Histórico
Copa da Rússia
Boas vindas com goleada
postado em 14 de junho de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Que placar foi esse: Rússia 5x0 Arábia Saudita?

Nem mesmo o mais otimista dos russos cravou 5x0 numa casa de apostas em favor de sua seleção. Para um time que não vencia há cinco meses, a estréia não poderia ser mais auspiciosa. Um placar a altura dos presentes dos czares, mas que não chega a ser o prenúncio de uma nova revolução russa. Afinal, a fragilidade da Arábia Saudita não deixa os anfitriões se embriagarem com tanto otimismo. Mas foi o resultado que toda seleção deseja, as que são candidatas a protagonistas, e as que participam do Mundial como simples coadjuvantes.

Portanto, aos vencedores um brinde com as boas vodkas russas.

Esta é a 21ª edição da Copa do Mundo. De 1930, no Uruguai, até a bola cruzar as estepes russas muita coisa mudou. Doravante a metamorfose deverá ser maior. Afinal, o futuro nos reserva um aumento de 50% no número de participantes. Ao invés das 32 seleções atuais, na edição de 2026, a ser promovida conjuntamente pelos Estados Unidos, México e Canadá, serão 48 equipes. Um dos efeitos previstos será uma queda do nível técnico da competição, que terá jogos envolvendo seleções com qualidade bastante sofrível. Mas algumas coisas parecem imutáveis dentro daquele espaço retangular de 110m x 75m, onde os virtuosos têm vez.

A seleção da Arábia Saudita, que tinha no banco um pernambucano, o massagista Catatau, que trabalhou no Sport, e em seguida foi levado para o futebol saudita pelas mãos do técnico Hélio dos Anjos, cometeu erros primários, inadmissíveis a um time que se propõe a disputar um Mundial, por mais modestas que sejam suas pretensões. O resultado não poderia ser outro senão a acachapante goleada imposta pela seleção da casa.

Durante várias edições da Copa do Mundo, quem fazia o jogo de abertura era a seleção campeã da edição anterior. Se a regra fosse mantida a Alemanha é que faria as honras de abrir o mundial russo. Pelo que vimos na primeira mostra, os sauditas são candidatos a saco de pancadas deste Mundial. A Rússia construiu uma boa gordura (saldo de gols), que pode lhe valer para assegurar sua classificação para as oitavas de final.

O primeiro grande confronto está programado para a tarde desta sexta-feira, quando teremos Portugal x Espanha. Os lusos, capitaneados por Cristiano Ronaldo, o melhor e mais midiático jogador do mundo, vai tentar tirar proveito da crise que foi instaurada na seleção espanhola com a dispensa do técnico as vésperas do evento. O impacto que isso pode ter causado no favorito time espanhol, somente saberemos quando a bola rolar.

Tive a oportunidade de cobrir quatro edições de Copa do Mundo, todas como enviado especial do Diário de Pernambuco, e a soma de conhecimentos me deixou com a certeza de que em Mundial não há espaço para elucubrações, nem adivinhações com base no pressuposto.

Os russos nos mostraram isso saudando o mundo da bola com uma goleada.   

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Acontece
A era das casadinhas
postado em 13 de junho de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

É tempo de Copa do Mundo!

Quando isso acontece, de quatro em quatro anos, tudo o mais sobre futebol passa para um segundo plano, razão pela qual a décima-segunda rodada do Brasileiro da Série A, que começou ontem a noite com a vitória (3x0) do São Paulo sobre o Vitória/BA, e será concluída nesta quarta-feira, ocupa pouco espaço nos noticiários esportivos.

Mesmo com as pesquisas apontando uma queda de interesse do povo brasileiro pela competição da FIFA, é incontestável o fascínio que a competição exerce sobre grande parte da população mundial. Os números atestam a grandeza do evento que alcança índices imensuráveis a cada edição na era digital.

Este ano estamos comemorando os 60 anos da primeira conquista brasileira, fato que nos arremete a um comparativo sobre a comunicação utilizada no Mundial da Suécia, em 1958, e a dos dias atuais que nos leva ao conhecimento dos fatos, em tempo real, de tudo o que acontece na Rússia.

Despertamos nesta quarta-feira com as notícias da queda do técnico da Espanha, Julen Lopetegui, a dois dias da estréia da Fúria no Mundial. A dispensa teve como motivo uma quebra de contrato, uma vez que o treinador, que em maio havia renovado seu vínculo com a Federação Espanhola, anunciou um contrato com o Real Madrid.

