Histórico
Campeonato Pernambucano
A decisão e as interrogações
postado em 07 de abril de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O Náutico comemora, neste sábado, 7 de abril, 117 anos de fundação, fato que serve como um tempero a mais para a decisão do título do Pernambucano 2018, na qual o clube está envolvido junto com o Central de Caruaru. Nada mais prazeroso do que brindar um aniversário com uma conquista. Os 39.880 ingressos que foram disponibilizados para a torcida do Clube da Rosa e Silva se esgotaram há sete dias, estabelecendo um novo recorde de público na Arena Pernambuco, em jogos entre clubes.

Mesmo sem a rivalidade que caracteriza os clássicos, jogos especiais com climas próprios e diferenciados, teremos uma grande decisão. A cidade de Caruaru nunca viu o seu representante, o Central, no alto dos seus 99 anos, chegar tão próximo a conquista inédita de um título estadual. A inexperiência do adversário, em grandes decisões, levou a torcida do Náutico a apostar num título que ela aguarda por mais de uma década. Após o empate sem gols no primeiro jogo, domingo passado, em Caruaru, uma eufórica onda vermelha e branca passou a colorir o Recife.

#aqui é Náutico!    

É dessa forma, explorando as redes sociais e exibindo cartazes, que as novas gerações de alvirrubros externam a confiança mostrando que o clube é contemporâneo do Século XXI, como bem preconizou o ilustre, Marcos Vinícius Villaça, há 25 anos, em 1993, na véspera do histórico jogo da Seleção Brasileira com a Bolívia, que serviu de arrancada para a conquista do tetra.

Náutico e Central são protagonistas da final mais improvável da história do Pernambucano; descreveram campanhas iguais onde fizeram do mando de campo o trampolim para chegarem a condição de finalistas. No primeiro jogo da decisão, no estádio Luís Lacerda, faltou aos dois times o espírito de decisão, a precisão que leva uma equipe ao título. É como se estivessem guardado tudo para o último ato desta peça histórica.

A concentração de 39.880 alvirrubros e 4 mil alvinegros é coisa inédita. Traduz a empolgação das duas torcidas, que passarão a ocupar os espaços logo cedo. O domingo será marcado por caravanas, romarias e piqueniques na Arena Pernambuco.

Dia de festa.

O predomínio vermelho e branco é fato.

Desde agora.

Após a festa teremos um engarrafamento quilométrico, e as dificuldades de sempre no volta pra casa, quando dos grandes jogos no melhor equipamento que temos no Estados para grandes eventos esportivos.

A única certeza que não temos é sobre o campeão.

Quem vai levantar a taça?

Óbvio que o Náutico tem a vantagem de ser respaldado pela quase totalidade do público presente ao estádio. Venceu todos os jogos que disputou como mandante e tem mais experiência em decisões, fato que dá um peso a sua camisa que pode funcionar como ponto de desequilíbrio. Mas a possibilidade de o Central vir a ser campeão, mudando o centenário paradigma da competição, é real. A taça pode tomar o destino da Capital Agreste.

E a massa alvirrubra estará preparada para tal "tragédia"?

E a Polícia Militar se preparou para lidar com uma histeria em massa, caso venha a ocorrer? Quais as medidas para conter as reações de milhares de pessoas frustradas e revoltadas, presas num engarrafamento quilométrico?

São muitos os gritos de alertas no sentido de deixar todos prontos para o que der e vier, como acontece dentro das quatro linhas nas grandes decisões.

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Campeonato Brasileiro
O caminho do Sport na Série A
postado em 05 de abril de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Em qualquer setor da vida nada acontece por acaso, e sim como um produto de um planejamento a médio e longo prazo. Isso serve para os clubes de futebol que na sua maioria trabalham no improviso.

O ano deve ser estudado e analisado em todo o contexto de suas competições. Na verdade se perde um tempo longo com os estaduais cujos resultados não valem quase nada.

O Sport está relacionado entre os clubes que não se preparam de forma devida para a temporada, em especial para o Brasileirão. Um clube desorganizado em todos os seus setores, com problemas financeiros apesar das boas receitas, perdeu três meses do ano sem um projeto para o seu restante.

A Série A Nacional que é a mais importante competição do País, pelo andar da carruagem terá quatro níveis de disputantes. A divisão foi procedida em estudos que levaram em conta os elencos, a longetividade desses, recursos financeiros, gerenciamento, entre outros fatores.

O Nível 1 engloba o Palmeiras, Cruzeiro, Grêmio e Flamengo, que irão disputar o título. São aqueles que contemplam maiores receitas, com elencos montados há um bom tempo e boas gestões.

O Nível 2 será composto pelo Corinthians, Atlético/MG, São Paulo e Santos, que buscarão as vagas na Libertadores. São times ainda em formação, embora o alvinegro tenha a base do ano anterior, mas perdeu alguns jogadores importantes.

