Histórico
Futebol Pernambucano
É preciso retomar a interiorização
postado em 28 de maro de 2017

CLAUDEMIR GOMES


O mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, diz, com propriedade, que o único fato novo no futebol pernambucano é o Salgueiro. Verdade. E o líder do Pernambucano 2017 é produto do movimento que marcou a evolução do processo de interiorização do nosso futebol. Tudo na vida segue um movimento. Quando este pára acontece a estagnação, a retração, involução e, por fim, a extinção. O mapa geográfico do Estado de Pernambuco é retilíneo e o movimento dar-se do litoral ao sertão. O movimento do futebol começou na Capital e seguia para o Interior. Alcançou o sertão, mas os atuais gestores não deram sustentação ao básico e fundamental.

O enfraquecimento do futebol do Interior reflete diretamente nos grandes clubes do Recife. Chegamos a um estágio onde o Estadual nem como laboratório está servindo, pois o modelo em vigor basicamente exterminou os clubes interioranos. Restou o Salgueiro porque fortaleceu sua musculatura em competições nacionais.É preciso retomar o movimento de fortalecimento do futebol do Interior sob pena de, num futuro próximo o Estadual ser reduzido a um quadrangular. O maior sinal de alerta para tal catástrofe é o fato de, mesmo antes de a bola rolar todos saberem que os semifinalistas desta edição do Pernambucano seriam Sport, Salgueiro, Santa Cruz e Náutico, uma vez que, Central e Belo Jardim estavam numa disparidade técnica avassaladora. A falta do movimento enfraqueceu os clubes do Interior e deixamos de ter parämetros para uma melhor avaliação dos times que disputam competições nacionais.

Os promotores da Copa do Nordeste tiveram a sensibilidade e o bom senso para enxergar e mudar o regulamento da competição que, a partir do próximo ano volta a contar com 16 clubes participantes. Um medida racional para elevar o nível técnico da competição que este ano foi bastante sofrível com 20 clubes na fase declassificação. A FPF acena com a possibilidadede mudança na forma de disputa do Pernambucano. A condição sine qua non para uma melhora de qualidade é a diminuição de 12 para 10 participantes com os clubes da Capital jogando no Interior, ou seja, é a retomada do movimento.

Existe a possibilidadede de Santa Cruz e Sport se confrontarem nas semifinais do Pernambucano e da Copa do Nordeste, fato que provocaria a disputa quatro edições do Clássico das Multidões no curto espaço de 20 dias, ou seja, a cada cinco dias teríamos um clássico. Overdose e banalização, apesar do caráter decisivo dos jogos.


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Campeonato Pernambucano
Salgueiro é ofato novo
postado em 28 de maro de 2017

JOSÉ JOAQUIM PINTO AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com


O Salgueiro tem uma folha salarial mensal 50% menor do que o salário de um Ãºnico atleta do Sport. Mesmo assim se transformou no único fato novo nesse futebol combalido.

A sua campanha é irretocável.

Faltando duas rodadas para o término do tal de Hexagonal do Título, nome grotesco e fora da ordem. o time do Sertão Central assumiu a liderança e não tem mais chances de ser alcançado.

Com 19 pontos ganhos em 8 jogos, seis a mais do que Santa Cruz e Sport que se dizem grandes, e sete para o Náutico.

Enquanto as equipes da capital somaram 3 vitórias na competição, o Salgueiro obteve 6, o dobro, o que mostra que a sua campanha não é por acaso, e sim pelo bom futebol que está jogando.

A sua única derrota foi de forma injusta contra o tricolor do Arruda, pelo placar de 1x0, quando foi bem melhor do que o seu adversário.

Contra números não existem argumentos contrários, e na verdade o time sertanejo foi o melhor até agora.

Nenhuma novidade, desde que a manutenção do elenco é bem importante para os seus resultados.

Esse bem que merecia uma melhor cobertura de nosso jornalismo juvenil.

