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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
O alagoano CSA fez valer a "lei" do mando de campo e estreou com vitória - 2x1 - sobre o Confiança, na edição 2025 da Copa do Nordeste. Hoje a noite será a vez dos pernambucanos - Sport e Náutico - irem a campo para medir forças com os cearenses - Ferroviário e Ceará - respectivamente. Os rubro-negros buscam o quarto tÃtulo, enquanto os alvirrubros tentarão por a mão na taça da competição regional pela primeira vez.
Este ano o "Nordestão" conta com cinco clubes - Fortaleza, Ceará, Baia, Vitória e Sport - da primeira divisão nacional, o que fatalmente elevará o nÃvel técnico da disputa, por conseguinte, torna mais difÃcil a missão do Náutico de tentar se inserir no pelotão dos campeões.
Nas últimas dez edições a supremacia dos cearenses foi inquestionável: Fortaleza e Ceará levantaram o troféu seis vezes: três tÃtulos cada um. Apontado como um dos melhores conjuntos do futebol brasileiro, no momento, o Tricolor do Pici é o preferido entre os apostadores quando cravam seus palpites sobre quem será o campeão de 2025.
A musculatura dos cinco clubes que disputarão o Brasileiro da Série A é imperativa ante os outros participantes. Afinal, a qualidade sempre faz a diferença, desequilibra e conduz os melhores ao topo da tabela. Mas como sempre ressalta o mestre, Lenivaldo Aragão, "no futebol não existe verdade absoluta". Sendo assim, sempre haverá espaço para as surpresas. à apostando na garra inspiradora do seu "vermelho de luta", que o Náutico espera surpreender o Ceará, hoje a noite, nos Aflitos.
As disputas que se iniciam na segunda quinzena de janeiro serão finalizadas no dia 7 de setembro. Isso mesmo! à para o torcedor perder de vista. Coisas do insano calendário do futebol brasileiro. A fase de grupos será concluÃda no mês de março. A competição será paralisada em abril e maio; retorna no mês de junho para as disputas das quartas de final e semifinais; fica fora do ar em julho e agosto e emerge no inÃcio de setembro para as disputas das duas partidas finais. Sem dúvida, um teste de resistência e memória para os torcedores.
Nesta fase classificatória, onde as equipes se enfrentam entre si, nos seus respectivos grupos, o Sport ficou no pelotão A junto com Fortaleza e Vitória. Como apenas os quatro primeiros de cada grupo se classificam para as quartas de final, teoricamente, resta uma vaga a ser disputada por Altos, CRB, Ferroviário, Moto Clube e Sousa.
O Náutico ficou no pelotão B onde estão Bahia e Ceará, que hipoteticamente são donos de duas vagas. Portanto, os alvirrubros medirão forças com CSA, Confiança, América/RN, Juazeirense e Sampaio Correa.
Fazer prognósticos antes da disputa da primeira rodada é uma agressão a racionalidade, mas as loucuras dos torcedores permitem tudo. Eis porque as "zebras" que pastavam na Loteria Esportiva ficaram tão famosas na voz do saudoso Léo Batista.
De uma coisa temos certeza: no meio ano, precisamente no mês de junho, quando teremos as disputadas das quartas e das semifinais, o futebol a ser apresentado pelos times classificados estará em outro nÃvel. Questão de folego, resistência e qualidade.
Bom! Vamos ao primeiro passo. O que vem pela frente não passa de suposições que alimentam o mundo das Bets.
CLAUDEMIR GOMES
O assunto dominante, nos últimos dias, nos quatro cantos do Estado, é a SAF do Santa Cruz. Nesta terça-feira - 14/01/2025 - o presidente executivo do Clube Tricolor, Bruno Rodrigues, tem encontro marcado com várias lideranças, onde fará a apresentação do grupo que se propõe a investir R$ 1 bilhão e transformar o departamento de futebol numa sociedade anônima.
As linhas de contorno desta aliança, que deverá ter uma duração de 15 anos, serão apresentadas pelos investidores. Naturalmente que, alguns detalhes serão guardados a sete chaves com o lacre de CONFIDENCIALIDADE. Aliás, esta é uma palavra bastante em voga no futebol brasileiro.
