Histórico
Brasileiro Série B
O desafio de Roberto Fernandes
postado em 04 de agosto de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

É hora de passar a régua e fechar a conta, fazer o balanço do primeiro turno do Brasileiro da Série B, onde o futebol pernambucano está representado pelo Náutico e Santa Cruz. Na abertura da 19ª rodada, hoje a noite, o Náutico recebe a Luverdense, na Arena Pernambuco, em jogo que marca a estréia do técnico Roberto Fernandes, o quinto a ser contratado pelo clube alvirrubro nesta temporada. Os dois times estão na zona de rebaixamento, mas os dos estão separados por 9 pontos. O desafio do novo treinador é levar o Náutico a primeira vitória como mandante.

As duas vitorias contabilizadas pelo clube dos Aflitos, até o momento, na competição, foram na condição de visitante. O fato de o Náutico ter conseguido alcançar os dois dígitos na soma de pontos, com a vitória sobre o Vila Nova passou a somar 11 pontos, deixou seus torcedores com o fio de esperança. O sentimento dos mais otimistas é de que Roberto Fernandes consiga operar o milagre da "ressurreição", uma vez que, com o passivo acumulado no primeiro turno, o Timbu é visto como o maior candidato ao rebaixamento, com 93% de chance, segundo o site Chance de Gol. Pelos números atuais, o Náutico precisa de 11 vitórias nas 20 partidas que tem para disputar.

Roberto Fernandes não se fez de rogado e assimilou todos os créditos que lhes foram conferidos de diferentes formas, e carregou nas tintas, ao afirmar que chegou a hora de o Náutico pensar em títulos, "voltar a desfilar em carro aberto de bombeiros". Bom! Não estipulou tempo para promover tal guinada. Subtende=se que para tal façanha é necessário um planejamento visando a próxima temporada, até porque livra o Náutico do rebaixamento será um feito memorável por conta da atual conjuntura, mas não merece desfile em carro de bombeiro. Caso isso viesse acontecer seria uma pérola na "Era da Imbecilidade", como bem diz o mestre José Joaquim Pinto de Azevedo.

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Brasileiro Série B
Pode piorar
postado em 02 de agosto de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

O Santa Cruz segue à risca aquela lei que diz que "nada está tão ruim que não possa piorar". É isto que nos repassaram os três últimos jogos do Tricolor do Arruda no Brasileiro da Série B, que sofreu sete gols e marcou apenas dois, nessas apresentações onde acumulou duas derrotas e um empate, ou seja, contabilizou apenas um ponto em nove disputados. Números que apontam para uma campanha de insucesso, embora ainda faltem vinte rodadas para o final da competição.

Desde o confronto do Santa Cruz com o Náutico, na 14ª rodada, que estamos chamando a atenção para o fraco desempenho do time coral, fato que tem sido corroborado pelo técnico Givanildo Oliveira nas coletivas de imprensa. O atraso salarial, que chegou ao terceiro mês, tem sido apontado como o principal motivo para a queda de produção do time. Enfim, o problema não é do gerenciamento técnico do futebol, e sim da gestão administrativa.

Os problemas estruturais determinaram a queda do tricolor pernambucano da Série A para a Série B, ano passado. O grupo montado para marcar a volta do Santa Cruz  Ã  Primeira Divisão nacional, tinha qualidade suficiente para fazer uma campanha de manutenção. Contudo, falhas estruturais provocadas por erros de gestão levaram o grupo a experiências negativas que impactaram na campanha. O que poderia ter sido assimilado como uma dura lição, até o momento não surtiu efeito. Embora, por conta de sua tradição, o Santa Cruz tenha sido apontado, antes de a bola rolar, como um clube com potencial para conquistar uma vaga de acesso, o time não conseguiu corresponder às expectativas até o momento.

A penúltima rodada do primeiro turno do Brasileiro da Série B trouxe um sopro de esperança para os torcedores do Náutico. Os ventos do serrado conspiraram a favor do alvirrubro pernambucano num jogo disputado com os portões fechados no estádio Serra Dourada. A vitória por 1x0 sobre o Vila Nova, a segunda do Náutico em dezoito jogos disputados, surpreendeu sob todos os sentidos, principalmente porque o adversário foi a campo na condição de vice=líder do campeonato. O resultado foi uma espécie de boas vindas ao novo treinador alvirrubro, Roberto Fernandes, profissional que tem uma identificação muito grande com o clube. Tal como das quatro vezes anteriores que assumiu o futebol profissional do Náutico, Fernandes tem um grande desafio pela frente. O passado lhe credita a operar o "milagre" que os torcedores acreditam ser viável.  

