Histórico
Sport
As dificuldades da internacionalização
postado em 28 de julho de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

O Sport se classificou para a próxima fase da Copa Sul=Americana, mas o descontentamento de todos, com o desempenho do time na derrota (2x1) para o Arsenal, em Sarandí, Região Metropolitana de Buenos Aires, na Argentina, trouxe à tona um velho questionamento sobre merecimento e justiça em relação a determinados resultados de jogos. A discussão se torna subjetiva ante a realidade dos fatos que ressalta a estatura e o atual estágio do Sport Club do Recife no cenário nacional e internacional.

Embora seja o clube nordestino que mais evoluiu nas primeiras décadas do novo século, o Sport ainda não alcançou o estágio dos grandes clubes do futebol brasileiro. Nos últimos anos tem havido um investimento expressivo na estrutura do futebol leonino, fato sempre elogiado e ressaltado pelos treinadores que passam pelo clube. Potencializar tais investimentos através de resultados conseguidos em campo é um desafio que requer aprendizado, intercâmbio e o conhecimento que leva o clube a maturidade que consolida as agremiações no grande cenário.

Os grandes clubes cariocas e paulistas se beneficiaram da conjuntura administrativa e política do país no século passado, onde até os anos 80 havia um domínio absoluto do futebol do Rio e de São Paulo. As oportunidades de excursões para disputa de torneios no exterior sempre eram apresentadas no eixo Rio=São Paulo. Depois vieram o crescimento do futebol de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Sinais de evolução no Nordeste sempre foram pontuais na Bahia e em Pernambuco, mas nada que recebesse registro como grande legado para o futebol regional. O Náutico, que foi o grande clube nordestino da década de 60, sendo vice=campeão da Copa do Brasil, não deu sustentação ao seu crescimento.

O Sport conseguiu uma sequência de participações na Copa Sul=Americana, competição continental onde, pela primeira vez, chega à terceira fase da disputa, numa classificação que não foi comemorada nem por jogadores, nem pelo treinador. Evidente que a passagem para o próximo estágio do torneio agrada a todos, e representa um ganho financeiro para o clube, além da visibilidade. Mas como bem disse o meia Diego Souza, o time não sabe disputar à competição. Tal realidade retrata a falta de intercâmbio, que hoje é quase impossível por conta do número exagerado de copas, torneios e campeonatos que foram criados.

A internet interligou o mundo, as distâncias foram encurtadas. Hoje se tem informações de tudo o quanto é clube de futebol de qualquer parte do planeta. Mas alguns aprendizados só se consegue na prática. O futebol nos mostra isso todos os dias. Afinal, a evolução do jogador brasileiro acontece em clubes europeus. O Sport se engasgou com um clube pequeno da Argentina porque não tem muita experiência e conhecimento internacional. É possível que se apresente melhor na próxima queda de braço na Sul=Americana, que será contra a Ponte Preta.

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Brasileiro Série B
Os números da queda
postado em 27 de julho de 2017

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO  = blogdejjpazevedo.com

 

Em uma postagem anterior mostramos os caminhos do acesso para os clubes que disputam a Série B Nacional. Agora, vamos mostrar alguns números da nossa pesquisa que mostram as possibilidades de queda para a Série C.

Nos últimos quatro campeonatos dessa divisão, 44 pontos foi a média do 16º colocado na fuga da degola. Na atual competição, por conta da embolada em que essa se encontra, de acordo com a colocação do Paysandu, com 20 pontos, a média teve um crescimento para 47 pontos, mas no andar da carruagem deverá ser reduzida.

A pontuação do líder de hoje, o América/MG, é a menor no período de 2013 a 2016. A pontuação do lanterna, o Náutico, é a pior desses anos, empatando com o Vila Nova de 2014, com 8 pontos, que no final da disputa foi rebaixado.

Em 2013, a zona de rebaixamento era composta por São Caetano (16 pontos); Paysandu (15 pontos); América/RN (15 pontos) e ABC (11 pontos). Foram rebaixados o Paysandu e o São Caetano.

Em 2014, a degola estava composta com o araná (16 pontos); Oeste (15 pontos); Bragantino (13 pontos e Vila Nova (8 pontos). Desses somente o Vila Nova foi rebaixado.

No ano de 2015, o quarteto tinha o Atlético/GO (15 pontos); Boa Esporte (15 pontos); Mogi Mirim (13 pontos) e Ceará (11 pontos). Foram rebaixados o Boa Esporte e o Mogi Mirim.

