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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
Bola pra frente!
A expressão, bastante usual no futebol, serve para traduzir muitas coisas, explicar situações, ou mesmo, dizer nada com nada. Na verdade, ela serve mesmo é para por um ponto final numa prosa, num assunto qualquer. Pois bem! Ontem, quando ficou definido o confronto - Sport x Náutico - que marcará a decisão do tÃtulo do Pernambucano 24, os alvirrubros entusiasmados gritaram: "Nos anos que terminam em 4, o Náutico é sempre campeão".
- Há controvérsia! Contestaram os rubro-negros. Entretanto, contra fatos não existe argumentos. Em cem anos de disputas, com exatas dez edições do Estadual realizadas em anos terminados com o numeral quatro, o Náutico contabilizou seis conquistas, contra três do Sport e uma do América.
Vejamos o retrospecto:
A primeira edição do Campeonato Pernambucano de Futebol foi disputada em 1915. Dez anos depois acontecia a primeira disputa de tÃtulo num ano terminado em 4, ou seja, em 1924. O campeão foi o Sport, tendo como vice, o América.
Um fato novo viria mudar o rumo da história do Pernambucano em 1934: o Clube Náutico Capibaribe conquistava o seu primeiro tÃtulo estadual. Mais que um tÃtulo, o feito era o marco do surgimento de uma nova força do nosso futebol, que seria consolidada pelo bom momento vivenciado na década de 50. Mas antes, em 1944, o América pôs água no chope dos alvirrubros e conquistou o seu sexto tÃtulo estadual. O último da história do alviverde da Estrada do Arraial.
Na década de 50, o Clube dos Aflitos conquistou quatro tÃtulos, inclusive o de 1954. A saga do crescimento dos alvirrubros continuou nos anos 60, década do emblemático hexa. No pacote das conquistas, o icônico 1964. E a história se repetiu em 1974 e 1984.
O Sport, que já era o maior colecionador de tÃtulos estaduais, foi o campeão de 1994, elevando sua marca para vinte e oito taças do Pernambucano.
A chegada do Século XXI marca o inÃcio de um novo tempo. Novos conceitos, novas filosofias, novos hábitos, abertura de mercados, quebra de barreiras, e o mundo do futebol ficou linear. O esporte mais popular da terra se transformou num dos maiores, e mais lucrativos negócios do planeta. Na mudança de valores, o que há cem anos, para os clubes pernambucanos era a joia da princesa, passou a ser a competição de menor visibilidade, sendo alimentada apenas pela rivalidade histórica existente entre as tribos: Náutico, Sport e Santa Cruz.
No novo século, tivemos duas decisões em anos terminados em 4: O Náutico foi campeão em 2004, numa decisão com o Santa Cruz. O Sport levantou a taça em 2014, tÃtulo que foi decidido com o rival alvirrubro. O Leão da Ilha do Retiro segue reinando com a chegada do novo tempo. Até o momento, foram disputadas 23 edições do Campeonato Pernambucano no Século XXI, com o registro de 10 conquistas do Sport; 6 do Náutico; 6 do Santa Cruz e uma do Salgueiro.
O Sport corre atrás do seu 44º tÃtulo e o Náutico busca a sua 24ª conquista estadual.
Bola pra frente!
EM TEMPO: Na decisão do Pernambucano 24, o Náutico terá o desfalque do grande zagueiro Dimas, que nos deixou neste domingo. Também não teremos a narração espetacular de Vicente Lemos, que partiu para a eternidade nesta segunda-feira. Lembrando que, o campeão não terá a graça do humor satÃrico de espetacular Bione. Na vida a gente ganha, e perde. Lei imutável.
CLAUDEMIR GOMES
A prudência nos sugere evitar comparações entre o ontem, e o hoje. Forma simples de impedir que o saudosismo dificulte nossa adequação as mudanças impostas pela nova ordem. Entretanto, algumas coisas nos parecem atemporais, e nunca irão perder a relevância, independente do contexto momentâneo.
O Clássico das Multidões - Santa Cruz x Sport - que reúne as duas maiores torcidas pernambucanas, é um atestado de que, o futebol vai muito além daquilo que acontece durante os 90 minutos do jogo jogado dentro de campo. E não adianta consultar antropólogos, sociólogos, psiquiatras, porque todos se perderão em elucubrações.
Após décadas observando, e testemunhando, o comportamento e ações de tricolores e rubro-negros, cheguei a conclusão de que, o amor declarado a um clube não se mede, tampouco existe para ser compreendido. As loucuras do amor podem até não ter o futebol como berço, mas fez dele sua morada. A ordem é não tentar descobrir os mistérios, e viver, com intensidade, as fantasias.
Soou como agressão a decisão tomada para que, os dois jogos das semifinais do Pernambucano 24, envolvendo Santa Cruz e Sport, sejam restritos a torcida do clube mandante. Enfim, numa canetada deletaram o Clássico das Multidões.
A medida, considerada lucida e coerente, não é outra coisa senão a rendição do bem, ante o triunfo do mal. As ações terroristas das organizadas, que há anos levam pânico as ruas do Recife em dias de jogos; foram respaldadas por alguns gestores de clubes e colocaram a PolÃcia Militar em cheque.
Recentemente assisti, pela televisão, uma edição do mais famoso clássico carioca: o Fla x Flu. O Maracanã estava dividido em três setores: um para a torcida tricolor do Fluminense; outro para os rubro-negros do Flamengo e uma zona mista onde se observava uma harmoniosa convivência entre os torcedores dos dois clubes.
Pergunto: Que fórmula é esta que os cariocas têm, e que nós não temos?
A magia do Clássico das Multidões é indescritÃvel. A torcida chama, para si, a responsabilidade do confronto, na certeza de que, a energia que emana das arquibancadas funciona como ponto de desequilÃbrio.
O ex-governador, João Lyra Neto, tricolor confesso, certa vez me revelou que o que mais lhe encantava nos clássicos era o "espetáculo das bandeiras". Recordo que, as rádios que transmitiam os jogos, na busca pela maior audiência, promoviam até concurso para escolher a bandeira mais bonita naquela edição do Clássico das Multidões, onde o torcedor era tratado como protagonista do espetáculo.
As multidões foram isoladas! Sinais dos tempos.
Nas Bets da vida, a maioria das apostas cravam vitória dos mandantes.
A violência está levando o futebol a ficar óbvio.