Histórico
Campeonato Pernambucano
Virada de chave
postado em 24 de janeiro de 2023
Copa do Nordeste
Regional com premiação milionária
postado em 19 de janeiro de 2023

CLAUDEMIR GOMES

 

Neste final de semana, o Campeonato Pernambucano abre alas para a rodada de abertura da Copa do Nordeste. Os centenários - Sport, Náutico e Santa Cruz - são os representantes pernambucanos na competição regional que reúne 16 clubes nesta fase de grupos, representando os nove estados nordestinos.

As equipes estão divididas em dois grupos com oito times, cada um. Os clubes do Grupo A enfrentam os clubes do Grupo B, classificando os quatro primeiros colocados de cada grupo para as quartas de final. Até as semifinais os times medem forças em apenas um jogo. A fase final - decisão do título - é a única que terá jogos de ida e volta.

O sorteio posicionou o Sport no Grupo A, enquanto Santa Cruz e Náutico no Grupo. Assim, teremos dois clássicos estaduais na fase que começa a ser disputada neste sábado: Sport x Santa Cruz (17/02/2023) e Náutico x Sport (05/03/2023).

O Sport faz sua estreia recebendo o ABC de Natal, em jogo programado para às 19h30, deste sábado, na Ilha do Retiro. O Santa Cruz fará sua primeira partida na condição de visitante: irá a Salvador enfrentar o Vitória, às 17h30, no Barradão. O Náutico também começa sua caminhada atuando na condição de visitante: irá a Alagoinhas/BA, medir forças com o Atlético, em jogo programado para às 16h do domingo.

Com propostas técnica e financeira mais expressivas que os estaduais, a competição regional se consolidou como a disputa mais relevante, depois do Campeonato Brasileiro, para os clubes da região. Além de servir de parâmetro para a avaliação do trabalho desenvolvido pelos clubes, a Copa do Nordeste desperta a cobiça das equipes com uma premiação milionária.

Os 16 clubes que disputarão a edição 2023 foram divididos em quatro grupos, com cada grupo recebendo um aporte financeiro diferenciado na fase de classificação:

GRUPO A - Bahia, Fortaleza, Ceará e Sport - R$ 3.2 milhões;

GRUPO B - CRB, Vitória, CSA e Sampaio Corrêa - R$ 2,4 milhões;

GRUPO C - Náutico, ABC, Santa Cruz e Ferroviário - R$ 1.9 milhão;

GRUPO D - Campinense, Sergipe, Atlético/BA e Fluminense/PI - 1.2 milhão.

As equipes que se classificarem para as quartas de final receberão uma gratificação de R$ 500 mil. Os semifinalistas serão recompensados com R$ 700 mil. O vice-campeão receberá um prêmio de R$ 1.3 milhão, enquanto o campeão engordará sua premiação com R$ 2 milhões.

A julgar pelo futebol que apresentaram até o momento, é pouco provável que Santa Cruz e Náutico briguem pelo título desta edição da Copa do Nordeste. Entretanto, como o futebol reserva "grandes surpresas", caso coloquem a mão na taça, Tricolores, ou alvirrubros, receberão R$ 5.1 milhões pela campanha na competição regional.

Na teoria, dos três representantes estaduais, o Sport é o clube com maiores chances de brigar pelo título, que seria o quarto do clube rubro-negro na história da Copa do Nordeste, que começou a ser disputada em 1994. O prêmio total por tal façanha, somando todas as fases, seria de: R$ 6.4 milhões.

A Copa do Nordeste será disputada simultaneamente com o Campeonato Pernambucano, e a partir do dia 22 de fevereiro, também dividirá espaço no calendário com a Copa do Brasil, fato que provocará alguns hiatos de difícil entendimento para o torcedor, que facilmente poderá se confundir com o seu clube do coração disputando jogos válidos para três competições diferentes.

"Coisas do futebol brasileiro!".


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Campeonato Pernambucano
Perdidos na escuridão
postado em 16 de janeiro de 2023

CLAUDEMIR GOMES

 

O jogo, Belo Jardim 0x2 Porto, válido pela terceira rodada do Campeonato Pernambucano de Futebol - Primeira Divisão - registrou um público de 130 pagantes, que proporcionou uma renda de R$ 1.200,00. Os trocados que pingaram na bilheteria não deram para pagar as despesas.

O primeiro clássico da competição - Santa Cruz 3x3 Náutico - recheado de emoções, levou 15.389 torcedores ao estádio do Arruda. Dentro das   probabilidades, existe a de que este pode ter sido o único confronto entre tricolores e alvirrubros na temporada 2023, uma vez que, não se enfrentam na fase de grupos da Copa do Nordeste, e estão em diferentes Séries no Brasileiro. Portanto, novos confrontos ficam na dependência da evolução dos dois clubes no Estadual e no Regional.

Os números atestam a falência de uma competição que não conseguiu entrar em sintonia com o novo tempo. A sequência de lambanças registradas (aumento do número de participantes de 12 para 13 por conta de um erro crasso da FPF; erro de arbitragem que levou o jogo Central 2x1 Náutico a ter o resultado sub judice), junto com a péssima qualidade técnica, da maioria das equipes disputantes, transformaram a edição 2023 do Pernambucano num autêntico réquiem para uma disputa que está na iminência de ser enterrada.

