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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
As crÃticas parecem até um clichê. Todo o inÃcio de temporada, o excesso de jogos, com os clubes disputando várias competições simultaneamente, nos leva a debruçar nas tabelas e as análises se tornam repetitivas. à como se estivéssemos escrevendo a crônica de uma morte anunciada. Afinal, o ano é formado por 12 meses, 52 semanas e 365 dias. Isto é fato. Não muda. Mas no futebol brasileiro existe a polÃtica do inchaço. A resultante desta zorra total é o atropelamento de normas, regras e regulamentos. Tudo é empurrado com a barriga. Afinal, a impunidade faz parte deste "jogo". As entidades de classe, associações e sindicatos, se mostram impotentes diante dos abusos. Quando acontecem "vitórias" através de acordos, esses não são cumpridos.
A agenda para o torcedor pernambucano, na próxima semana, não poderia ser mais intensa. Vamos ter jogos na terça=feira, quarta, quinta, sexta, sábado e domingo. à que começam as disputas do Campeonato Pernambucano e da Copa do Nordeste. Nas normas gerais das competições da CBF consta que um clube tem que respeitar o espaço de mais de 60 horas entre uma partida e outra. Mas tudo indica que esta normal foi criada para não ser respeitada, como acontece com inúmeras leis municipais, estaduais e federais que são criadas neste Brasil brasileiro.
Então vejamos: O Santa Cruz estréia na Copa do Nordeste no dia 16, terça=feira, enfrentando o Confiança, em Sergipe. Dois dias depois (48 horas) inicia sua participação no Pernambucano medindo força com o Vitória, no Arruda. A situação ficará mais complicada para o Náutico, caso o time alvirrubro se classifique para a fase de grupo da Copa do Nordeste. O primeiro jogo do Clube dos Aflitos na competição regional (fase de grupo) está programado para a próxima quarta=feira, dia 17, quando receberá o Altos/PI, na Arena Pernambuco. No dia 19 fará sua estréia no Pernambucano enfrentando o América, na Arena Pernambuco. Mais ainda: menos de 48 horas depois os alvirrubros voltarão a campo para o seu segundo compromisso pelo estadual, desta feita contra o Central, em Caruaru. Resumindo: o Náutico, caso se classifique para a fase de grupo da Copa do Nordeste, na próxima semana jogará na quarta=feira, na sexta e no domingo.
Ontem, a CBF divulgou as datas dos jogos da primeira rodada da Copa do Brasil. Santa Cruz, Salgueiro e Náutico estréiam na competição nacional no dia 31 de janeiro. O Sport teve o seu primeiro jogo marcado para o dia 7 de fevereiro. Acontece que, o Tricolor do Arruda tem compromisso agendado pela Copa do Nordeste para o dia 30 de janeiro. "Coisas do futebol brasileiro", como diz o amigo, Edvaldo Moraes.
CLAUDEMIR GOMES
Partindo do princÃpio de que, "na vida pouco se cria, tudo se copia", o projeto lançado pelo Palmeiras no inÃcio da semana, o "Palmeiras Camp", que não é outra coisa senão o acampamento de férias oficial do clube, bem que poderia ser copiado, e desenvolvido, pelos nossos clubes com o objetivo de aproximar o sócio e torcedor. A proposta palmeirense é fazer com que o interessado se sinta como um jogador. Para isso no perÃodo em que estiver "concentrado", terá uma convivência diária com ex=Ãdolos do clube.
Sempre que um clube pernambucano lança uma campanha de sócio eu fico a perguntar aos meus botões: "O que eles vão oferecer ao sócio?". Basicamente não oferecem nada, razão pela qual as campanhas são sempre marcadas pelo insucesso. No inÃcio podem até atingir números que impressionam, entretanto, não há ações para fidelizar o sócio, fato que leva as campanhas a não terem sustentação. O "Palmeiras Camp" utiliza a figura dos Ãdolos que escreveram páginas da história do clube para valorizar o projeto.
Imaginem um programa como este nos clubes recifenses! Quem não gostaria de concentrar com Luciano, Ramon, Kuki, Roberto Coração de Leão, Denô, LuÃs Neto, Zé do Carmo, Gena, Ivan Brondi... treinar com eles, ouvir suas histórias, trocar idéias. Enfim, vivenciar momentos que seriam inesquecÃveis. O simples fato de conhecer a estrutura do clube, centro de treinamento, concentração, seguir uma agenda de treinos, fará com que cada um liberte o jogador que existe dentro de sim.
