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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
Sport e Náutico disputam hoje o primeiro clássico pernambucano da temporada 2022. O jogo é válido pela Copa do Nordeste. Alvirrubros e rubro-negros medirão forças, no mÃnimo, quatro vezes este ano. Mas existe a possibilidade de o número de confrontos entre os dois times ser elevado para oito ou nove vezes. Tudo vai depender dos desempenhos do Leão e do Timbu no Pernambucano, na Copa do Nordeste, na Copa do Brasil e no Brasileiro da Série B.
Clássicos que acontecem nas primeiras rodadas das competições não servem de parâmetros para o restante da temporada por uma série de fatores. Questões óbvias como ausência de bons jogadores, os times ainda estão em formação, e este ano existe um adversário comum, e oculto, que tem tirado muitos profissionais de jogos: a pandemia do Covid.
Em épocas passadas os clássicos sempre eram preservados, programados para serem disputados a partir da quinta rodada. E olha que existia tempo para realização de uma pré-temporada digna. Certo dia, com o objetivo de atender os interesses da televisão, que sempre se preocupou, unicamente, com a audiência, em detrimento do bom futebol, alguém defendeu a programação de clássicos na abertura dos campeonatos. Seduzidos pelo canto da sereia, os dirigentes logo balançaram a cabeça. O nÃvel técnico dos primeiros clássicos foi comprometido de forma absurda.
Restou a rivalidade.
E por falar em rivalidade, o clássico deste sábado entre rubro-negros e alvirrubros, na Ilha do Retiro, terá apenas a torcida leonina. Sinais dos tempos em que o futebol se curva a violência das organizadas. Considero a medida questionável, embora não seja expert em segurança. Afinal, a torcida do clube que não é o mandante está proibida de ter acesso ao estádio, mas nada impede os "brigões e baderneiros" de transitarem pelas ruas da cidade. Detalhe: os confrontos entre torcidas organizadas raramente acontecem dentro dos estádios, elas se programam para as %u201Cbatalhas%u201D nas ruas e nas estações de metrô.
Quando comecei a frequentar estádios as torcidas eram sinônimos de festa, alegria. Acompanhei a trajetória do hexa do Náutico; do penta do Santa Cruz e bons momentos do Sport com estádios lotados, todos juntos e misturados numa civilidade que foi empanada pelo surgimento das organizadas e seus gritos de guerra que já causaram mortes, mutilações e transformou o futebol, maior entretenimento do paÃs, em refém da violência.
Sport e Náutico não tiveram boas estreias na Copa do Nordeste. Os leoninos amargaram uma derrota para o CRB, em Maceió, enquanto os alvirrubros tiveram que digerir um empate, sem gols, com o Campinense, nos Aflitos. O jogo do Náutico com o time paraibano teve como pano de fundo os confrontos entre as torcidas organizadas. A do Campinense foi respaldada pela do Sport, numa espécie de trailer do que pode vir a acontecer na tarde/noite deste sábado, nas ruas do Recife.
Não podemos esperar um futebol de boa qualidade técnica no primeiro clássico da temporada. Os dois times não estão credenciados para tal façanha. Mas que sejam intensos na busca da superação. à o mÃnimo que se espera de uma rivalidade centenária.
CLAUDEMIR GOMES
O saudoso comentarista, José Santana, um dos melhores dentre os que passaram pelo futebol pernambucano, por muito tempo foi titular absoluto do Escrete de Ouro, a época comandado pelo extraordinário Ivan Lima. Aproveitando a estupenda audiência do rádio, Santana criou o quadro - Os Destaques da Rodada - que ele apresentava, como nenhum outro conseguiu apresentar, na resenha do meio-dia.
O Recife parava para ouvir Os Destaques da Rodada: o craque; a seleção dos melhores; o artilheiro; o gol da rodada; o apito de ouro; o apito de barro; a bronca da rodada; a decepção da rodada; o dirigente... O restante do dia era para se comentar sobre os escolhidos como melhores, e zoar com aqueles que figuraram no outro lado da moeda, ou seja, esteve entre os piores.
Pois bem! A bola sequer havia rolado na primeira rodada do Pernambucano 2022, e já tÃnhamos conhecimento da bronca da rodada: o adiamento do jogo do Santa Cruz com o Afogados (time de Afogados da Ingazeira, cidade do Sertão Pernambucano). Motivo: o Tricolor do Arruda não entregou, em tempo, os laudos exigidos pelo Corpo de Bombeiros.
O ilustre tricolor, João Caixero de Vasconcelos Neto, que faleceu há pouco tempo, por pouco não ressurgiu das cinzas com tamanho barulho.
Enquanto alguns tricolores apontam culpados utilizando argumentos patéticos, num esforço de politizar, ou judicializar o fato, prefiro ressaltar o festival de lambanças que traz à tona falhas cometidas pela Federação, e pelo Santa Cruz, na preparação para a rodada de estreia do Pernambucano, única competição organizada pela FPF envolvendo a elite estadual. Por outro lado, os dirigentes do Santa Cruz negligenciaram uma documentação que é exigida todos os anos aos clubes que possuem estádios.
