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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
Não sei se por praga, ou maldição dos deuses do futebol, mas o fato é que o futebol pernambucano atravessa um dos piores momentos de sua história. A desidratação dos clubes tradicionais; o encolhimento do processo de interiorização e a ausência de um fato novo são efeitos devastadores de gestões - clubes e federação - que se perderam na travessia do tempo.
O genial Fernando Pessoa, um dos maiores poetas da lÃngua portuguesa, nos alerta no seu poema Tempo de Travessia: "Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo. E esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. à o tempo da travessia".
Com poesia, o sábio Pessoa nos mostra que, sem mudanças não há renascimento. O futebol pernambucano precisa ser reinventado.
Em recente reunião do Conselho Deliberativo do Sport, onde foi feita homenagem ao ex-presidente, Homero Lacerda, pelos relevantes serviços prestados ao clube rubro-negro, o conselheiro Pedro Leonardo Lacerda, deu um grito de alerta ressaltando a necessidade de se resgatar o DNA de antigos dirigentes. Suas observações nos levaram a reflexões, não apenas sobre as últimas gestões do Sport, mas também as administrações desastrosas que levaram Santa Cruz e Náutico a um processo de insolvência.
De uns tempos pra cá, nada se cria, nada se transforma no futebol da nossa aldeia, onde a filosofia implantada pelo burgo mestre Rubem Moreira - a eternização no cargo - segue em voga.
Acredito que a resposta vamos encontrar nos escritos do filósofo Platão, na Grécia antiga: O mito da caverna. Yes! Nós somos os homens da caverna que vivem acorrentados contra a parede. Não nos movimentamos, não temos nenhum conhecimento e nosso mundo é restrito as sombras.
E por sermos torturados pelo "mito da caverna", como nos mostra Platão, somos presas fáceis para os vendedores de ilusões que normalmente surgem com a fórmula de uma nova bomba nuclear. E a massa carente, movida pelo viés da emoção passa a aplaudir os novos "messias", que não são outra coisa senão fake News.
Os "idiotas", que tanto o mestre Nelson Rodrigues temia, pegaram uma nave espacial e aportaram em Pernambuco. Viram no nosso promissor futebol, um campo fértil para suas experiências. Não encontraram barreiras porque os velhos e sábios dirigentes nunca se preocuparam com a travessia do tempo. Não prepararam as novas gerações que poderiam sucedê-los.
O caldo entornou e o pirão azedou!
O burgo mestre da vez segue se sustentando nas correntes imorais que mantém as ligas como fiéis "mitos da caverna". Clientelismo doentio alimentado pelas sombras.
Mas o que é o nosso futebol, no momento, senão um mundo de sombras?
A mediocridade também assola na crônica esportiva. Os "mitos da caverna", neste caso, de microfones na mão e fazendo caras e bocas ante as câmeras, numa chuva de podcast, discutem tudo, falam de tudo, até do "peido que a nega deu", famoso cordel. Mas não enxergam o holocausto que murchou a nossa bola.
Praga, ou maldição, dos deuses do futebol?
CLAUDEMIR GOMES
O carpinense que fez hora no Bar de Dedé, na Sorveteria Oriental e no Lanche Bem, antes de ir para os famosos bailes no Clube Lenhadores; assim como os que "bateram o ponto" nas famosas "resenhas" do day after na calçada do clube, têm uma dificuldade enorme de guardar segredos.
Foi justamente isso que o escritor Anax Salgado nos repassou quando lançou o seu primeiro tÃtulo - CRÃNICAS VIVAS - no qual fez uma sÃntese do que seria o romance Adelaide, a época, em construção.
Adelaide chegou em alto estilo!
Nainho - é assim que os amigos que dividiram bons momentos da juventude tratam Anax - foi cuidadoso, zeloso ao extremo, ao usar a arte para inverter fatos que nossa geração testemunhou na vida real, durante página infeliz da história do Brasil.
Confesso que minha paixão por Adelaide se deu no primeiro olhar: ao descrever seu biotipo o autor nos leva a devaneios. Acredito que sua escultura no imaginário começou por "Iracema, a virgem dos lábios de mel"; seguiu por Ursula Andres, Jane Fonda, Brigitte Bardou, Sofia Loren, Catherine Deneuve, Sônia Braga, Leila Diniz... e no final saiu sua personagem que tem no DNA uma pitada do que carregam as heroÃnas dos romances de Sidney Shelton.
