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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
Náutico e Porto medem forças, na noite desta segunda-feira (30/01/2023), nos Aflitos, no fechamento da sexta rodada do Campeonato Pernambucano. Até o momento, após a disputa de 33 jogos, cinco clubes se mantém invictos - Sport, Afogadense, Porto, Santa Cruz e Ãbis - enquanto outros cinco têm apenas uma derrota em suas campanhas: Retrô, Náutico, Maguary, Salgueiro e Central.
Os números tornam inconteste o equilÃbrio na disputa. Pior: atestam o achatamento dos tradicionais "grandes" da Capital - Sport, Náutico e Santa Cruz - que desceram ao lugar comum das pequenas equipes interioranas. Contestar tal realidade sob o argumento de que, "não existe mais time pequeno", é fechar os olhos à precariedade da estrutura dos clubes do Interior.
Até o momento, nas 33 partidas disputadas, foram registrados 16 empates, ou seja, quase metade dos jogos terminaram com a igualdade estampada no placar; 12 vitórias de mandantes e 5 vitórias de visitantes. A paridade ressalta o apequenamento do "gigante" Santa Cruz que, em quatro partidas que disputou na condição de mandante contabilizou apenas uma vitória. Dos sete jogos que o Tricolor do Arruda têm a cumprir nesta fase classificatória, cinco serão na condição de visitante, tendo como adversários: Retrô, Petrolina, Salgueiro, Sport e Belo Jardim. No Arruda, enfrentará apenas o Ãbis, e o Central.
Apesar do esforço para manter acesa a chama dos estaduais, que até pouco mais da metade do Século XX foram o xodó das torcidas, a criatividade dos dirigentes se exauriu diante da capação de datas ofertadas pela CBF para realização das disputas domésticas. Na próxima temporada o espaço reservado aos estaduais estará mais reduzido.
O que fazer?
"Festa no Interior! Elementar meu caro Watson", responderia o experiente detetive britânico, Sherlock Holmes, na tentativa de solucionar um caso que parece insolúvel ante a insolvência dos chamados grandes clubes pernambucanos.
Apesar do descaso com os clubes do Interior, pecado cometido desde a criação do Campeonato Pernambucano, pelos gestores da FPF, e pela grande mÃdia recifense, sob a alegação de que os "grandes" da Capital são os donos das torcidas, o fortalecimento da municipalização é a saÃda do caos.
A regra é clara: "Não existe primeiro sem segundo".
Basta seguir a escala da polÃtica: Municipal, Estadual e Federal.
Qualquer dúvida pergunte aos pequenos agricultores que eles responderão:
"Se regar a raiz da planta ela dará bons frutos".
Simples assim!
CLAUDEMIR GOMES
Nesta terça-feira (24/01/2023), começam as disputas da quinta rodada do Campeonato Pernambucano. O fato de, Sport, Náutico e Santa Cruz estarem disputando duas competições simultaneamente, é comum se ouvir nos programas de rádio e televisão a expressão: "virar a chave".
A "virada de chave" não é outra coisa senão a mudança de foco de uma competição para outra. Tal passagem, por mais simples que pareça, é um desafio enorme para técnicos e jogadores. Requer análises de rendimentos individuais e coletivos; avaliação de desgastes com jogos e viagens; definição de prioridades... Enfim, até a chegada do produto final, que é a resposta dada nos jogos, muita coisa acontece, e pode contrariar, frustrar a expectativa criada pelos torcedores.
Apesar da desvalorização dos estaduais, competições mais atingidas pela oxidação deste ultrapassado modelo do futebol brasileiro, um tÃtulo é sempre bem vindo para colorir currÃculos. Soa bem aos ouvidos. No mÃnimo isto.
A competição regional - Copa do Nordeste - serve como parâmetro para a atual realidade do futebol pernambucano que não tem nenhum representante na Série A do Brasileiro. Nesta edição de 2023 da CN, teremos seis equipes que irão medir forças no Brasileiro da Série B. Portanto, o Nordestão é uma excelente oportunidade para avaliação do trabalho daqueles clubes que têm como meta maior na temporada, o acesso à Série A.
O Sport estreou bem no regional, e faz boa campanha no estadual. O rubro-negro da Ilha do Retiro, enfrenta, hoje a noite, na Ilha do Retiro, o lanterna do Pernambucano: o Belo Jardim, que em quatro apresentações contabilizou três derrotas e um empate. A lógica aponta para uma tranquila vitória do Leão. No sábado o Sport mede forças com o Retrô, em jogo que vale a liderança do Estadual, e somente no dia 5 de fevereiro é que "vira a chave", e volta a jogar na Copa do Nordeste. A expectativa do torcedor rubro-negro é de que o time alcance seus dois objetivos iniciais: classifique em primeiro lugar na fase de classificação do Pernambucano; e passe para a segunda fase da Copa do Nordeste, que vale um aporte financeiro de R$ 500 mil.
O Náutico estreou com derrota no Pernambucano, mas reagiu logo a seguir. Por outro lado, os alvirrubros largaram de forma brilhante na Copa do Nordeste. O time dos Aflitos foi o único a vencer na condição de visitante, na rodada de abertura do regional. Um feito que pode fazer a diferença na briga por uma das quatro vagas para a próxima fase da disputa. A julgar pelo que foi registrado na primeira rodada da CN, o mando de campo será um fator determinante para o sucesso dos clubes na fase de grupos. Vale lembrar que, os quatro primeiros clubes com melhor pontuação passam para as quartas de final.
O Santa Cruz tem se mostrado eficiente nas disputas dos jogos da Copa do Nordeste. O Tricolor do Arruda somou duas vitórias na fase de classificação para preenchimento das quatro vagas restantes, e empatou na jogo de estreia na fase de grupos, com o Vitória, em Salvador. Por outro lado, não conseguiu o mesmo brilho nos três jogos que disputou no Pernambucano, onde somou três empates. Os jogadores corais ainda não entenderam o desafio da "virada de chave".
O cenário se tornará mais difÃcil de ser compreendido a partir da segunda quinzena de fevereiro, quando começam as disputas da Copa do Brasil, competição nacional no estilo mata, mata, o que torna todos os seus jogos decisivos, a partir da rodada de abertura.
A qualidade, e maturidade dos elencos, são decisivas em tempos de "viradas de chave".