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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
O amigo, Fábio Gondim, me enviou uma mensagem dizendo que estava no aguardo de um artigo sobre o atual momento do Sport.
Fábio é rubro-negro raiz. E carrega consigo as boas recordações da época em que o Sport anunciou a contratação de Luciano Velozo, em pleno carnaval, como o Craque Ressaca. Luciano que era conhecido como A Maravilha do Arruda. E o Craque Ressaca foi só alegria para a grande torcida leonina, assim como todo o Supertime da Ilha que tinha Dario, Assis ParaÃba, Tobias, Tovar, Djalma Linhares...
Passados 50 anos, isso mesmo, meio século, o presidente Jarbas Guimarães segue festejado como um dos melhores comandantes da história do Clube da Ilha do Retiro. Afinal, sua ousadia pôs um ponto final a um jejum de doze anos sem que o Sport conquistasse um tÃtulo do Pernambucano.
"Sport 75! Vinte vezes campeão".
Essa página feliz da história do Sport começava com um presidente ousado, arrojado e destemido que sabia montar as peças no tabuleiro. E com um treinador super conhecedor da matéria de nome, Davi Ferreira, ou simplesmente, Duque.
Val! O taxista que tem sempre uma piada pronta para gozar com os rubro-negros, me disse que, "com a Peppa o Sport não vai a lugar algum".
No que eu retruquei: "O Pepa". Sorrindo ele apimentou: "à que o time dele está mais para desenho animado, sendo assim é a Peppa".
A Peppa é um personagem infantil criado pelos cartunistas britânicos, Neville Astley e Mark Baker.
Acho que o problema do Sport está no idioma. O português de Portugal difere do português do Brasil. Eis a razão pela qual a equipe leonina está sendo chamada de negação, ou seja, não tem nada: dinâmica, ritmo, garra, padrão de jogo. A impressão que temos é que venderam gato por lebre ao presidente.
Alguns analistas asseguram que a questão é o ritmo musical: O Sport, por tradição, sempre jogou no ritmo do frevo. O time do Pepa joga ao ritmo do fado. Um fado que não chega a ser o da Amália Rodrigues, que encantou o mundo inteiro. à um fado enfadado.
Quando o time do Sport retornou do Mato Grosso, onde foi desclassificado da Copa do Brasil pelo modesto Operário, o presidente Yuri Romão cochichou no ouvido de Pepa: "Não se preocupe. Vença o Decisão no domingo que no resto do carnaval a torcida vai cantar - à dos carecadas que elas gostam mais".
Pepa não foi na conversa do presidente, e recorreu ao Ponto de Interrogação do saudoso Gonzaguinha: "à preciso ter consciência do que eu represento nesse exato momento".
Em 1975, para comemorar o anúncio do Craque Ressaca, para o Supertime da Ilha, Fábio Gondim passou na Itaity de Carol Fernandes, pegou o jovem Anacleto e foram encontrar Antiógenes Tavares para tomar umas doses de whisky no Bar de Zezinho. Depois, como não tinha Lei Sêca, se danou pra Nazaré da Mata onde brincou o carnaval no Condor.
Não se travestiu de Peppa, pois na época não existia. Preferiu vestir sua camisa listrada nas cores vermelha e preta. Onde passava a turma gritava: "sossega leão, sossega leão!".
Há 50 anos o frevo não abria alas para o futebol nem a pau.
CLAUDEMIR GOMES
Gols em profusão! Eis a tônica da sétima rodada do Pernambucano, que foi encerrada nesta segunda-feira com a vitória (2x1) do Decisão sobre o Central, em Caruaru. A duas rodadas do final da fase de classificação, as tendências estão definidas. Os clubes que atingiram uma pontuação com dois dÃgitos, teoricamente estão classificados para a próxima fase. Afogados e Petrolina, que não contabilizaram nenhuma vitória em sete jogos disputados, foram engolidos pela "caetana", e estão rebaixados para a segunda divisão estadual em 2026, embora, matematicamente, exista uma esperança de salvação.
Maguary e Jaguar medem forças nesta quarta-feira, em jogo válido pela sexta rodada. O time de Bonito, que somou quatro vitórias em seis partidas disputadas, caso contabilize os três pontos em disputa, assume a vice-liderança do campeonato e se credencia para disputar a primeira colocação com o Santa Cruz, na última rodada. O outro jogo que tem a cumprir é com o Afogados, vice lanterna da competição. Com três partidas a disputar, o Jaguar pode chegar a 14 pontos. A depender da combinação dos resultados o representante de Jaboatão dos Guararapes pode obter a classificação com vitórias sobre o Petrolina e Afogados, respectivamente seus dois últimos adversários.
O Santa Cruz, que já disputou dois clássicos, voa em "Céu de Brigadeiro". à o único time que pode chegar aos 22 pontos ganhos no final desta primeira fase. Enfrenta o Central, domingo, no Arruda, e fecha sua participação num confronto com o Maguary, dia 22 na Arena Pernambuco.
Sport e Náutico jogam pela vitória no clássico que disputarão sábado, na Ilha do Retiro. Só a soma de três pontos manterá, um dos dois, no páreo para passar direto para as semifinais. Para conseguirem tal vantagem, rubro-negros e alvirrubros precisam vencer os dois jogos que ainda têm a cumprir, e de uma combinação de resultados que lhes beneficiem.
O Retrô chegou aos 11 pontos, assegurou sua participação nas oitavas de final, e irá enfrentar Decisão e Central, nos dois jogos que lhes restam. O time de Camaragibe pode chegar aos 17 pontos e acabar na frente de Sport ou Náutico, fato que lhe dará a vantagem do mando de campo na próxima fase da competição.
