Histórico
Copa do Brasil
A indignação dos indignos
postado em 11 de maro de 2021

CLAUDEMIR GOMES

 

A derrota do Sport (3x2), para o baiano Juazeirense, ontem à noite, no estádio Adauto Moraes, no Interior Baiano, expôs tantas fragilidades que deixou os indignos indignados. Fragilidades que impedem uma maior evolução do futebol brasileiro; escancaram equívocos, e tornam inconteste, o apequenamento de um ex-campeão que, pelo terceiro ano consecutivo é eliminado da competição na primeira fase, por adversários de pouca expressão no cenário nacional.

Os dirigentes leoninos se mostraram indignados com fatos bizarros que pontuaram a historia do jogo. Fatos que tornam questionável o rótulo de, competição mais democrática do futebol brasileiro, atribuído à Copa do Brasil: acionamento do sistema de irrigação do campo durante a partida; desaparecimento da bola e dos gandulas, e, por fim, o apagão nos refletores. É como se estivéssemos assistindo ao filme, "De volta ao passado - anos 70 do século XX".

Como diz o amigo e jornalista, José Gustavo: "Várzea pura!".

A competição que distribui a maior premiação do futebol brasileiro deveria ter os critérios seletivos revistos. Afinal, qualidade é um requisito imprescindível para que qualquer espetáculo seja classificado como bom.

Qualidade é o que não tem este grupo do Sport. Pelo futebol apresentado, o time rubro-negro da Ilha do Retiro não era digno da vitória. Portanto, o resultado foi mais que justo, apesar da discordância com os estranhos acontecimentos que culminaram com a suspensão da partida quando ainda faltavam cinco minutos de acréscimo a serem cumpridos.

Bom! Tudo deve gerar uma boa discussão nos tribunais desportivos. Nas redes sociais, a exposição da indignação dos indignos.

Coisas de um futebol para ser esquecido.

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Artigos
Homenagem e Homenagem
postado em 08 de maro de 2021

CLAUDEMIR GOMES

 

Segunda-feira, 8 de março de 2021. Acordei mais cedo do que de costume, neste Dia Internacional da Mulher. A sensação era de que estava descendo a Ladeira da Preguiça. Liguei o rádio e me entreguei a madorna. Desperto com uma frase que teve o efeito de um freio de arrumação:

"Você foi na minha vida, a pior inquilina". De imediato pedi licença a Xand Avião e busquei outra rádio. A locutora, quase aos berros, anuncia o "Crítico do BBB". Com essa fui obrigado a me levantar da cama. O sol começava a dar o ar de sua graça e resolvi ir até a praia.

Aquele "deserto" com o som das águas era por demais acolhedor. A solidão foi interrompida com a chegada de Nem, uma comerciante que com mais de 30 anos de praia, que logo foi reclamando do lockdown que a impossibilitou de montar sua barraca no final de semana.

Apesar das queixas, Nem não perdeu seu bom humor. Ao liberar uma gargalhada que deixou a mostra sua boca desdentada, ela disparou: "Foi a única coisa que interrompeu o duelo entre Rita e Letícia". Fiquei sem entender, e ela explicou:

"Rita e Letícia são os maiores sucessos do momento. O pessoal vai a loucura e tem dois vendedores que ficam disputando a audiência. Colocam seus sons possantes nas alturas. Um tocando Rita e o outro tocando Letícia.

"Rita! Sua ausência tá fazendo mais estrago que a sua traição", grita Tierry de uma lado. A poucos metros, Zé Vaqueiro faz seu apelo: "Letícia, Letícia! Pra onde você vai com aquele mototaxista? Eu só saio do bar com você ou com a polícia".

Foi inevitável brindar as "pérolas" acompanhando Nem com a risada mais gostosa.

Aproveito o sussurro das ondas para refletir, e mais uma vez, constatar o quanto Deus foi generoso comigo colocando tantas mulheres fantásticas em minha vida. Fui presenteado com um mundo feminino, do qual não seria nada fora do seu intramuros.

Com todo o respeito aos trabalhos de Xand, Tierry e Zé Vaqueiro, sigo com o "velho" Cartola: "As rosas não falam, simplesmente as rosas exalam, o perfume que roubam de ti".

Te amo Áurea Regina!

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ÁGUAS TURVAS
postado em 05 de maro de 2021

CLAUDEMIR GOMES

 

De repente passei a ter medo das águas de março, que sempre foram tão alvissareiras. A sensação é de que, ano passado, o Covid-19 veio surfando em suas ondas e não respeitou nem São José.

A chuva cai, mas não me enche de esperança, embora no mundo inteiro exista uma proliferação de vacinas. Acredito que nesta pandemia - onde quem mais sabe, não sabe de nada - um número recorde de profissionais buscam antídotos que consigam conter o mal universal. As vacinas falam idiomas diferentes, mas a "terceira guerra mundial", segue deixando doutores e gestores batendo cabeça.

As notícias, quando verdadeiras, são óbvias. Quando fakes, servem para alimentar o debate dos imbecis nas redes sociais, que tem causado danos irreparáveis na sociedade. O "ser ou não ser" é a questão mais relevante do momento.

A coisa está tão complicada neste início do mês de março, que o apelo mais contundente, e racional, com repercussão fantástica, viralizou em tudo quanto é rede social, foi proferido por um cara conhecido por: Lisca Doido (atual técnico do América Mineiro, que se posicionou contra a realização de competições nacionais no futebol brasileiro, no momento em que é crescente o número de vitimas da pandemia).

Acordo de madrugada com a zoada dos pingos de chuva batendo na janela do quarto. É a chuva do milho! Pensei cá comigo. Afinal, ouvi essa frase durante toda a minha infância, em Carpina. Época em que as águas de março eram recebidas como bom presságio.

O serviço de meteorologia prevê que, este ano teremos menos chuva que ano passado, no Interior Pernambucano. A notícia não é boa para os plantadores de milho e de feijão. Pior para aqueles que, assim como eu, tinha a esperança de que as águas de março lavassem a arrogância, a maldade e o egoísmo que hoje norteiam a sociedade.

Ah! Segundo o artigo do Dr. Sérgio Gondim - A fobia social normal - publicado na edição desta sexta-feira, no Jornal do Commercio, estou apto para ser atestado como "de boa saúde mental".

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