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Maio 2012 ›› Claudemir Gomes
à decisão!
Sport e Fortaleza começam, hoje, a decidir a edição 2022 da Copa do Nordeste. Nada agita mais um torcedor do que uma decisão. Coisa da paixão. Mistério tão bem elucidado pelo sociólogo e professor, Sylvio Ferreira, no artigo - Paixão sem Fim - publicado na última edição da Revista Torcida.
A corrida por ingressos, tanto para o primeiro jogo que será disputado na noite desta quinta-feira, na Arena Pernambuco, quanto para a partida final, programada para domingo, na Arena Castelão, em Fortaleza, resume tudo aquilo que se possa dizer na tentativa de explicar a insana paixão. Aliás, acho que toda a paixão é insana, mas a paixão que se nutre pelo clube é uma via de mão única, pois, como bem esclarece o tricolor Sylvio Ferreira, "o clube não é um sujeito, ele não oferece contrapartida nesse amor".
Após o Sport assegurar sua presença na final, que poderá lhe render a quarta conquista do torneio regional, fiquei mais atento ao comportamento dos torcedores. Afinal, esta será a primeira grande decisão, com ampla presença de público nos estádios, desde que iniciamos a travessia pandêmica. A galera está com um apetite voraz. E cá pra nós, vivenciar o clima de decisão no estádio não tem preço.
Seria um exagero dizer que, chegar à decisão é o fim da linha, que o tÃtulo é um pequeno detalhe. Nada disso. TÃtulo é tÃtulo e todo mundo quer levantar a "orelhuda" que é o sÃmbolo da hegemonia regional. Mas para todos os profissionais envolvidos, posso garantir que, a chegada à final é a certeza do dever cumprido.
Os times podem até trilhar caminhos diferentes. As campanhas nem sempre apresentam a mesma consistência, mas numa final vale lembrar aquela frase infame que os mais velhos adoravam: "futebol é uma caixinha de surpresas". Traduzindo: nem sempre vence o melhor. Contudo, a condição de finalista dos dois clubes assegura que o tÃtulo estará em boas mãos. O técnico Givanildo Oliveira, um dos profissionais que mais vivenciou finais no futebol brasileiro, nos ensina que: "ninguém chega à condição de finalista por acaso".
Movido pela paixão, o torcedor enlouquece e passa a acreditar que ele será o ponto de desequilÃbrio, o décimo-segundo jogador, aquele que, mesmo nas arquibancadas pode ser o ponto de desequilÃbrio. à assim que a coisa funciona há mais de cem anos, razão pela qual o mando de campo é cobiçado e disputado. Numa final tudo tem o seu peso, até a ordem das partidas, pois a construção da vantagem acontece no primeiro confronto.
Não tenho dúvidas de que os torcedores rubro-negros farão um espetáculo à parte, hoje à noite, na Arena Pernambuco. Assim como os tricolores cearenses prometem um colorido especial no final de semana, no Castelão. A grande interrogação está no ir e vir aos estádios.
As famigeradas torcidas organizadas, sinônimos de violência em todo o PaÃs, estão usando as redes sociais para marcarem pontos de prováveis confrontos: estação de metrô, paradas de ônibus, principais corredores de trânsito. Dias de grandes jogos também servem para "batalhas" que antes só aconteciam em guerras civis.
Voltando a Revista Torcida, sua manchete de capa foi espetacular, e traduz bem o nosso pensamento: O futebol sangra.
Sinais dos tempos!
Eu fico com a pureza do torcedor que vai a campo única e exclusivamente movido pela paixão. No caso especÃfico desta decisão, paixão pelo Rei Leão. O de cá, ou o de lá.
CLAUDEMIR GOMES
O futebol pernambucano está no subsolo!
Eis a conclusão que cheguei após assistir as vitórias do Santa Cruz (3x0) sobre o Caruaru City (Campeonato Pernambucano) e do Sport (3x0) diante do Floresta (Copa do Nordeste). Os dois jogos, de péssima qualidade técnica, agradaram aos torcedores presentes aos estádios do Arruda, e da Ilha do Retiro, respectivamente, pura e simplesmente por conta do placar.
