Histórico
Sport
O cerco se fecha ao presidente
postado em 13 de abril de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Os números do balanço do Sport assustaram mais aos rubro=negros do que a Sexta=feira 13. Afinal, eles são reais. Para o azar daqueles que acreditavam que o clube estava num mar de rosas, a situação é preocupante, fato que motivou um grupo de 25 leoninos ilustres, entre eles oito ex=presidentes, a tomar a decisão de, mais uma vez, pedir explicações ao presidente executivo, Arnaldo Barros, que das vezes anteriores, fez ouvido de mercador, não atendendo a nenhuma reivindicação que lhe foi feita.

O grupo, capitaneado pelo ex=presidente, Jarbas Guimarães, se reúne desde o ano passado, "mas nunca se posicionou como oposição", assegurou o ex=presidente, Wanderson Lacerda.

O detalhamento do balanço do clube da Ilha do Retiro revelou parte do que foi tratado na reunião como "caixa preta".

Para os profissionais da imprensa que foram convidados para o encontro, no restaurante Amadeu, em Boa Viagem, zona sul do Recife, foi revelado que, o presidente Arnaldo Barros já havia participado de uma das reuniões, "mas não deu ouvidos as queixas e sugestões". O mandatário leonino também negou a lista dos sócios, no início do mês de janeiro, que teriam direito a voto na próxima eleição, uma vez que reza no estatuto do clube que, só terá direito a voto o associado com mais de doze meses de vínculo com o clube.

"Aqui não existe ninguém contra ninguém. Nunca se falou em nomes para a próxima eleição. Nossa preocupação maior é com as finanças do clube, a saúde financeira do Sport", ressaltou o ex=presidente, Fernando Pessoa.

Com o pragmatismo que lhe é peculiar, o ex=presidente, Luciano Bivar, ponderou para que, antes de se tomar qualquer medida judicial, se faça uma nova tentativa para um dialogo com o presidente Arnaldo Barros. "Me proponho a ir com outros ex=presidentes conversar com o Arnaldo. O Sport é como um grande transatlântico que saiu da rota, e para retomar o curso normal leva um tempo. Portanto, é melhor fazer uma nova tentativa para ver se o presidente quer nossa ajuda, pois está mais do que claro que ele tem encontrado muitas dificuldades", disse Bivar que foi apoiado por todos.

Apesar de algumas restrições feitas, por alguns dos presentes, ao presidente do Conselho, Homero Lacerda, Luciano Bivar fez questão de dizer que era importante "ter Homero como nosso aliado", e revelou que cometeu um grande equívoco, anos atrás, e que hoje está prejudicando o clube.

"Reconheço que cometi um grande equívoco quando sugeri, e trabalhei para que o número de conselheiros do Sport fosse reduzido. A época me convenceram de que seria o melhor para o clube, me deixei levar. Hoje vejo que isso está sendo prejudicial ao Sport. Temos que trabalhar para que o futuro presidente corrija esta falha", confessou Bivar.

Na última reunião do Conselho, realizada na terça=feira, dia 10, um grupo de conselheiros quis impedir o presidente, Homero Lacerda, de protocolar um documento através do qual pede uma série de explicações sobre fatos que ele considera nocivos ao Sport. Na oportunidade Lacerda foi taxativo: "A maioria dos membros desse Conselho foi indicação do presidente executivo com o objetivo de ter sua administração blindada".

Arnaldo Barros disse que o presidente do Conselho Deliberativo do Sport era omisso, e que esteve ausente na maioria das reuniões.

Ao consultar Homero Lacerda, na manhã desta sexta=feira, ele assegurou que, "das doze reuniões que foram realizadas, ano passado, eu presidi sete. Este ano, das quatro que aconteceram, eu presidi três. O presidente, Arnaldo Barros está equivocado, ou mal informado", respondeu Lacerda.

O Sport estréia na Série A do Campeonato Brasileiro neste domingo, enfrentando o América Mineiro, em Belo Horizonte. Nenhum dos presentes ao encontro desta sexta=feira, no Amadeu, tinha bom sentimento em relação a campanha do Leão na Primeira Divisão Nacional.

Todos, sem exceção, estavam mais para Jason Voorhees, personagem do filme de terror, Sexta=feira 13, ficção que fez sucesso nos anos 80, com sua aterrorizante serra elétrica.

Assim esperam fechar o cerco ao presidente, Arnaldo Barros.  