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Náutico
Campeão de demissão
postado em 01 de agosto de 2017

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Pelo menos o Clube Náutico irá ganhar um título nessa temporada, óbvio que não é atuando nos gramados do Brasil, e sim por um quesito bem interessante, ou seja, a dança das cadeiras, com a queda, em sete meses do ano, de quatro treinadores, e a possível contratação de um quinto, que será um desperdício de recursos para quem não os tem.

O alvirrubro começou o ano com Dado Cavalcanti, que foi substituído por Milton Cruz, que deu o seu lugar a Waldemar Lemos, e a última vitima foi o gaúcho Beto Campos, que perdeu a cadeira em plena madrugada do último domingo. Ficou com insônia.

O profissional demitido quando no comando do time alvirrubro em 27 pontos disputados somou 6 (uma vitória, três empates e cinco derrotas), com um aproveitamento de 22%. Aliás, um pouco melhor do que o total na tabela de classificação: 16%.

Cada técnico contratado, novos jogadores, sem um sinal de melhora, com o clube internado numa UTI dos SUS sobrevivendo por conta dos aparelhos.

Voltamos a afirmar mais uma vez que os problemas do Náutico estão sendo repetidos ano após ano, onde o amadorismo prospera, e o planejamento é considerado como um filme pornográfico.

Não adianta apenas a troca de comando no futebol, ou encher o clube de contratações, algumas pífias e sem o devido retorno, se não houver um projeto de restauração.

O Clube da Rosa e Silva vem minguando, perdendo torcedores, não renovando com a nova geração, que faz a opção pelos vencedores, e o que foi realizado para estancar essa sangria desatada?

A sua média de público no Brasileiro da Série B é de 3.332 pagantes, incluindo convites e outras coisas. A 13ª entre os clubes disputantes.

Poderão alegar a falta de recursos para a montagem do elenco, mas na verdade a maioria dos clubes que estão à sua frente sofrem do mesmo problema, mais se formataram para uma boa campanha na competição. O Vila Nova é um exemplo patente.

Não acreditamos que o Náutico poderá escapar do rebaixamento nessas últimas 21 rodadas, desde que os números são bem claros e mostram o contrário, e por conta disso contratar mais um treinador não irá resolver os seus problemas quando a lógica gerencial aponta para que Levir Gomes seja aproveitado ate o final da competição, e depois do balanço fina que possa pensar em um novo técnico para projetar o ano de 2018.

Além disso é necessário que novas contratações sejam barradas, para não onerar a folha, e enxugar o atual elenco, sobretudo pinçar o que tem de bom nas suas bases, pagar em dia, e navegar o barco com um lema, tudo de bom que vier será lucro.

Da maneira que o clube vai seguindo e sem uma modificação radical, no final da temporada não sobrará pedra sobre pedra.

O futebol de Pernambuco precisa do Náutico por conta da sinergia entre os clubes, mas infelizmente o panorama visto da ponte está sombrio, e com nuvens pesadas surgindo no horizonte.

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Brasileiro Série A
Quando o técnico ganha o jogo
postado em 31 de julho de 2017

CLAUDEMIR GOMES

 

Quando o Sport foi derrotado (3x1) pelo Vitória, na Ilha do Retiro, o técnico Vanderlei Luxemburgo não poupou críticas a forma como o time se comportou dentro das quatro linhas. Nas rodadas a seguir foi nítida a reação e evolução da equipe leonina que deu um salto na tabela de classificação do Brasileiro da Série A. Semana passada, na Argentina, após a derrota (2x1) para o fraco time do Arsenal de Sarandí, em jogo válido pela Copa Sul=Americana, o treinador leonino voltou a ser contundente nas críticas aos seus comandados. Neste domingo, em Salvador, mesmo desfalcado de três referências (Diego Souza, Rithely e André), O Sport foi absoluto na construção de uma vitória por 3x1 sobre o Bahia, quebrando um tabu de 28 anos que não vencia na Fonte Nova. Os dois exemplos servem para ressaltar a tese de que "técnico também ganha jogo".

Antes de a bola rolar a principal preocupação do torcedor do Sport era em saber como o time iria se comportar com a ausência de três importantes jogadores. Afinal, a questão não era uma simples troca de peças. E foi ai que Luxemburgo deu mostra de que é um bom estrategista. Montou um esquema para anular a mobilidade do adversário, fato que impediu com que a bola circulasse com tanta leveza no setor ofensivo, como normalmente acontece nas apresentações do Tricolor Baiano, e deixou o seu time buscando uma bola que fatalmente apareceria como resultante de um erro cometido pelo adversário na saída de jogo. Tal como aconteceu no primeiro gol marcado por Everton Felipe em jogada construída por Lenis.