Três times buscam a quarta vaga para as oitavas de final: Decisão, Central e Jaguar. A julgar pelas campanhas descritas pelos adversários, o caminho que se apresenta menos pedregoso é o do Jaguar. A sorte está lançada para os três. Detalhe: existe um lugar no céu; um no purgatório e outro no inferno.
CLAUDEMIR GOMES
Entre os dias 2 e 3 de fevereiro existe uma noite. Nada mais óbvio e natural. Mas até a ordem natural das coisas sai do lugar comum, tal como ocorreu há 111 anos, quando um grupo de jovens, ungidos pelas águas abençoadas de Iemanjá, sonharam em fundar um clube de futebol. O sonho sonhado em noite de festa da Rainha do Mar foi transformado em realidade no dia 11 de fevereiro de 1914, com o nascimento do SANTA CRUZ FUTEBOL CLUBE.
Nasceu sem casa, numa calçada, num beco, por traz da Igreja de Santa Cruz. O novo clube era pobre, sequer tinha domicÃlio, como reza a lenda, mas aqueles jovens visionários lhes colocaram um sobrenome gigante: FUTEBOL CLUBE.
Bendito sobrenome!
E os nomes foram chegando: José, João, Carol, Fernando, AloÃsio, Gustavo, Rodolfo, Aristófanes, Romero, Edson, Waldomiro, Adonias, Spock, Forró, Bartolomeu, Armindo, Leduar, Alexandro, Umberto, Paulo, Napoleão, Luciano, Armando, Capiba, Nando, Vanildo, Nivaldo, Pedro, César...
Nomes que se multiplicaram e traduzem uma paixão: SANTA CRUZ. Paixão expressa no choro, no riso, no frevo, no xaxado, no baião, no forró, no funk, no samba, em todos os ritmos. Afinal, o clube que nasceu numa calçada no bairro da Boa Vista, no Recife, traz consigo o cheiro do povo. Um povo que tem swing, que acorda sob os sons dos clarins e dorme ouvindo os batuques dos maracatus. Um povo que é amante da glória.
O Santa Cruz de todos os nomes se mudou para o Arruda, zona norte do Recife, bairro pobre, no pé do morro, onde lá de cima, de braços abertos, a imagem da Virgem da Conceição lhe protege sempre.
"Eu sou Santa Cruz de corpo e alma", bradou o mestre Capiba num frevo que se eternizou, virou hino. Se transformou num grito de liberdade, pois quem é Santa Cruz é por inteiro. Eis a razão pela qual o clube nasceu numa calçada, sem paredes, sem amarras. Aprendeu a andar nas ruas de pedras irregulares, a superar obstáculos.
Caiu e se levantou; caiu e se levantou... Criou calo, musculatura, se agigantou alimentado pelo grito do povo.
O Santa Cruz não é clube!
à religião.
à mistério indecifrável de uma Noite de Iemanjá.
E já são 111 anos de louvação de todos os nomes.
Parabéns!
CLAUDEMIR GOMES
A semana começou com o presidente da Federação Pernambucana de Futebol chamando torcedores de fdp, e dizendo que eles não tinham coragem de trocar bala e trocar tapa. Uma violência verbal sem precedente no currÃculo de um comandante do futebol pernambucano. Oito dias depois a resposta acontece em forma de barbárie: sangrenta, aterrorizante, mortal. Assim foi o "esquente" do Clássico das Multidões promovido pelas torcidas do Santa Cruz e do Sport.
Os bairros da Torre e da Madalena foram transformados em praça de guerra. Imagens da selvageria tomaram conta das redes sociais. As cenas de violência provocadas pelos barbaros dos século XXI inibiam qualquer filme de terror exibido na Netflix, Globoplay, Amazon...
Da forma mais aterrorizante possÃvel, os selvagens que se diziam representantes das tribos tricolor e rubro-negra, mostraram ao mundo que não tinham medo se trocar tapas. Mais que isso, exibiram uma sede de sangue, e uma satisfação em matar bem maior do que se via nos gladiadores em épicos confrontos nos antigos circos romanos.
Em tempos de Inteligência Artificial a sensação é de que o setor de inteligência dos orgãos responsáveis pela segurança pública é burro. à do conhecimento de todos que essas gangues, que são chamadas de torcidas organizadas, programam seus duelos pelas redes sociais. Mas nada pára esses selvagens que tocam terror nas ruas recifenses há anos, em dias de jogos.
Aqui já se criou Juizado do Torcedor; grupos para estudar e coibir violência, se criou de tudo, e nada funcionou a contento. A violência só aumentou.
Não sei se existe uma meta a ser batida com o registro de óbitos no futebol pernambucano. Bom! Na barbárie deste sábado foi mais um para a conta. A emergência do Hospital da Restauração atendeu mais de dez feridos na "Guerra da Torre".
Depois que o sangue manchou as ruas da cidade, que o pânico tomou conta da população, medidas foram tomadas. A governadora Raquel Lyra informou nas suas redes sociais que foi providenciado um reforço de 700 PMs. Como sempre, as medidas são adotadas para atenuar os efeitos.
Quando será que os responsáveis pela segurança serão proativos nessa cruzada com as organizadas?
Os próximos dias colocarão muitos polÃticos sob os holofotes. A violência que assustou o Recife neste histórico sábado sangrento servirá de mote para inúmeros protestos. Torço para que os "gritos" ecoem de alguma forma, pois em anos de confronto, a violência das organizadas tem vencido de goleada.
O jogo?
O que tenho a dizer é que o Santa Cruz jogou com a garra de um leão e venceu (1x0) um Sport que se movimentou como uma minhoca despretenciosa. Os tricolores festejaram a quebra de um tabu que já durava quatro anos.