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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
Em dezenove jogos disputados no Pernambucano, a quarta rodada será concluÃda hoje com o confronto do Sport com o Pesqueira, na Ilha do Retiro, tivemos o registro de 12 empates e 7 vitórias, números que ressaltam o equilÃbrio estabelecido, e destacam um cenário pouco comum neste inÃcio de disputa com todos os clubes juntos e embolados.
O equilÃbrio, no entanto, não atrai o torcedor aos estádios, visto que, ele sabe que a paridade é resultante da queda de qualidade. O baixo nÃvel técnico dos times montados para a competição estadual é bem visÃvel quando as equipes são obrigadas a propor o jogo. Neste final de semana, tivemos um exemplo real. Náutico, Central e América, que na rodada do meio de semana se destacaram nos confrontos com Sport, Santa Cruz e Salgueiro, respectivamente, não conseguiram, neste domingo, o mesmo brilho diante de adversários, teoricamente, menos qualificados, quando tiveram a obrigação de propor o jogo. O Náutico teve que se contentar com o empate de 1x1 com o vitória; o América chegou a abrir uma vantagem de dois gols diante do Afogados, mas cedeu o empate, e o Central, jogando em casa, não saiu do zero a zero com o Flamengo de Arcoverde.
O Sport, que no meio da semana foi goleado pelo Náutico (3x0), não perdeu a condição de favorito no jogo de hoje a noite com o Pesqueira, lanterna do campeonato, na Ilha do Retiro. O campeão pernambucano vai ter que propor o jogo, e por mais dificuldade que o adversário venha criar, pois possui uma das melhores defesas da competição até o momento, nenhum apostador acredita que o Leão venha tropeçar novamente.
A quinta rodada, programada para o próximo final de semana, com três partidas no sábado, e sem nenhum jogo no Recife, por conta das prévias, nos oferecerá alguns confrontos interessantes: Central x Sport, sábado, em Caruaru; Salgueiro x Santa Cruz, também no sábado, no Sertão, e Vitória x América, no domingo, na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata.
Há alguns dias postei que, a partir da quinta rodada o cenário muda. Isso acontece em quase todas as disputadas, principalmente em inÃcio de temporada. O baixo nÃvel técnico dos jogos não é privilégio do Pernambucano. Nos outros estaduais a realidade é similar. Coisa de um futebol onde os clubes não têm tempo adequado para uma pré temporada.
O Central vem apresentando um bom futebol e deve ser um excelente teste para o Sport de Nelsinho Batista. O alvinegro caruaruense é um dos quatro invictos do campeonato. Detalhe: todos os invictos são do Interior. O Santa Cruz, que folgou na quarta rodada, vai ao Sertão medir força com o Salgueiro. O atual vice=campeão estadual sempre foi uma pedra no caminho dos grandes da Capital. Sábado não será diferente. Salgueiro e Santa Cruz vão ter que driblar o cansaço, pois nesta quarta=feira, ambos estréiam na Copa do Brasil. O Santa Cruz vai a Feira de Santana, no Interior da Bahia, enfrentar o Fluminense, enquanto o Salgueiro vai ao Mato Grosso enfrentar o Novoperário.
Vitória e América vivem suas primaveras no Estadual. Por tudo que produziram até o momento, ambos irão a campo com a necessidade de propor o jogo, fato que vai obrigar os dois técnicos a definirem propostas ofensivas.
O Náutico vai ao Maranhão, no meio da semana, enfrentar o Cordino, na sua estréia na Copa do Brasil, e no final de semana vai ao Interior enfrentar o Pesqueira. A partir desta quarta=feira, Náutico, Santa Cruz e Salgueiro estarão participando de três competições simultaneamente: Pernambucano, Copa do Nordeste e Copa do Brasil. Em inÃcio de temporada essa avalanche e jogos é desumana. Dose pra mamute. Vale salientar que, de acordo com a mudança de regulamento da competição nacional, os jogos das fases iniciais são decisivos, ou seja, o passaporte para a fase seguinte tem que ser carimbado numa única partida.