Um bom exemplo para o Central que vive um momento de agonia, mesmo tendo como sede a mais importante cidade do interior de Pernambuco.

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Sport
Uma queda esperada
postado em 27 de maro de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

Os números dão norte a tudo em nossas vidas, mas no futebol de resultados eles são ilusórios e não dão sustentação a trabalhos que buscam metas mais ousadas. A queda do técnico, Daniel Paulista, no Sport, é mais uma constatação desta realidade. A simples análise dos números credencia o profissional que teve um aproveitamento de 70% no comando técnico do elenco leonino. Entretanto, quem se dispôs a analisar as atuações, o desempenho da equipe diante de adversários de pouca qualidade técnica, concluiu que tais números estavam mascarando uma realidade.

Os clássicos funcionam como termômetro no futebol pernambucano, e Daniel não conseguiu adicionar nenhuma vitória no seu currículo após a disputa de quatro clássicos estaduais. Com o time titular, ou o alternativo, nas atuações do Sport na Copa do Brasil, no Pernambucano e na Copa do Nordeste, ficou evidenciado que o time não tinha um padrão de jogo. A impressão que ficava, a cada apresentação do time leonino, era de que o treinador não tinha embocadura para tocar aquele instrumento. O treinador tem qualidades, mas ainda não estava pronto para assumir um time do nível do Sport, que tem como meta um salto de qualificação no cenário nacional.

Um dos maiores defensores da efetivação de Daniel Paulista como técnico para a temporada 2017, foi o vice=presidente de futebol, Gustavo Dubeux. A aposta não deu certo, mas não anula o potencial do profissional. Acredito que, o maior problema é que o treinador demitido ainda era visto como companheiro por diversos jogadores que atuaram com ele quando de sua vida como atleta. O comandante tem sempre que ser visto num patamar mais alto. A diretoria não teve habilidade para administrar essa falha, não respaldou o treinador neste sentido.

O mercado brasileiro não dispõe de muitos nomes com perfil adequado para assumir o comando do clube rubro=negro, mas a diretoria procura um treinador que os jogadores olhem para ele de baixo para cima, fato que não ocorria com Daniel Paulista.

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Futebol Brasileiro
Jogo e antijogo
postado em 24 de maro de 2017

CLAUDEMIR GOMES


A CBF fez uma reunião com os representantes das federações, que está mais para um Chá das 5h que para uma Assembléia, e deu um golpe nos clubes ao definir novo peso para os seus votos em matérias, principalmente nas eleições para escolha de novo presidente. Os clubes sequer foram informados sobre o encontro que é mais uma aberração daqueles que dirigem o futebol brasileiro. Enquanto todos estavam com as atenções voltadas para o jogo da Seleção Brasileira com a Seleção do Uruguai, válido pelas Eliminatórias da Copa de 2018, os "astutos" dirigentes realizaram essa "preliminar", numa demonstração clara de que, nos bastidores o que vale é o antijogo, onde não se respeita a ética e nem existe fair play. Vergonha.

Horas depois tivemos o prazer de assistir a auspiciosa goleada (4x1) da seleção comandada por Tite sobre o Uruguai, em pleno Estádio Centenário de Montevidéu, um dos templos do futebol mundial. O resultado levou à Seleção a alcançar uma sequência de sete vitórias, fato inédito na sua história em eliminatórias. Tal feito credencia o comandante que conseguiu mudar um cenário, e devolveu, a maioria da população brasileira, um otimismo que havia sucumbido com o vergonhoso 7x1 que a Alemanha impôs ao nosso futebol no Mundial que promovemos.

A Seleção Brasileira não é a melhor do mundo, mas alcançou um nível de confiabilidade que me surpreende, uma vez que, a segunda era Dunga, pós Copa, foi a continuidade de um desastre que se início naquela fatídica tarde de 8 de julho de 2014 no Mineirão. Os jogadores assimilaram a filosofia do treinador; o time adquiriu um padrão de jogo e o grupo exibe uma maturidade elogiável. Neymar vive um momento divino, mas o time não é tão dependente do seu talento. O craque funciona como o ponto de desequilíbrio, assim como outras seleções têm jogadores que fazem a diferença.

