Histórico
Acontece
Aos desportistas de boa vontade
postado em 19 de junho de 2017

ROBERTO VIEIRA

 

Tenho absoluta certeza de que Náutico, Santa Cruz, Sport, América e Central foram construídos por homens de bem, pessoas que acreditavam na fraternidade, na honestidade e na associação de pessoas rumo ao ideal comum. Todos eles. Homens que diziam suas verdades diante de seus eventuais opositores, homens que traçavam seus limites e fronteiras com clareza e idealismo.

Por isso, tais instituições se tornaram centenárias, ou quase, no caso centralino. Por isso, elas representam um importante pólo de identidade cultural na nossa sociedade. Por isso, milhares de pessoas se associam a estes clubes e defendem suas cores na paixão dos esportes.

A modernidade, ou seria a falsa modernidade, nos coloca face a face com outro grupo de pessoas. Pessoas que não construíram o clube, que não jogaram por suas cores, que não colaboram com a grandeza das instituições, pessoas que se arvoram no direito de infringir todas as regras de civilidade no contado pessoal e das redes sociais com tudo aquilo que foge do que consideram "certo".

O "certo" para eles são elas mesmo. Quem está fora do seu corpo e alma = já que intelecto anda raro = é inimigo. Inimigo digno de ser destroçado, oprimido, ameaçado, acuado, eliminado. Já não se trata de adversários apenas de equipes adversárias. atualmente, os inimigos estão vestindo suas próprias cores, pasmem. Qualquer um que não reze o corão dos xiitas atuais é digno de ter a cabeça degolada ou de ser pendurado qual Judas num poste de iluminação pública.

A falta de educação, a ausência de civilidade, a inexistência de padrões civilizados de comportamento transbordam de suas bocas, dedos e zaps. A velocidade dos teclados nos facebooks, e aplicativos é feroz. Querem matar, esganar, trucidar dirigentes, técnicos, jogadores, torcedores, Deus e o Diabo na terra do Sol.

Pausa para o bom senso.

Estas pessoas que agridem gratuitamente em nome do futebol, e de outras coisas também, devem ser detidas pelos seres humanos de boa vontade. Não é possível que carreguem a tocha do fogo perpétuo incendiando pessoas e adjetivos que levaram décadas para serem construídos com muito trabalho e honradez. Caso exista erro, investiguemos os erros e punamos os culpados. Mas que as acusações sejam levadas a cabo pelas autoridades responsáveis e sob a luz da razão e do direito.

Porque se assim não for feito, nenhum homem ou mulher de boa índole e boa vontade irá se expor a trabalhar em um clube de futebol, arriscando sua reputação, sua família e sua paz de espírito.

O futebol sempre foi território de paixão. Muita paixão. Mas a paixão não pode existir desprovida do respeito e do direito. O adversário dos campos não é o inimigo das ruas. A vitória não se deve obter a qualquer preço. O desporto surgiu para unir as pessoas em torno da beleza e da verdade.

É preciso que cada pessoa, nas redes sociais e nos estádios de futebol, nas ruas e nas sedes dos clube, sejam responsáveis pelos seus atos. Por suas palavras e por seus textos. É preciso que a paz e a legalidade voltem a reinar na terra do futebol.

Pois esta é a única forma de que nossos clubes, símbolos sociais de nossa comunidade permaneçam por mais cem anos.

Pois fora do direito, do respeito e da verdade, existe apenas a barbárie e as trevas.   

Cruel e absoluta.

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Brasileiro Série B
Santa Cruz reage, Náutico estagna
postado em 14 de junho de 2017

CLAUDEMIR GOMES  

 

Santa Cruz e Náutico seguem descrevendo campanhas inversamente proporcionais no Brasileiro da Série B. Se por um lado o Tricolor do Arruda tem dado mostras de que pode ser inserido entre os candidatos ao acesso à Série A, por outro, o Alvirrubro dos Aflitos segue célere na trilha de um caminho que pode lhe levar à Série C. Evidente que existe um longo caminho a percorrer, e nessa corrida teremos várias mudanças de cenário, mas é preciso ter cuidado com a distância. No caso do Santa Cruz, cuja meta é o acesso, é de fundamental importância ser um dos integrantes do G4, ou se posicionar próximo dele, para não correr risco na reta final de chegada. Para o Náutico, não existe outra receita senão a de "Reação Já", visto que esta é a única possibilidade de encurtar a distância que o separar do primeiro clube fora da zona de rebaixamento, o conhecido Z4.