O amigo, Amaury Veloso, fez uma postagem no facebook com o tÃtulo: "Que falta faz o José Joaquim". Na matéria relembra o zelo que o ex-diretor de competições e ex-vice-presidente da entidade da Rua Dom Bosco, tinha com o Pernambucano. Eram meses de um trabalho contÃnuo, ininterrupto, fazendo vistoria nos estádios. Visitava um por um, várias vezes. Se mostrava atento e implacável na cobrança aos clubes pela documentação exigida.
Pelo visto, hoje a coisa corre frouxa. Ou não tem gente capacitada para executar tal trabalho na Federação.
Em meio a este turbilhão de lambanças, e com muitos dedos apontando para pretensos culpados, temos aà a primeira Bronca da Rodada, como diria nosso querido e saudoso, José Santana.
A julgar pela amostra, muitas estão por vir.
"Coisas do futebol pernambucano!". Diria Tião (Edvaldo Morais), outro craque do Escrete de Ouro.
CLAUDEMIR GOMES
A história do Campeonato Pernambucano nos mostra que, em temporadas passadas, quando a competição doméstica ocupava grande espaço no calendário, as primeiras rodadas foram pontuadas por resultados que contrariavam a lógica, ou seja, os tradicionais postulantes ao tÃtulo - Sport, Náutico e Santa Cruz - empatavam, ou amargavam derrotas para os times considerados "pequenos", da Capital e do Interior.
O tÃtulo sempre foi decidido pelo Trio de Ferro do Recife, mas em todos os scripts havia o drama da inesperada perda de pontos. Os famosos "tropeços" obrigavam os clubes que aspiravam o tÃtulo a buscarem reação nos clássicos. A nacionalização e internacionalização do futebol provocou um inchaço no calendário, por conseguinte, as disputas estaduais passaram a ser tratadas como subprodutos, apêndices que são utilizados como laboratórios de pré-temporadas.
O achatamento e a desvalorização dos Estaduais levaram os grandes clubes a perderem o interesse pela competição. Naturalmente que, para Sport, Náutico e Santa Cruz adicionar mais um tÃtulo doméstico ao seu acervo de conquistas é auspicioso na corrida em busca da grande meta que é o acesso a Série A (Sport e Náutico) e Série C (Santa Cruz), do Campeonato Brasileiro.
A nova ordem do futebol provocou o surgimento de um fato novo e inédito em 2020: a conquista do tÃtulo pelo Salgueiro. Pela primeira vez na história um clube do Interior se sagrou Campeão Pernambucano da Primeira Divisão. O momento - travessia pandêmica - contribuiu para que o fato não reverberasse. Sem eco, o tÃtulo do Carcará nada agregou ao futebol da aldeia.
Com mais tempo para realizarem uma boa pré-temporada, montar equipes fortes, mas sem recursos, e alguns até sem estádios, as "surpresas" do Pernambucano 2022 devem ficar restritas aos confrontos dos considerados "grandes" - Sport, Náutico e Santa Cruz - com Salgueiro, Retrô e Afogados. As novidades são o novato, Caruaru City (confesso que não entendo este City), e o tradicionalÃssimo Ãbis, cuja alcunha é: "Pior Time do Mundo".
A cereja deste bolo mal confeitado, que será servido num banquete cujo cardápio não é de boa qualidade, será, sem dúvida, as duas partidas finais, que devem colocar em confronto dois times do Recife. Se o Carcará (Salgueiro), voltar a ser uma ave de rapina, o caldo pode entornar. Os outros adversários não são rios caudalosos que possam dificultar as travessias de Náutico e Sport.
Vale o alerta sobre as "surpresas" nas cinco primeiras rodadas. à a hora e a vez dos "pequenos" colocarem os "grandes" para dançar.
CLAUDEMIR GOMES
No próximo final de semana teremos uma agenda cheia no futebol da aldeia, com o inÃcio das disputas das edições de 2022 do Campeonato Pernambucano e da Copa do Nordeste. à tudo junto e misturado, com vários clubes participando das duas competições, fato que ressalta a bagunça que é o calendário do futebol nacional.
Plagiando Maquiavel podemos dizer que, um futebol cujas instituições, em boa parte estão corrompidas, não tem futuro. Só tem passado. O atual cenário do futebol pentacampeão do mundo é a resultante do que foi plantado por um pelotão de gestores que estavam mais preocupados em encherem suas burras de dinheiro, do que com o futuro dos clubes.
A última convocação da Seleção Brasileira, feita pelo técnico Tite, contemplou apenas três jogadores que atuam em clubes nacionais. Isto é apenas um dos danos colaterais provocados por ultrapassados cartolas, que bem poderiam ser chamados de urubus.
O efeito mais nocivo do não entendimento da nacionalização do futebol, e da internacionalização, que veio logo a seguir, foi a diluição e desvalorização dos estaduais e regionais. O ex-presidente da FPF, Carlos Alberto Oliveira, que gostava de ressaltar a sabedoria popular, costuma dizer que: "Um pano quando se esgarça não tem mais conserto". Pronto! Os estaduais se esgarçaram. Servem apenas para as nocivas torcidas organizadas alimentarem rivalidades com uma violência que aterroriza a população.
