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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
O Sport volta a jogar nesta quarta-feira, quando recebe o Fluminense, na Ilha do Retiro, em jogo válido pela vigésima-sexta rodada do Brasileiro da Série A. Confesso que estou curioso para saber quantos torcedores irão ao estádio. à que a torcida leonina tem dado uma prova inconteste de sua fidelidade. O rebaixamento para a Série B se tornou óbvio, mas a torcida segue impávida e gritando: "Não vamos desistir de você!".
Coisa da paixão!
A campanha do Sport nesta edição do Brasileiro da Série A é uma espécie de marcha regresso. O primeiro passo da caminhada até que surpreendeu: empate sem gols com o São Paulo, no Morumbi. Resultado positivo, uma vez que o Leão jogou como visitante, mas a realidade dos fatos estava por vir. A sequência de resultados negativos nos revelou que o único representante do futebol pernambucano na elite do futebol brasileiro, não estava descrevendo uma campanha, e sim, realizando a marcha do adeus.
Derrotas intercaladas por empates emparedaram o Sport na lanterna da competição ainda no primeiro turno. Afinal, a primeira vitória do rubro-negro pernambucano somente aconteceu na décima-nona rodada. Nunca na história do Brasileiro um clube havia apresentado tamanha regularidade. A marcha do adeus é o próprio samba de uma nota só.
Já ressaltei em outras oportunidades que, no futebol não existe milagre supremo. Surpresas acontecem, como a vitória sobre o Corinthians na vigésima-quarta rodada. à acreditando em outro resultado pouco provável que os torcedores rubro-negros devem marcar presença na Ilha do Retiro para dar aquela força: "Tamo Junto!". Pois como diz meu amigo, Adherval Barros, "é assim que a banda toca".
Segunda-feira fui dar um abraço no amigo, Romerito Jatobá, e quando cheguei na sua empresa um senhor que estava sentado na sala de espera me perguntou: "Você acredita que o Sport escapa do rebaixamento?". O meu NÃO foi tão enfático que o assustou. Evidente que não era essa a resposta que ele gostaria de ter escutado. Depois que o fiz ver o tamanho do passivo do time leonino, creio que ele se convenceu de que a Série B já está dando boas-vindas ao Leão com a marcha regresso.
O sobe e desce dos clubes na primeira prateleira do futebol brasileiro é definido por vários fatores. Este ano, a incompetência dos gestores do Sport, na montagem e reformulação do grupo foi determinante. Quando todos apostavam que o Leão daria um salto para reconquistar espaço internacionalmente, pois estava respaldado financeiramente, os erros nos investimentos, na maioria dos reforços, deixaram claro que repassaram gato por lebre aos dirigentes leoninos.
O futebol tem disso! No jogo jogado fora do campo, quando se pensa que é sabido, é sinal de que está engrossando o cordão dos bestas. Mas é bom saber que, no Recife, inocentes só os do Rosarinho. Mesmo assim, em tempo de carnaval.
Pelo Sport, tudo!
CLAUDEMIR GOMES
Com os três grandes clubes pernambucanos em ação na tarde do sábado, o Estado concentrou suas atenções no futebol. Sempre que acontece uma rodada na qual os nossos representantes estiveram em ação, em suas respectivas séries, procuro me inteirar dos acontecimentos. Sou fiel ao princÃpio que considero básico para comunicação: "Mais informação para formar minha opinião".
Pois bem! De tudo que ouvi, e li, sobre a derrota do Santa Cruz (2x1) para o Barra, sob os olhares vigilantes e incrédulos de 45 mil torcedores na Arena Pernambuco; da esperada derrota do Sport (1x0) para o Fortaleza, na Arena Castelão, na Capital Cearense; e do empate do Náutico (1x1) com a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, em Campinas/SP, o que mais me chamou a atenção foi uma metáfora que o mestre Ival Saldanha postou nas redes sociais: "A bola ficou em silêncio neste final de semana no futebol pernambucano".
Ival possui uma habilidade diferenciada no trato com as palavras, fruto de sua paixão pela leitura. Um ser humano cuja sensibilidade acentuada é traduzida pelo seu amor aos animais. O futebol é sua diversão favorita, razão pela qual sempre expressa sua opinião. Afinal, torcedor que não dá pitaco não é torcedor.