É cedo para se fazer previsões e falar de probabilidades em relação a acesso e descenso, contudo, é preciso ficar atento a criação das tendências. Na próxima terça=feira vamos ter consumido 1/4 dos jogos da Série B. Estamos falando de um marco expressivo que pesa como referência para o estudo de rendimento dos times na competição, e a possibilidade de reação de cada um na competição. A vitória (3x1) do Santa Cruz sobre o Ceará proporcionou uma série de ganhos ao clube que vai muito além da soma dos três pontos em jogo. O resultado acalma o vestiário do Tricolor, que ficou um pouco conturbado com a dispensa do técnico Vinícius Eutrópio. O interino, Adriano Teixeira, teve a habilidade necessária para administrar uma situação que poderia trazer consequências negativas. Adriano mostrou que tem o grupo consigo, e fez uma boa leitura do desafio utilizando novas peças que deram uma contribuição decisiva para a evolução técnica da equipe.

Neste sábado o Santa Cruz recebe a visita do Internacional, candidato natural a uma das vagas de acesso, no Arruda. Os dois times estão com a mesma pontuação (12 pontos), e o Tricolor se posiciona uma casa acima na tabela de classificação por ter uma vitória a mais que o Colorado gaúcho. O confronto não vai definir o futuro dos dois clubes na Série B, mas a vitória servirá como uma afirmação, principalmente para os donos da casa. É hora de fazer valer as vantagens de jogar como mandante.

O Náutico vai a Minas Gerais enfrentar o Boa Esporte. Trata=se do confronto entre os dois últimos colocados na tabela de classificação. O jogo será em Varginha, onde o time mineiro deve utilizar todos os ETs possíveis e imaginários para assombrar os comandados de Waldemar Lemos. Uma vitória, a depender da combinação de resultados, pode tirar o Boa Esporte da zona de rebaixamento. Somar a primeira vitória num jogo em Varginha, é a mesma coisa que exorcizar fantasmas. Eis o desafio do Timbu.  

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Brasileiro Série B
Noite de sofrência
postado em 13 de junho de 2017

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Mal acabou e já está começando uma nova rodada da Série B Nacional. Os treinamentos estão sendo feitos em aviões, tudo por conta de um calendário apertado e sobretudo estrambelhado. As viagens muitas vezes são longas, aumentando os desgastes.

Náutico e Santa Cruz estarão nos gramados em locais diferentes, e mais uma vez os seus torcedores terão uma noite de sofrência.

Na verdade já está existindo sinais de masoquismo, que é de torcer por times que não lhes dão a devida alegria.

O clube da Rosa e Silva nos 18 pontos disputados conquistou apenas 2, com aproveitamento de 11%. Além do pífio. Na verdade esse não se planejou para a competição ao não saber contratar um técnico com o conhecimento da situação, e que soubesse trabalhar com atletas da base e não famosos.

Clubes com dificuldades financeiras não são novidades em nosso país, mas um bom projeto pode mudar os seus parâmetros e o tornar competitivo.

O líder da Série B é o Juventude de Caxias do Sul, uma cidade do Interior gaúcho, que com seus poucos recursos formatou uma equipe que vem dando certo em uma competição nivelada por baixo. O mesmo se deu com o Guarani de Campinas, clube que até o estádio foi leiloado, e que aos poucos vai ressurgindo das cinzas, assim como o Vila Nova, que tem uma boa torcida e que estava numa situação delicada, e hoje faz a melhor campanha nos seus oito anos de Série B.

Não vamos afirmar que todos estarão no G4 final, mas são exemplos de clubes com grandes dificuldades e que souberam dar a volta por cima

O Náutico vive abraçado com uma divisão interna que o está destruindo, e com o agravante de antecipar uma eleição para enfraquecer o atual comandante, que é uma pessoa séria de tradição alvirrubra, que deveria receber o apoio de todos, mas os egos são maiores.

Como poderá haver harmonia quando esse tiver dois comandos, um real até o fim do ano, e outro virtual que assumirá em 2018, com o time na Série C, produto de toda essa autofagia alvirrubra.

O clube há vários anos vem atravessando momentos de agonia, com poucas presenças no Brasileiro e sobretudo um jejum de títulos que está influenciando na sua demanda, e nada se fez para tira=lo do atoleiro e levar para uma estrada que possa lhe dar um vislumbre de um futuro mais promissor.

O jogo de hoje contra o Paraná que começou bem e atrapalhou=se nas últimas rodadas, poderia ser o início de um novo momento, mas pelo que estamos acompanhando será mais uma noite de sofrência para os seus torcedores que estão abandonando=o. A Arena Pernambuco só contempla as mariposas que ficam voando perto dos seus refletores.

Enquanto isso, do lado do Santa Cruz, que começou a competição de forma positiva, nas duas últimas rodadas tropeçou e foi bater na sétima posição com 9 pontos ganhos (50%), o mesmo do seu adversário Ceará, que pelos critérios está na sexta posição.

O tricolor não tem os problemas na área interna do seu rival alvirrubro, mas está pecando pela falta de uma gestão mais centrada no futebol, onde a paixão das arquibancadas é dominante, além do amadorismo.

Por experiência própria um time com atrasos salariais tem dificuldades numa competição dura como essa, desde que tira o foco dos profissionais, e tal fato está acontecendo no Arruda.