Na década de 90, José Joaquim Pinto de Azevedo, criou no Sport um projeto que convocava o sócio para passar um dia inteiro na Ilha do Retiro. Nesse dia eram desenvolvida uma série de ações. Foi um sucesso. O que mais o sócio e o torcedor quer é se aproximar do seu clube e dos seus Ãdolos. Isto é fato. Mas os nossos clubes desprezam aqueles que têm seus nomes em suas gloriosas histórias.
A idéia do Palmeiras é tão simples quanto a que Colombo teve para por um ovo em pé. E fácil de por em prática.
CLAUDEMIR GOMES
A temporada do futebol começa quando a bola rola dentro das quatro linhas. Antes disso, temos que nos contentar com os muitos boatos e especulações dos bastidores. Com verdades também, evidentemente. Portanto, dentro deste "conceito", a temporada 2018 do futebol pernambucano começa hoje, com o Náutico indo a campo no estádio Etelvino Mendonça, para medir força com o Itabaiana, no Interior Sergipano. O jogo é válido pela pré Copa do Nordeste.
As competições vão inchando e surgem essas disputas por direito. Direito a participar do torneio. Bom! Não vamos aqui, discutir o certo ou o errado de tal alternativa. A consequência é que os times iniciam o ano participando de uma decisão. O técnico, Roberto Fernandes, fez referência a pressão por resultados por trabalhar num clube do Recife, sua cidade natal, onde está cercado de familiares e amigos. A cobrança, segundo ele, se torna maior. Mas, mesmo sem a análise pela ótica sentimental, não é fácil iniciar o ano encarando uma decisão,
O primeiro jogo de uma temporada, funciona como o primeiro passo de uma caminhada em busca de sonhos e metas. Todo jogador sonha em ser protagonista das campanhas exitosas de seus respectivos clubes. Neste caso de pré copa, quem não alcançar a meta da classificação vai ter que encarar a frustração do insucesso logo no inÃcio do ano. E começam a surgir cobranças açodadas que podem obstacular a sequência de um trabalho que se mostrava positivo.
O torcedor alvirrubro não conhece o "novo" Náutico. O clube investiu na aquisição de um número exagerado de jogadores para o inÃcio de temporada. O técnico, Roberto Fernandes, promoveu uma varredura radical. E buscou jogadores desconhecidos, mas que no seu entendimento são adequados para encarar os desafios da Copa do Nordeste, do Pernambucano, da Copa do Brasil e do Brasileiro da Série C. O primeiro teste é essa famigerada disputa da Pré Copa do Nordeste. Tudo o que se falar sobre este confronto entre Náutico e Itabaiana, composto por dois jogos, um no Etelvino Mendonça, hoje a noite, e o outro na Arena Pernambuco, próximo sábado, não passa de mera especulação. As análises são frutos do famoso "EU ACHO", sem nenhum embasamento concreto.
A única coisa que sabemos é que neste confronto o que importa é o resultado. Nada mais que isso.
CLAUDEMIR GOMES
Edno Melo e Diógenes Braga, presidente e vice do executivo, eleitos na última eleição, realizada em meados do ano passado, tomam posse nesta quarta=feira, no Clube Náutico Capibaribe, com a missão de transportar o clube alvirrubro dos anos 60 para os dias atuais.
Os anos 60 chegaram no ritmo do rock, à época capitaneado por Elvis Presley, mas logo surgiram bandas como os Beatles e Rolling Stones. A era de Aquário, do LSD, dos Hippies... A juventude dava as cartas e colocava o mundo de cabeça para baixo. Os jovens franceses iniciavam as greves estudantis e logo passaram a ter o apoio da classe trabalhadora num movimento que parou o paÃs e serviu de alerta para o mundo. A década foi marcada pelos primeiros transplantes de coração. No Brasil a Jovem Guarda sacudia a cena musical. O futebol brasileiro encantava o mundo com sua arte. O Botafogo de Nilton Santos, Garrincha e Zagalo; o Santos de Gilmar, Pelé, Coutinho e Pepe; o Palmeiras de Djalma Santos, Dudu e Ademir da Guia; o Náutico de Lula, Gena, Salomão, Ivan, Nado, Bita, Nino e Lala. Esquadrões de ouro.
