Histórico
Futebol Brasileiro
Garrafas Pet
postado em 21 de fevereiro de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Os cartolas do futebol brasileiro não têm a capacidade de pensar o esporte, que por conta desses chegou ao limite do fundo do poço.

Uma reunião na Federação de Futebol do Rio de Janeiro sacramentou a ausência de inteligência dos dirigentes, que desesperados com a ausência dos torcedores nos estádios locais passaram a discutir alternativas que possam modificar a atual situação.

Surgiu então uma genial idéia que foi nada mais, nada menos, do que a troca de garrafas pets por ingressos.

Trata=se de algo do tempo das peladas, quando os clubes dos jovens dos bairros faziam rifas, vendiam garrafas nos mercados municipais para a compra dos seus uniformes. As chuteiras eram por conta de cada um.

Realmente as cangalhas não param de cair sobre os ombros dos responsáveis pela administração do nosso pobre e combalido futebol.

O modelo a ser copiado é o da Copa Verde, mas os arautos do caos não procuraram saber a média de público desse torneio que é de 1.157 torcedores em 15 jogos realizados.

O buraco que existe no futebol brasileiro é mais profundo do que se possa imaginar, e não será uma garrafa pet que irá resolvê=lo.

Os fatores que estão tirando os torcedores dos estádios são latentes e só a cartolagem finge que não enxerga. Precisa de um bom oftalmologista.

Um calendário incompetente e imoral, amontoando grande número de partidas, matando os jogadores. Precisamos de menos jogos e mais qualidade.

Por outro lado a ausência da regulamentação salarial é outro fator de risco.

As disparidades entre os clubes cresceram na velocidade da luz.

Os horários indecentes, a overdose de jogos, times grotescos e mal formatados, a violência fora e dentro dos gramados, e sobretudo a subserviência à Rede Globo que manda e desmanda nesse esporte, modificando datas e horários para que possa atender a sua grade de programação. Hoje existe o horário do pós novela.

A falta de credibilidade no comando geral é outro fator que influencia na queda do futebol nacional.

Como acontece na política do País, quem poderá acreditar nos seus dirigentes, que são produtos antigos que estão nas prateleiras há muitos anos e bichados?

A manutenção dos falidos estaduais, se perdendo 18 datas é outro grande problema que envolve o futebol nacional.     

A distribuição das receitas é perniciosa e maléfica, quando clubes recebem cotas cinco vezes a mais do que uma grande parcela dos demais disputantes. Óbvio que o desequilíbrio acontece e o interesse pelo jogo diminui.

Transmitir uma partida para a cidade onde essa está sendo realizada é algo criminoso. A não ser em uma decisão, o torcedor dá a preferência as poltronas.

A falta de um estímulo ao trabalho de formação é sem dúvida algo que influencia na debacle.

Qual a razão dos regulamentos das competições não ter uma cláusula que obrigue a presença de pelo menos cinco jogadores da base em campo ou no banco de reservas? E os problemas com a arbitragem modificando resultados com seus erros?

Daria para escrever um livro sobre esse tema, mas o que mostramos serve bem para mostrar o que acontece no futebol brasileiro, que precisa de pessoas sérias no comando para que possam promover uma revolução.

A garrafa pet é o maior exemplo do atual momento em que vivemos.

É lamentável e o mais grave é que existe um comprometimento com o silêncio de diversos segmentos, que é constrangedor.

leia mais ...

Sport
"O que fizeram com o Estatuto foi um crime"
postado em 18 de fevereiro de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O presidente do Conselho Deliberativo do Sport, Homero Lacerda, roubou a cena, na tarde deste domingo, ao participar do programa do Jorge Soares, na Rádio Clube. Os bastidores do clube leonino estão agitados desde a desclassificação do time na Copa do Brasil, quinta=feira, quando deixou escapar uma vitória que parecia consolidada, ao sofrer três gols em dez minutos, do modesto time do Ferroviário/CE. Na decisão por pênaltis, o Sport levou a pior: 4x3. A contextualização aponta o resultado como um dos mais negativos da centenária história do clube leonino.

Como desmembramento do que houve em campo, toda a diretoria de futebol foi afastada pelo presidente executivo, Arnaldo Barros, eleito pela torcida como o principal responsável pela crise em curso.

Apontado como omisso por alguns sócios, o presidente do Conselho Deliberativo, que chegou a pedir desculpas por ter apoiado Arnaldo Barros nas eleições, não poupou críticas aos atuais gestores e foi taxativo ao afirmar que "o Sport está mergulhado numa das piores crises de sua história". No entanto, Homero, se respaldou na dinâmica do futebol para semear esperança, ressaltando que o atual cenário pode mudar, "desde que o futebol seja entregue a uma pessoa que tenha liderança e conheça da matéria".