A transição da arte para a vida real, nos trazendo cenários explorados por nós, e inserindo no contexto amigos que fizeram parte de nossas vidas, nos transportou para dentro da história. Em dado momento pensei até que estava vendo o Vicente (um dos protagonistas do romance) abastecer o seu Belcar na "bomba" de seu Firmino, que ficava colada com o Bar dos Nambus, de propriedade de Dedé.
O Crime do Quilômetro 70 foi um dos maiores feminicÃdios da história de Pernambuco. Deu-se nos anos 60. A época não se falava em feminicÃdio. Foi um crime hediondo empanado pelo poder e a impunidade, que segue como marcas registradas da nossa sociedade. A história de Adelaide é contada na contramão, com o devido cuidado de não citar nomes, mas sem esconder sua indignação com o absurdo e a violência que o poder permitia.
Adelaide não chega a ser um romance policial, seu viés polÃtico é bem mais forte, mas o autor nos repassa inúmeros conhecimentos ao explorar Ãcones da culinária pernambucana; de várias regiões italianas e até nos ensinou a fazer harmonização com vinhos quando cita rótulos que revelam seu refinamento. Anax em seu recente retiro na aprazÃvel Cordoba, na Argentina, por pouco não se transformou num enólogo.
A citação de inúmeros personagens da cultura brasileira, artistas e intelectuais, referências de resistência nos emblemáticos anos 60, aproximou a arte da vida real.
Quem conhece Nápoles, com sua romântica Costa Amalfitana, viaja em lembranças ao ler Adelaide. Anax transforma a região italiana num imperdÃvel destino turÃstico.
Ah! Ler o Pasquim, quase as escondidas, nos aposentos de Birau, em equipamento anexo a casa do Sr. Joaquim EgÃdio, ao lado do Lenhadores, não tinha preço.
Adelaide me levou até a essas lembranças.
Querido Nainho!
Adelaide não é só sua. Ela chegou para conquistar a todos, embora não esteja acessÃvel, como ela bem ressalta.
CLAUDEMIR GOMES
A disputa simultânea, os jogos aconteceram no mesmo horário, da medalha de ouro no futebol feminino, e da medalha de bronze no voleibol feminino, nas OlimpÃadas de Paris, nos aproximou do entendimento sobre os sabores das conquistas.
Em 1968, na Bienal do Samba, em São Paulo, Jair Rodrigues defendeu Canto Chorado, composição de Billy Blanco, que nos emitia sinais:
"No jogo se perde ou se ganha;
Caminho que leva, que traz...
O que dá pra rir, dá pra chorar;
Questão só de peso e medida;
Problema e hora e lugar;
Mas tudo são coisas da vida...".
Está explicado o porquê das medalhas de prata conquistadas pelo canoÃsta Isaquias Queiroz, e pela ginasta Rebeca Andrade reluzirem mais que a medalha de prata conquistada pela Seleção Brasileira de Futebol Feminino.
O rubro-negro Manoel Costa - Costinha - quando ocupava o cargo de diretor de futebol do Sport costumava dizer que: "Vencer é o céu!"
As pratas de Isaquias e Rebeca foram consequência de somas, conquistas de pontos que deixaram ambos na frente de outros competidores. A prata do futebol foi a resultante de uma derrota na disputa pela Medalha de Ouro.
A valorização das medalhas, a importância da conquista, do pódio têm o mesmo peso. A forma da disputa é que difere. Conceitos diferentes: soma de pontos e disputa eliminatória.
Ayrton Senna, um dos maiores pilotos da história da Fórmula Um, nunca escondeu seu dissabor quando chegava em segundo lugar numa corrida: "O segundo é o primeiro dos perdedores", dizia contrariando o pensamento da maioria.
A maioria das conquistas olÃmpicas traz consigo histórias de superação, principalmente num PaÃs como o Brasil, que não tem uma polÃtica para o desporto. Já tivemos o Conselho Nacional do Desporto - CND - que foi extinto no governo de Fernando Collor de Mello. Nos dias de hoje é mais fácil, e mais rentável, investir milhões em festas juninas e carnavais do que assumir a responsabilidade de desenvolver uma polÃtica para o desporto.
