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Maio 2012 ›› Blog do RODRIGO MATTOS
O regulamento do Brasileiro da Série A oficializa a possibilidade de
haver até nove times brasileiros na Libertadores. Isso estava previsto
na mudança de regras da competição em outubro que inchou o formato com
equipes nacionais. Com isso, a Primeira Divisão pode classificar até 15
equipes a campeonatos sul-americanos.
A Conmebol decidiu em outubro por mudar a Libertadores e determinou duas vagas a mais para o Brasil. O Nacional estava no meio e por isso foram criadas regras de emergência para a classificação para a Libertadores de 2017.
Então, a Conmebol já decidiu que o campeão da Sul-Americana já não teria descontada uma das vagas do seu paÃs. Esse desconto não ocorreu, portanto, no último campeonato quando a Chapecoense foi campeã. Assim, o paÃs teve oito participantes na edição de 2017.
Divulgadas nesta segunda-feira, as regras do campeonato nacional confirmam essa prática para 2018. Com isso, na verdade, o Brasileiro ganhou duas vagas e meia. Explica-se: o regulamento previa até 2015 que a vaga de campeão da Sul-Americana fosse descontada, excluindo-se o quarto do Nacional.
Assim, são sete vagas fixas para o paÃs, sendo o 1o a sexto do Brasileiro, mais o campeão da Copa do Brasil. Além disso, podem-se se somar mais dois times com tÃtulos da Sul-Americana e da Libertadores. O regulamento fala então em Brasil 1 a Brasil 9 caso o paÃs ganhe ambas as competições. E seriam sete times já garantidos na fase de grupos, e dois na fase preliminar.
O Brasileiro ainda prevê seis vagas para a Sul-Americana. Agora, não existe mais contradição com a Copa do Brasil, pois as competições não são disputadas simultaneamente. Desta forma, poderão ser até 15 times do Nacional classificados para competições continentais. Só ficariam de fora os quatro rebaixados e o 16o colocado.
Fora isso, o regulamento do Brasil previu as modificações aprovadas no Conselho Técnico, isto é, proibição de um time jogar fora de seu Estado, veto à grama sintética a partir de 2018 e capacidade mÃnima de 12 mil pessoas para estádios, em vez de 15 mil.
CLAUDEMIR GOMES
No futebol pernambucano vitórias em clássicos dão sustentação aos técnicos. Partindo deste princÃpio, Milton Cruz não poderia ter melhor inÃcio de trabalho no Clube Náutico Capibaribe. Num curto espaço de tempo o treinador alvirrubro disputou três clássicos contabilizando duas vitórias e um empate, resultados que lhes dão a tranquilidade necessária na implantação de uma nova filosofia, creditam suas idéias e devolvem o otimismo a uma torcida carente de tÃtulos.
Na Copa do Nordeste, por conta de resultados anteriores, o Náutico segue na condição de franco atirador. Como bem disse o treinador, "só um milagre assegura nossa classificação para a próxima fase". Verdade. Como o clube já foi eliminado da Copa do Brasil, resta correr atrás do Pernambucano. As próximas quatro rodadas do Estadual servirão para definir posições, uma vez que já conhecemos os semifinalistas: Salgueiro, Náutico, Sport e Santa Cruz. Nesta reta de chegada os alvirrubros ainda terão um confronto com os tricolores na décima rodada. Uma nova vitória do Náutico no Clássico das Emoções deixará o técnico Milton Cruz com uma cotação altÃssima para os mata=matas das semifinais e final do campeonato.
O Sport ainda não venceu nenhum clássico pernambucano nesta temporada, embora o clube rubro=negro possua o melhor elenco de jogadores: empatou com o Santa Cruz; empatou com o Náutico e perdeu para o time dos Aflitos na segunda queda de braço. Os resultados aqueceram as discussões sobre a capacidade do técnico Daniel Paulista. A sequência de jogos do Leão, até o próximo clássico, dia 26 de março, com o Santa Cruz, reservou para o treinador aquilo que poderÃamos chamar de "treinos de luxo". A programação de cinco partidas com adversários reconhecidamente inferiores tecnicamente, tem oportunizado ao técnico leonino fazer correções e experiências que contribuÃram, e devem contribuir ainda mais, para o ajuste do time. Nos jogos com Boavista e Juazeirense, respectivamente pelas Copas do Brasil e do Nordeste, o Sport contabilizou duas vitórias e marcou 8 gols sem sofrer nenhum. Os próximos compromissos serão contra Boavista (jogo de volta na Copa do Brasil); Belo Jardim (Campeonato Pernambucano) e Sampaio Correa (Copa do Nordeste). Enfim, Daniel Paulista e seus comandados têm tudo para contabilizarem cinco vitórias numa sequência altamente positiva antes do Clássico das Multidões.
