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Maio 2012 ›› JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com
14 Faltas.
43 Finalizações.
Estádio lotado; torcedores misturados; 4 gols. Sem mi, mi, mi e piscineiros. Sem simulações. Uma boa arbitragem.
Os amigos estão pensando em um jogo do futebol europeu, mas na verdade foi da Série B Nacional, entre Luverdense e Internacional, que terminou com o placar de2x2.
Uma partida aberta, limpa, sem violência com o Colorado desejando sacramentar a sua passagem de volta para a Série A, e a equipe de Lucas do Rio Verde almejando fugir da degola.
Com menos de um minuto de jogo o Luverdense abriu o marcador após uma troca de passes. Aos 33 minutos o Internacional empatou. A bola correndo de um lado para o outro, um verdadeiro jogo em que ninguém conseguia vislumbrar o seu vendecor.
No primeiro minuto do segundo tempo o mandante passou à frente do placar. Logo após perdeu um gol feito. Aos seis Leandro Damião empatou para o time gaúcho. A equipe de Mato Grosso passou a tocar mais a bola, jogando de igual para igual, perdendo gols, como também a equipe visitante. Já no final os Deuses do Futebol não ajudaram o Luverdense, quando da cobrança de uma falta a trave segurou a bola.
Na verdade, para quem gosta de futebol como nós independe da sua Série e sim da qualidade do jogo e foi isso que vimos na noite de ontem, uma partida que foi melhor do que a maioria das que vem acontecendo no Brasil.
Um time da menor folha salarial da competição, contra um milionário, com um jogador com salário maior do que todos os do adversário, mostrou que se pode fazer um bom jogo, quando existe a entrega, a vontade de atuar.
Ainda existe vida nesse futebol brasileiro, apesar de vocês.
A 34ª rodada da Série B segue hoje com a disputa de nove jogos, alguns importantes tanto para os que estão no grupo de acesso, como para os que lutam contra a degola.
O Náutico receberá a visita do Paysandu, com uma boa diferença na tabela de classificação, embora a equipe do Pará venha enfrentando turbulências no seu caminho. O alvirrubro pernambucano é o 19º colocado, com 31 pontos; 31% de aproveitamento, enquanto a equipe alviazulina da Curuzú ocupa a 11ª posição na tabela de classificação com 42 pontos e 42% de aproveitamento. Como mandante o Náutico tem um aproveitamento de 39,58%, e o seu adversário como visitante tem aproveitamento de 37,5%.
Apesar da vitória da vitória da equipe da Rosa e Silva contra o Santa Cruz na rodada anterior, o jogo será equilibrado, e deverá ter uma retranca do seu adversário que ficará satisfeito com a conquista de um ponto.
Em Goiânia, o Santa Cruz enfrentará o Vila Nova que ainda sonha em terminar a competição entre os quatro melhores. Tem 11% de chances para isso na verdade acontecer.
A equipe rubro do Estado de Goiás é a sexta colocada na competição com 52 pontos ganhos e 53% de aproveitamento, enquanto o Tricolor do Arruda é um morador antigo da zona de degola, na 18ª posição com 32 pontos e 32% de aproveitamento. Como mandante o time do Vila Nova tem um aproveitamento de 62,5%, enquanto o Santa Cruz é um fraco visitante com 22,92%. Pelo retrospecto do confronto a vitória deverá cair no colo da equipe goiana.
Será mais uma noite de sofrência para os torcedores dos dois clubes pernambucanos.
CLAUDEMIR GOMES
A melancolia emoldurou o clássico entre Santa Cruz e Náutico, disputado neste sábado, no estádio do Arruda. A vitória (3x2) do time alvirrubro foi festejada pelos seus amantes como um fio de esperança pela ressurreição. Entretanto, os números atestam que, neste caso, é praticamente impossÃvel ressurgir das cinzas. O resultado serviu para deixar os tricolores do Arruda em situação tão vexatória quanto a do Náutico. Enfim, o que vimos ontem não foi nada menos que o epÃlogo de um filme cujo final jamais seria feliz diante de um enredo tão aterrorizante. O Massacre da Série B, esta minissérie de 38 capÃtulos abordou o tema da falta de reflexão dos dirigentes pernambucanos.