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Sport
Um clube para chamar de MEU
postado em 12 de abril de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Muito se fala de profissionalização no futebol brasileiro, e vez por outra, observamos mostras que nos levam a acreditar numa mudança na estrutura conservadora, arcaica, cheia de vícios, que alimenta práticas nocivas e impede o tão sonhado salto de crescimento. Movimentos que, normalmente morrem no nascedouro, pouco acrescentam, fato que levam as coisas a seguirem um curso histórico.

O poder seduz e embriaga. No futebol, por conta do componente emoção, ele se torna objeto de desejo mais cobiçado. Todos querem um clube para chamar de "MEU".

As transformações tecnológicas impuseram mudanças em todos os setores da sociedade, mas no futebol brasileiro encontra muita resistência. Apesar de a terceira revolução industrial, a era digital, estar em curso, a estrutura administrativa dos clubes segue o modelo do século passado. Tal realidade é observada através do comportamento dos gestores.

"Este clube unido é invencível!".

Este mantra é repetido nos grandes clubes pernambucanos sempre que acontece uma grande conquista. Evidente que, em se tratando de uma sociedade, a união é um fator determinante de progresso e crescimento. O desafio é construir a unidade.

O exemplo mais vivo, e recente, é o do Sport, onde, no momento, o poder executivo vive as turvas com o poder deliberativo. O vulcão da Ilha do Retiro entrou em erupção por conta da individualidade, da arrogância, da omissão, da incompetência e da falta de dialogo entre os homens, fato que torna a falta de transparência uma marca registrada das últimas gestões. O termo, confidencialidade, passou a ser usual para justificar o injustificável.

Na época em que os clubes socioesportivos eram equipamentos super valorizados pela sociedade, havia uma preocupação das famílias em desenvolver uma fidelização nas futuras gerações. Durante décadas as sucessões políticas eram marcadas por grupos que vivenciavam os clubes. As mudanças de hábitos e comportamentos, o surgimento de outras alternativas de entretenimentos, e a dificuldade dos clubes de se ajustarem a nova ordem, provocou um distanciamento dos amantes com o clube.

Diferentemente dos seus pais, que vivenciavam as agremiações de forma efetiva, os jovens de hoje dizem, "eu sou Sport", mas não vivenciam o clube. No máximo, vão a um ou outro jogo no estádio da Ilha do Retiro. Este é o comportamento geral, evidente que existem as exceções.

Nos últimos anos, uma elite formada por empresários e grandes executivos, que costumam se encontrar em um rico condomínio na praia de Toquinho, litoral sul do Estado, resolveu "adotar" o Sport Club do Recife. Escudados no rótulo de que a diretoria do clube leonino reunia uma parte expressiva do PIB pernambucano, acharam que poderiam transformar água em vinho.

Avanços aconteceram. Entretanto, a arrogância e a falta de conhecimento da matéria futebol, impediram o equilíbrio necessário entre o trabalho de campo e o trabalho executivo, ou seja, o extra campo. O desnivelamento impediu o salto que levaria o Sport a se posicionar entre os grandes clubes do futebol brasileiro.

A "Confraria de Toquinho" aos poucos foi se distanciando do clube que nunca foi vivenciado por ela. O Sport foi usado como vitrine para atender aos interesses pessoais de uns, e ocupado por outros como um mero passatempo. A profissionalização necessária nunca foi feita.

O episódio que podemos chamar de "ordem do dia", o confronto do Deliberativo com o Executivo, não é outra coisa senão a resultante de uma omissão que leva o clube ao desconhecido.

Sinais dos tempos.   

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Campeonato Pernambucano
Números do Estadual Fantasma
postado em 11 de abril de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo

 

O Náutico deu uma goleada na soma de nove clubes, inclusive Sport e Santa Cruz, com relação a renda bruta do Estadual Fantasma. O alvirrubro totalizou R$ 1.553.845,00. Com a exceção do Central, os demais disputantes somaram: R$ 1.383.285,00. A segunda colocação ficou com o Central, o vice=campeão, com R$ 885.275,00.

Os outros clubes:

Sport: R$ 685.285,00;

Flamengo: R$ 208.150,00;

Santa Cruz: R$ 166.800,00;

Afogados: R$ 92.555,00;

Pesqueira: R$ 64.355,00;

Vitória: R$ 55.510,00;

Belo Jardim: R$ 41.870,00;

Salgueiro: R$ 40.949,00;

América; R$ 24.820,00.

Na realidade a caravana da miséria desfilou em nossos estádios.