"Vencer é o céu!"
Exclama o rubro-negro, Manoel Costa (Costinha), fazendo ecoar uma das maiores verdades do futebol.
No dia seguinte, como de costume, ligo o rádio em busca de resenhas que me atualizem sobre o futebol local. Afinal, queria saber quando seria disputada a outra partida do quadrangular - Sport x Salgueiro - que indicará o último semifinalista do Estadual.
Ninguém soube responder.
Ofereci um chocolate Sonho de Valsa a quem me desse uma resposta concreta.
Silêncio absoluto.
O blá, blá, blá dos programas esportivos estava no mesmo nÃvel do futebol apresentado por Santa Cruz e Sport. Sem sofrimento, a saÃda foi desligar o rádio e aguardar o clássico entre Real Madri e Barcelona, que teve o registro de uma goleada histórica (4x0) da equipe catalã.
Não se chega ao subsolo por acaso. Também requer tempo para se enterrar um futebol como foi feito em Pernambuco. Não é necessário nominar causas, mas os efeitos devastadores obrigam a uma reflexão.
A solução não está em respostas prontas, bobas e imbecis que normalmente são apresentadas por esses gestores que enterram o futebol pernambucano.
Estranhos chegam ao ninho com suas megalomanias apresentando discursos recheados de sonhos de verão, nada condizentes com as reais necessidades do futebol da aldeia.
Lembro que, no primeiro ano da gestão de Evandro Carvalho, a frente da Federação Pernambucana de Futebol, a convite do então diretor de competições, Murilo Falcão, o acompanhei a uma viagem até a cidade de Pesqueira. A empolgação do novo burgomestre lhe levava ao delÃrio. Amigo do então presidente da CBF, José Maria Marim, preso nos Estados Unidos, Evandro falava na construção de quatro arenas no Interior Pernambucano. E todos ficaram aguardando a primavera do nosso futebol.
O tempo passou, o presidente da FPF perdeu prestÃgio na entidade nacional, e o futebol estadual se afundou na lama até chegar ao subsolo, onde hoje se encontra.
A reboque, vieram as desastrosas gestões que apequenaram os três pilares do nosso futebol, os conhecidos grandes clubes do Recife: Sport, Santa Cruz e Náutico.
O futebol segue apaixonante com suas magias. As vitórias serão sempre recebidas como presentes dos céus, mas a realidade do subsolo é triste porque testemunhamos o apodrecimento das raÃzes.
CLAUDEMIR GOMES
A nau do Santa Cruz Futebol Clube está à deriva. Seu último comandante, Joaquim Bezerra, eleito para o cargo com 63% dos votos, foi abandonado pelos seus pares e reconheceu sua fragilidade para seguir segurando o leme na travessia da tormenta. Dirigir um clube de massa não é tarefa para os fracos. A tripulação formada pelo ex-presidente foi, aos poucos, deixando o barco. Isolado, o comandante seguiu os "companheiros" fujões.
O problema é que o Santa Cruz não é o "clube da esquina". A alcunha de - REPÃBLICAS INDEPENDENTES DO ARRUDA - serve para mensurar o tamanho deste gigante.
Na próxima segunda-feira - 14/03/2022 - haverá eleições indiretas (só os conselheiros podem votar), para a escolha do novo presidente executivo; presidente do Conselho e presidente da Comissão Patrimonial. Vale lembrar que, no Santa Cruz existe três poderes: Executivo, Deliberativo e Patrimonial.
O ex-presidente, Antônio Luiz Neto, colocou seu nome como opção para concorrer à presidência executiva. O advogado, empresário e suplente de senador, Waldemar Oliveira, também se lançou como opção para o cargo. Sem direito a voto, os sócios irão acompanhar esta disputa do VELHO contra o NOVO. Uma autêntica sinuca de bico.