Os programas como Bolsa Atleta, e outros mais, funcionam como cala boca; as federações são sinônimos de agências de viagens, uma vez que, os presidentes que têm como meta se eternizarem no cargo, trabalham junto as secretarias estaduais e municipais em busca de passagens para atletas. Nada mais.
Novas polÃticas e conceitos educacionais afastaram os esportes dos colégios.
Mas essa zoeira toda que conhecemos jamais vai tirar o brilho do nosso ouro. Unifico os metais porque para nossos atletas, diante dos desafios que enfrentam na busca de um lugar ao sol, bronze, prata e ouro reluzem na mesma intensidade.
A alegria e o choro que observamos ao final das conquistas é apenas uma questão de sabores.
CLAUDEMIR GOMES
A história da humanidade nos mostra que, as cores e os sÃmbolos são elementos essenciais no processo de comunicação. A águia e o vermelho foram marcas inconfundÃveis do Império Romano. Todas as tribos, nas mais variadas culturas, tinham cores e sÃmbolos como seus cartões de visitas. Quando Deus construiu o Universo ficou claro que, as cores pertencem a todos. Com a palavra, a natureza.
Um belo dia, um idiota sentenciou do alto da montanha: "Azul é com de menino e rosa é cor de menina!". Bradou com tanta autoridade que parecia Moises anunciando os 10 Mandamentos. Estava formada a confusão. Logo inventaram o pastoril com os cordões azul e encarnado.
Certo dia, do alto de sua sabedoria, o mestre Nelson Rodrigues escreveu: "Os idiotas vão tomar conta do mundo. Não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos". O dramaturgo tinha, como ninguém, conhecimento da vida como ela é. O exército dos idiotas cresceu de forma assustadora. Diria que o crescimento se deu na mesma velocidade da evolução da comunicação.
Quando a internet passou a ser de domÃnio público, todas as barreiras foram vencidas. E assim surgiu a tribuna mais liberal da história da comunicação.
"Estamos na era da imbecilidade!". Disse perplexo o mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, ao testemunhar tantos absurdos com o domÃnio dos idiotas na comunicação.
"A internet é a tribuna dos imbecis!", completou o grande e respeitado intelectual Gustavo Krause, um dos poucos pensadores pernambucanos da atualidade.
O exército dos idiotas, que Nelson Rodrigues tanto temia, passou a explorar as cores como elemento vital da comunicação. O prato já estava pronto, bastava adotá-lo como seu.
Certo dia, pós eleições presidenciais no Brasil, fui passar um final de semana no Interior. Na saÃda do Recife, inÃcio da BR 232, uma multidão se mantinha fiel a mais idiota das vigÃlias usando as cores verde e amarela para mostrar que aquele era o caminho da salvação da Pátria Amada. De repente minha mulher - Ãurea Regina - observou que eu estava vestido com uma camisa vermelha. E passou a temer uma possÃvel agressão por parte daquela massa de manobra.
Foi assim que fui apresentado a ditadura das cores.
O saudoso presidente da FPF, Carlos Alberto Oliveira, gostava de um happy hour no restaurante Spettus, na Av. Agamenon Magalhães. Quando paramos no sinal, um vendedor ambulante veio oferecer uma sombrinha multicolorida. O presidente olhou para o motorista - Batata - e exclamou: "Sombrinha bonita!". No banco de trás, ao meu lado, o brincalhão Pedro de Paula - Pedrão - alertou: "Presta não presidente. Isso é uma bandeira gay".
- A natureza é colorida Pedrão, respondeu o presidente liberando uma boa risada.
Nos últimos dias a cidade foi movimentada pelas convenções partidárias visando as eleições municipais no próximo mês de outubro. Como o PaÃs está dividido entre o cordão vermelho e o cordão verde/amarelo, os idiotas passaram a se comunicar pelas cores.
O vermelho é do partido tal; fulano, candidato de sete entre dez recifenses, veste branco; cicrano veste azul porque é a cor do partido de fulana; beltrano vestiu rosa numa sinalização incontestável de que é dupla face.
E o cordão dos idiotas cada vez aumenta mais.
Foi-se o tempo que a coisa parecia brincadeira de criança: "menino é azul e menina é rosa".