São muitos fatores interferindo, razão pela qual, todos seguem juntos e embolados neste inÃcio de Pernambucano, onde o descanso pode representar uma vantagem substancial. Sendo assim, a quinta rodada do Estadual vai servir para mostrar "quem tem garrafa para vender".
CLAUDEMIR GOMES
O futebol pernambucano, há mais de um século, se projeta através de três pilares - Sport, Náutico e Santa Cruz - clubes tradicionais, seculares, que ao longo dos anos conquistaram a simpatia dos amantes do futebol. Os outros times, por não terem potencial, nem capacidade, de brigar por tÃtulos, eram sempre relegados a um segundo plano. Na história do campeonato estadual não há registro de um campeão do Interior. Dentro deste contexto, surpreende o fato de, após a terceira rodada do Pernambucano 2018, a competição não ter o Trio de Ferro da Capital brigando pelas primeiras posições na tabela de classificação. Apenas o Náutico briga pela liderança.
Os primeiros resultados surpreendem, mas é muito cedo para se chegar a conclusão de que estamos assistindo a uma revolução que vai mudar o curso do futebol pernambucano. Sempre combatemos as análises feitas com base apenas nos resultados. à preciso avaliar outros fatores.
As quedas de Náutico e Santa Cruz para a Série C Nacional, implicam em grandes consequências para o nosso futebol. Tal fato reflete na performance desses clubes na competição doméstica e na Copa do Nordeste. A queda de receita impõe limitação em investimentos, por conseguinte numa queda de qualidade. Afinal, o que é bom custa caro. Esta regra também se aplica no futebol.
Ontem, no Arruda, após o empate (1x1) do Santa Cruz com o Central, com o time da casa levando um sufoco do alvinegro caruaruense no segundo tempo do jogo, a torcida tricolor ensaiou uma vaia numa demonstração inconteste de descontentamento com o que assistiu. Foi a quarta apresentação do time do Arruda na temporada, e nenhuma vitória contabilizada. A montagem do grupo já era questionada, e a desenvoltura da equipe nesses jogos não provocou bons sentimentos no seio da torcida que, deu mais uma prova de força no meio da semana ao registrar o melhor público da rodada.
O Central também é um clube de parcos recursos. No final da temporada passada viveu momentos de turbulência durante a realização da eleição para escolha dos novos gestores. A diretoria deu um passo certo ao apostar no experiente técnico, Mauro Fernandes, que com seu conhecimento de mercado conseguiu recrutar bons jogadores, e seu grupo parece ter dado liga na largada do campeonato. A Patativa do Agreste tem exibido o melhor futebol nas três rodadas iniciais. Evidente que é cedo para afirmar que o time vai alçar voos mais altos, mas tem causado boa impressão.
O América, que está sendo recriado dentro de um novo modelo de gestão, também causou boa impressão nas suas primeiras apresentações. A tabela foi madrasta com o Periquito, ao lhe reservar, de cara, jogos com o Náutico, Santa Cruz e Salgueiro, sendo dois na casa dos adversários. O saldo foi positivo
A expectativa é que haja mudança de cenário a partir da quinta rodada. Isto parece ser regra em toda a competição. Enquanto não acontece, é bom observar os efeitos de um equilÃbrio causado pela perda de status de Náutico e Santa Cruz.
CLAUDEMIR GOMES
"Que
tiro foi esse?
Que tiro foi esse que tá um arraso?
Que tiro foi esse?
Que tiro foi esse que tá um arraso?"
E foi assim, surfando na onda da funqueira, Jojo Maronttinni, que a torcida do Náutico se esbaldou no mais improvável dos bailes Vermelho e Branco. A prévia é tradicional no carnaval pernambucano, principalmente quando o foco são os salões dos clubes. Mas ontem ela foi realizada na Arena Pernambuco, um equipamento multiuso, e que teve como tema: O futebol não aceita soberba. A decoração foi um placar de 3x0, resultado que nem o mais otimista dos alvirrubros aguardava nesta surpreendente vitória do Náutico sobre o Sport.
Antes de a bola rolar, no jogo das palavras, o técnico do Náutico, Roberto Fernandes, dizia que esperava que o improvável acontecesse. Aconteceu.
