Histórico
Brasileiro Série A
Regulamento ratifica 9 clubes na Libertadores
postado em 15 de maro de 2017

Blog do RODRIGO MATTOS


O regulamento do Brasileiro da Série A oficializa a possibilidade de haver até nove times brasileiros na Libertadores. Isso estava previsto na mudança de regras da competição em outubro que inchou o formato com equipes nacionais. Com isso, a Primeira Divisão pode classificar até 15 equipes a campeonatos sul-americanos.

A Conmebol decidiu em outubro por mudar a Libertadores e determinou duas vagas a mais para o Brasil. O Nacional estava no meio e por isso foram criadas regras de emergência para a classificação para a Libertadores de 2017.

Então, a Conmebol já decidiu que o campeão da Sul-Americana já não teria descontada uma das vagas do seu país. Esse desconto não ocorreu, portanto, no último campeonato quando a Chapecoense foi campeã. Assim, o país teve oito participantes na edição de 2017.

Divulgadas nesta segunda-feira, as regras do campeonato nacional confirmam essa prática para 2018. Com isso, na verdade, o Brasileiro ganhou duas vagas e meia. Explica-se: o regulamento previa até 2015 que a vaga de campeão da Sul-Americana fosse descontada, excluindo-se o quarto do Nacional.

Assim, são sete vagas fixas para o país, sendo o 1o a sexto do Brasileiro, mais o campeão da Copa do Brasil. Além disso, podem-se se somar mais dois times com títulos da Sul-Americana e da Libertadores. O regulamento fala então em Brasil 1 a Brasil 9 caso o país ganhe ambas as competições. E seriam sete times já garantidos na fase de grupos, e dois na fase preliminar.

O Brasileiro ainda prevê seis vagas para a Sul-Americana. Agora, não existe mais contradição com a Copa do Brasil, pois as competições não são disputadas simultaneamente. Desta forma, poderão ser até 15 times do Nacional classificados para competições continentais. Só ficariam de fora os quatro rebaixados e o 16o colocado.

Fora isso, o regulamento do Brasil previu as modificações aprovadas no Conselho Técnico, isto é, proibição de um time jogar fora de seu Estado, veto à grama sintética a partir de 2018 e capacidade mínima de 12 mil pessoas para estádios, em vez de 15 mil.

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Futebol Brasileiro
Muita torcida e pouco público
postado em 13 de maro de 2017


JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com


Assistimos na última sexta-feira a um programa esportivo de uma emissora de TV, com um debate focado no publico do futebol brasileiro, e um membro da bancada afirmou que antigamente era melhor.

Na verdade existe uma desinformação sobre o tema, pois, apesar do crescimento da população, com cerca de 114.007 milhões de pessoas que dizem gostar de futebol, o público tem um lento crescimento e não fica distante do que acontecia décadas atrás.

Com as novas arenas ascenderam as esperanças que os estádios deixassem de lado as suas ociosidades, mas na verdade isso não aconteceu, embora em 2014 ano da abertura dessas praças esportivas a média de público pagante cresceu em relação a 2013, saindo de 14.951 pagantes/jogo para 17.196. Os números de 2014 representam apenas 8,3% da população que poderia frequentar jogos de futebol.

Os públicos presentes aos estádios no Brasileirão demonstram o outro lado do esporte, e se mantêm numa estagnação desde 1967, quando começou o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, substituído pela Taça do Brasil e finalmente em 1971 pelo atual campeonato.

Nos quatro anos da década de 60, a média de público foi de 20.221 por partida, e depois disso nunca mais vimos esse patamar.

Partindo-se para os anos de 70, essa caiu  para 15.548 torcedores. A competição tinha um novo formato.

Na década de oitenta aconteceu uma pequena evolução, apresentando uma média de 16.100 torcedores/jogo, e na de 90 uma queda radical, com apenas 12.503 torcedores por jogo.

Na década de 2000, com os campeonatos de pontos corridos (à partir de 2003), aconteceu uma evolução após 2005. De 2001 a 2010 essa foi de 15.474, graças ao novo sistema. De 2011 a 2016 a média ficou em 14.928 torcedores por partida, embora tenha evoluído em 2014 para 16.555, subindo para 17.052 em 2015, e com uma queda em 2016 para 15.251.

O crescimento nesses dois anos citados foi por conta das novas arenas de São Paulo e do Rio Grande do Sul.

A realidade é que o público cresceu de forma tímida, permanecendo quase no mesmo nível de anos anteriores, e as bilheterias que eram o sustentáculo para as receitas dos clubes, com raras exceções foram deixadas de lado, e a TV passou a ser a maior financiadora, e para essa e seus patrocinadores pouco importa se os estádios estarão cheios e sim as poltronas, que irão dar o Ibope necessário para a alegria dos investidores.

