Histórico
Futebol Pernambucano
A crônica do nada
postado em 21 de maio de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Conversar com o mestre, Humberto Araújo, um dos maiores chargistas do País, é sempre prazeroso. Estávamos "despachando assuntos diversos", como ele gosta de ressaltar, quando a prosa enveredou para o futebol. Sempre gentil, em dado momento Araújo exclamou:"Você está verbalizando uma crônica. Ponha este texto no papel amigo", sugeriu.

De posse de todos os resultados dos jogos do Campeonato Brasileiro, disputados no final de semana, em todas as séries, constatei que, em sete partidas envolvendo clubes pernambucanos, foram registradas cinco derrotas, um empate e uma vitória das equipes do nosso Estado.

Dia desses, lendo uma crônica do Joca Souza Leão, na revista Algomais, ele encerra citando o poeta Manoel Bandeira: "como a vida, a crônica é feita de pequenos nadas".

Falar do futebol pernambucano após um final de semana trágico, é escrever a crônica do nada. Por sorte a dinâmica do futebol é algo de extraordinário e os resultados de ontem já não ecoam diante da notícia da contratação do novo técnico do Náutico, Márcio Goiano, e da preparação do Santa Cruz para o jogo com ABC, programado para amanhã a noite, no Arruda, válido pela Copa do Nordeste.

Na Ilha do Retiro todos estão convictos de que o Sport evoluiu. Minha análise segue por outra vertente: a do discurso. O que está acontecendo é que o atual vice=presidente de futebol, Guilherme Beltrão, não vende sonhos. Fala do clube sem aumentar a sua escala. Por conta de um discurso real a torcida começou a ver o time do tamanho que ele é. Diante de uma equipe alternativa do Corinthians, o Leão jogou nas suas limitações, sem ousadia, até porque também estava sem alguns jogadores que agregam qualidade ao time.

Os três representantes do Estado na Série D (Central, Flamengo de Arcoverde e Belo Jardim), foram eliminados da competição com as derrotas sofridas no final de semana.

"Esta é nossa realidade!". Sempre exclama Humberto Araújo quando o papo é futebol e reforçamos nossa cobrança por melhores performances dos nossos clubes. Não é fácil aceitar que o futebol pernambucano da atualidade é feito de vários nadas.   

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Brasileiro da Série C
Não é Fake News
postado em 20 de maio de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Ontem a noite, já passava das 22h quando o amigo, Bernardino Magalhães, me manda uma mensagem pelo WhatsApp procurando saber os resultados dos jogos do Náutico e do Santa Cruz pelo Brasileiro da Série C. Ao informar que os alvirrubros haviam sido derrotados pelo Juazeirense por 2x0, e os tricolores perderam para o Botafogo/PB por 3x2, no Arruda, ele faz a seguinte indagação:

É Fake News amigo?

Bernardino acompanha nosso trabalho há décadas e sabe que jamais seguiríamos o caminho das notícias falsas. Seu questionamento foi uma reação natural diante do que o mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo chama de "grotesco".

Tradição, força de camisa, nada disso tem sustentação sem um bom trabalho de gestão. Qualquer empresa conceituada de consultoria, após analisar os dois clubes, Náutico e Santa Cruz, chega fácil a conclusão de que são duas agremiações em estado de insolvência.

Em décadas passadas, quando ainda não estávamos na era digital, quando não existia internet e nem redes sociais, o Fake News era chamado de "perua". Empresários e dirigentes costumavam ligar para as redações das rádios e jornais e implantar notícias falsas. Vi muitos repórteres escorregarem nas cascas de banana e cometerem as famosas "barrigas".

O saudoso, Carlos Alberto Oliveira, se mostrava muito atento com relação as "peruas", e justificava: "Uma mentira repetida várias vezes vira verdade". Esse é o grande problema das "peruas".

Bom! Não vamos mais tergiversar, voltemos a reação do Bernardino.

Não é fácil para o torcedor pernambucano aceitar os fatos como sendo decorrente da nova ordem do futebol. As coisas não são simples assim. O campeão pernambucano contabilizou quatro derrotas em seis partidas disputadas na terceira divisão nacional. Sofreu 12 gols, média de 2 por jogo, o que lhe dar um salto negativo de 6 gols. O momento é imperativo. É hora da nova diretoria do Náutico consultar os mais experientes porque a margem de erros se esgotou. Não existe mais espaço para equívocos como o de apostar em treinador sem nenhuma base e experiência.