A demissão do treinador foi equivocada, desde que esse estava lidando com atletas que estavam no vestiário discutindo não o jogo, mas as folhas salariais não pagas.

Voltamos a afirmar que nunca vimos uma Série B tão nivelada por baixo, e por conta disso o Santa Cruz que tem um elenco igual àqueles que estão desejando o acesso teria condições de atingir esse objetivo, mas da maneira como vai, isso não vai acontecer mesmo com a vaca tossindo.

Para tricolores também uma noite de sofrência, sobretudo pelo seu time enfrentar uma equipe que vem evoluindo na competição, contemplando duas vitórias seguidas.

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Acontece
A volta da Rádio Clube
postado em 11 de junho de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

Com a chegada de novas mídias, o rádio, que durante muitos anos reinou como o maior, e mais importante canal de comunicação, passa  por mudanças significativas. Tudo o que começou em ondas curtas e médias com as rádios AM que dominaram o mercado por quase 80 anos. Por conta de uma qualidade melhor de som, as rádios AM estão migrando para FM. Mas como a dinâmica do mundo eletrônico é fantástica, já é possível observar a proliferação da rádio Web.

As mudanças na radiofonia esportiva de Pernambuco são notórias, mas existem coisas que nos parecem superior ao tempo, como por exemplo, a RÁDIO CLUBE DE PERNAMBUCO, ou simplesmente, PRA 8. Os que gostam de dispensar um pouco de mais de carinho, alimentando o saudosismo, a tratam como A PIONEIRA. E ninguém esquece "OS CAMPEÕES DA BOLA, O TIME QUE NUNCA PERDEU". Por essas, e muitas outras, é que o slogan continua a ecoar nos quatro cantos do País do Futebol: "SEM CLUBE NÃO HÁ FUTEBOL".

Nesta segunda=feira, dia 12 de junho, quem sintonizar o dial do seu rádio na 720AM, sentirá a sensação do reencontro com a antiga namorada. Afinal, o primeiro amor a gente nunca esquece. E a RÁDIO CLUBE é o primeiro amor de quem gosta de acompanhar futebol pelo rádio. Depois de um hiato de quase quatro anos, ela está de volta com os seus CAMPEÕES DA BOLA, para marcar o novo tempo. Mais dinâmica, mais atual, e com o mesmo charme que há quase cem anos conquista gerações e gerações de ouvintes.

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Acontece
A pressão via Redes Sociais
postado em 11 de junho de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

No fechamento da sexta rodada do Brasileiro da Série B, mais um tropeço do Náutico, desta feita na Arena Beira Rio, em Porto Alegre, onde foi derrotado pelo Internacional por 4x2. O placar poderia ter sido mais elástico caso o Colorado não desperdiçasse dois dos quatro pênaltis marcados pelo árbitro. Vale salientar que nenhum deles suscitou dúvidas. O alvirrubro pernambucano não conseguiu cravar uma vitória sequer em seis jogos disputados, fato que levou o nome do técnico, Roberto Fernandes, a aparecer nas redes sociais como uma solução para o futebol do Clube dos Aflitos.

Horas antes de o Náutico entrar em campo, a diretoria do Santa Cruz, também através das redes sociais, anunciou a dispensa do técnico Vinícius Eutrópio, que deixou o clube tricolor com um aproveitamento de 50% no Brasileiro da Série B, onde ocupa a sétima colocação. A queda de Eutrópio não se deu por resultados, e sim, por pressão da torcida. As redes sociais são hoje, os maiores canais de comunicação existentes no planeta. Detalhe: são abertas, fato que facilita a viralização das informações. As torcidas têm usado as redes sociais como ferramenta para pressionar os clubes a promover dispensa de treinadores.

Náutico e Santa Cruz nunca se afirmaram como clubes de Primeira Divisão, razão pela qual estão sempre em precipícios financeiros. Não atraem a atenção de grandes investidores. As dificuldades provocadas por tal fato, levam às discussões de temas pertinentes ao crescimento e fortalecimento dos clubes serem relegadas a um segundo plano. O futebol profissional exige dos clubes um mínimo de estrutura. Determinadas ações que não são consideradas prioridades, precisam ser tratadas como investimentos para ganhos futuros, sob o risco de tudo o que é feito não passar de paliativo. O presidente do Santa Cruz, Alírio Moraes, definiu como meta, no início de sua gestão, "tirar todas as certidões", para tornar o clube viável, e pronto para receber investimentos de empresas públicas e privadas. Sua gestão caminha para o fim e ele não cumpriu a promessa.

Os jogadores também usam o twitter para externar pensamentos e fazerem cobranças. Enfim, no universo do futebol, tudo o que em décadas atrás era segredado a sete chaves, hoje é escancarado através das redes sociais. Não é fácil viver essa nova realidade, com a clarividência dos fatos, num mundo que sempre foi pontuado por mistérios. Os efeitos das redes sociais entram nos vestiários, e provocam mudanças no placar.   

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