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Nosso futebol deve ser simples
postado em 22 de novembro de 2018

PAULO CÉZAR CAJU = O GLOBO

 

Tem uma rapaziada que sempre pega no meu pé quando falo sobre a situação de nosso futebol: "Caju, você não acha que sempre bate na mesma tecla?". Enquanto deixarem dar os meus pitacos continuarei batendo porque não podemos nos deixar levar por essa lavagem cerebral, esse delírio coletivo.

Vi o jogo contra Camarões, e achei medonho, um teste que não servirá em absolutamente nada para a Copa América. Desliguei a TV quando um comentarista disse que o Renato Augusto era imprescindível para a seleção. Aliás, não consegui acreditar quando rodei com o controle remoto pelos SporTVs, Fox e ESPNs da vida e ouvi elogios à atuação da seleção contra o Uruguai, kkk. Só de ver Renato Augusto, Miranda, Danilo e Wallace no grupo, já levo na brincadeira.

E Neymar na coletiva?

Orientado pelos estrategistas de plantão, garantiu que amadureceu, que as últimas Copas perdidas serviram de lição.

Aí começou o jogo ele, o fominha de sempre, individualista, personalista, que não leva em consideração o jogo coletivo. Pior, com a arrogância de sempre. Ou não viram a birrinha dele com Cavani? A seleção continua sem padrão de jogo, venceu por conta de um pênalti maroto. Em um jogo desses, Felipão, quer dizer Dunga, quer dizer Mano, que dizer Tite, entrar com três cães de guarda soa como ridículo. E a sua comemoração no gol. Parecia final de Copa do Mundo. Ele sabe jogar com as câmaras. Outro dia esteve em uma dessas mesas redondas, em que os jornalistas babam e brilham os olhinhos a cada comentário, e revelou que ma revista especializada publicou o ranking dos técnicos intergalácticos e ele subiu algumas posições, kkkkkk!!!!! Peraí, qual é o nome da revista, "Me engana que eu gosto?" Sério, o que mudou na seleção e no futebol brasileiro após duas Copas perdidas?

Vejam o cenário: Paquetá, o novo Deus do futebol foi expulso novamente e segue a passos firmes para atingir o topo dos mais chiliquentos do futebol, Felipão pode ser o campeão com a sua tática ultrapassada, a mesma seguida por Odair , do Inter, e Mano, do Cruzeiro, e Gabigol que não deu certo na Europa e é o artilheiro da competição.

Como querem que eu não bata na mesma tecla se o nosso futebol não saiu do lugar. O Atlético Paranaense é um time bom de ver jogar, tem o dedo do ex=treinador, Fernando Diniz, que pode não ter alcançado resultados na época, mas traz um frescor necessário ao futebol. Os times de Roger (por onde ele anda?) também. Passou bem pelo Grêmio, Palmeiras e Atlético Mineiro.

Não falo de resultados, mas na forma de montar os times. Você vê uma filosofia diferente de jogo, a busca de algo novo. Mas a falta de tempo e de ousadia levam os dirigentes a investir em técnicos pedreiros, aqueles especializados em muros de contenção. kkkkkk

Não compliquem, nosso futebol deve ser simples, surpreendente, afinado e com a mesma linha de raciocínio da canção imortalizada por João Gilberto:

"Eis aqui este sambinha feito numa nota só, outras notas vão entrar, mas a base é uma só".

 

OBS: MATERIAL RETIRADO DO BLOGDEJJPAZEVEDO.COM     

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Acontece
Obrigado Amigo Adelson Wanderley!
postado em 19 de novembro de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

A morte de Adelson Wanderley enlutou o futebol pernambucano, entristeceu centenas de amigos que conquistou em mais de 40 anos, quando vivenciou diversos cargos em vários clubes do Estado. Chegou também a trabalhar no exterior, em Portugal, quando arriscou, sem sucesso, seguir a carreira de treinador.