E o Santa Cruz?

Apesar de um técnico, Paulo Cesar Gusmão, e o seu assistente, Adriano, afirmarem que existe uma evolução no time, não consigo enxergar tal progresso. Os erros de marcação foram grotescos. O posicionamento dos homens de contensão, e neste contexto se inclui os volantes, permitiu rotas de fuga para os atacantes do Botafogo/PB. Também sinto falta de uma doação maior dos jogadores corais. Série C é pura inspiração. Nada mais que isso.

Não é Fake News não meu caro Bernardino! É verdade patente. O futebol pernambucano se apequenou ao ponto de ser discreto numa Série C. Sinais dos tempos.

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Sport
Sócios tratados como LIXO
postado em 18 de maio de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Nos consideramos um verdadeiro idiota quando pagamos, todo mês, a mensalidade de sócio do Sport Club do Recife.

Tal fato perdura por mais de 50 anos, e que na verdade não serve para nada, desde que não temos o menor direito a interferir na vida do clube.

Fazemos parte do seu lixo.

Os associados com os seus pagamentos sustentam os erros da cartolagem que está destruindo a entidade.

Essa nossa reação foi motivada por conta de uma tentativa que está sendo preparada para bloquear a convocação da Assembléia geral que foi solicitada por mais de 700 associados.

A interpretação que está sendo dada é motivada por um casuísmo indecente que foi posto no Estatuto a fim de preservar o presidente do clube, mesmo que esse tenha cometido algo irregular.

Algo que cheira a ditadura.

No entendimento de alguns dirigentes a reunião só poderá acontecer com a anuência do Conselho Deliberativo do clube, que só tem representantes da diretoria executiva, ou seja, jamais uma Assembléia será convocada, e os donos do clube, que são os seus sócios, não valem nada dentro desse sistema.

A atitude de Homero Lacerda foi correta no pedido da convocação, e pelo que tomamos conhecimento querem lhe tirar da presidência desse órgão por conta da posição tomada.

Na verdade não vão conseguir, pois não têm poderes para tal.

Enganam=se os personagens que tomaram conta do Sport quando tentam reprimir os direitos dos sócios, desde que os associados poderão ingressar com uma liminar na Justiça Estadual solicitando que o pedido de convocação da Assembléia seja atendido.

Por outro lado deeveriam ingressar no Ministério Público Federal com uma denúncia por conta da apropriação indébita de valores que pertenciam ao Fisco, cobrados e não recolhidos, conforme o Balanço do clube.

Além disso o não pagamento dos tributos federais também é um crime fiscal.

Na verdade a situação somo está não pode perdurar antes que seja tarde.

A atual diretoria não recolhe o FGTS desde maio de 2017, estava atrasada com os salários dos funcionários e só os pagou através de um empréstimo bancário. Cobriu um santo e descobriu um outro.

Que se convoque a Assembléia e que Arnaldo Barros, como fez na última terça=feira o presidente do Vasco, possa discutir os problemas que vem assolando o clube.

Esse é o tratamento democrático e transparente.

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Copa do Nordeste
Mudanças para melhorar nível técnico
postado em 16 de maio de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Dirigentes da Liga do Nordeste, e de clubes, se reuniram, ontem no Recife, para definir algumas mudanças que serão postas em prática na próxima edição da competição regional. O número de participantes segue o mesmo: 16 clubes. A mudança básica fica na forma de disputa onde as equipes serão divididas em dois grupos com 8 equipes cada um. Os quatro melhores colocados de cada grupo passam para as quartas de final.

A CBF mantém o número de 12 datas para a Copa do Nordeste. Os organizadores lutam por mais uma data para poder viabilizar as disputas das quartas de final, semifinal e final em dois jogos. Caso não consigam, as quartas e as semifinais serão disputadas em apenas um confronto entre os clubes. Na primeira fase as equipes do grupo A enfrentam as equipes do grupo B em jogos só de ida. Clubes do mesmo Estado não podem figurar no mesmo grupo, fato que viabilizará os clássicos na fase de classificação.