Em 2016, a composição dos possíveis degolados obedecia a seguinte ordem: Bragantino (17 pontos); Joinville (14 pontos); Tupi (12 pontos) e Sampaio Corrêa (11 pontos). Todos os quatro foram para a Série C.

No atual campeonato a diferença do último colocado (Náutico), para o 16º é de 12 pontos. Em nenhum dos anos estudados essa distância era tão grande: 2013 = 5 pontos; 2014 = 10 pontos; 2015 = 4 pontos e 2016 7 pontos.

O mais próximo do alvirrubro foi o Vila Nova (2014), que no final foi degolado.

Por conta dessas diferenças pequenas alguns lanternas escaparam, como o ABC (2013) e Ceará (2015). Em 2016 a degola foi geral.

Os números mostram que a situação do Náutico é trágica, desde que os números são contrários a qualquer pretensão. O clube da Rosa e Silva só tem uma vitória, 8 pontos ganhos, e com 66  disputar, necessitando de 37 para fugir do carrasco do rebaixamento, o que representa 12 vitórias e um empate em 22 jogos, o que não é fácil de acontecer.

Dos quatro que estão no grupo da degola, dois não sairão desse até o fim da competição: Náutico e ABC.

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Náutico
Por conta da confidencialidade
postado em 25 de julho de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

Segunda=feira, ao participar do programa Fórum Esportivo, na Rádio Jornal, o secretário de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, Felipe Carreras, revelou que, o Governo do Estado estaria disposto a ajudar o Náutico voltar a jogar no Estádio Eládio de Barros Carvalho, os Aflitos. No dia seguinte, ouvi um dirigente do clube alvirrubro declarar que a agremiação tem que ser ressarcida por conta de uma quebra de contrato, uma vez que, existia um contrato em vigor de trinta anos, com o consórcio que administrava a Arena Pernambuco. O contrato foi quebrado sem anuência do clube, que não recebeu nenhuma indenização, nem da Odebrecht, nem do Governo do Estado.

A volta do Náutico para os Aflitos é um assunto que está sempre em pauta. Primeiro porque esta é a vontade da maioria dos torcedores do clube alvirrubro, fato que gera uma polêmica sem fim. Segundo porque apenas um pequeno e seleto grupo de cidadãos tem conhecimento, de fato, do teor do contrato que foi assinado pelos dirigentes a época, tornando o Náutico o único parceiro do Governo do Estado no projeto de construção da arena que recebeu jogos da Copa do Mundo de 2014.

Quando a febre das arenas assolou no futebol brasileiro, o termo "confidencialidade", passou a ser usual. Era a forma mais elegante de dizer para o povo brasileiro que os números das operações não podiam ser revelados, muito embora as obras fossem financiadas por um banco do governo, o BNDS. A falta de transparência virou regra, e as discussões passaram a ser de forma superficial, sem embasamento, uma vez que, ninguém sabia o que de real havia nos inúmeros contratos feitos com as construtoras para construção e reforma das arenas.

O Governo do Estado convenceu o Náutico a adotar o seu projeto, coisa que não ocorreu com Sport e Santa Cruz que tinham propostas para construção e requalificação de seus respectivos estádios. Entretanto, o contrato do Náutico foi com o Consórcio Odebrecht. Por conta da "confidencialidade", não se sabe quem vai pagar essa conta, embora sonho roubado não tem preço.

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Brasileiro Série A
Sport tem time, Palmeiras tem elenco
postado em 24 de julho de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

A derrota (2x0) para o Palmeiras custou a Sport a queda de uma casa na tabela de classificação do Brasileiro da Série A. A combinação dos resultados foi generosa para os leoninos que se beneficiaram com a derrota (1x0) do Cruzeiro para o Avaí, e o empate (1x1) do Botafogo com o Atlético/GO. Este o cenário produzido pelo futebol de resultados, entretanto, na análise de rendimento, o que ficou claro foi a limitação do elenco do time pernambucano.

Antes de a bola rolar, um dos assuntos dominantes era o fato de o Palmeiras ir a campo sem vários titulares. Quem estava atento as escalações dos dois times, inclusive com a formação dos reservas, logo observou que, a maioria dos suplentes do time paulista seriam titulares na equipe do Sport. Não foi necessário muito tempo, após o começo do jogo, para ficar ressaltada a melhor qualidade do grupo do "velho" Palestra Itália.