No Nível 3 estarão alocados aqueles que têm como visão futura a Sul=Americana, sem chances maiores para a Libertadores. Botafogo, Vasco, Atlético/PR, Fluminense, Internacional e Chapecoense fazem parte desse grupo mediano, com elencos mais simples, a maioria em formação.

O Colorado ainda sente a síndrome da Segunda Divisão.

O Nível 4 terá a presença certa dos três clubes que tiveram o acesso: Paraná, América/MG e Ceará. Juntando=se a esses estarão Bahia, Vitória e Sport, ou seja, seis times na procura de fugir do carrasco da degola.

Pela situação do time paranaense com um elenco fraco, sem grandes recursos, a menor cota da televisão, esse já entra com as chuteiras na Série B de 2019.

Restarão três vagas para cinco disputantes e entre esses o Sport, que tinha qualidade em 2017 e sofreu na luta contra o rebaixamento, e que nesta temporada perdeu esse fator, se tornando um time pronto para a Segunda Divisão.

Não são previsões aleatórias e sim, análises reais com base no que acontece entre os vinte clubes que estarão iniciando a competição na próxima semana, e com os dados colhidos, resultados na temporada mesmo antes do início do Brasileirão observamos que existe uma tendência para o que irá acontecer.

Com relação ao rubro=negro pernambucano temos a certeza de que se não houver mudanças em sua gestão, inclusive na presidência, o seu torcedor terá um sofrimento em 38 rodadas, rezando no lugar de torcer, para que o carrasco da degola não atinja seus objetivos.

Já afirmamos muitas vezes, que o futebol mundial e em especial o brasileiro, a cada dia fica mais previsível, e quase nada acontece pelo acaso, e sim pela lógica.

As zebras desapareceram e voltaram para a África.

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Acontece
Diferenças e comportamentos
postado em 03 de abril de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Episódio 1:

O futebol pernambucano vive o clima de uma final inédita de campeonato envolvendo Náutico e Central, um clube da Capital, que amarga uma jejum de 14 anos sem título, e um outro do Interior que não tem nenhuma conquista da competição doméstica no seu currículo.

A torcida do Náutico já adquiriu todos os ingressos que foram postos a venda, fato que assegura um colorido alvirrubro, domingo, na Arena Pernambuco.

As 15h encontro Roberto, torcedor do Náutico, pertencente a uma classe média privilegiada, que de imediato foi externando sua confiança na conquista do título. Entretanto, no meio da conversa deixou escapar esta pérola:

"Se o Náutico perder acho que a frustração levará a torcida a quebrar mais de cem cadeiras. Eu mesmo vou quebrar umas três", assegurou.

Episódio 2:

Juventus e Real Madri, dois gigantes do futebol europeu, se confrontam pelas quartas de final da Liga dos Campeões. O Allianz Stadium, em Turim, na Itália, com todos os seus lugares ocupados, foi palco de uma fantástica exibição do atacante, Cristiano Ronaldo, que marcou dois gols e deu a assistência para Marcelo marcar o terceiro na vitória (3x0) do time espanhol.

O camisa 7 do Real Madri marcou um gol antológico, de bicicleta, que levou o público presente ao estádio a lhe aplaudir de pé. A demonstração de civilidade foi tamanha que levou o astro a agradecer com muita lhaneza.

Detalhe: A frustração pela derrota, que fatalmente deixará a Juventus fora das semifinais da competição, não provocou nenhum comportamento agressivo na torcida, e nos jogadores do clube italiano.

Os dois episódios fazem parte dos muitos exemplos que revelam o choque de realidades que vivemos ao traçarmos um comparativo da realidade do nosso futebol com a realidade das competições européias que nos são mostradas pela televisão, ao vivo, em tempo real.     

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Acontece
A segunda etapa do futebol brasileiro
postado em 03 de abril de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Na próxima semana o futebol brasileiro dará o pontapé inicial da segunda etapa das competições mais longas. Os Estaduais estão na reta final, e na sua maioria serão encerrados no próximo domingo, e não deixarão saudades.

As três principais divisões nacionais irão iniciar os seus jogos, sob o clima de lamúrias, comentários iguais aos dos outros anos, que já se tornaram parte efetiva do sistema.

Vamos começar de novo agarrados aos antigos problemas. Os anos passam e nada muda para melhorar, pelo contrario, a curva de descendência se acentua. Temos uma legislação esportiva alienada, e fora do contexto. Sofreu algumas alterações, mas sem uma maior utilidade. Tudo continuou como dantes.

Os clubes de futebol que continuam a gasstar mais do que arrecadam, embora seja limitado pelo Profut, legislação que ninguém atende.

