Histórico
Brasileiro Série A
Para evitar a zona de degola
postado em 26 de julho de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Os números atestam o equilíbrio existente no confronto entre Sport e Vitória/BA. Os dois clubes rubro-negros são personagens desta rivalidade existente entre o futebol dos dois Estados. Ninguém sabe, ninguém viu quem criou, nem quando começou. O fato é que, quando de uma disputa envolvendo times pernambucanos e baianos os tambores do Olodum rufam e os clarins anunciam que as tribos estão em pé de guerra.

Hoje não poderia ser diferente!

Sport e Vitória/BA medem força, hoje a noite, no Barradão, em Salvador, com um propósito único: somar os três pontos em disputa para espantar a crise que ronda os dois clubes. O jogo é válido pela 15ª rodada do Brasileiro da Série A, que começou a ser disputada ontem, e já registrou um resultado que não foi nada bom para os planos dos rubro-negros pernambucanos: a vitória do Fluminense sobre o Palmeiras puxou o Sport para a parte de baixo da tabela.

Se não conseguir contabilizar esta vitória como mandante, diante de um clube de sua estatura, o rubro-negro baiano, fatalmente, entrará na zona de rebaixamento. Pressão total sobre o Leão da Boa Terra.

Este sofrimento dos clubes nordestinos faz parte do roteiro da Série A. Recentemente o mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, postou um artigo mostrando a fragilidade do futebol do Norte/Nordeste. O modelo do futebol brasileiro é devastador. Os gestores, com a cumplicidade da maior empresa de comunicação do País, conseguiram transformar as regiões, Norte e Nordeste, em mercado consumidor. Excluiu vários Estados da cadeia produtiva do futebol.

Com uma injusta distribuição de renda, e uma política que só dar visibilidade aos grandes clubes do Sul e Sudeste, vários Estados praticamente sumiram do mapa geográfico do nosso futebol. Passaram a ser subprodutos. Pernambuco e Bahia lutam, com extrema dificuldade, para manter um padrão de resistência, fato que explica o fato de os clubes dos dois Estados estarem sempre na iminência de queda, na disputa da Primeira Divisão Nacional.

Uma derrota, para qualquer dos dois clubes, hoje a noite, no Barradão, significa aproximar o pescoço da guilhotina. Tal fato transforma o embate entre os dois leões decisivo para o futuro de ambos na Série A. Mesmo faltando mais de 20 jogos para o final do campeonato.

Como diria o mestre Capiba: "A pisada é essa".

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Brasileiro Série A
Candidatos ao título definidos
postado em 24 de julho de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com

 

Com 14 rodadas realizadas o Brasileirinho chegou a 39,2% de seus jogos já realizados, e os números comparados aos dos demais anos a partir de 2006 com 20 clubes, já mostram uma tendência firmada na busca do título.

É cedo ainda para definir as chances, mas nesses 12 anos de disputa, jamais um clube na 14ª rodada com uma diferença maior do que 6 pontos para o primeiro, conquistou o troféu de campeão.

Em 2009, o Flamengo era o 7º colocado com 22 pontos, 6 de diferença para o Atlético/MG com 28. Essa foi a diferença máxima.

Entre os anos de 2006 e 2017, seis times que estavam na liderança na 14ª rodada chegaram ao título, ou seja, 50% do total.

Tal fato pode representar um caminho interessante, mas não se pode comemorar por conta da parcela restante de 50% que não liderou o Brasileiro nessa rodada.

Os campeões foram o seguinte:

São Paulo - 2006: 29 pontos;

Fluminense - 2010: 32 pontos;

Corinthians - 2011: 32 pontos;

Cruzeiro - 2014: 30 pontos;

Palmeiras - 2016: 29 pontos;

Corinthians - 2017: 36 pontos;

Nesse último ano o alvinegro paulista tinha uma diferença, para o segundo colocado (Grêmio), de 8 pontos, e de 14 para o Palmeiras, o 5º colocado. Com exceção de 2017, a pontuação entre os clubes permaneceu no mesmo patamar, entre 30 e 23 pontos.

Por outro lado uma boa sinalização para o líder nessa 14ª rodada, é que nos dois últimos campeonatos, os que o lideravam - Palmeiras e Corinthians - ocupavam a primeira posição

Não existe nenhuma força no mundo que possa destruir os números. As estatísticas mostram o caminho que irá ser percorrido.