O Cel. Adelson Wanderley chegou ao futebol no início dos anos 70, época em que o País estava sob o comando dos militares. Do trabalho de campo aos serviços burocráticos, nunca utilizou sua patente para se impor, embora todos lhes tratassem como "Coronel Adelson".

A lhaneza era sua marca registrada.

Desde ontem, quando aconteceu o anúncio do seu falecimento, as redes sociais passaram a ser ocupadas pelos amigos que queriam externar o carinho, a admiração e a gratidão ao Cel. Adelson Wanderlei.

O repórter, Alfredo Augusto Martinelli, que conviveu com ele muitos anos, foi feliz na sua declaração: "Adelson foi duro sem perder a ternura".

Conheceu como poucos o submundo do futebol. Transitou pela lama, mas nunca deixou que ela respingasse sobre si. Uma conduta exemplar. Sabia, como poucos, separar o joio do trigo.

Referência do bem.

Durante toda a minha vida profissional, o Cel. Adelson Wanderley me repassou ensinamentos que contribuíram para o meu crescimento profissional e pessoal, como homem e cidadão.

Obrigado Amigo!

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Brasileiro Série A
Eu não vou, vão me levando
postado em 19 de novembro de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

"Eu não vou, vão me levando,

vão me empurrando,

desse jeito eu tenho que ir.

Se bato em um, se piso em outro,

vocês vão me desculpando.

Eu não vou, vão me levando..."

Foi no frevo de autoria do Isaque Galvão que encontramos a melhor tradução para a sofrida disputa da atual edição do Brasileiro da Série A.

E tudo parece estar escrito nas estrelas, mesmo com as incertezas se mostrando de forma tão clara e evidente, por conta do equilíbrio técnico existente entre os times que brigam nas duas extremidades, por metas distintas, evidentemente.

Após a disputa da 35ª rodada, o Palmeiras deve ter encomendado as faixas de campeão, pois Flamengo e Internacional, clubes que poderiam frustrar esta sua conquista, deixam claro que não têm forças para desbancar o alviverde paulista.

Na magra vitória sobre o Sport (1x0), na Ilha do Retiro, o Flamengo deixou ressaltada sua fragilidade e limitações, fato que nos deixa com a certeza de que o clube carioca somente aparece numa posição privilegiada na tabela de classificação, em decorrência do baixo nível técnico que marcou esta dição do Brasileiro.

Após deixar a zona de rebaixamento, onde figurou durante várias rodadas, o Sport não conseguiu vencer. A sequência de três partidas sem vitória somente não lhe empurrou de volta a zona de queda por conta do enfraquecimento do Vitória, Chapecoense e Ceará.

E assim, dentro de um cenário nada animador, a torcida leonina tem encerrado os jogos cantando, na Ilha do Retiro:

"Eu não vou, vão me levando..."  

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Brasileiro Série A
A magia do estádio supera o zero a zero
postado em 15 de novembro de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Os amantes do futebol sabem que, nada se compara a emoção que se vivencia nos estádios. Foi com tal certeza que me dispus a ir, a Ilha do Retiro, para testemunhar o confronto entre Sport e Vitória, que lutam contra o rebaixamento no Brasileiro da Série A. Confesso que, a motivação cresceu após tomar conhecimento de que, no primeiro dia de vendas de ingressos haviam sido comercializados mais de 18 mil bilhetes. Era jogo de casa cheia.

A queda de braço entre os dois leões, o pernambucano (Sport) e o baiano (Vitória), tinha um caráter decisivo. Contabilizar os três pontos em disputa era o mesmo que carimbar o visto de permanência na elite do futebol nacional para a temporada 2019. Tal necessidade tornou imperativo, para os dois times, um plano de jogo que deixasse as equipes atuando de forma verticalizada, buscando o gol sempre.