A Espanha será comandada por Fernando Piero. A saída do comandante gerou uma crise numa das seleções cotadas a brigar pelo título.

A outra novidade foi o anúncio da vitória da candidatura tripla, apelidada de United, que viabiliza a realização da Copa de 2026 por três países: Estados Unidos, México e Canadá. Um inchaço previsto, que visa aumentar o lucro da FIFA, que na Copa do Brasil foi em torno de 6 bilhões de dólares, para 15 bilhões no mundial norte-americano.

A partir de 1994, quando a Copa do Mundo aportou pela primeira vez nos Estados Unidos, o futebol passou a ser tratado como um dos negócios mais lucrativos do mundo. Com a internet passando a ser de domínio público, e a evolução da telefonia móvel, as distâncias foram encurtadas e a internacionalização levou as grandes  competições a se sobreporem aos torneios nacionais. Uma nova realidade passou a ser vivenciada no mundo do futebol.

O primeiro questionamento a ser feito em relação ao aumento de participantes, que passará de 32 para 48 seleções, é técnico: Qual o impacto que causará na qualidade do produto. O segundo é sobre o futuro da Copa. Afinal, com esse inchaço, poucos países terão condições financeiras e estrutura para bancar o evento sozinho.

Vem aí a era das promoções casadinhas.

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Acontece
Parada para corrigir as falhas
postado em 11 de junho de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Semana passada, o Fluminense brigava pela vice-liderança do Brasileiro da Série A. Agora, passadas duas rodadas, o Tricolor carioca se encontra na parte de baixo da tabela. O Sport alcançou a vice-liderança, mas uma rodada depois caiu cinco casas na classificação. O Flamengo, que vem de uma sequência de vitórias impressionante, construiu uma vantagem de seis pontos sobre o Atlético Mineiro, o novo vice-líder do campeonato. A regularidade fez a diferença para o rubro-negro carioca que segue livre, leve e fagueiro na condição de líder.

Após a parada para a Copa da Rússia acontecerão muitas mudanças de cenário. Não se pode assegurar que alguns clubes irão evoluir de forma radical, enquanto outros apresentarão quedas inesperadas. Esta intertemporada  forçada servirá para os clubes recuperarem jogadores e ajustar os elencos dentro das filosofias implantadas pelos treinadores.

A maioria dos clubes não tem suporte financeiro para investir na busca de uma melhor qualidade técnica. Não há como competir com o mercado do exterior. Os países sul-americanos foram transformados em grandes garimpos, com destaque para Brasil e Argentina. Os clubes europeus levam nossas melhores pepitas para lapidarem. Eis a razão pela qual o nosso produto interno perdeu a qualidade.

Apesar da carência temos visto bons jogos, com uma entrega muito grande dos dois times em busca do melhor resultado. A média de gols da 11ª rodada é uma prova inconteste da competitividade, e da forma de jogar da maioria. Os treinadores colocaram os times pra frente e isso é muito bom.

Quando não se tem uma técnica apurada, a vontade de vencer faz a diferença. Apenas cinco pontos separam o Atlético Mineiro, vice-líder da Série A, do Vasco, o décimo colocado. O emparedamento nos mostra que não existe uma equipe tecnicamente tão diferenciada na disputa. A atitude dentro das quatro linhas é que faz a diferença.

O Sport tem se especializado em levar gols nos minutos finais dos jogos. Uma deficiência que o técnico Claudinei Oliveira terá que corrigir na intertemporada que começa a partir de quinta-feira.

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Artigos
Macaco Tião é a solução
postado em 11 de junho de 2018

PAULO CEZAR CAJU - O GLOBO

 

Olha posso estar enganado, mas pelas últimas conversas que tenho ouvido, não estou mais sozinho nessa história de "não estar nem aí para essa Copa". Sinto que outras ranzinzas juntaram-se a mim. Não sei se eles chegaram a usar uma camisa da Suíça, como venho usando, mas juntaram-se.

Usar uma camisa da Suíça é mais ou menos como votar no Macaco Tião, uma forma de protesto. Me perdoem os torcedores fanáticos, mas essa seleção não me representa.

A CBF, FIFA,dirigentes, empresários, e o técnico, nada me representa. Qual o sentido do filho de Neymar descer de helicóptero no campo? Para que essa ostentação desnecessária em um momento como esse?

