha, por conta das diferenças de receitas entre aqueles de maior porte com os demais.
Nos estudos que procedemos através dos balancetes dos chamados grandes clubes do Brasil, chegamos a conclusão que aquele com maior capacidade de sustentação é o Flamengo, que é a resultante de um projeto que irá garantir-lhe um futuro promissor, caso o atual sistema não seja quebrado.
O Palmeiras está vivendo um bom momento, mas não é sustentável, desde que dependia do ex-presidente Paulo Nobre, e hoje está entregue a patrocinadora Crefisa, que certamente não será duradoura, caso a sua maior dirigente não consiga obter o desejo de ser presidente do clube. Uma nuvem passageira.
O modelo adotado pelo rubro-negro carioca, irá dar-lhe a liderança do nosso futebol por muitos anos, e não temos dúvidas que isso irá consolidar-se na atual temporada.
Quando passamos para Pernambuco, sentimos que as diferenças financeiras entre o Sport e os demais rivais (Náutico e Santa Cruz) são grandes, e isso já reflete no momento atual, na formatação das equipes.
O futebol de nosso estado está próximo de uma germanização, com apenas um clube forte, com receitas bem maiores do que os demais, e com maiores condições de formar um bom elenco, embora no nÃvel nacional esteja em um patamar pequeno.
O Sport Recife terá uma receita nessa temporada superior aos R$ 100 milhões, enquanto os seus adversários não ultrapassarão R$ 25 milhões. Como poderão competir com um clube com uma diferença gritante em recursos, e que contrata jogadores de melhor qualidade e altos salários?
Não temos nenhum receio de afirmar que o time da Ilha do Retiro irá conquistar o tÃtulo de campeão estadual, que na verdade não vale muita coisa, por conta das diferenças técnicas do seu elenco para os do Náutico e Santa Cruz.
O único problema para que o rubro-negro não consiga tal objetivo está dentro da sua casa, através de gestores amadores apaixonados, que não sabem separar o alho do bugalho, e que poderão jogar no lixo uma nova oportunidade de torna-lo um clube grande como aconteceu na década de 90.
Pernambuco futebolÃstico está sendo germanizado, com um futebol de uma nota só, exclusivamente por conta da capacidade financeira de cada um, e uma distribuição de receitas indecente. O mais grave é que tal fato está sendo reproduzido em vários estados brasileiros.
O Sport certamente não é culpado por essa brutal diferença, mas na verdade isso foi um produto de péssimas gestões no Santa Cruz e Náutico que os apequenaram e reduziram as suas capacidades de investimentos, e dos donos de nosso futebol que não criaram mecanismos para sustentabilidade dos clubes com boas demandas como os nossos.
CLAUDEMIR GOMES
O encontro entre Rivelino, Zico e Luxemburgo, ontem a noite, em programa exibido pelo Esporte Interativo, foi marcado por assuntos diversos, embora o tema dominante tenha sido a Libertadores da América, cuja edição deste ano contará com 47 clubes, sendo o Brasil o paÃs com o maior número de representantes: 8. Um dos detalhes mais discutidos foi o mando de campo, por conseguinte, a participação efetiva das torcidas locais no jogo. Foi inevitável traçar um paralelo da realidade vivenciada pelos ex=jogadores e o atual momento do futebol pernambucano, onde o êxodo dos torcedores dos estádios tem sido uma das notas destoantes neste inÃcio do Campeonato Estadual.
Luxemburgo lembrou uma época em que "os jogadores sentiam os torcedores dentro do campo". Trocando em miúdo, da participação efetiva do torcedor no jogo. Foi neste sentido que surgiu a expressão; "A torcida jogar junto com o time". Para que isto aconteça se faz necessário que a disputa seja atrativa, que o time transmita confiança, ou seja, que o torcedor acredite no seu potencial. O público geral da primeira rodada do Pernambucano, menos de 9 mil pagantes, é a tradução maior de que nem a competição, nem as equipes empolgam os torcedores.
Hoje vamos ter o inÃcio da segunda rodada do hexagonal que vai definir os semifinalistas do Estadual. A novidade fica por conta do Santa Cruz que volta a jogar no Arruda. O adversário é o limitado Belo Jardim, que não joga na sua cidade, e perdeu para o Salgueiro na rodada de estréia. Além de possuir um elenco de melhor qualidade, o mando de campo é um diferencial a favor do atual campeão. Evidente que a qualidade do espetáculo não deve atrair um bom público, muito embora a história nos mostre de que não devemos nunca duvidar da torcida tricolor.
O Náutico vai a Caruaru enfrentar o Central. O alvinegro caruaruense conseguiu se livrar das lambanças cometidas pela Federação e jogará na sua cidade, embora não seja no seu estádio, o LuÃs Lacerda. A partida foi levada para o Antônio Inácio. O maior complicador para os comandados de Dado Cavalcante é o estado do campo. Aliás, todos os gramados do Interior estavam num estado de conservação deplorável, mas mesmo assim a FPF deu condição de jogo a todos eles. O Náutico jogando em Caruaru é uma atração, mas a torcida do Central nunca funcionou como ponto de desequilÃbrio. O grau de dificuldade maior para os clubes da Capital quando medir força com o Alvinegro do Agreste sempre foi a condição do gramado, ou seja, o campo de jogo.
A rodada será fechada amanhã com o Sport jogando em Salgueiro. O técnico Daniel Paulista já revelou que mandará a campo a equipe suplente, fato que também deverá ocorrer quando o rubro=negro for a Caruaru para enfrentar Central e Belo Jardim. O fato de o Campeonato Pernambucano e a Copa do Nordeste acontecerem simultaneamente, dá ao treinador a prerrogativa e priorizar uma das competições. Nesta fase inicial a prioridade tem sido para a disputa regional. Enfrentar o Carcará no Sertão nunca foi fácil, e os resultados dos últimos confrontos tendo o Salgueiro como mandante, não deixam dúvidas sobre as dificuldades enfrentadas por quem vai jogar no Estádio Cornélio de Barros. Detalhe: a torcida do Salgueiro abraça muito mais o time do que a torcida do Central.
Bom! Em todos os nÃveis o mando de campo é sempre uma vantagem substancial para o mandante, menos "nas novas arenas", como bem pontuou Zico no papo com Rivelino e Luxembrugo.