Em 1960 o Náutico conquistava um tÃtulo que funcionou como um marco de mudança na sua história. Era o prenúncio de que o clube alvirrubro estava em sintonia com as mudanças que estavam por vir nos anos seguintes. Em 1963 começava a escalada do hexa. A sequência de conquistas de seis tÃtulos estaduais era um fato inédito e revolucionário, tanto quanto os movimentos culturais que colocavam o mundo de ponta cabeça. O time dos Aflitos era uma máquina de fazer gols. Foi o primeiro clube pernambucano a disputar uma edição da Libertadores da América. Foram sete tÃtulos(1960, 1963, 1964, 1965,1966, 1967 e 1968) conquistados em nove edições do Pernambucano, com uma marca que perdura até hoje: HEXA à LUXO.
O tempo passou e os alvirrubros seguiram dormindo em berço esplendido. Esqueceram que precisavam ser contemporâneos do Século XXI. A luta dos alvirrubros contra os próprios alvirrubros levou o clube a ser prisioneiro em sua própria redoma. O romântico Estádio dos Aflitos, palco das grandes conquistas do passado, só não entrou em ruÃnas por conta da ação individual e a persistência do incansável Rafhael Gazzaneo, que contou com a ajuda dos torcedores para iniciar um projeto que não foi concluÃdo por falta de um apoio mais efetivo. Uma série de gestões desastrosas levou o clube a se apequenar. Nos últimos 50 anos foram adicionados apenas oito tÃtulos estaduais ao seu acervo.
A mudança de paradigma é o grande desafio da dupla, Edno Melo e Diógenes Braga. Não é fácil. Principalmente porque o ano de 2018 marca o cinquentenário da conquista mais icônica da centenária história do clube. O hexa continua sendo um luxo que tem que ser preservado apenas como uma doce lembrança. O novo tempo exige uma gestão moderna, equilibrada com o futebol. Se não houver um equilÃbrio entre o sucesso do campo e o sucesso da gestão não acontece o crescimento. O Náutico dos anos 60 foi tão revolucionário quanto a pÃlula anticoncepcional, descoberta naquela época. Mas ninguém se preocupou em dar sustentação ao crescimento. Diferentemente de outras agremiações que se afirmaram como grandes clubes do futebol brasileiro, faltou ao Alvirrubro dos Aflitos o último salto.
Tirar o Náutico do lugar comum em que patina há cinquenta anos é o desafio dos novos dirigentes. Sucesso a ambos. N A U T I C O.
CLAUDEMIR GOMES
A cada inÃcio de ano tenho por hábito reler a poesia O TEMPO, de Carlos Drummond de Andrade, onde ele diz:
"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um individuo genial.
Industrializou a esperança,
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar
e entregar os pontos.
Aà entra o milagre da renovação
e tudo começa outra vez, com outro número
e outra vontade de acreditar
que daqui para diante tudo vai ser diferente..."
Nesta terça=feira, primeiro dia útil de 2018, automaticamente traço um paralelo com o último dia da temporada 2017. Evidente que nada de novo encontrei, exceto o desejo de mudança. Todos aguardam dias melhores e sonham com transformações que são impossÃveis de acontecerem.
Tal como tem ocorrido nas últimas temporadas, o editorial do Jornal do Commercio, no primeiro dia ano, é assinado pelo empresário, João Carlos Paes Mendonça, presidente do Grupo JCPM. No bem aprimorado texto, ele ressalta Rui Barbosa, que disse certa vez: "Existe na polÃtica brasileira, um vÃcio secreto e inveterado que corrói todos os regimes, inutiliza todas as reformas, confunde na esterilidade todos os partidos. Esse defeito ordinário e incurável dos homens públicos chama=se insinceridade profissional".
O vÃcio da insinceridade migrou para outros setores da sociedade brasileira, não sendo privilégio exclusivo da polÃtica. No desporto passou a ser condição sine qua non para os gestores, principalmente no futebol. Ciente do que se passa na CBF, nas Federações, e na maioria dos clubes, fica difÃcil alimentar bons sentimentos em relação a mudanças.
A maioria das pessoas não atinge as metas pessoais traçadas para a temporada por falta de planejamento. Antes de definir os fins, estude os meios para poder ter êxito. A falta de pragmatismo dos dirigentes inviabiliza os planejamentos nos clubes. Diante de tal realidade fica difÃcil acreditar no "milagre da renovação" citado por Drummond.
Não sou pessimista, me esforço para acreditar em mudanças e dias melhores, mas a "insinceridade profissional" dos nossos dirigentes me leva a ver tudo em tons de cinza, como acontecia no perÃodo da guerra. Estou no aguardo das novas cores que irão definir os novos cenários.