Sem sofrimento! Alerta o rubro-negro, Humberto Araújo, que acompanha, com bom humor o epÃlogo de uma disputa que teve edições inesquecÃveis quando lhes ofereciam tempo e bons times recheados de jogadores de qualidades.
Acho patético alguns radialistas já aposentados, quando têm a oportunidade de tirar o pijama e participar de algum programa ao qual é convidado, começa a traçar um paralelo do passado com o presente citando até a época do festejado Torneio InÃcio. "Velhos tempos, belos dias", como diria o poeta. Nada mais que isso.
O desafio do futebol brasileiro, principalmente o da região, é entrar em sintonia com a nova ordem. à disto que o futebol necessita com grande urgência.
O trabalho de base realizado pelos grandes clubes recifenses é uma lástima. Aliás, a base sempre foi tratada como um subproduto. Evidentemente surgirão aqueles que irão discordar de tal afirmativa, mas esta é a verdade patente.
A presença do Ãbis, nesta edição do Pernambucano que se inicia sábado, e que foi ressaltada pela mÃdia como um grande acontecimento, é um mergulho no passado que nada agrega para uma retomada de crescimento do futebol estadual. Até porque o Pássaro Preto sempre foi sinônimo de fracasso, ao ponto de receber a alcunha de "Pior time do mundo". Um rótulo que serviu para desenvolver uma campanha de marketing e vender camisas. Nada mais.
A maioria dos clubes brasileiros tem foco direcionado para as competições nacionais. Os estaduais deixaram de ser prioridades. Não servem mais como parâmetros. Nem mesmo aqueles que, tradicionalmente eram tidos como os mais importantes. Os grandes clubes poupam os melhores jogadores para as disputas do Brasileiro, Copa do Brasil e as competições continentais.
"à a nossa realidade", volta a alertar o sábio Humberto Araújo.
Pois é! A força dos nossos clubes, no momento, só permite levantar o "caneco" do Estadual. Sendo assim, vamos a ele.
A Copa do Nordeste é um regional para o qual não existe espaço no calendário nacional. Eis o porquê da invasão nas datas dos estaduais. Tal fato contraria uma lei da fÃsica que diz: "Dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo".
CLAUDEMIR GOMES
Hoje é aniversário de Alexandre Ferrer, presidente da Pitú!
Na costumeira navegada pelas redes sociais, observei que esta foi a notÃcia mais propagada nesta manhã de quarta-feira - 12/01/2022. Como nos ensina o mestre, Lair Ribeiro: "Nada acontece por acaso".
Dia desses, num bate-papo com um grupo de amigos, falávamos de algumas marcas que se sobrepõem aos produtos, como também, daquelas que mais se identificam com o nosso Estado. A Pitú foi unanimidade nas duas vertentes da "discussão".
Naturalmente que, esta história quase centenária, que começou em 1938 com Joel Cândido Carneiro; José Ferrer de Moraes e Severino Ferrer de Moraes, tem muitos protagonistas, aos quais são distribuÃdos os louros do sucesso da empresa que, nos dias de hoje, em sintonia com a nova ordem, tem Alexandre Ferrer como grande comandante.
Há muito que os amigos não se reuniam. Para regar a conversa sugeri um litro de Pitú Golden, com o que de imediato concordou Pedro LuÃs (Pedrão). O grupo era formado por nove pessoas, mas os dois primeiros votos foram suficientes para o garçom aparecer logo com o litro sugerindo os petiscos que mais harmonizavam com a bebida.
A travessia pandêmica tem nos privados de muitas coisas, dentre elas as festas populares: Carnaval, São João...
- Para quem não sabe, Alexandre Ferrer é um grande folião. O interessante é que ele gosta de participar dos blocos no meio do povo. Sobe nos trios só para se refrescar. à assim no desfile da Girafa, em Vitória de Santo Antão; Galo da Madrugada; nos Amantes da Glória; no Bulindo no Caldinho, enfim, em todas as prévias que marca presença, ele faz questão de estar junto e misturado com o povo.
Esta minha observação foi o pontapé inicial para a turma relembrar fatos e contar inúmeras histórias ressaltando este dom nato de comunicação que é uma das marcas registradas de Alexandre Ferrer.
- A Pitú é a empresa que mais exporta cachaça no PaÃs. Observou Pedrão, após a segunda dose respaldada por um prato de camarão.
Antes de assumir a presidência da empresa, Alexandre Ferrer, se destacou como diretor comercial. Um desafio gigantesco devido ao impulso da globalização com o domÃnio das redes sociais. As empresas de comunicação se adaptando a nova ordem; o mercado adquirindo novos hábitos para atender as tendências da moda, enfim, ele teve um desempenho exitoso num momento de grandes mudanças, e porque não dizer, de turbulência.
Mais do que visão empresarial, feeling, pragmatismo, Alexandre Ferrer tem uma sensibilidade diferenciada como pessoa humana. Esta sua sensibilidade é a "ameixa do pudim".
"O sucesso não acontece por acaso".
Feliz Aniversário Amigo!