Desde a última sexta-feira, quando a notÃcia foi divulgada, a Nação Tricolor se encontra no maior agito. Todos, sem exceção, querem saber detalhes deste antÃdoto que vai livrar o "Gigante" do sono da morte.
Como diria o filósofo Sócrates: "Só sei que nada sei". A Sociedade Anônima do Futebol está sendo vista, pelos tricolores de bom senso, como a saÃda do caos. Quem se posicionar contra, na Assembleia do Conselho, ou na Assembleia dos Sócios será amaldiçoado por todos os poderes do Santa Cruz.
As Repúblicas Independentes do Arruda sangram há muito tempo. Tudo que foi feito, nos últimos anos, não passou de paliativos que não corresponderam as expectativas. E o "Gigante" seguiu no seu sono se mostrando, cada vez mais, debilitado, sem forças para se soerguer.
Os sangramentos são notórios e visÃveis no patrimônio fÃsico: o deprimente estado de conservação da sede social; as obras necessárias de requalificação no Estádio José do Rego Maciel e a recuperação e conclusão do Centro de Treinamentos. Enfim, todos os equipamentos do clube estão carimbados como prioridades.
O Clube das Multidões tem o futebol como seu coração. Quando ele não pulsa, não há vida. A primeira missão da SAF não será outra senão injetar "sangue" - $$$$ - para que o coração coral volte a pulsar.
Não existe clube de massa sem a marca registrada do amor, do apreço. E falar de amor, apreço e fidelidade temos que colocar a torcida do Mais Querido como exemplar. Foi isso que levou um grupo de empresários a investir no Santa Cruz: o seu patrimônio imaterial. Sua louca e apaixonada torcida. Se de um lado a expertise do grupo investidor é um prenuncio de sucesso, do outro lado a fidelidade da torcida tricolor é o aval que ninguém questiona.
Pela primeira vez na história centenária do Santa Cruz teremos uma gestão cujo pragmatismo irá transpor o discurso. Naturalmente que houveram gestões exitosas no clube, contudo, o viés da emoção foi um obstáculo intransponÃvel para muitos gestores.
Há décadas o futebol se posicionou entre os maiores negócios do planeta, onde as cifras alcançam escalas estratosféricas. A SAF é o primeiro passo para o Santa Cruz entrar em sintonia com a nova ordem, se tornar contemporâneo do Século XXI. A terça-feira - 14/01/2025 - será um dia histórico para as Repúblicas Independentes do Arruda.
CLAUDEMIR GOMES
A dois dias do inÃcio do Campeonato Pernambucano de Futebol Série A-1, o debate no endereço eletrônico (Whatsapp) da Associação dos Cronistas Desportivos de Pernambuco - ACDP - teve como mote o PROTOCOLO DE IMPRENSA divulgado pela Federação Pernambucana de Futebol a ser cumprido durante a competição cuja primeira rodada está programada para este final de semana.
O protocolo, que provocou uma discussão sobre o sexo dos anjos, onde não se chega a um denominador comum, deixa ressaltado duas coisas: a tirania, marca registrada da atual gestão do futebol pernambucano, e a fraqueza da entidade de classe que há muito vem sendo desrespeitada por clubes e federação.
Cronista Esportivo não é uma profissão. Isto é fato. O desporto é uma vertente a ser seguida pelo jornalista, e pelo radialista, assim como é a economia, a polÃtica... A ACDP se fortaleceria se contasse com o respaldo dos Sindicatos dos Jornalistas e dos Radialistas, o que na prática não acontece.
Quem sempre esteve atento aos sinais não se surpreende com a nova ordem. A criação das assessorias de imprensa nos clubes tinha como objetivo maior, dinamizar a divulgação dos fatos e fortalecer o canal de convivência com os profissionais que cobrem o dia a dia. Entretanto, com o passar do tempo, os profissionais tiveram seus espaços tolhidos com a proibição de fazer a cobertura de treinos. A assessoria envia para as equipes esportivas das emissoras de rádio e dos jornais, as entrevistas prontas.