A Influência dos empresários em algumas agremiações é tão grande, que muitos desses passaram a ser proprietários de dois ou mais times, inclusive emprestando dinheiro para as suas despesas. Na contrapartida colocam seus clientes como profissionais nos times.

O Circo Brasileiro de Futebol (CBF) exala péssimo odor. Os seus três últimos presidentes foram afastados por suspeitas de corrupção, inclusive um desses está numa cadeia nos Estados Unidos, no caso, José Maria Marin.

Todos ficaram mudos e surdos com relação a tais fatos.

Essa entidade só tem uma preocupação: a de ganhar dinheiro com a seleção, e assim encher as suas burras de ouro. O seu planejamento  é totalmente equivocado, tendo a responsabilidade de um calendário pronográfico.

O futebol brasileiro é, e continuará a ser para a maioria dos clubes, uma safra agrícola. Após a sua colheita, fica esperando o próximo ano para voltar a atividade. É a chamada sazonalidade.

 A distribuição de renda e criminosa. O abismo entre os de baixo, os de cima e os do centro é avassalador. Os do Sudeste/Sul ficam com tudo, enquanto os demais se contentam com pequenas migalhas, que calam as suas bocas.

É o verdadeiro sistema do "Cala a Boca", comum em uma sociedade que tem como parâmetro a Casa Grande e a Senzala.

Os clubes continuam mal dirigidos. Estão sempre com o pires nas mãos, apelando para receitas antecipadas, empréstimos bancários, salários atrasados, entre outras mazelas. Vivem de sonhos e ilusões, alguns contemplando boas receitas, que são torradas pela incompetência dos seus responsáveis.

E assim caminha o esporte brasileiro, e no ano da Copa do Mundo, quando todos esquecem as mazelas que o afligem, e ingressam no mundo da fantasia que é criado por esse evento. As mídias só falam no Hexa e esquecem da realidade apodrecida do futebol brasileiro.

O futebol é a verdadeira cara do Brasil, que também vive de utopias, de mentiras, desorganizado, e sobretudo abraçando de cabo à rabo, um dos piores males do mundo que é represenado pela corrupção que incentiva a violência.

 O lema adotado em nosso território é: "Corruptos unidos jamais serão vencidos".

Estamos ficando convencidos de que os que gritam tal slogan tem razão.

Uma vergonha.

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Campeonato Pernambucano
A final mais pobre da história
postado em 02 de abril de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O primeiro de abril é considerado o DIA DA MENTIRA. Mas o que vimos ontem, no estádio Luís Lacerda, em Caruaru, foi pura verdade. Central e Náutico foram os protagonistas de um jogo pobre tecnicamente e desprovido de emoção, no primeiro confronto entre ambos, válido pela decisão do título estadual de 2018. A final insossa moldura uma das piores edições do centenário campeonato, que foi marcada por uma final inédita e improvável.

Náutico e Central chegaram à final com justiça. Descreveram as melhores campanhas, e os números atestam que os dois times foram os mais equilibrados numa disputa de nível técnico baixíssimo. Num campeonato onde, nem mesmo o Sport, clube com uma receita bem superior aos outros participantes, escapou da mediocridade, o equilíbrio na linda de baixo foi decisivo para levar dois clubes que não se planejaram a condição de finalistas.

A previsão é de que, no próximo domingo, o jogo final que apontará o campeão, atraia um público de quarenta mil torcedores, ou mais, a Arena Pernambuco, fato justificável pela sede de título da torcida do Náutico, que há 14 anos traz preso na garganta o grito de É Campeão. Entretanto, não podemos deixar de observar que o jogo final é um ponto fora da curva. O Pernambucano 2018 teve a pior média de público da história da competição centenária.

"Deu liga!". A frase, muito usual no futebol dos dias de hoje, sintetiza a condição de finalistas de Náutico e Central, dois clubes que há três meses estavam montando um elenco, e, num passe de mágica, tudo conspirou a favor para que os dois conjuntos apresentassem acertos que transformaram ambos nos clubes mais regulares de um modesto campeonato. Não houve planejamento em nenhuma das duas agremiações. Afinal, não havia tempo para tal. Simplesmente "deu liga", nada mais que isso. Coisas de um futebol insipiente e amador.

Evidente que, o empate de 0x0 no primeiro jogo deixa a decisão em aberto. Tudo pode acontecer no próximo domingo. A vantagem do mando de campo é substancial para o Náutico que venceu todos os sete jogos que disputou na Arena Pernambuco. A ruidosa torcida alvirrubra pode funcionar como ponto de desequilíbrio. Mas existe a possibilidade de o Central vir ao Recife e surpreender. Numa final tão pouco provável como era essa, tudo pode acontecer.

No futebol de resultados, tudo pode acontecer.

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