Paulinho esteve iluminado na noite desta quinta=feira. As qualidades do ex=jogador do Corinthians sempre foram reconhecidas, mas sua evolução impressionou na memorável goleada do Centenário. Falta muito ainda para o Brasil chegar a Rússia como favorito ao título. A humildade do técnico é determinante para seguirmos acreditando no sucesso do seu trabalho. "A seleção precisa evoluir, não sei até onde ela irá evoluir. Seguirei plantando, alimentando", resumiu Tite em sábias palavras.

Terça=feira, num programa no canal Esporte Interativo, do qual também participaram Rivelino e Zico, ex=jogadores da Seleção Brasileira, Emerson Leão foi taxativo: "O trabalho está bom, mas aquele vergonhoso 7x1 somente será apagado com a conquista de um novo título mundial. Se isto não acontecer em 2018, tudo volta a estaca zero". Verdade. Este é o desafio. Não vamos entrar na onda dos ufanistas, mas o futebol da turma do Tite tá bom de se ver.

Pena que a Seleção seja vinculada a essa vergonhosa entidade chamada CBF.

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Mudanças
CBF reduz poder dos clubes
postado em 24 de maro de 2017

Blog do RODRIGO MATTOS


Ao reformar seu estatuto, a CBF tinha o discurso de que pretendia democratizar a entidade. Contratou uma consultoria (Ernest & Young), ouviu advogados e representantes de clubes. E, no final, aprovou uma mudança que reduz o poder de votos dos clubes sem nenhuma comunicação ou participação deles na decisão.

Em sua gestão, o presidente da confederação, Marco Polo Del Nero, prometeu aumentar a participação dos clubes na CBF, principalmente quando estava fragilizado por investigações do FBI. Até lhes deu prerrogativas de mandar nas regras do Brasileiro. Mas os excluiu do centro de poder da entidade.

Um exemplo é que eles foram ignorados na mudança do estatuto. Havia dois representantes dos clubes no Comitê de Reforma da CBF que discutia o novo estatuto, os presidentes do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, e do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira. O primeiro desconhecia a mudança no estatuto.

"Não participei. Não tenho notícia. Precisarei me inteirar antes de dar qualquer opinião", contou o presidente são paulino, Leco. Não foi o único. Nesta quinta-feira, assessores de clubes começavam a repassar as informações aos presidentes. "Ainda não li, mas somos a favor de pesos iguais para todos", disse o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello.

A surpresa se explica porque, depois de meses na geladeira, a proposta de mudança de estatuto foi feita exclusivamente pela CBF. Foi levada à assembleia administrativa composta pelas federações, sem nenhum aviso para os clubes.

Clubes da Primeira Liga pediram participação nesta assembleia alegando que está previsto na Lei do Profut. Foram ignorados pela CBF que tem entendimento diverso da lei e dizem que não pode haver interferência de fora na entidade no seu estatuto.

O secretário-geral da CBF, Walter Feldman, disse que não cabia avisar os clubes, pois não é previsto em lei. A confederação também não alertou jornalistas, ou botou em seu site a realização da assembleia surpresa. Só cumpriu a lei ao publicar em jornais. Feldman defendeu as mudanças.

"Com essa nova estruturação, que dá peso 2 a Série A, inclusão da Série B, com 1. Mantém-se a proporcionalidade de 42,5%", contou o secretário-geral da CBF, Walter Feldman. "A presença de 42,5% é muito expressiva em um sistema federativo."

Haverá um novo conselho de administração da CBF com oito vices-presidentes, o que teoricamente reduziria o poder do presidente. Mas esses todos serão da mesma chapa eleita pelo presidente ao contrário do que ocorre na Fifa. Comissões de finanças e ética também terão indicados do presidente.

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