"A bola ficou em silêncio) foi a forma sutil do autor dizer que o futebol pernambucano viveu um choque de realidade. Afinal, a ansiedade, os desejos e sonhos expressos pelos torcedores tricolores, rubro-negros e alvirrubros, não condiz com a qualidade do futebol praticado pelos times que torcem.
Parto do princÃpio de que, não se pode exigir futebol de boa qualidade numa quarta divisão. O fato de o Santa Cruz ter chegado à condição de finalista do Brasileiro da Série D, não quer dizer que o time tricolor pratique um bom futebol. A ausência de tÃtulos nos últimos anos, e o fato de que, nas últimas duas décadas o Santa Cruz disputou sete edições de Série D, e sete de Série C, justifica a euforia dos tricolores com a iminência da conquista de um tÃtulo nacional.
Afirmo sem medo de errar, e sem a preocupação de agradar: o grupo é limitadÃssimo, precisa passar por uma grande reformulação, e o acesso não pode servir de garantia para a permanência de um técnico de quarta divisão.
A vitória sobre o Corinthians, na rodada anterior, na Ilha do Retiro, levou os torcedores do Sport a pensarem na soma de mais três pontos no confronto com o Fortaleza, no Castelão. Ledo engano. Na queda de braço entre o lanterna e o vice lanterna, o Tricolor mostrou porque está mais propenso a se livrar da degola do que o Rubro-negro Pernambucano. O Sport tenta sobreviver na Série A com elenco e técnico de Série B. O cenário é a resultante da série de equÃvocos cometidos pelos atuais gestores do futebol na montagem e reformulação do grupo.
Vencer a Ponte Preta no Moisés Lucarelli, após amargar duas derrotas em casa, era tarefa difÃcil para o Náutico. Mas o técnico Hélio dos Anjos, e seus comandados, encararam o desafio de frente e construÃram uma vantagem parcial de 1x0. Apenas esqueceram que o jogo só termina quando acaba. Sofrer um gol nos acréscimos para quem estava voltando a ficar "bem na fita", na briga pelo acesso, foi o mesmo que nadar e morrer na praia. Apesar de o Guarani ter sido derrotado pelo Brusque (3x1), o Bugre segue na vice-liderança do grupo. Náutico e Guarani se enfrentam no próximo final de semana, em Campinas/SP.
Pois é meu caro Ival Saldanha!
O futebol pernambucano se apequenou demais. O choque de realidade imposto pelos resultados do final de semana explicam "o silêncio da bola".
CLAUDEMIR GOMES
O grande, VinÃcius de Moraes, em O DIA DA CRIAÃÃO, nos mostra que tudo acontece no sábado, e num trecho da canção dá seu grito de alerta: "Hoje é sábado e amanhã é domingo. Amanhã não gosta de ver ninguém bem. O dia é sábado".
Vou embarcar na sua mestre!
Quero acreditar que os bons ventos não só beneficiarão os velejadores que estarão largando em mais uma edição da REFENO - Regata Oceânica Recife-Fernando de Noronha - mas também soprarão a favor do Sport, Náutico e Santa Cruz, que em suas respectivas séries, têm jogos decisivos neste sábado.
à hoje o dia! Só não sei se é da alegria para os torcedores pernambucanos. Afinal, os pratos a serem servidos aqui, em Campinas/SP e em Fortaleza podem ser indigestos. Eis o porquê de tanta apreensão nos rostos dos rubro-negros, tricolores e alvirrubros.
Ontem, desembarcou nos Guararapes, vindo de Santa Catarina, um jovem Pescador. O cara é uma Barra! Nas águas geladas do fascinante Balneário Camboriú está acostumado a balançar as redes e encher o seu samburá. Nunca mergulhou nas águas mornas do mar pernambucano. Como todo jovem é afoito, torço para que ele leve uma picada de cobra coral. Se é verdade que o %u201Camanhã não gosta de ver ninguém bem%u201D, que esse ninguém seja o visitante.
O Náutico já está em Campinas/SP, onde neste sábado enfrenta a favorita Ponte Preta, no estádio Moisés Lucarelli. O técnico Hélio dos Anjos é, reconhecidamente, um bom treinador. E excelente motivador de grupo. Antes de seguir viagem para São Paulo, ele fez um pit stop na Passa Disco e comprou um CD com alguns sucessos do paraibano Jackson do Pandeiro. Hélio está um pouco afônico e resolveu utilizar a tecnologia na hora da preleção, antes de o time entrar em campo. Afinal, a musicoterapia tem conseguido respostas positivas em trabalhos de grupo. Sendo assim, som na caixa com a música que fez o mestre Jackson explodir nas paradas de sucesso:
"Tô com a macaca
Me deixa pular
Tomei umas e outras
E vou peperecar..."