Quem faz publicidade no futebol, inclusive nos clubes, querem saber da audiência e não quantos torcedores estiveram nos estádios.

Por outro lado o torcedor brasileiro adota a cultura dos resultados, ou seja, se o time vai bem frequenta os seus jogos, no inverso desaparece.

O interessante é que são quase cinco décadas de competição, e só conseguimos em sete anos ter uma média acima de 20 mil torcedores. Em 1967 (20.540), 1969 (22.017), 1970 (20.259). Em 1971 ano que começou o Brasileirão a média foi de 20.360, 1980 (20.792), 1983 (22.953) e 1987 (20.887).

Algo de estranho aconteceu, quando a população aumentou e o público foi reduzido. Se somarmos os telespectadores das poltronas, o  número de torcedores dobraria.

Infelizmente não temos no Brasil pessoas que estudem e discutam o futebol no seu contexto, e por isso fatos como esses passam despercebidos.

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Campeonato Pernambucano
Clássicos testam treinadores
postado em 13 de maro de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

No futebol pernambucano vitórias em clássicos dão sustentação aos técnicos. Partindo deste princípio, Milton Cruz não poderia ter melhor início de trabalho no Clube Náutico Capibaribe. Num curto espaço de tempo o treinador alvirrubro disputou três clássicos contabilizando duas vitórias e um empate, resultados que lhes dão a tranquilidade necessária na implantação de uma nova filosofia, creditam suas idéias e devolvem o otimismo a uma torcida carente de títulos.

Na Copa do Nordeste, por conta de resultados anteriores, o Náutico segue na condição de franco atirador. Como bem disse o treinador, "só um milagre assegura nossa classificação para a próxima fase". Verdade. Como o clube já foi eliminado da Copa do Brasil, resta correr atrás do Pernambucano. As próximas quatro rodadas do Estadual servirão para definir posições, uma vez que já conhecemos os semifinalistas: Salgueiro, Náutico, Sport e Santa Cruz. Nesta reta de chegada os alvirrubros ainda terão um confronto com os tricolores na décima rodada. Uma nova vitória do Náutico no Clássico das Emoções deixará o técnico Milton Cruz com uma cotação altíssima para os mata=matas das semifinais e final do campeonato.

O Sport ainda não venceu nenhum clássico pernambucano nesta temporada, embora o clube rubro=negro possua o melhor elenco de jogadores: empatou com o Santa Cruz; empatou com o Náutico e perdeu para o time dos Aflitos na segunda queda de braço. Os resultados aqueceram as discussões sobre a capacidade do técnico Daniel Paulista. A sequência de jogos do Leão, até o próximo clássico, dia 26 de março, com o Santa Cruz, reservou para o treinador aquilo que poderíamos chamar de "treinos de luxo". A programação de cinco partidas com adversários reconhecidamente inferiores tecnicamente, tem oportunizado ao técnico leonino fazer correções e experiências que contribuíram, e devem contribuir ainda mais, para o ajuste do time. Nos jogos com Boavista e Juazeirense, respectivamente pelas Copas do Brasil e do Nordeste, o Sport contabilizou duas vitórias e marcou 8 gols sem sofrer nenhum. Os próximos compromissos serão contra Boavista (jogo de volta na Copa do Brasil); Belo Jardim (Campeonato Pernambucano) e Sampaio Correa (Copa do Nordeste). Enfim, Daniel Paulista e seus comandados têm tudo para contabilizarem cinco vitórias numa sequência altamente positiva antes do Clássico das Multidões.

Vinícius Eutrópio, técnico do Santa Cruz, já disputou quatro clássicos, até o momento: dois válidos pelo Estadual e dois pela Copa do Nordeste. Tem na sua contabilidade: uma vitória; dois empates e uma derrota. Voltará a medir forças com o Sport no dia 26 de março e na última rodada do hexagonal enfrenta o Náutico, dia 9 de abril. Ao final das fases de classificação do Reginal e do Estadual, Eutrópio terá sido testado em seis clássicos, número mais que suficiente para os "analistas" do Tricolor do Arruda chegarem a uma conclusão sobre causas e efeitos da evolução ou estagnação do time.