O Tricolor do Arruda vivenciou situação similar em 1985. A época, o presidente executivo, Aristófanes de Andrade renunciou ao cargo. Numa eleição indireta, o jovem, José Neves Filho, foi eleito presidente executivo. Detalhe: Tácio Maciel, que era o vice de Aristófanes, seguiu no cargo como vice de José Neves. O pleito foi marcado pelo surgimento de novos dirigentes, uma quebra de paradigma que encontrou resistência de velhas raposas que chamavam o clube de "meu". A oxigenação foi exitosa. O Santa Cruz, um clube genuinamente de futebol, reconquistou a hegemonia estadual e foi convidado para formar no Clube dos 13, entidade que representava a elite do futebol brasileiro.
Não acredito que venha surgir uma terceira via nesta eleição nas REPÃBLICAS INDEPENDENTES DO ARRUDA. Se acontecer, o pretendente vai funcionar como o bobo da corte. A polarização entre Antônio Luiz Neto e Waldemar Oliveira tem o viés da polÃtica partidária, fato que aumentará a temperatura dos bastidores do clube nos próximos dias. A caça de votos terá dois motes: a experiência de um ex-presidente vencedor e a visão empreendedora de um empresário bem-sucedido cuja proposta é colocar o Santa Cruz em sintonia com o novo tempo.
O sucesso do passado não é garantia de êxito no presente, assim como, o simples desejo de um empresário em querer ver seu clube retomar o crescimento, não assegura o sucesso de uma gestão. O futebol é rico de exemplos de empresários bem-sucedidos que não deram certo a frente de clubes por terem sido seduzidos pelo canto da sereia. Normalmente são enganados por ex-jogadores e empresários de jogadores com seus projetos mirabolantes.
Nas REPÃBLICAS INDEPENDENTES DO ARRUDA a polarização é entre o NOVO e o VELHO.
Menos mal!
CLAUDEMIR GOMES
Vocês que fazem parte dessa massa, por favor me respondam: que sede de sangue é essa?
Enganam-se aqueles que estão pregando que a invasão russa a Ucrânia seja o inÃcio da terceira guerra mundial. A julgar pelos acontecimentos extracampo, que deixam claro a escalada galopante do hooliganismo, a "guerra" já está em curso no futebol.
Ensandecidas, as hordas se espalham pelo mundo todo. Por onde a bola rola. Falam diferentes idiomas. Atacam e ferem jogadores. Ameaçam e amedrontam cidadãos de bens que têm o futebol apenas como entretenimento. Matam! Como ocorreu num covarde linchamento neste final de semana, numa cidade mexicana. As gangues se confrontam, aterrorizam, e ganham espaço e fama nas redes sociais.
Yes! Somos reféns da violência.
A guerra que todos nós tememos, que está se iniciando no norte europeu, mata a grosso. A guerra do futebol mata a granel, ou seja, no varejo. Eis a diferença. Mas a sede de sangue é na mesma dimensão. Se é que podemos mensurar as duas correntes marcadas pelo vampirismo dos homens.
Semana passada assisti a um bom debate na televisão sobre este tema: a violência no futebol. O jurista que participava da mesa ressaltava a impunidade como sendo o maior alimento desse crescimento da violência no futebol.
"A polÃcia prende, a Justiça libera. Nosso esforço é pra nada!". Eis o desabafo de um coronel da PolÃcia Militar, com o qual conversava na saÃda do estádio.
As medidas paliativas não servem para nada. Não combatem a violência de forma efetiva. Dirigentes, na mais descarada das irresponsabilidades, facilitam o acesso das "organizadas do mal" nos clubes. E a luta do bem contra o mal segue sem vencedor.
Guerra mundial é inconcebÃvel, inaceitável, aterroriza, apavora.
Guerra a conta gotas também merece nossa indignação.
Não podemos deixar que o grito de gol abafe o grito de dor que faz o futebol sangrar.