Como o futebol é o carro chefe do Sport, e o assunto em pauta é a derrocada do time leonino, que vem sofrendo com a desqualificação promovida pelos diretores que eram capitaneados pelo presidente Arnaldo Barros.

A acusação mais grave feita por Homero Lacerda, atual presidente do Conselho Deliberativo, foi referente as mudanças proferidas no Estatuto do clube.

"O que fizeram foi uma excrescência. Criminosamente mudaram o Estatuto do clube para se beneficiarem nas eleições", afirmou.

Provocado pelo apresentador, Jorge Soares, Homero foi sucinto: "A grande maioria das eleições foi fraudada".

Num programa onde os ouvintes se transformam em repórteres, a audiência superou todas as expectativas, mas a emoção dos entrevistadores fez com que as perguntas fossem todas alusivas ao futebol. Ninguém questionou o fato de o presidente do Conselho achar criminosa as mudanças feitas no Estatuto e, com mais de um ano no cargo, não ter tomado nenhuma providência para consertar o que considera um crime. Apesar da indignação não tomou nenhuma atitude.

O ex=presidente, Luciano Bivar, também participou do programa e considerou positiva a possibilidade de Homero vir a comandar o futebol, embora tal alternativa venha sendo descartada pelo presidente do executivo, Arnaldo Barros.

leia mais ...

Copa do Brasil
O Leão é abatido na Ilha do Retiro
postado em 15 de fevereiro de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O que é que eu vou dizer na coletiva de imprensa?. Esta deve ser sido a pergunta que o técnico do Sport, Nelsinho Baptista, fez aos seus botões enquanto caminhava, cabisbaixo, para o vestiário, após a surpreendente desclassificação do time leonino na segunda fase da Copa do Brasil. Afinal, qualquer que fosse o argumento a ser apresentado pelo treinador, não iria justificar o apagão dos seus comandados que viram a vitória parcial por 3x0 escapar em dez minutos, tempo que o Ferroviário/CE precisou para empatar o jogo (3x3), e mudar o curso da história, levando a decisão para os pênaltis. Na cobrança dos tiros livres, o time cearense levou a melhor: 4x3.

No press kit distribuído pela assessoria de comunicação do Sport, a apresentação do técnico Nelsinho Batista ressalta a conquista da edição 2008 da Copa do Brasil, um dos títulos mais importantes da centenária história do clube leonino. Por ironia, o comandante que há dez anos foi vitorioso, nesta quinta=feira viu sua biografia ser arranhada por uma desclassificação proveniente de uma apresentação grotesca.

Nelsinho tentou buscar como argumento para justificar o inexplicável, a saída do lateral direito, Felipe, que deixou o campo aos 28 minutos do segundo tempo, fato que obrigou o treinador a desfazer a dupla de volantes: Anselmo e Fabrício. Sua verbalização não convenceu nem a si próprio.

Os 3.258 torcedores que foram ao estádio pareciam convictos de que o "desastre" era fruto da falta de qualidade do grupo. Da equipe que enfrentou o Corinthians na última rodada da edição 2017 da Série A, apenas três titulares foram a campo para enfrentar o limitado time do Ferroviário/CE: Magrão, Henriquez e Anselmo.

Evidente que um time que teve a defesa mais vazada da Série A, e que se livrou do rebaixamento na última rodada do campeonato, precisava ser requalificado. A diretoria deu sequência aos erros cometidos na temporada passada, quando recrutou para a Ilha do Retiro jogadores que nada agregaram.

O novo treinador, que estava afastado do futebol brasileiro há 9 anos, tem encontrado dificuldade para se adequar a nova realidade do mercado. Em nenhum momento o Sport foi convincente nas suas apresentações no Campeonato Pernambucano  e na Copa do Brasil, onde só enfrentou adversários de grandes limitações técnicas.

Os gritos de protesto que ecoaram nas arquibancadas tinham a diretoria como alvo. Afinal, com a qualidade do futebol que o Sport tem apresentado, fatalmente vai se posicionar como grande candidato ao rebaixamento para a Série B. Este o grande temor da torcida leonino ao perceber que, mesmo mudando todo o quarteto defensivo, o time segue vulnerável. O meio campo cria muito pouco e o ataque não funciona. Em todos os jogos disputados até o momento, a grande jogada do Sport se resume aos cruzamentos de Marlone no segundo pau. A falta de jogadas no cardápio torna o time previsível, fácil de ser estudado e analisado, como bem fez o modesto Ferroviário/CE.

leia mais ...