Existe a promessa de um aumento substancial nas cotas a serem distribuídas com os clubes.

A mudança mais importante, e que irá causar um impacto na competição está prevista para a temporada 2020, que é a redução do número de participantes para 12 clubes. Com a diminuição do número de clubes, a Copa do Nordeste vai se adequar ao espaço que lhe é reservado no calendário nacional. A subtração de vagas é imperativa para uma melhora do nível técnico da disputa que caiu assustadoramente a partir da elevação do número de clubes quando da inclusão dos Estados do Piauí e do Maranhão.

O grande mentor da Copa do Nordeste foi o saudoso, Carlos Alberto Oliveira. A época ainda não era presidente da FPF. Junto com José Joaquim Pinto de Azevedo definiu a forma de disputa da primeira edição que foi realizada nos moldes de uma Copa do Mundo, em Alagoas, com todos os participantes jogando em um único Estado. O modelo era interessante, mas muito oneroso.

Hoje, o mestre José Joaquim defende a criação da uma segunda divisão da competição regional, e uma redução no número de participantes. Ao diminuir o quantitativo se ganha no qualitativo com jogos mais interessantes, clássicos locais e regionais, por conseguinte, o torneio se torna mais atraente para o público consumidor.

Os ajustes acontecem para evitar o desgaste da atual edição, onde a competição foi "engolida" pelo Campeonato Brasileiro e pela Copa do Brasil. Os hiatos de quase um mês sem jogos fizeram com que os torcedores esquecessem a fase mais importante da Copa do Nordeste.

Mudar é preciso, entretanto, o torneio regional somente alcançará o modelo ideal nos próximos três anos. É esperar para ver.

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Futebol Pernambucano
Onde nada acontece
postado em 15 de maio de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Quando estamos viajando sempre mandamos mensagens para alguns amigos para sabermos sobre as notícias do nosso Estado. Uma das fontes utilizadas é o jornalista, Claudemir Gomes, que já tem uma resposta pronta: "nenhuma, pois aqui nada acontece". Eis uma verdade verdadeira.

O grande problema do futebol local é a mesmice patológica que tomou conta de todos os seus segmentos. Nada de novo acontece, não existe o planejamento adequado para mudanças que possam consolidar o seu futuro. Vive de ilusões, que são vendidas pelos ilusionistas.

Os bons projetos acontecem com um espaço de tempo bem longo, e o último foi na década de 90, o que demanda hoje 18 anos na espera de uma novidade.

O esporte da chuteira em Pernambuco estagnou.

O Náutico na década de 60 tinha um grupo composto pelos Josés que deu um novo formato a política do clube, levando=o a conquista do hexacampeonato local, e trazendo para os Aflitos novos torcedores.

Dez anos após, algo de novo surgiu na década de 70, quando o Santa Cruz viveu a época de ouro de sua história, contando com a presença de um colegiado que implementou um novo projeto, e os resultados positivos demonstraram o acerto.

O hiato foi bem mais longo, desde que somente vinte anos após, na década de 90, o Sport implantou um novo modelo de gestão, com profissionalismo e obedecendo a um projeto de longo prazo. Sem dúvida foi a era de ouro do Clube da Ilha do Retiro.

Por uma feliz coincidência o sucesso nesses períodos dos três clubes teve como força motriz o trabalho de base, e o aproveitamento da prata de casa, e da região.

Passaram=se 18 anos e nada de novo aconteceu. Os clubes regrediram, se apequenaram, raras conquistas e sem um trabalho de formação procedido de forma profissional.

O futebol de Pernambuco parou no tempo e no espaço, perdeu a sua força e sobretudo o respeito por falta de projetos, desde que os exemplos do passado poderiam servir como ponto de partida para que algo melhor pudesse ser implantado.

Como podemos evoluir se temos que esperar espaços longos para injetarmos no futebol algo novo?

Uma pergunta que necessita de uma resposta imediata, pois as transformações são coisas de profissionais, esses estão em falta no mercado.

Com esse presente, não teremos um futuro promissor, e o futebol local continuará sendo aquele que nada de novo acontece.

Os segmentos envolvidos nesse esporte fazem parte da Idade da Pedra.

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