A proposta de jogo e a disciplina tática dos leoninos foram decisivas para o sucesso de um grupo que foi a campo consciente de suas limitações e com conhecimento do exército inimigo, detalhes fundamentais para se vencer uma "batalha". Evidente que, para o confronto com o Fluminense, nesta quarta=feira, quando o treinador volta a ter, a sua disposição, os jogadores Rithely, Diego Souza e André, o plano de jogo será diferente. Esta a vantagem de se ter um estrategista no comando da equipe. Afinal, numa época onde os treinadores são munidos de inúmeras informações, as surpresas ficam por conta do plano de jogo que o comandante definir. Até porque são poucos os jogadores diferenciados que podem desequilibrar com uma técnica apurada.

A vitória sobre o Bahia não chega a ser uma garantia de que o Sport venha emplacar uma nova sequência positiva, tal como aconteceu após o tropeço diante do Vitória, contudo foi um resultado com ganhos expressivos, que vão desde a afirmação na sexta posição da tabela de classificação, a recuperação do atacante Lenis, que fez sua melhor exibição desde que aportou na Ilha do Retiro. Uma apresentação que foi destaque na domingueira do futebol brasileiro.

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Brasileiro Série B
Acesso requer uniformidade
postado em 31 de julho de 2017

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Para se chegar ao grupo de acesso na Série B existe algo por demais importante, ou seja, a uniformidade nos resultados como mandante e visitante. Os clubes que conseguirem o equilíbrio nesses dois setores serão aqueles que estarão na Série A em 2018, desde que o acaso não existe no futebol, e sempre os mais competentes chegam aos seus objetivos.

O América/MG é um bom exemplo, com um aproveitamento de 66,67% dos pontos disputados em casa, e 62,50% dos que foram disputados na condição de visitante. Por conta disso tem 82% de chances de acesso.

O Vila Nova que é o vice=líder também é uniforme, com 62,50% como mandante e 51,85% como visitante. As suas chances de subir para a Série A são de 55%.

Um outro clube que tem uniformidade na sua campanha é o Internacional, embora tenha que melhor o seu percentual de aproveitamento nos jogos que disputará como mandante. A quarta posição lhe foi assegurada com um aproveitamento de 54,17% nos jogos que disputou no Beira Rio e 51,17% na casa dos adversários. As chances de acesso são de 48%.

Por outro lado, o Guarani não é bom visitante e corre o risco de ser um cavalo paraguaio que larga ligeiro, e fica no meio do caminho, desde que é um bom mandante (70,37%) e fraco visitante (33,36%).

Se não elevar nesse item será atropelado ou pelo Londrina, que tem seus defeitos em sua casa, ou pelo Criciúma, que precisa melhor nos jogos que atua como visitante.

A equipe do Paraná tem 40,74% de aproveitamento em casa, e 66,67%, enquanto o time catarinense tem 66,67% como mandante e 37,04% como visitante.

O time de Campinas que já teve 70% de chances para o acesso teve uma queda para 38%, enquanto os adversários diretos subiram para 32%.

O mesmo está acontecendo com o Juventude, que tem uma excelente performance jogando em Caxias (70,37%), e jogando fora de casa tem apenas 33,3%, o que lhe levou a quinta posição.

O maior desequiíbrio entre os clubes disputantes vem do Paraná, que tem 70,83% de aproveitamento como mandante, e apenas 25,93% como visitante.

Uma campanha boa somente em um setor não irá levá=lo a maior divisão brasileira, e o exemplo é a sua atual colocação na tabela de classificação, no 10º lugar.

O Santa Cruz tem o mesmo problema do time paranaense com um desequilíbrio gigantesco. Tem um bom percentual nos pontos conquistados em casa 62,50%, e péssimo na condição de visitante: 29,63%.

A sua posição na tabela (12º lugar) é o reflexo desse momento. Hoje só tem 10% de chances para chegar entre os quatro melhores da competição. O clube com melhor aproveitamento em casa é o Oeste (75%), mas a contrapartida que recebe nos jogos fora dessa é trágica, com apenas 18,52% (13º colocado). Jamais conseguirá subir.

Com relação ao rebaixamento, por mais que tenhamos boa vontade, os números do Náutico mostram que esse já está na Série C de 2018, com 99% de chances para que isso aconteça. Como mandante tem 14,81% de aproveitamento e 16,62% como visitante.Somente um milagre o salvará, mas como isso é bem raro, a degola deverá acontecer.

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