Na atual conjuntura do futebol pernambucano, o Sport é apontado como franco favorito na corrida por mais um tÃtulo estadual. Mas dentro das quatro linhas é necessário que haja empenho, harmonia, foco e um conjunto bem treinado. Tudo isso faltou ao time da Ilha do Retiro.
Que tiro foi esse?
Que deixou o técnico, Nelsinho Batista, sem perceber os sinais. Afinal, seus comandados tiveram uma atuação pÃfia no empate sem gols contra o Flamengo de Arcoverde; superou o frágil time de Afogados da Ingazeira (2x0) na Ilha do Retiro, sem apresentar um futebol convincente. Que o fez deixar no banco o melhor jogador para ocupar a lateral direita e lhe acionou somente no segundo tempo do jogo.
Que tiro foi esse?
Que evidenciou, mais uma vez, a fragilidade do setor defensivo leonino. Que fez o goleiro Magrão a cometer erros grotescos e imperdoáveis para um profissional da sua categoria. Que deixou o time do Sport sem saber jogar pela direita.
Que tiro foi esse?
Foi o tiro para acordar uma diretoria que se acostumou a comer galeto e arrotar lagosta. Que esqueceu a conquista do tÃtulo estadual de 2017, que foi empanada por um erro absurdo de um árbitro de vÃdeo. Que não lembra mais o sofrimento imposto a uma torcida até a última rodada da Série A, e volta a investir em jogadores que não têm a mÃnima condição de defender um time que está na Série A Nacional.
Que tiro foi esse que tá um arraso?
Foi o tiro do irrequieto Roberto Fernandes, que soube fazer a leitura correta do clássico, deixou para o favorito adversário a responsabilidade de propor o jogo explorando a única alternativa que lhe restava: o contra-ataque. Funcionou a contento diante das falhas de marcação e dos erros na saÃda de jogo dos leões.
O Sport tinha a posse de bola e a posse territorial, mas lhes faltou eficiência e precisão nas finalizações, fato que facilitou a proposta defensiva do time do Náutico.
"Quer causar, a gente causa
Quem sambar, a gente pisa!...
Que tiro foi esse que tá um arraso?"
JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com
Nove entre dez dos torcedores do futebol de Pernambuco não sabem que hoje será realizado mais um ex-Clássico dos Clássicos, envolvendo o Clube Náutico Capibaribe e o Sport Club do Recife. Já se foram os bons tempos em que as ruas da cidade contemplavam torcedores com as camisas dos dois times. Era uma festa, e não contava com a presença das organizadas.
Recife está mudo e surdo, não emite nenhum som, considerando que o encontro que será realizado na Arena Pernambuco é apenas mais um entre os que vêm acontecendo no campeonato estadual sem a menor emoção.
Aliás, esses campeonatos maltratam os clubes que são considerados grandes, embora existam controvérsias sobre o fato, desse que uma conquista do tÃtulo é desvalorizada por um fracasso nas competições nacionais. Quando um clube perde um estadual a crise bate em suas portas, com dispensa de jogadores e treinador. Se tal fato não ocorrer no meio dessa. Os números comprovam.
Um jogo com um favorito absoluto, no caso o time rubro-negro, contra um adversário que deseja um resultado positivo para minorar a péssima impressão deixada nas rodadas iniciais.
Para o Sport a vitória é pura obrigação, enquanto para o Náutico, uma necessidade.
O que nos diverte são as manchetes publicadas pelas mÃdias locais, quando citam que os ingressos para o Clássico dos Clássicos estão à venda. Na realidade será difÃcil encontrar torcedores que os comprem. O futebol pernambucano, entre os Estados com maior demanda tem a segunda pior média de público dos estaduais, passando por pouco o futebol carioca que está igual à antiga cantiga da perua: "De pior à pior". Até o momento foram disputadas 10 partidas no Pernambucano, com um total de 13.838 torcedores, o que nos dá uma média de 1.384 por jogo. Sem dúvida, um retorno a década de 50.
Os resultados dos clubes da Capital não motivam os seus torcedores. O Sport empatou com o Flamengo de Arcoverde pelo placar de 0x0; o Santa Cruz foi derrotado pelo América (2x0); o Náutico foi goleado pelo Central por 3x0.