No período analisado, somente um clube que não estava entre os cindo melhores nessa 14ª rodada, foi Flamengo de 2009, que era o 7º colocado.

Em 2007, o líder era Botafogo com 28 pontos. O São Paulo era o segundo e foi campeão.

Em 2008, o líder era o Flamengo com 27 pontos. O São Paulo era o 5º (23 pontos), conquistou o tricampeonato.

Na temporada de 2012 o Atlético/MG estava na primeira colocação. No final, o Fluminense, que era o terceiro colocado, levou o troféu para as Laranjeiras.

No Brasileirinho de 2013, quem liderava nessa rodada estudada era o Botafogo, que cedeu o lugar no final ao 2º colocado, o Cruzeiro.

Em 2015 o Galo Mineiro era o "pole position", mas perdeu a vaga para o Corinthians.

As estatísticas estabelecem as tendências e por conta disso não existe nenhuma dúvida, e isso garantimos, que o título de 2018 irá ficar entre o Flamengo, São Paulo, Internacional, Cruzeiro, Atlético/MG e Palmeiras, sendo que o rubro-negro carioca e o tricolor paulista, pelo andar da carruagem, apresentam maiores chances.

A diferença dos 8º colocado, o Corinthians, para o Flamengo, é de 11 pontos, um espaço gigantesco que jamais foi ocupado.

Contra os números não existem argumentos.

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Acontece
Passado x Presente
postado em 22 de julho de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Hoje a tarde, na Ilha do Retiro, numa rápida conversa com os amigos, Ralf de Carvalho e Aroldo Costa, falamos sobre a nossa dificuldade em aceitar o momento de Náutico e Santa Cruz, que disputam o Brasileiro da Série C, ou seja, a Terceira Divisão Nacional. A tradição, o passado de glórias, a força da camisa, nos levam a enxergar as agremiações centenárias num patamar bem mais elevado, sem perceber a realidade dos fatos.

Ainda bem que os resultados dos jogos nos alertam sobre o pragmatismo dos números. E como os treinadores dizem que em Série C não se pode cobrar desempenho, e sim resultados, seguimos tal orientação acompanhando a combinação dos resultados, que neste domingo tirou o Santa Cruz da zona de classificação.

Para cada tropeço, uma explicação inconsistente que revela o despreparo dos "professores" que fazem treinos secretos num campeonato de terceira divisão. Nos jogos, o futebol apresentado pelos times revelam a limitação, ou incompetência, do mestre.

Futebol é uma matéria de fácil leitura e interpretação. Além dos mais, existe uma máxima que é universal: "primeiro é primeiro e terceiro é terceiro em qualquer lugar do mundo".

Santa Cruz e Náutico já praticaram futebol de primeira grandeza. Mas hoje o produto é de terceira qualidade. Evidente que isto não implica em amor e desamor. A paixão que se nutre por um clube não tem fim, muito menos prazo de validade. A torcida do Santa Cruz já deu mostras do seu amor incondicional quando o clube disputou a quarta divisão - Série D - e sua presença nos estádios chegou a ser manchete internacional.

Torcer por combinação de resultados para se manter no grupo de acesso chega a ser desconfortável, mas é a realidade atual do Tricolor do Arruda.

A nova ordem manda esquecer o retrovisor e olhar para frente, sempre. Há controvérsias. Afinal, quem tem um passado como referência, tem que preservar, e nunca apagar.

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Brasileiro da Série C
Goiano erra, Ortigoza conserta
postado em 22 de julho de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O talento resolve. O talento faz a diferença. Frases como essas são utilizadas com muita frequência para ressaltar qualidades de atletas em todas as modalidades esportivas. Mas, principalmente no futebol, vez por outra é possível observar sinais de teimosia, como ocorreu ontem, no jogo do Náutico com a Juazeirense, quando o técnico, Márcio Goiano, deixou o atacante Ortigoza no banco de reservas. Os 45 minutos do primeiro tempo foram suficientes para ele rever seus conceitos e corrigir o equívoco.

Levanta e muda a história desse jogo!

Acredito que tenha sido, mais ou menos assim, que o treinador alvirrubro falou para o craque, maior goleador do clube na temporada, no vestiário.