A dinâmica do jogo imposta pelos visitantes, os agrupamentos quando estavam de posse de bola, ou sem ela, enfim, a compactação e o envolvimento dos palmeirenses eram notórios. Cuca, o técnico palmeirense, estudou o Sport e anulou o que seria sua válvula de escape: as chegadas de Mena pela esquerda. Os gols aconteceram de duas falhas de marcação.

Quando Vanderlei Luxemburgo precisou criar um fato novo para dar mais força ofensiva ao Sport, que em momento algum se abdicou de jogar, esbarrou na fraca qualidade dos suplentes. Suas alternativas para dar mais velocidade ao ataque eram Lenis e Rogério. Optou pelo segundo, pois nos jogos anteriores Lenis pouco produziu. Nenhum dos jogadores acionados na etapa de complemento = Rogério, Thomás e Thallyson = correspondeu as expectativas do treinador e dos torcedores.

O Sport se curvou ao Palmeiras por conta das limitações do seu elenco. Luxemburgo evitou falar sobre limitações e deficiências na coletiva de imprensa, fato que revela sua sensatez, mas deixou claro que, a realidade do elenco é debatida com a diretoria. Os 42 mil torcedores que marcaram presença na Arena Pernambuco estavam certos de que deixariam o estádio festejando mais uma vitória leonina, mas acabaram caindo na real ao observarem que o Sport tem um time, não um elenco, como acontece com o Palmeiras, clube que mais investiu nesta temporada, no futebol brasileiro.  

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Artigos
Futebol não é para pobre
postado em 24 de julho de 2017

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Com exceção do jornal Correio do Povo, de Porto Alegre, que foi o único a analisar de forma correta a declaração infeliz do refeito de Belo Horizonte, e ex=presidente do Atlético/MG, Alexandre Kalil, que numa entrevista ao jornal El Pais, afirmou  que "chegou a hora do futebol, o esporte mais popular do Brasil se elitizar de uma vez".

Tais declarações alopradas passaram despercebidas das diversas mídias esportivas brasileiras que ficaram mais preocupadas com a possível ida de Neymar para o SG, do que uma entrevista radical, em especial vinda da boca de um político e desportista.  

Para nós esse poderá ir para onde desejar, desde que é um problema dele e de seu papai, e não do futebol brasileiro, mas um fato como esse serve de alerta, e precisa ser debatido, desde que já vem sendo aplicado em alguns clubes, com ingressos vendidos de até R$ 300,00, que certamente não é para obre.

Kalil ainda afirmou que os custos desse esporte cada vez mais estão mais altos, jogadores caros e endinheirados, e os ingressos baratos não condizem com essa realidade. "No mundo inteiro o futebol não é coisa de pobre, e não pode ter um valor de uma banana estragada", declarou.

Por outro lado temos lido e ouvido certas declarações banais de que a violência nos estádios será reduzida com valores mais altos nos preços cobrados nos ingressos, ou seja, as camadas mais populares, que sempre frequentaram os estádios ficarão de fora dos eventos.

O sociólogo Maurício Murad, especialista em violência no futebol, que foi ouvido pelo jornal, afirmou que essa majoração sequer diminui a violência, e que  não existe uma relação direta entre o preço e a presença das camadas mais populares com relação as brigas e mortes que estão acontecendo.

Na realidade esse processo de elitização está em curso no futebol do nosso País, e irá matar o que resta desse esporte, quando as famílias perderão  o costume de irem aos estádios, e migrarão para outros segmentos.

O programa sócio torcedor é indutor dessa elitização, quando o associado ao sistema tem redução nos preços dos ingressos, além de pagar uma mensalidade. ara que esse crescesse, os não sócios tem que pagar valores fora da realidade.

Na verdade os estádios estão ociosos, e os números atestam tal fato, e com espaços para todos os preços de ingressos, inclusive para o sócio torcedor, que poderia aumentar a média do público que hoje é menor do que a da Segunda Divisão Inglesa.

Numa arena existe espaço para valores mais altos, como também para aqueles de menores valores, dentro de nossa realidade.

como vivemos na Era da Imbecilidade o futebol não poderia ficar de fora, mas temos a certeza, de que a política de infressos caros pode aumentar a arrecadação dos clubes no curto prazo, mas podemos garantir com toda a convicção que no futuro próximo todos terão prejuízos e estarão lamentando.

Sem duvida trata=se de uma política intolerante, preconceituosa de uma elite aloprada.

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