Não sei qual será o resultado da queda de braço entre o Timbu e a Macaca, mas quando o timbu toma uma, saia de perto. Até porque hoje é sábado.
O Nordeste do futebol tem mais leões do que na Ãfrica Negra, onde são realizados os concorridos safaris. Pois bem, hoje na Arena Castelão, teremos o duelo de dois desses "felinos": Fortaleza x Sport. No momento os dois leões, o rubro-negro e o tricolor, estão sem juba, e ao que tudo indica, sem dentes, o que lhes levaram para o rabo da fila. Estão correndo para ver se conseguem subir no "trem para as estrelas", mas está difÃcil. Os leões nordestinos foram transformados em sacos de pancadas. Em disputa, hoje a tarde, o troféu lanterna.
De volta ao mestre VinÃcios e o seu Dia da Criação:
"ImpossÃvel fugir a essa dura realidade".
CLAUDEMIR GOMES
Por mais substancial que venha ser, no futebol, uma vantagem não pode ser analisada como uma sentença. Isto posto, asseguro aos amigos alvirrubros que, pelo conhecimento que tenho do profissional Hélio dos Anjos, jamais o seu "exército" deitará as armas. Isto não é do feitio, nem da personalidade, nem do caráter do comandante.
Numa rápida olhada na tabela de classificação da Série C, observamos que a Ponte Preta, após contabilizar três vitórias nos jogos de ida, chegou a nove pontos ganhos, selou a confiança que qualquer grupo necessita para alcançar a meta perseguida, e terá como suporte o valoroso respaldo da torcida.
Medir forças com a Ponte Preta no estádio Moisés Lucarelli, nunca foi tarefa fácil para nenhum clube pernambucano. O desafio do Náutico neste sábado ganha uma proporção gigantesca porque uma vitória, ou mesmo um empate, leva a Macaca a atingir o grande objetivo da temporada que é o acesso para disputar a Série B no próximo ano.
Ao vencer o primeiro jogo na casa do adversário (1x0 sobre o Brusque), o Náutico nos repassou a falsa impressão de que voaria em Céu de Brigadeiro neste quadrangular que levará dois clubes a celebrar o acesso. Mas o time amofinou e amargou duas derrotas, para Guarani e Ponte Preta, que no momento, ocupam as duas primeiros posições na tabela de classificação. A combinação dos resultados levou o alvirrubro pernambucano a uma indesejada dependência. Doravante, para brindar o acesso, o Clube da Rosa e Silva, além de vencer seus jogos, torcerá por tropeço de terceiros em partida onde não estará envolvido.
Desde o inÃcio da temporada que os bastidores do clube estiveram agitados. Os atuais gestores têm uma rejeição muito grande dos sócios, embora não haja uma oposição forte, atuante, efetiva. Com a chegada do técnico Hélio dos Anjos muita coisa foi equacionada, mas a solução de outros problemas foge da sua competência. Quando o time classificou para disputar o quadrangular decisivo no Grupo C, ao lado do Guarani, Ponte Preta e Brusque, se chegou a falar numa fumaça branca de paz na chaminé dos Aflitos. A inesperada derrota para o Guarani levou tudo de volta ao estado de origem, com a mesma temperatura e pressão.
Os desencontros dos bastidores refletem no campo. Por maior que venham a ser os esforços no sentido de evitar que os ruÃdos de fora alcancem os vestiários, sabemos que os ouvidos das paredes estão sempre abertos.
Hélio dos Anjos é um bom motivador de grupo, mas não opera milagres. Sua missão é levantar o moral da tropa para buscar a segunda vitória, resultado que manterá o Náutico vivo na briga pelo acesso. O momento é de velar as armas.
Em paralelo aos interesses dos clubes, existe os propósitos das federações. A Federação Paulista, por razões óbvias, uma das mais fortes, politicamente, do futebol brasileiro, defende seus interesses de ter, no próximo ano, mais três representantes na Série B: Ponte Preta, Guarani e São Bernardo. Possibilidade por demais clara. A Federação Pernambucana há muito vem perdendo prestÃgio e posições no ranking da CBF. Tal realidade torna a missão do Náutico ainda mais hercúlia.