Acabo de ler o artigo do alvirrubro, Gustavo Krause, publicado na edição deste domingo do Jornal do Commercio, com o tÃtulo "Obrigado pelo atraso". Krause é um craque no jogo com as palavras. Seu artigo é uma referência ao novo livro do escritor, Thomas Friedman, que ele considera "uma obra fascinante", e cita um trecho onde o autor ressalta: "Nada na vida deve ser temido, se formos capazes de compreendê=lo. Agora, é o momento de compreendermos mais, para que venhamos a temer menos".
A compreensão não acontece sem uma reflexão. Tricolores e alvirrubros passaram o ano tomando decisões de forma açodada. Os erros se multiplicavam nos Aflitos e no Arruda, mas ninguém parou para indagar: "Onde estamos errando?". O técnico do Náutico, Roberto Fernandes, com muita propriedade, afirmou que a "situação em que se encontram os dois clubes é por falta de planejamento". Planejar é um verbo que não pode ser conjugado nos clubes pernambucanos. Todos acreditam que a máxima de que "futebol não tem lógica" também serve para gestão, quando na realidade isto é uma coisa restrita as quatro linhas do gramado.
Sabemos que, nas disputas dos clássicos pernambucanos as camisas jogam por si só. Evidente que, no confronto de ontem entre tricolores e alvirrubros, com os dois times lutando desesperadamente para fugir do rebaixamento, a única coisa que poderia vir a ser ressaltada seria a entrega dos jogadores, a vontade e disposição de lutar pela vitória, único resultado que interessava as duas equipes. E foi o que aconteceu. O Náutico, que teve um volume de jogo inferior ao do Santa Cruz, foi eficaz no aproveitamento dos erros grotescos cometidos pela defesa coral.
O "espetáculo" foi arranhado pelo erro crasso do árbitro ao não marcar um pênalti claro em favor do Santa Cruz, e pelo desequilÃbrio do volante Derley que peitou e deu uma cabeçada no mediador, fato que poderá lhe custar uma punição severa.
O clássico marcava a disputa do Troféu Gena, em homenagem ao ex=lateral que conquistou oito tÃtulos estaduais seguidos com a camisa dos dois clubes. Após entregar o troféu ao capitão do Náutico, Gena desabafou: "Não gostaria que o cenário fosse este. Aproveito a oportunidade para expressar minha mágoa para com a diretoria do Náutico que me despediu do cargo que ocupava nas divisões de base do clube, sem sequer algum dirigente vir falar comigo. Tomei conhecimento de que fui despedido por um diretor cujo nome não consta nem na ata do clube". Lamentável.
Eis o ponto final do Clássico da Melancolia.
CLAUDEMIR
GOMES
Seu LuÃs morreu! Foi dessa forma que recebi a notÃcia pelo whatsapp. A morte de um dos maiores cronistas do rádio esportivo brasileiro havia sido anunciada há muito tempo. O baiano de Ilhéus, LuÃs Cavalcanti era amado por nove entre dez pernambucanos. Começou no rádio em 1952, ano em que nasci, e fez uma caminhada com completa autonomia. E assim se tornou o "comentarista da palavra abalizada". A percepção e a sensibilidade lhes deram a capacidade de mensurar limites, razão pela qual foi duro quando necessário, sem nunca ter sido ácido em suas crÃticas. A ternura era uma de suas marcas registradas. E assim seu LuÃs conquistou o respeito e a admiração de todos.
"O presente do passado é a memória", nos ensinou Santo Agostinho. LuÃs Cavalcanti sempre estará presente em nossas memórias. Haverá sempre um fã e um ex=companheiro para relembrar um fato que considera relevante com a assinatura do seu LuÃs. Vida que segue.
Enquanto pôde empunhar um microfone, LuÃs Cavalcanti, era uma referência para todos os profissionais do rádio esportivo. Algumas vezes adentrei nos estúdios das rádios somente para ver e ouvir seus comentários. Ele comentava e gesticulava como se estivesse me contando uma história. A naturalidade e a leveza do ser me deixavam encantado.
Depois de ler a notÃcia no whatsapp fiquei a pensar com meus botões o quanto a crônica esportiva pernambucana está ficando pobre. E me veio a lembrança do mestre Adonias de Moura, um visionário que sabia até onde esticar a corda; de José Santana o comentarista cujas palavras fluÃam com tanta naturalidade que lhes tornaram o rei do improviso; Barbosa Filho, que sempre enxergou o futebol pela lente do concreto...