A seleção virou um produto de marketing exagerado, pernas de pau valorizados, discursos para boi dormir, e blá blá blá. O Felipe Luiz durante uma entrevista coletiva de imprensa, disse que, hoje, a relação entre jogadores e torcedores é bem mais próxima por conta das redes sociais. Isso só pode ser piada.

Antigamente, se eu jogasse mal, o torcedor reclamava comigo, direto, olho no olho, na rua, na praia, ou no "Noites Cariocas", evento no Morro da Urca, onde eu sempre marcava presença. Como eu posso ligar para essa Copa depois de tudo o que fizeram com o Maracanã? E os elefantes brancos que espalharam para todo o país? Ficou tudo por isso mesmo!

Qualquer pesquisa aponta o torcedor se afastando dos estádios. É preço, o horário, é violência, e é a péssima qualidade do espetáculo. Quem resiste? O que mudou na vida do torcedor após termos vencido a Olimpíada? Ele ficou mais confiante? Zero!!! E se vencermos a Copa? Zero!!!

O que se discute é esse distanciamento, a perda de identidade, e como conduziram de forma tão desleixada a maior paixão do brasileiro.

Por isso, reforço que o Macaco Tião é a salvação!!!

OBS: Material tirado do blogdejjpazevedo.com

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Acontece
A cultura do Jabá
postado em 08 de junho de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com

 

Junte 1 kg de batata; 1 ovo; 2 colheres de manteiga; 1/2 xícara de leite; sal ao gosto, e fará o purê para acompanhar o jabá, que deverá 1 kg de carne seca e 250g de catupiry.

Estes são os ingredientes para que se possa preparar um bom prato de jabá, que após os procedimentos, orientados pelas normas da culinária, teremos um bom repasto.

Os amigos devem estar preocupados com o prólogo desse artigo, certamente pensando que mudamos o foco dos esportes para o setor de culinária.

Na realidade, este bom prato regional tem muito com a sociedade brasileira e com os esportes que fazem parte dessa.

A Operação Lava Jato escancarou para todo o Brasil o sistema de propinas entre os políticos e empresários. Nesse caso são jabás mais polpudos, que enriqueceram muita gente. como levou para a cadeia uma boa quantidade de personagens.

O nome jabá, como pagamento de propina, ficou conhecido por conta de um suspeito pagamento que as gravadoras faziam as emissoras de rádio e TV para execução de determinadas músicas. O cantor e compositor Lobão fez várias denúncias sobre o tema.

O jabá corre solto pelo nosso país, que hoje é considerado como o maior jabaleiro do mundo. Tem um jabazinho; um médio jabá, ou um jabalão, como o do Petrolão.

O índice per-capita nesse setor é descomunal. Quantas pessoas são remetidas ao estrelato pelo trabalho dos jabaculeiros. O futebol brasileiro tem uma grande penetração no segmento jabá.

Quantas vezes ouvimos que os clubes estão pretendendo um atleta, ou um treinador, que são elogiados de forma bem clara como um verdadeiro marketing disfarçado. Nada mais, nada menos do que um jabá embutido.

Quando um dirigente aceita em viajar com tudo pago por tereiros, seja uma entidade ou então uma empresa relacionada aos interesses esportivos, está recebendo um jabá.

Até uma camisa que é entregue ao árbitro do jogo no vestiário, é um pequeno jabá.

E as torcidas organizadas, com seus ingressos doados pelos cartolas, além dos custeios de suas viagens, também fazem arte do sistema jabá. O interessante dessas facções é que protestam contra os jogadores, contra os treinadores, e poupam de todas as formas os dirigentes por conta dos jabás recebidos.

Muitas vezes, principalmente na internet, lemos algumas notas sobre a roupa da madame tal, que foi comprada na loja tal. Na certa tem um jabá escondido nas entrelinhas.

E assim segue a vida.

Na verdade esse artigo foi criado por conta d algo que tomamos conhecimento e que envolve esse assunto de forma bem latente, e que infelizmente não podemos divulgar.

Quando o começamos através da culinária, foi para mostrarmos o mal que o jabá faz ao País, desde que ajuda a esconder as mazelas que afligem a nossa sociedade, preferindo por conta de troca de favores jogar para baixo dos diversos tapetes os fatos ruins, e elevar a qualidade de quem não tem.

Os jabaleiros só existem por conta dos que pagam os seus jabás, que são piores do que esses, ao incentivarem a corrupção.

Aliás só existe corrupção por conta dos corruptores.    

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