CLAUDEMIR GOMES
Um clube que chega a uma final de competição tem seus méritos. Isto é fato, e contra fatos não existe argumentos. Portanto, o centenário Santa Cruz, e o emergente Barra, são merecedores de estarem brigando pelo tÃtulo da edição 2025 do Brasileiro da Série D. O embate do "novo" com o "velho" é marcado por objetivos análogos que vão bem mais além da conquista de um tÃtulo. Enquanto o clube catarinense busca a afirmação no cenário do futebol brasileiro, o Tricolor Pernambucano espera dar um salto qualitativo no seu projeto de reconstrução.
Os dois times descreveram campanhas semelhantes na fase de grupos. O Barra foi o primeiro colocado de sua chave com 26 pontos ganhos; resultante de 8 vitórias, 2 empates e 4 derrotas. Aproveitamento de 61%. Por outro lado, o Santa Cruz somou 28 pontos. O Clube do Povo contabilizou 8 vitórias, 3 empates e 3 derrotas, tendo um aproveitamento de 64%.
O Pescador e a Cobra Coral, é assim que são chamados, respectivamente o Barra e o Santa Cruz, marcaram, cada um, 20 gols, e sofreram 10 tentos, na fase de classificação. Mais parelhos, impossÃvel.
Quando os jogos passaram a ser eliminatórios, pelo sistema de mata-mata, O Barra teve um melhor aproveitamento; superou todos os adversários sem enfrentar nenhuma decisão por pênalti. O Santa Cruz decidiu duas classificações nos pênaltis, contra Sergipe e Altos, respectivamente. Os dois times utilizam o mando de campo como a carta na manga que dará a vitória. Durante toda a competição o Barra perdeu apenas um jogo na sua arena.
O conflito de gerações - Novo x Velho - tira a decisão da edição 2025 da Série D do lugar comum, razão pela qual está despertando tanta atenção. De um lado, o centenário Santa Cruz, clube com um passado de glórias; o Terror do Nordeste; Fita Azul do Futebol Brasileiro; Tri Supercampeão Pernambucano; berço de dezenas de jogadores que fizeram sucesso no futebol nacional e internacional e dono do Estádio José do Rego Maciel - Arruda - que durante várias décadas acolheu a Seleção Brasileira em suas incursões pelo Nordeste.
Quando o Santa Cruz estava próximo de completar 100 anos, surge um fato novo no cenário do futebol brasileiro: o Barra Futebol Clube. O clube nasceu na Região Metropolitana das Margens do ItajaÃ, seguindo os princÃpios que regem a nova ordem do futebol mundial. Tendo como parceiros o alemão Hoffenheim, e o português Acadêmico do Viseu, o clube que é um exemplo de SAF exitosa. Já disputou duas semifinais do Campeonato Catarinense, e na sua segunda participação na Série D, está buscando seu primeiro tÃtulo nacional. O Barra possui um estádio com capacidade para 5 mil torcedores e tem um centro de treinamento dotado de uma infraestrutura ultramoderna. Enfim, um clube em sintonia com o novo tempo.
Traçar um paralelo entre a moderna estrutura do clube catarinense, e a antiquada estrutura do Santa Cruz, pode-se dizer que o "novo" larga na frente.
O diferencial que deve levar o pêndulo da balança se mover para o lado do time pernambucano é o seu patrimônio imaterial: a torcida, uma das maiores e mais fiéis do futebol brasileiro.
A torcida coral é tida como um movimento popular, fato que explica o seu crescimento diante de tantas adversidades enfrentadas pelo Santa Cruz no Século XXI, perÃodo no qual o clube desidratou, mas nem por isso deixou de contar com o respaldo de sua imensa torcida.
Se vivo estivesse, e aqui vivesse, Sigmund Freud, o fundador da psicanálise, iria queimar todos os seus neurônios e não explicaria o fenômeno que é a torcida do Santa Cruz.
O Barra joga numa arena cuja capacidade é de 5 mil torcedores. Um pequeno aquário onde o Pescador tem amplo domÃnio sobre suas presas.
O Santa Cruz joga numa arena que tem capacidade de acolher mais de 45 mil torcedores. Quando o coro unÃssono, formado por milhares de vozes, faz ecoar o grito - DÃ-LHE SANTA - é uma barra para qualquer adversário.
Sempre foi assim, e assim será: no grito da torcida.