Campeonato Pernambucano
O público encolheu
postado em 15 de fevereiro de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Sem contarmos com o público do jogo de ontem entre Afogados e Santa Cruz, o público total do Estadual não lotaria a Arena Pernambuco. A capacidade desse albino é de 44.300 torcedores. Até o momento, em 29 partidas realizadas, foi registrado um público de 33.516 torcedores, o que daria 10.784 assentos ociosos na arena.

Um dos palcos da Copa do Mundo de 2014 em 2018 recebeu em seis jogos 4.606 pagantes, com a média por partida de 768 testemunhas. A melhor média do estadual é da Ilha do Retiro, com 3.008 pagantes, de um total de 6.015 para dois jogos. O estádio Luiz Lacerda, do Central de Caruaru, em três partidas colocou 6.651 pagantes, com uma média de 2.217. No Arruda, em dois jogos, o estádio abrigou 4.317 fiéis tricolores, com 2.159 por partida.

São detalhes importantes que refletem a decadência do futebol de Pernambuco, que foi batizado como FANTASMA.

leia mais ...

Acontece
Vencidos pelo cansaço
postado em 09 de fevereiro de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Náutico e Salgueiro disputaram quatro jogos, intercalados com viagens interestaduais, no espaço de nove dias, partidas válidas pelo Campeonato Pernambucano, Copa do Brasil e Copa do Nordeste, as três competições que os dois clubes estão disputando simultaneamente. O resultado de tal insanidade em início de temporada foi visto em campo nesta quinta=feira que antecede o carnaval. O Salgueiro foi goleado (4x0) pelo Sampaio Correia, em São Luís do Maranhão, enquanto o Náutico não teve forças para segurar o Botafogo/PB, e amargou uma derrota por 2x1, resultado que lhe deixa numa situação delicada na competição regional.

Ambos os clubes passam por um processo de remontagem de seus elencos, fato que dificulta sobremaneira o trabalho dos treinadores, ao mesmo tempo em que expõe os jogadores a lesões por terem que jogar sem o condicionamento adequado. As oscilações são inevitáveis, como ficaram bem visíveis no caso do Náutico que não tem feito boas apresentações na condição de visitante. Como mandante somou dois resultados expressivos: as goleadas sobre o Sport (3x0), num clássico onde o adversário era franco favorito, e sobre o Salgueiro (4x0). Os dois jogos foram na Arena Pernambuco.

Apesar dos bons resultados somados pelo Botafogo/PB na Copa do Nordeste, venceu o Bahia e o Náutico, o time de João Pessoa mostrou deficiências, e se o cansaço não conspirasse contra os comandados de Roberto Fernandes, no segundo tempo do jogo, fatalmente o alvirrubro pernambucano teria comemorado um resultado positivo. Coisa de uma sobrecarga.

Análise? Não podemos analisar um momento no qual os técnicos não têm tempo para trabalhar, para implantar suas filosofias. A única coisa que sabemos é que a soma de resultados positivos promove a autoconfiança do grupo, e com a auto=estima elevada a margem de erros diminui no coletivo. O Náutico está qualificando o grupo. As contratações de Ortigoza e Wendel fazem parte do segundo processo de remontagem do elenco.

Bom! Com a derrota para o Botafogo/PB, o técnico Roberto Fernandes já deve estar fazendo algumas ponderações sobre a necessidade de priorizar as competições. Afinal, na próxima quarta=feira o Náutico volta a entrar em campo pela Copa do Brasil, quando vai até Feira de Santana, Interior baiano, enfrentar o Fluminense local. A passagem para a terceira fase da CB representa um ganho financeiro substancial. No sábado após o carnaval os alvirrubros farão o segundo clássico no Estadual, enfrentando o Santa Cruz, no Arruda. Dois testes para mostrar que o Timbu também pode cantar de galo no terreiro dos outros.

Quanto ao Salgueiro, podemos dizer que o clube sertanejo não tem musculatura para encarar três competições simultâneas, principalmente num momento como este em que está reformulando o seu elenco. O resultado não poderia ser mais catastrófico: depenaram o Carcará. Nunca na sua história o time amargou duas goleadas seguidas, e pelo mesmo placar: 4x0. O time comandado por Paulo Júnior sofreu 11 gols nos quatro jogos em que disputou no curto espaço de nove dias.

Bom! O frevo já está nas ruas e é hora de encarar a folia. Até quarta=feira. Não levem a mal, pois chegou o carnaval.   

leia mais ...