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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
A edição 2021 do Campeonato Pernambucano de Futebol começa a ser disputada nesta quarta-feira. Dez clubes - Sport, Náutico, Santa Cruz, Central, Sete de Setembro, Vitória, Vera Cruz, Salgueiro, Afogados e Retrô - estarão representando sete cidades neste "duelo" entre Capital e Interior, pela hegemonia do futebol estadual.
Acompanho a história desta competição há 45 anos na condição de cronista esportivo. A evolução do futebol como um dos negócios mais rentáveis do mundo, tem provocado a morte lenta do que chamamos de "futebol raiz". As competições domésticas não entraram em sintonia com a nova ordem do Século XXI, fato determinante para a autofagia de um futebol que perdeu suas referências.
Durante anos se defendeu a ocorrência de um fato novo como uma plataforma que proporcionasse um salto de crescimento no futebol pernambucano. O Salgueiro conseguiu tal feito ano passado, mas não soube potencializar à conquista, e a migração do tÃtulo, da Capital para o Interior, não agregou nada ao futebol estadual.
à certo que a travessia pandêmica contribuiu, de forma efetiva, para o surgimento de inúmeras dificuldades, entretanto, tal fenômeno foi um elemento comum em todos os seguimentos da sociedade, não sendo uma exclusividade do futebol.
A decadência do futebol pernambucano vem sendo observada há décadas. Nos anos 90, no século passado, o fato novo que surgiu como um fio de esperança, foi a transmissão, ao vivo, dos jogos do Estadual. Uma iniciativa do jornalista e empresário, Luciano do Valle. O sucesso da iniciativa foi tamanho que, a Rede Globo Nordeste investiu na compra dos direitos de transmissão dos jogos da competição doméstica. A edição 2021 do Pernambucano marca o final do vÃnculo com a emissora. A renovação de contrato é uma incógnita.
A ausência de público nos estádios era outro sintoma que atestava a deterioração do produto. A época, o governador, Miguel Arraes, se mostrou sensÃvel e adotou o programa - Todos com a Nota - dando suporte financeiro e sobrevida aos clubes do Interior. Ao longo dos anos o programa sofreu várias distorções, passou a ser utilizado com fins eleitoreiros e foi extinto pelo governador, Paulo Câmara.
O atual cenário não nos leva a bons sentimentos em relação a edição do Pernambucano que se inicia nesta quarta-feira. A falta de tempo para uma melhor preparação, e de recursos para investimentos, passando pela falta de estádios e a ausência de público (imposição da pandemia), tudo parece conspirar para que tenhamos uma das piores edições do já combalido estadual.
No final de semana acontece a rodada de abertura da Copa do Nordeste, competição regional, com premiação mais atrativa e jogos de nÃvel técnico mais elevado. Por imposição do calendário nacional, as competições regional e estadual são disputadas paralelamente. Os números atestam que, a longo prazo, se não houver uma revisão e alteração no atual modelo, faltará oxigênio para a sobrevivência de uma, ou outra.
Para se ter uma idéia, telefonei para dez amigos, que gostam de futebol, apenas um sabia o nome de todos os clubes que participarão do Pernambucano 2021.
Sinais dos tempos.
CLAUDEMIR GOMES
Pelo Sport, tudo!
O mantra do torcedor do Sport Club do Recife é a tradução fiel do que é permitido no universo da paixão clubÃstica. Coisa de louco. Quando a "nação" grita "cazá, cazá, pelo Sport, tudo!", saia de baixo porque tudo pode acontecer, até eleição de candidatos sem nomes.
No final da temporada 2020, em plena travessia da pandemia, o piloto sumiu e a nave rubro-negra ficou sem rumo. O co-piloto, que sempre teve a ambição de assumir o comando, desistiu de sentar na cadeira. Era chegado o momento de se eleger um novo comandante.
A alucinação tomou conta de alguns "leões", todos sem a juba necessária para assumir o protagonismo que a situação impõe.
"O momento é atÃpico, vamos investir nos padrinhos", sugeriu um marqueteiro, que logo foi seguido pelos colegas. TÃmido, um dos postulantes que havia levantado a voz afirmando que participaria do pleito como candidato, desistiu ao perceber que não tinha embocadura para tocar instrumento de notas tão difÃceis, e também não tinha nenhum padrinho que topasse a "briga". Resultado: retirou o time de campo.
O velejador, que foi aprovado como comodoro, foi encorajado pelo seu padrinho para conhecer os ventos da Ilha do Retiro. Ligou o GPS do carro e inscreveu seu nome como candidato. Ninguém lhe conhece na Toca do Leão, mas o padrinho é forte.
O advogado, que tem cara de estafeta mal humorado, e já ocupou alguns cargos diretivos no clube, aposta no número de colegas que são sócios e conselheiros do Sport. Afinal, num passado recente, teve um presidente que levou tantos advogados para o Conselho Deliberativo do Sport, que parecia mais uma sucursal da OAB. Nas reuniões era um tal de "Vossa Excelência" e "Data Venia" que por pouco não saiu um tratado de judicialização do futebol.