Além disso, o time da Rosa e Silva teve os três maiores públicos da competição: Náutico x Central = 42.532; Náutico x Salgueiro = 18.474 e Náutico x Afogados = 16.107.

O banho nos adversários foi maior, com o Náutico apresentando o maior número de torcedores no estádio: 80.743. Maior número de vitórias: 8. Menor número de derrotas: 1. Melhor ataque: 23 gols.

Os números traduzem o que foi o Estadual Fantasma.

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Copa do Brasil
Náutico encara a "ponte" do dinheiro
postado em 11 de abril de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Os jogadores do Náutico ainda dormem embalados com os gritos de "É Campeão", mas são obrigados a encarar uma nova decisão, hoje a noite, quando enfrentam a Ponte Preta, em Campinas, em jogo válido pela Copa do Brasil. Mais que um teste para se avaliar o potencial e a evolução do conjunto comandado por Roberto Fernandes, o confronto representa mais uma oportunidade para os alvirrubros aquecerem as finanças do clube. Afinal, tem sido através das premiações acumuladas na competição nacional que o Náutico tem diminuído o seu passivo e honrado vários compromissos.

A Copa do Brasil é a "galinha dos ovos de ouro" do nosso futebol. Por ter avançado até a quarta fase, o Náutico já contabilizou mais de R$ 4 milhões em prêmios,  transformando a superação dos atletas em campo numa receita que não estava prevista na sua contabilidade. Diante de tal realidade, mesmo reconhecendo a qualidade do adversário, ao técnico Roberto Fernandes só resta uma alternativa: alertar os jogadores de que avançar é preciso.

Dez clubes participam da quarta fase da Copa do Brasil que, na próxima etapa recebe os clubes que estão disputando a Libertadores e outros convidados, fato que torna a disputa mais atraente em decorrência da qualificação técnica que ocorre com a chegada de grandes clubes. Caso o Náutico avence para a próxima as oitavas de finais, estará chegando ao seu limite. Portanto, superar a Ponte Preta é mais uma demonstração de superação de um grupo que começou a ser montado há quatro meses, dentro de uma realidade financeira que só lhe permitia atirar no escuro.

O que esperar hoje dos campeões pernambucanos?

Nada mais do que a eficiência num futebol de resultados. Como tem ocorrido até o momento. É dessa forma que o Náutico tem desafiado o improvável com êxito.

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Campeonato Pernambucano
Náutico em sintonia com o novo tempo
postado em 09 de abril de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

A torcida do Náutico esperou 14 anos para libertar o grito de "É CAMPEÃO", que estava preso em sua garganta. E ele ecoou em todo o Estado. Entretanto, o mais importante foi o compartilhamento do 22º título pernambucano nas redes sociais: facebook, Instagram, twitter, whatsapp... Um fato inusitado na centenária história do clube alvirrubro. Mais que um título, um atestado de que o Náutico, enfim, entra em sintonia com o Século XXI, com a era digital.

Para muitos, a presença de 40 mil alvirrubros na Arena Pernambuco foi o "resgate da força e da raça". Prefiro seguir a outra linha de raciocínio, a do despertar de uma torcida para o novo tempo. E estava correto quem creditou o protagonismo da conquista ao torcedor. Afinal, ele fez a diferença ao acreditar numa metamorfose a partir do nada.

Há quatro meses, nem o mais otimista dos alvirrubros apostaria nesta conquista. "Deu liga!", dizem os experts na tentativa de explicar o inexplicável. E neste contexto o que menos importa é ter uma opinião formada sobre tudo o que aconteceu. O irrequieto treinador, Roberto Fernandes, foi o mais lúcido ao ressaltar o futebol de resultados e sentenciar: "Em decisão não se joga bonito, se joga bonito, se ganha o jogo". Verdade. E era essa a expectativa da multidão que lotou a arena: a da vitória.

E a vitória aconteceu do time mais letal, e que teve uma pitada de sorte. Enfim, os deuses do futebol conspiraram a favor do Náutico. O Central foi espetacular. Um time brioso, valente, que apresentou um melhor futebol, mas não foi preciso, fato que lhe levou a desperdiçar inúmeras chances criadas.

O pênalti? Quando um lance é discutido pela televisão, se usando recursos técnicos, isento o árbitro de culpa. Afinal, dentro das quatro linhas não se congela jogadas.

A polêmica é superdimensionada nas redes sociais. Não faz mal. A partir de agora o torcedor alvirrubro tem como utilizar todas essas ferramentas digitais para bradar: "É CAMPEÃO".

Como vem acontecendo desde ontem a noite.

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