Seu LuÃs teve o privilégio
de comentar jogos na época de ouro do rádio e do futebol. Sua partida, por ser
anunciada, não nos deixa sem chão, mas nos deixa órfão de um mestre
diferenciado. O da palavra abalizada.
CLAUDEMIR GOMES
"Virar a chave para outra competição!" Esta foi uma das frases mais usuais na Ilha do Retiro, nos últimos dez meses, quando o Sport se viu envolvido em cinco disputas: Campeonato Pernambucano; Copa do Nordeste; Copa do Brasil; Copa Sul=Americana e Campeonato Brasileiro Série A. Quando fechar a temporada, no inÃcio de dezembro, o clube leonino será um dos que mais atuaram durante todo o ano, fato que interferiu diretamente no rendimento do grupo em momentos que foi mais exigido com viagens e traslados. Com a eliminação, nesta quinta=feira, na Copa Sul=Americana, não há mais chave para ser virada, e as atenções se concentram na Série A, onde o Leão corre risco de rebaixamento.
No próximo ano o Sport não participará da Copa do Nordeste, competição onde teria presença assegurada por ser o atual campeão estadual, e possivelmente não disputará a competição continental. A vaga ainda pode ser conquistada a depender de sua performance nos sete jogos restantes da Série A.
O futebol tem suas ironias. O empate (0x0) com o Júnior Barranquilla, no segundo jogo entre os dois clubes, confronto realizado na Colômbia, foi o melhor resultado do time pernambucano jogando na condição de visitante. Nas fases anteriores perdeu todas as partidas, tendo avançado na competição por conta das vantagens construÃdas como mandante. Na rodada final, perdeu em casa e empatou fora. O técnico, Daniel Paulista, se assustou com o que viu no primeiro jogo, na Ilha do Retiro, e optou por uma proposta de jogo estritamente defensiva. No segundo tempo, quando observou que o adversário não era a preciosidade que havia deixado todos boquiabertos com uma apresentação de gala no Recife, sugeriu um futebol mais ousado, mas sua proposta esbarrou na falta de qualidade do elenco.
Na última "virada de chave" da temporada, o Sport retorna ao Brasileiro com a missão de surpreender a Chapecoense, em Santa Catarina. Uma partida que, por si só, se prognosticava como um grande desafio para o Leão, e que ganhou contornos dramáticos, pós declarações do ex=presidente do Sport, Luciano Bivar, ao apresentador, Jorge Soares. Na entrevista, Luciano disse que a diretoria do clube precisava "agir no extra=campo", deixando espaço para inúmeras interpretações. Tentou se justificar, mas a emenda saiu pior que o soneto. Aliás, Bivar, que é uma das lideranças do clube leonino, também se notabiliza por declarações bombásticas sempre que o Sport se encontra mergulhado, ou na iminência de uma crise. Desta feita suas declarações ecoaram em Chapecó, e vem sendo explorada pelos dirigentes da Chapecoense e pela imprensa local. Enfim, o clima deixou de ser amistoso e se tornou bastante pesado.
JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com
A Região Nordestina festejou a subida de três dos seus clubes da Série C, para a B: Sampaio Corrêa, Fortaleza e CSA, sendo que este último foi o campeão. Por outro lado, a região está correndo o risco de sofrer um grande vexame com a queda de quatro clubes que estão disputando a Série B Nacional.
Hoje, pelo menos três clubes estão quase garantidos: ABC, Náutico e Santa Cruz, que poderão receber a companhia amiga do CRB, que está a dois pontos do Luverdense, primeiro clube da zona de degola. Está no limite do precipÃcio.
Nunca na história da competição quatro clubes de uma mesma região foram rebaixados. Em 2009 tivemos três times nordestinos degolados: Fortaleza, Campinense e ABC. Na temporada de 2012 foi a vez do Sudeste, com o Guarani, Ipatinga e Barueri, que foi repetida em 2015 com Macaé, Boa Esporte e Mogi Mirim.
Ao analisarmos a próxima rodada (33ª) verificamos que a situação para a Região Nordeste é crÃtica com a realização de confrontos diretos: Santa Cruz x Náutico; ABC x Luverdense, e para complicar, o CRB enfrenta o Internacional no Beira Rio. Uma vitória do time do Mato Grosso e uma derrota do alvirrubro alagoano levará o time de Maceió a compor o quarteto dos degolados.
Pobre Nordeste.