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Acontece
Boa, esporte?
postado em 11 de maro de 2017
Por ROBERTO VIEIRA

A sociedade ficou estarrecida.
Perplexa, uai!
O antigo goleiro Bruno está de volta.
Contratado pelo Boa Esporte Clube.
A primeira sensação é de indignação.
O  monstro de volta aos gramados.
Onde está a Justiça?
Onde está Eliza?
Porque se é verdade que Bruno voltará a jogar.
Também é verdade que Eliza não voltará a viver.
Mas voltemos a primeira questão:
Um criminoso pode voltar a exercer sua profissão enquanto aguarda julgamento?
E a resposta é sim.
Bruno pode voltar a jogar bola.
Bruno que teve a sorte que milhares de antigos detentos não têm no Brasil.
Detentos que ao deixarem seus presídios não encontram emprego.
Detentos que voltam ao crime por absoluta falta de opções sociais.
Opções sociais que deveriam ser garantidas em um país com tantos cristãos.
Basta ler em Hebreus.
"Lembrai-vos dos encarcerados como se estivésseis aprisionados com eles..."
Mas o exercício do Cristianismo não é fácil, diria Gandhi.
Gandhi que se indagaria dos motivos do Boa Esporte para contratar Bruno.
Puro marketing?
Espírito Cristão?
Precisam de um goleiro?
Tanto faz.
Bruno está tendo a oportunidade que poucos antigos detentos têm no Brasil.
A oportunidade de recomeçar a vida.
Até que a bola o devolva ao banco de reservas.
Ou até que a Justiça o devolva aos presídios.
Mas o mundo do futebol é diferente do mundo dos pernas de pau.
No mundo da bola, caso Jack o Estripador fizesse gol.
Algum time europeu iria contrata-lo para a Liga dos Campeões.

Pois na verdade.
Só quem não pode voltar a jogar e a viver é Eliza...

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Seleção Brasileira
Pedido de Tite muda preparação para 2018
postado em 11 de maro de 2017

Blog do RODRIGO MATTOS


Ao pedir um amistoso contra a Alemanha em 2018, o técnico Tite e sua equipe fizeram uma mudança radical na estratégia da seleção para Copa da Rússia em relação a edições anteriores. O Brasil não opta por enfrentar campeões mundiais pouco antes do torneio desde a Copa-1998, na França. Depois disso, a preferência foi sempre por adversários fracos antes do Mundial.

O amistoso contra a Alemanha, primeiro confronto depois da goleada de 7 a 1 na semifinal da Copa-2014, será no final de março de 2018 a apenas dois meses e meio do início da competição na Rússia. O jogo foi um pedido da comissão técnica para a diretoria da CBF, e a intenção é pegar outras grandes seleções.

"Foi o que a gente vem falando. Sem dúvida nenhuma nós passamos para a presidência e para a vice-presidência a ideia que nós tínhamos de jogar com grandes seleções. A gente quer um nível de enfrentamento muito alto. Porque a gente entende que desta forma vai estar melhor preparado", contou o diretor de seleções, Edu Gaspar, ao blog.

Levantamento nos amistosos na seleção no período de um ano antes de Mundiais mostra que apenas uma vez o Brasil pegou um campeão desde 1998. Foi em novembro de 2009, antes da Copa da África do Sul, quando o time nacional enfrentou a Inglaterra. Mas lembre-se que o time inglês não é campeão mundial desde 1966 e ainda faltavam sete meses para a Copa.

No período de um ano antes do Mundial-2014, o time de Luiz Felipe Scolari teve dez amistosos, sendo os dois times mais fortes Chile e Portugal. No ano do Mundial, seus rivais foram Africa do Sul, Panamá e Sérvia.

Na edição anterior, a equipe de Dunga pegou Zimbabwe e Tanzânia como últimos rivais no ano de 2010. Em 2006, sob o comando de Carlos Alberto Parreira, Lucerna e Nova Zelândia foram os últimos adversários, sendo a Rússia a única seleção mais forte enfrentada no ano do Mundial.

O último campeonato conquistado pela seleção em 2002 também foi precedido por partidas com adversários fracos ou médios, sendo o mais representativo Portugal, em abril. Aquela equipe chegou a pegar Andorra nas vésperas do Mundial. Em 1998, tinha sido diferente já que o time brasileiro pegara Alemanha e Argentina na reta final para a Copa da França.

Essa falta de adversários fortes ocorria nem sempre pela vontade dos técnicos, mas por conveniência política e financeira do ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira. Ele queria fazer o time faturar com amistosos onde interessasse aos parceiros da confederação. O mesmo se repetiu na gestão de José Maria Marin, com Marco Polo Del Nero como vice, para o Mundial de 2014.

Mas Tite e Edu Gaspar demonstram uma força dentro da CBF que não tinham seus antecessores. Foram conversar com a diretoria e os convenceram sobre amistosos com times fortes, incluindo a Alemanha.

"É muito bacana porque se mostra bem integrado entre nós e os demais membros da presidência e da diretoria. Conversamos bem, falamos nossas ideias, e está sendo bem atendido", contou Edu Gaspar.

Agora resta saber se a CBF conseguirá datas para marcar outros amistosos com times campeões mundiais antes da Copa-2018.

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