As previsões futuras dão conta de que, a partir do próximo ano, a CBF irá reduzir o número de datas para os campeonatos estaduais. As competições domésticas foram engolidas pelas nacionais e internacionais. O futebol brasileiro se perdeu na transição da nacionalização. Isto foi iniciado na década de 80, no século passado, quando da criação do Clube dos 13. A época, a CBF repassou, para a entidade criada pelos "grandes clubes brasileiros", a responsabilidade de administrar o Campeonato Nacional. O interesse da Confederação era único e exclusivo com a Seleção Brasileira, sua galinha dos ovos de ouro.

Os anos 90 foram marcados por uma revolução na área de comunicação, fato que interferiu em todos os setores da sociedade, inclusive no futebol. A chegada da telefonia móvel; a consolidação da internet que passou a ser de domínio público, transformaram os costumes. Distâncias foram encurtadas. Novos hábitos foram adquiridos pelas gerações dos smartfones. Nada disso foi perceptível para os dirigentes do futebol pernambucano que seguiram presos dentro da caixa. Acometidos de uma microcefalia retardada, não criaram nada de novo para salvar uma competição que levou o futebol estadual a se apequenar.

As últimas gestões dos chamados grandes clubes da Capital - Sport, Náutico e Santa Cruz - foram de uma cumplicidade omissiva imperdoável neste processo de degradação. Com raras exceções, a mídia tem seu lugar de destaque no pelotão dos verdugos do futebol estadual.

Neste domingo, a título de curiosidade, aos 20 minutos do primeiro tempo do clássico entre Santa Cruz e Náutico, liguei para dez amigos que gostam de futebol. Dois deles não estavam assistindo televisão, enquanto oito, estavam acompanhando a decisão da Supercopa da Espanha entre Real Madri e Barcelona.

Um VIVA para os 130 heróis que se dispuseram a ver Belo Jardim 0x2 Porto.

Sem sofrimento, mas é triste o momento do futebol pernambucano.    

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Artigos
BENEMERÊNCIAS
postado em 11 de janeiro de 2023

CLAUDEMIR GOMES

 

"Lugar de alvirrubro é nos Aflitos!"

O slogan acima foi usado numa das muitas campanhas para atrair novos sócios para o Clube Náutico Capibaribe. De tão forte que é, se tornou um mantra no clube da Rosa e Silva. Terça-feira a noite tivemos, mais uma, constatação do quanto ele é verdadeiro.

A Sessão Solene do Conselho Deliberativo para a entrega dos títulos de SÓCIO GRANDE BENEMÉRITO, para Américo Pereira, e de SÓCIO BENEMÉRITO para EDUARDO ARAÚJO, foi um acontecimento histórico que fez o complexo sócio esportivo do clube alvirrubro pulsar, com a presença de amantes de várias camadas sociais.

Mais que uma reunião para justas e merecidas homenagens, o momento ecoou como um grito de alerta: "O Náutico vive!".

A solenidade aconteceu no novo espaço dos Aflitos: O TIMBUZONE. O equipamento, que tem como proposta, atrair o sócio para vivenciar o espaço de convivência, aumentando a oferta de entretenimento e lazer do clube, traz para o Recife um modelo adotado, e que vem sendo desenvolvido por grandes clubes do Brasil e do exterior.

Américo Pereira é um dos maiores construtores de pontos da história do Náutico. Tal fato, por si só, lhe torna merecedor de todas as honrarias. O título de SÓCIO GRANDE BENEMÉRITO é outorgado a quem tem grandes serviços prestados ao clube; mais de 30 anos de registro como sócio, e a solenidade de entrega deste título honorífico só acontece a cada cinco anos. Atualmente, apenas Américo Pereira e Ricardo Breno Rodrigues - Cacá - sócio mais antigo do clube, e que presidiu a solenidade, possuem este título.

Eduardo Araújo, foi homenageado com o título de SÓCIO BENEMÉRITO. Com um networking invejável, é uma das figuras mais politizadas da recente história do Náutico, onde segue tendo uma atuação efetiva nos bastidores do clube.

O momento solene foi aproveitado pelo sócio, Paulo Monteiro, que sugeriu ao Conselho Deliberativo a entrega dos títulos de PRESIDENTE DE HONRA DO EXECUTIVO ao ex-presidente, Viberto de Melo Rego, e de PRESIDENTE DE HONRA DO CONSELHO a Ricardo Breno Rodrigues - Cacá. A proposta foi encaminhada e segue em tramitação para análise e aprovação dos conselheiros.

A presença de Ricardo Breno Rodrigues - Cacá - 89 anos, com deficiência visual, presidindo a solenidade, foi o maior testemunho de amor, dedicação e entrega de um amante ao seu clube de coração. A história de Cacá se confunde com a história do Náutico. Com conhecimento de quem vivencia a agremiação há décadas, e uma memória elogiável, ele foi cirúrgico em todas as colocações. Serviu doses da medida certa de sentimento que, ainda é a sustentação, o alicerce, num clube que tem o futebol como órgão vital.

Sobre a proposta do sócio, Paulo Monteiro, ele foi taxativo: "Trata-se de um resgate da história". Na verdade, por conta de uma negligência omissiva de várias diretorias, foi criada uma vacância que vai de encontro ao que reza o estatuto do clube.

Ao convocar todos os presentes para, unidos, entoarem o grito de guerra - N - A - U - T - I - C - O - Américo Pereira reiterou a frase antológica:

"Se o Náutico falasse pedia paz e união".

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