Tido por alguns como uma liderança, o construtor se achou na obrigação de lançar um afilhado. O perfil tinha que ser de uma pessoa leve, com conhecimento e história dentro do clube. E todos do seu grupo indicaram o gordinho. Simpático, rubro-negro raiz, famÃlia com serviços prestados ao clube, é o cara. Com padrinho forte, o gordinho passou a ser um candidato forte.
Apesar de ter largado o comando da nave, o comandante não virou as costas para os seus comandados. Ao ouvir o brado do "Cavaleiro de Cervantes", com seu imponente bigode: "Chegou a minha vez de ser presidente", hipotecou sua solidariedade, assumiu a responsabilidade de padrinho e está disposto a ir para a rampa da sede, no dia da eleição: 5 de março.
Entenderam o processo?
Pelo Sport, tudo!
CLAUDEMIR GOMES
Os novos tempos, e as imposições de uma pandemia, transformaram os memes na alegria do futebol. A gréia que começava nas arquibancadas e ganhava às ruas, os bares, as escolas, as barbearias, agora, se propaga numa velocidade impressionante através das redes sociais. O importante é que o humor prevalece, e de certa forma, empana uma realidade cruel. Afinal, nossa alegria e êxtase são resultantes de um livramento de fracasso, e não de uma conquista.
"Esta é a nossa realidade!". Afirma, com boa dose de resignação, o rubro-negro Humberto Araújo. Pergunto: E não pode melhorar?
Nossos cabelos já ficaram brancos; amigos ficaram carecas, mas os argumentos para o fracasso dos nossos clubes são os mesmos. O pior: não vemos luz no fim do túnel.
O Náutico brindou como se tivesse conquistado um tÃtulo nacional seu livramento de queda para a Série C. Logo em seguida se envolve numa obscura negociação com o Salgueiro, com a anuência da Federação Pernambucana de Futebol, em busca de espaço nas Copas do Brasil e do Nordeste. A grita dos torcedores do time sertanejo impediu que a excrescência se concretizasse.
O fato se tornou mais assustador diante do ensurdecedor silêncio dos cronistas esportivos, que parecem mais interessados nos memes.
Os elencos de candidatos a presidentes do Santa Cruz, cuja combalida eleição acontece nesta quinta-feira, e do Sport, que tem o pleito programado para o inÃcio de março, não levam otimismo aos torcedores dos dois clubes mais populares do Estado.
Em tempos de memes podemos dizer que Pernambuco esportivo é tão forte quanto o São Paulo industrial. Afinal, aqui também temos o nosso A,B,C - Sport, Náutico e Santa Cruz.
Os memes explodem nas redes sociais. Ninguém se preocupa com a qualidade do futebol. O interesse é pela criatividade no humor. Sinais dos tempos do BBB. O futebol está em sintonia com a nova ordem.
CLAUDEMIR GOMES
A última coisa que fiz no dia de ontem, terça-feira (02/02/2021), foi assistir ao confronto do Santa Cruz com o Itabaiana de Sergipe. A vitória do Tricolor do Arruda (2x0), assegurou a presença do clube na edição 2021 da Copa do Nordeste. Hoje pela manhã, a primeira mensagem que recebi do whatsapp foi do tricolor, AloÃsio Ferrer, que me enviou o vÃdeo produzido pela Brahma em homenagem aos 107 de fundação do Clube do Povo.
Uma peça bem elaborada, que traduz a emoção e o amor incondicional de uma torcida apaixonada e fiel. O Santa Cruz é isso: sentimento. E nada explica, muito menos justifica, essa paixão avassaladora expressa, de diversas formas pelo torcedor do Tricolor do Arruda.
Numa esquina próxima a minha casa existe uma galeria onde um taxista costuma fazer ponto. Não sei o seu nome, mas sempre que nos encontramos conversamos um pouco. Sua paixão pelo Santa Cruz foi o elo que nos aproximou. Ele escuta resenha, acompanha jogos, sabe de fofocas, enfim, procura nutrir o sentimento que tem pelo Clube do Arruda de diversas formas.
Ontem, prognosticou: "Vamos vencer fácil". Hoje, quando me viu, liberou um sorriso que valeu por mil palavras. Aquele era o sorriso das três cores, que há 107 anos ilumina milhões de rostos.
Certo dia, conversando com um tricolor que tem muita intimidade com os números, ele me alertou sobre o fato de as últimas gestões terem tornado o Santa Cruz num "clube insolvente".
Bom! Esta é uma realidade da qual não podemos fugir. Mas é assunto para os que postulam o comando do executivo tricolor. Hoje, especificamente, é dia de comemoração. De festejar o sentimento: o amor pelo Santa Cruz.
O torcedor tricolor é, acima de tudo, um escravo da paixão. Uma paixão que o leva a suportar qualquer sofrência.