Quando o Náutico voltou a campo, para o segundo tempo, e o torcedor timbu viu o craque em campo, as esperanças de uma nova vitória foram renovadas. E na primeira bola recebida o paraguaio mandou um recado: um chute forte, de longa distância, exigiu uma defesa espetacular do goleiro Tigre. E ele foi o protagonista de outras boas jogas até chegar o minuto final do jogo. Quando todos se mostravam impacientes e desconfortáveis com aquele empate em branco, no dia em que se comemorava o cinquentenário do hexa, o título mais emblemático do clube, eis que uma bola é cruzada no segundo pau, onde estava bem posicionado o craque, que, com uma cabeçada certeira, marcou o único gol do jogo.

A vitória da classificação!

Os torcedores mais velhos presentes a Arena Pernambuco parecem ter mergulhado no passado vendo o gol de Ramos, o do hexa, que também foi oriundo de um cruzamento.

Os tempos são outros, e outras histórias são contadas em palcos diferentes. Mas uma coisa ninguém pode negar: a importância dos gols. Aquele de 1968 é inesquecível, e deu ao Náutico o título mais importante de sua história. O de ontem, do Ortigoza, basicamente carimba o passaporte alvirrubro para as quartas de final desta edição da Série C do Brasileiro.

A vitória (1x0), sobre a Juazeirense do iluminado goleiro Tigre, foi uma lição para o técnico Márcio Goiano, que a partir de agora sabe que o craque também é uma espécie de amuleto que leva os times ao título. Se esta possibilidade existe, o aconselhável é apostar no Ortigoza.

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Acontece
Paulista abre as portas para o futebol feminino
postado em 18 de julho de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O prefeito da Cidade do Paulista, Júnior Matuto, resolveu apostar no futebol feminino, e está promovendo a primeira edição da Taça Cidade do Paulista de Futebol Feminino do Nordeste, que começa a ser disputada nesta quarta-feira e segue até o dia 29 de julho. Ao todo serão 91 partidas envolvendo 24 equipes representando os nove estados nordestinos.

O futebol feminino nunca recebeu um tratamento digno dos dirigentes do futebol brasileiro. Na realidade, a maioria dos grandes clubes sempre tratou a modalidade como um subproduto. Pernambuco parece ser um pólo de resistência, embora as meninas nunca tenham figurado no hall das prioridades dos grandes clubes do Recife: Sport, Náutico e Santa Cruz.

O presidente do Vitória, Paulo Roberto, vislumbrou no futebol feminino a possibilidade de dar visibilidade nacional ao Tricolor das Tabocas. Conseguiu. Mas os feitos do Vitória não reverberaram o suficiente para atrair a atenção dos outros clubes. Sentimos a falta de um salto qualitativo. Vitória e Sport atingiram um estágio ainda não alcançado pelas outras agremiações.

A Prefeitura do Paulista já promoveu campeonatos regionais de futebol nas categorias Sub15; Sub 17 e Sub 18. Agora, o prefeito Júnior Matuto resolveu estender o braço da inclusão ao futebol feminino. Pernambuco será representado por sete clubes neste "nordestão": Sport, América/Paulista, Náutico, Vitória, Ypiranga, Íbis e Centro Limoeirense. Lamentável a ausência do Santa Cruz, mas para suprir tal lacuna, as presenças do Centro, do Ypiranga, e do gigante Vitória, nos deixa com a certeza de que o futebol feminino segue vivo no Interior.

Se vivo estivesse, Lula Carlos, com o seu refinado humor, estaria tirando a maior onda com o Íbis. Será que o empoderamento feminino vai tirar o Íbis da condição de "Pior Time do Mundo"? Bom! Nesse mundo machista do futebol ninguém sabe do que a mulher é capaz.

A cidade do Paulista será representada pelo América. Há muito que o Município adotou o Mequinha, que passou um tempo como nômade, até aportar no Estádio Ademir Cunha, que hoje chama de seu.

Que venham as loiras, negras, morenas e ruivas, para com suas habilidades provarem que o futebol também tem o seu lado feminino.

Fico aqui na torcida para que a primeira edição da Taça Cidade do Paulista de Futebol Feminino do Nordeste revele novas protagonistas com sotaque nordestino.   

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