Pior do que ouvir apenas o que os clubes querem que seja divulgado, é o silêncio dos diretores das rádios, dos jornais e de profissionais cujos "gritos" reverberam e ecoam. Mas nos dias de hoje todos viraram vacas de presépio.
Os mais antigos - Lenivaldo Aragão, Hélio Macedo, Pedro Silva, Paulo Morais, Amaury Veloso, Geraldo Freire, Walter Spencer - eu me incluo nesse pelotão, recordam da histórica assembleia da ACDP, nos anos 70, para uma tomada de posição sobre uma paralização total e irrestrita de cobertura. Todos os editores e chefes de equipes se fizeram presentes. As duas salas da entidade, e os corredores do sétimo andar do edifÃcio onde era o domicÃlio da associação estavam lotados. Francisco José, na condição de presidente da entidade de classe, foi o protagonista de um episódio que ressaltou a gigantesca força da classe na época.
Desde que a Internet passou a ser de domÃnio público, com a chegada da telefonia móvel, o surgimento das redes sociais, a comunicação digital, o rádio esportivo perdeu sua força, uma vez que suas raÃzes eram a rádio AM. A imprensa escrita definhou com a comunicação ganhando um novo perfil.
As grandes grifes, que as vezes se tornavam maiores que os prefixos, saÃram de cena e as novas gerações não dormem com os ouvidos grudados nos rádios de pilhas, estão com os olhos fixos nos smartfones, onde acompanham os jogos, em tempo real, estejam onde estiverem.
O processo de mudança é permanente. Nem tudo é positivo, mas a ACDP não soube dar seu grito de alerta. A passividade das empresas de comunicação facilitou a imposição de um modelo perverso. Mas não existe revolução sem vÃtimas.
Quem vivenciou os grandes momentos de tempos passados, deve se acostumar ao futebol de poltrona. Em tempo de PernambucanoBet, conseguir se credenciar para um jogo é tão difÃcil quanto acertar os seis números da mega sena da virada.
Claudemir Gomes
Em todo inÃcio de ano as pessoas se enchem de esperança. Um sentimento que se apossa dos seres humanos em todos os continentes. Creio eu que isso faz um bem a toda humanidade. Mas neste universo imensurável existem filigranas que resistem à s mudanças, tal como o futebol pernambucano.
No quarto dia da nova temporada testemunhamos a desclassificação dos dois representantes pernambucanos - Santa Cruz e Retrô - no torneio classificatório para a Copa do Nordeste. Evidente que, o impacto de tal desastre é devastador para o clube de massa, para a agremiação centenária, o Santa Cruz, que há menos de uma década (2016) disputou o Brasileiro da Série A escudado no tÃtulo de Campeão do Nordeste. O Retrô é um clube emergente, criado pelo seu dono para ser chamado de meu.
Jogo encerrado, busquei o registro da reação dos tricolores que, movidos pela esperança, foram ao Arruda hipotecar sua solidariedade ao time que passou mais de nove meses parado. Para a massa coral aquele jogo representava o primeiro passo do soerguimento de um dos clubes mais populares do futebol brasileiro. Frustração geral. Os comentários dos cronistas esportivos não foram além do fato, ou seja, da fatÃdica derroa - 2x1 - para o Treze de Campina Grande. O que aconteceu foi apenas a queda de mais um tijolo desse assustador desmoronamento que vem destruindo futebol pernambucano.
Foi inevitável não traçar um paralelo entre o Santa Cruz dos anos 70 do século passado, e o Santa Cruz dos dias de hoje. O "Gigante" desidratou, definhou. O pior: até o momento ninguém encontrou um antidoto para o seu mal. Os paliativos aplicados não passam de garapas ineficazes.
O Santa Cruz dos dias de hoje é uma das respostas da desastrosa gestão do futebol pernambucano - FPF - peça importante na engrenagem da CBF, uma máquina que não acompanha o ritmo das grandes confederações.