Os pequenos melhoraram, ou os "grandes" pioraram?
No Rio de Janeiro, em 29 jogos realizados, o público total é de 31.227 torcedores, com uma média de 1.201 por jogo, que para um futebol que tem grandes torcidas é sem dúvida a maior demonstração da falência do modelo brasileiro. O Vasco, que jogou duas vezes com portões fechados, perdeu para o Bangu por 2x0; o Botafogo empatou com a Portuguesa em 2x2, e o Boa Vista derrotou o Fluminense por 3x1.
Os resultados de alguns jogos desses dois campeonatos refletem muito bem o que vem acontecendo no futebol brasileiro, quando obrigou aos clubes iniciarem a temporada sem a menor preparação. Jogos ruins, sem a devida qualidade afugentam os torcedores, e isso está sendo sentido através do desaparecimento do público.
Além desse ex-Clássico dos Clássicos, teremos: Pesqueira x Vitória; Salgueiro x América e Afogados x Belo Jardim, que certamente irão acumular prejuÃzos para os mandantes, cujas rendas sequer darão para pagar as despesas com o protocolo.
A terceira rodada do Pernambucano será fechada amanhã, quando o Santa Cruz recebe o Central, no estádio do Arruda. A Patativa do Agreste deseja aproveitar esse bom momento para disparar na tabela.
Hoje será mais um dia da televisão sem som, que é a única maneira de assistirmos essas partidas.
Cansamos de FEBEAPÃ.
CLAUDEMIR GOMES
O amigo, Ricardo Medeiros, tem 38 anos e gosta muito de futebol. Torce pelo Sport, mas não dispensa um bom jogo, independentemente de quais times estejam se confrontando. Valoriza o espetáculo, se o nÃvel for elevado, evidentemente. Neste domingo, enquanto me preparava para ver o jogo do América com o Santa Cruz, ele optou por ir jogar tênis com o filho, Guilherme, de 7 anos. Foi brincar, se divertir. Horas depois, ao tomar conhecimento dos resultados da segunda rodada do Campeonato Pernambucano, viu, pelo celular, os gols da rodada.
As mÃdias se completam! Tal realidade trouxe novas alternativas para as novas gerações de torcedores, e criou novos hábitos. A nova ordem é não desperdiçar tempo com coisas ruins. O conceito define novos padrões de condutas, fato que ainda não se tornou perceptÃvel para quem dirige o futebol pernambucano e brasileiro. A resposta está na irrisória presença de público nos estádios e na fraca audiência das jornadas esportivas do rádio e da televisão.
Assim como Ricardo Medeiros, milhares de jovens adotaram esse comportamento. Isso não quer dizer que deixarão de gostar de futebol. Os institutos que aferem as audiências do rádio e da televisão nos mostram que, quando o jogo é de bom nÃvel, a demanda é representativa. Não é à toa que a cada dia aumentam a audiência por jogos das competições européias.
O Pernambucano é de uma pobreza franciscana. A simples mudança na forma de disputa, não iria transformar água em vinho. Os estádios são precários, a qualidade técnica da competição caiu assustadoramente e o nÃvel das transmissões do rádio acompanhou a queda. Alguns profissionais estão se comportando como há 50 anos, quando só existia o rádio e a história era contada com verdades e mentiras, pois ninguém estava vendo o que acontecia dentro das quatro linhas. Hoje, no esforço de valorizar o produto, alguns profissionais dizem coisas que não condiz com o que a televisão mostra.
A internacionalização, a globalização, a chegada de novas mÃdias, tudo, representa a nova ordem que é imperativa. Isso mexeu muito com a indústria do entretenimento, da qual o futebol faz parte, mas ainda não deixamos a realidade do século passado. Para completar o cenário degradante, ao ser indagado, ao final do jogo no qual o Náutico amargou uma derrota por 3x0 para o Central, em Caruaru, o treinador alvirrubro, Roberto Fernando, sai com uma frase grotesca: "Depois dessa é para colocar o rabo entre as penas, lamber as feridas e partir para a reação".
Ricardo Medeiros tem razão: é para assistir só os gols pelo celular.