VinÃcius Eutrópio, técnico do Santa Cruz, já disputou quatro clássicos, até o momento: dois válidos pelo Estadual e dois pela Copa do Nordeste. Tem na sua contabilidade: uma vitória; dois empates e uma derrota. Voltará a medir forças com o Sport no dia 26 de março e na última rodada do hexagonal enfrenta o Náutico, dia 9 de abril. Ao final das fases de classificação do Reginal e do Estadual, Eutrópio terá sido testado em seis clássicos, número mais que suficiente para os "analistas" do Tricolor do Arruda chegarem a uma conclusão sobre causas e efeitos da evolução ou estagnação do time.
Blog do RODRIGO MATTOS
Ao pedir um amistoso contra a Alemanha em 2018, o técnico Tite e sua
equipe fizeram uma mudança radical na estratégia da seleção para Copa da
Rússia em relação a edições anteriores. O Brasil não opta por enfrentar
campeões mundiais pouco antes do torneio desde a Copa-1998, na França.
Depois disso, a preferência foi sempre por adversários fracos antes do
Mundial.
O amistoso contra a Alemanha, primeiro confronto depois da goleada de 7 a 1 na semifinal da Copa-2014, será no final de março de 2018 a apenas dois meses e meio do inÃcio da competição na Rússia. O jogo foi um pedido da comissão técnica para a diretoria da CBF, e a intenção é pegar outras grandes seleções.
"Foi o que a gente vem falando. Sem dúvida nenhuma nós passamos para a presidência e para a vice-presidência a ideia que nós tÃnhamos de jogar com grandes seleções. A gente quer um nÃvel de enfrentamento muito alto. Porque a gente entende que desta forma vai estar melhor preparado", contou o diretor de seleções, Edu Gaspar, ao blog.
Levantamento nos amistosos na seleção no perÃodo de um ano antes de Mundiais mostra que apenas uma vez o Brasil pegou um campeão desde 1998. Foi em novembro de 2009, antes da Copa da Ãfrica do Sul, quando o time nacional enfrentou a Inglaterra. Mas lembre-se que o time inglês não é campeão mundial desde 1966 e ainda faltavam sete meses para a Copa.
No perÃodo de um ano antes do Mundial-2014, o time de Luiz Felipe Scolari teve dez amistosos, sendo os dois times mais fortes Chile e Portugal. No ano do Mundial, seus rivais foram Africa do Sul, Panamá e Sérvia.
Na edição anterior, a equipe de Dunga pegou Zimbabwe e Tanzânia como últimos rivais no ano de 2010. Em 2006, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, Lucerna e Nova Zelândia foram os últimos adversários, sendo a Rússia a única seleção mais forte enfrentada no ano do Mundial.
O último campeonato conquistado pela seleção em 2002 também foi precedido por partidas com adversários fracos ou médios, sendo o mais representativo Portugal, em abril. Aquela equipe chegou a pegar Andorra nas vésperas do Mundial. Em 1998, tinha sido diferente já que o time brasileiro pegara Alemanha e Argentina na reta final para a Copa da França.
Essa falta de adversários fortes ocorria nem sempre pela vontade dos técnicos, mas por conveniência polÃtica e financeira do ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira. Ele queria fazer o time faturar com amistosos onde interessasse aos parceiros da confederação. O mesmo se repetiu na gestão de José Maria Marin, com Marco Polo Del Nero como vice, para o Mundial de 2014.
Mas Tite e Edu Gaspar demonstram uma força dentro da CBF que não tinham seus antecessores. Foram conversar com a diretoria e os convenceram sobre amistosos com times fortes, incluindo a Alemanha.
"à muito bacana porque se mostra bem integrado entre nós e os demais membros da presidência e da diretoria. Conversamos bem, falamos nossas ideias, e está sendo bem atendido", contou Edu Gaspar.
Agora resta saber se a CBF conseguirá datas para marcar outros amistosos com times campeões mundiais antes da Copa-2018.