Quem se habilitou a assistir Sport 0x0 Vitória, tinha que ter a consciência de que se tratava de uma disputa entre dois times que lutam para fugir da "Caetana", como bem diz o mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo. Mas os 22.652 torcedores que marcaram presença no estádio Adelmar da Costa Carvalho, foram movidos pela emoção, por acreditar que, no futebol, o "querer é poder", coisa que não é regra.

E a esperança dos leoninos pernambucanos foi alimentada por uma chance de ouro desperdiçada por Rogério, logo no início da partida. Minutos depois, Brocador chega atrasado no lance: demorou uma fração de segundos para colocar o pé na bola. Se toca fatalmente faria o gol. O jogo transcorreu marcado pela condicional SE: se tivesse feito isso; se levantasse a cabeça, se tivesse mais velocidade... Pernambucanos e baianos tinham o mesmo sentimento: é jogo de superação, os dois times jogam por uma bola.

Sport e Vitória tropeçavam em suas limitações. Era notória a falta de qualidade técnica, e de força ofensiva, nos dois leões. O goleiro, Maílson, do Sport, fez uma lambança e por pouco não deu ao Vitória o gol que tanto os baianos perseguiam. O garoto Erick, revelado pelo Náutico, teve uma atuação brilhante no time adversário, mas foi de autoria de Mateus Gonçalves, a jogada que levantou a torcida. O atacante do Sport foi lançado na esquerda, se desvencilhou da marcação na velocidade e tocou com maestria na saída do goleiro. Ironicamente a bola beijou a trave, e se ofereceu aos zagueiros baianos que a despacharam.

A ruidosa torcida do Sport teve que amargar a frustração de engolir aquele grito de gol. Os narradores, Bartolomeu Fernando (Rádio Clube) e Roberto Queiroz (Rádio Jornal), já haviam engatilhado seus gritos para fazerem ecoar, nos quatro cantos da cidade, aquele que seria o anúncio de mais uma vitória do Sport. No final da partida, ao se cruzarem no corredor das cabines de imprensa, lamentaram por não terem repassado tal emoção.

Diferentemente de anos atrás, nos estádios, nos dias de hoje, o torcedor não está munido de rádio de pilha. Seu companheiro inseparável é o celular. E através dos milhares de celulares, os torcedores do Sport acompanhavam as combinações dos resultados, por conseguinte, as mudanças de cenários.

Um olho no padre, e outro na missa!

O dito popular virou regra nas arquibancadas. O ponto conquistado no empate com o Vitória levou o Sport a ultrapassar o Ceará, que perdeu para o Bahia. Agora, é torcer por um tropeço da Chapecoense, que vai enfrentar o Botafogo/PB.

Os avanços tecnológicos influenciaram na mudança de comportamento do torcedor. Muita coisa mudou no futebol, menos a emoção de assistir a um bom confronto no estádio.

Pura magia, que faz até um zero a zero ser prazeroso de se ver.

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Acontece
Obrigado GENA!
postado em 13 de novembro de 2018

ROBERTO VIEIRA

 

Genival Costa de Barros Lima foi um vencedor. Sob todos os aspectos. Pessoais e desportivos. Craque bom de bola e lutador incansável pela vida. Amigão, irmão, lateral e campeão.

Hoje, jornais, TVs e torcedores irão recordar de GENA. Ele será assunto nas ondas do rádio. Hoje, a memória vai vencer o jogo.

É importante que isso aconteça. GENA  merece.

Mas o amanhã sempre vem. Quando o presente de laterais se encontrando no infinito será onipresente. Pois o futuro sempre vem.

Nesse momento, restará a lembrança dos amigos, a lágrima dos que o viram jogar. E as palavras do Rei do Futebol:

"Foi o melhor lateral direito do Nordeste!".

Pelé que também sofreu diante do futebol do Índio... como tão bem descreveu o mestre, Carlos Henrique Meneses, anos atrás...

Resta agora apenas uma palavra, muito mais importante que o adeus.

Obrigado, GENA!

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