Como uma entidade deixa que um filiado passe nove meses sem disputar um jogo sequer? Jogadores de xadrez e de dominó precisam estar ativos, imaginem atletas de futebol profissional.
Observo que as discussões são muito superficiais. O presidente da Federação vomita um monte de besteiras enquanto os presidentes dos clubes se calam e aplaudem. Eis a razão pela qual, nas dez últimas edições da Copa do Nordeste os cearenses levantaram dez tÃtulos contra dois dos baianos, um pernambucano e um maranhense. O futebol pernambucano ficou nanico até na região.
O ano está apenas começando. Vem aÃ, no próximo final de semana, a abertura do Campeonato Pernambucano, que a julgar pela qualidade da maioria dos dez clubes participantes, teremos um verdadeiro show de horrores.
à isso aÃ: esperança de um ano melhor para o futebol pernambucano, ao que tudo indica, não vai passar de uma promessa de Papai Noel.
CLAUDEMIR GOMES
O amigo, Ildefonso Fonseca, alvirrubro dos melhores, daqueles cujo encarnado não desbota nunca, me presenteou com um vÃdeo da Canção de Natal, de Chico Buarque de Holanda. Uma pérola! Assim como foi o cartum do mestre Humberto Araújo. Os dois amigos usaram a arte para lembrar que estamos em tempo de reflexão. Acredito que essa seja uma das propostas do Natal: ressaltar para a humanidade a necessidade de rever conceitos e valores.
Tudo começou há mais de dois mil anos, quando Jesus de Nazaré, nascido na Palestina, criou o Cristianismo, que vende a vida eterna e tem o sÃmbolo mais forte do planeta: a cruz. Tempos depois, precisamente 280 anos após o nascimento de Cristo, nasce na Turquia, São Nicolau de Mira, que foi canonizado pela Igreja Católica, por ter feito vários milagres. Em seguida foi adotado como padroeiro na Rússia, na Grécia e na Noruega. Inspirado em São Nicolau se criou a figura de Papai Noel - O bom velhinho - que presenteava os menos favorecidos.
Bom! Como as mudanças são permanentes e constantes, é impossÃvel falar das metamorfoses e evoluções de todas as espécies. Apenas duas coisas parecem imutáveis: o Natal e a desigualdade social.
A extinta Varig, companhia de aviação, fez sucesso com uma peça publicitária onde destacava: "Papai Noel voando a jato pelo céu, trazendo um Natal de felicidade, e um ano novo cheio de prosperidade". E ninguém conseguiu segurar mais o velhinho que passou a ser a figura mais midiática do planeta, um influencer que toma Coca-Cola, anda de helicóptero, visita todos os shopping Center e segue encantando as novas gerações. Enfim, "segue plantando flores onde não tem jardim", como cantou o mestre Chico Buarque.
E o Menino Jesus não é o verdadeiro dono do Natal?
Bom! Isso é inquestionável. Mas tudo indica que, o marqueteiro que criou a cruz como sÃmbolo maior, e foi convincente o suficiente para vender a vida eterna, tirou férias e saiu do mapa. A Igreja Católica tem uma dificuldade enorme para entrar em sintonia com o novo tempo.
Assistindo a edição do Jornal Nacional, no Dia de Natal, constatei que, em várias partes do mundo, inclusive em Israel, onde nasceu Jesus de Nazaré, a dada foi ofuscada pela guerra.
Vale lembrar que as guerras são "brincadeiras dos homens maus". Não tem nada a ver dos brinquedos que Papai Noel faz propaganda.
Na noite de Natal - eu e Ãurea Regina - paramos num sinal e contamos: três mulheres com nove crianças. O cenário nos incomodou. Fez-se o silêncio.
De imediato lembrei de outra pérola que me foi enviada pelo amigo Fábio Gondim: "Véspera de Natal", de autoria do grande Adoniran Barbosa.
"A criançada chorando, mesa vazia, não tinha nada...".
à isso aÃ!
Mesmo os que nasceram há dois mil anos atrás, como o Raul Seixas, sabem que para uns o orifÃcio da chaminé é pequeno, Papai fica engasgado e não passa de jeito nenhum.