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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
Certo dia, os mais velhos devem lembrar, o gênio, Raul Seixas, cantou:
"Esta noite eu tive um sonho
de sonhador
Maluco que sou, eu sonhei
Como o dia em que a Terra parou
Foi assim
No dia em que todas as pessoas
Do planeta inteiro
Resolveram que ninguém ia sair de casa
Como se fosse combinado em todo
o planeta
Naquele dia, ninguém saiu de casa, ninguém, ninguém...".
E a vida copia a arte!
Após assistir algumas edições de telejornais noturnos, chegamos à conclusão de que a terra está parando. Mas, diferentemente do que cantou o maluco beleza em "O dia em que a terra parou", não se trata de um sonho. à pura realidade.
Jogos de futebol com estádios vazios; partidas adiadas; tradicionais maratonas com inscrições reduzidas; torneios de basquete suspensos; abertura do Mundial de Fórmula Um cancelada; aeroportos fechados; vôos suspensos; excursões canceladas; paÃses com fronteiras fechadas; escolas suspendem aulas. O planeta está parando.
Naturalmente que a terra continua firme em seus movimentos de rotação e translação.Mas o povo não está saindo de casa.
Imposição do corona vÃrus.
O mundo entra em pânico!
A população não sabe mais o que é fake news ou notÃcia verdadeira. Tudo deixa de ser "fantasia" quando o perigo se torna iminente e real. Seu companheiro de sala, que recentemente chegou da Itália, descobre que foi infectado pelo novo corona vÃrus.
Simplesmente aterrorizante.
Está formada a pirâmide do medo: não vou trabalhar, as crianças não vão para o colégio porque teve contato com a vovó...
Não estamos falando de soma. Os números se multiplicam numa velocidade assustadora.
A terra está parando, e a alegria nos foi subtraÃda.
CLAUDEMIR GOMES
Nos últimos dias tenho sido indagado sobre o que acho da situação de Ronaldinho Gaúcho, que foi detido no Paraguai, junto com o seu irmão Assis, ambos com passaportes falsos. Um episódio lamentável, com final incerto e que mantém o ex-craque da Seleção Brasileira encarcerado no complexo penitenciário Agrupación Especializada da PolÃcia Nacional, em Assunção.
Ronaldinho é uma celebridade do futebol internacional. Isto é fato. Um virtuoso da bola. Moleque, bailarino, craque... qualquer adjetivo lhe cai bem para definir seu repertório e criatividade na arte de jogar. Ele era a tradução da alegria dentro das quatro linhas, razão pela qual encantava até os adversários.
Recordo, no ano 2000, quando Emerson Leão era técnico do Sport, o rubro-negro pernambucano chegou as quartas de final da Copa João Havelange, tendo como adversário o Grêmio de Porto Alegre. Todos os alertas emitidos pelo treinador leonino eram sobre o personagem maior do Tricolor Gaúcho: Ronaldinho, que acabou marcando dois gols, no jogo disputado no antigo estádio OlÃmpico, na Capital Gaúcha.
Sempre que o encontrava, era inevitável não ficar tentando adivinhar o seu pensamento. Parecia desconectado com o nosso mundo. Não entendia muito bem os outros mortais, e driblava a todos com um sorriso permanente no rosto, que não nos deixava perceber o sim, ou o não.
A impressão que nós tÃnhamos era de que, para ele, a felicidade estava naquele quadrilátero onde mantinha um diálogo único, Ãntimo e pessoal com a bola. E ela satisfazia todos os seus desejos se submetendo aos caprichos do craque como uma amante zelosa e caprichosa. Ronaldinho transformou muitos jogos em duetos. Espetáculos que pareciam ter sidos criados para ele e a bola.
Tão completo e irretocável dentro das quatro linhas, e tão vulnerável e frágil no mundo real, onde sempre precisou de um protetor. O raciocÃnio foi lógico: ninguém melhor que um irmão para ser meu guardião. Entretanto, no mundo dos negócios as coisas não são tão óbvias quanto parecem.
Fatos nos mostraram que o guardião não era tão seguro quanto se imaginava. Vulnerável as "ofertas", acabou sendo seduzido por propostas que não condiz, não se adéqua a imagem do Ãdolo mundial.
No Brasil colonial se usava muito a expressão - "santo de pau oco" - quando se queria falar de pessoas dissimuladas, que não eram verdadeiras.
Ninguém quer aceitar a idéia de que Ronaldinho venha a ser um vilão. Por outro lado, ninguém isenta o seu guardião, o irmão Assis, de culpa.
Pelo sim, e pelo não, o "processo" segue em ritmo lento. Acho que alguém ordenou para ir devagar porque "o santo é de barro".
CLAUDEMIR GOMES
"Multidões ansiosas para o clássico".
Esta foi a chamada de primeira página, de um dos jornais do Recife, na véspera do jogo em que o Sport venceu o Santa Cruz - 1x0 - neste sábado, na Ilha do Retiro. Partida válida pela Copa do Nordeste.
O editor da página mais nobre do matutino foi de uma infelicidade cruel. Desconhecimento total da realidade do futebol pernambucano, onde os confrontos entre agremiações tradicionais deixaram de ser "CLÃSSICOS" por conta do baixo nÃvel técnico. Multidões? Ora, um público de 14.011 numa partida envolvendo os dois clubes donos das maiores torcidas do Estado, é um atestado inconteste de que "multidões" nos nossos estádios só em registros passados.
Resumindo: não houve um futebol que pudesse ser classificado como um clássico, tampouco a presença de um bom público na Ilha do Retiro.
Vamos retroagir no tempo e sugerir uma chamada para a primeira página do jornal, com base nos fatos ocorridos ontem:
"Multidão ávida por sangue".
O futebol pernambucano está morto e sepultado!.
Não tenho a menor dúvida sobre isto após receber inúmeros posts dos confrontos entre as torcidas organizadas - Jovem (Sport) e Inferno Coral (Santa Cruz) - na Av. Agamenon Magalhães, nas proximidades do Hospital Português.
PoderÃamos dizer que tudo não passou de um deboche para com as autoridades - Governo, PolÃcia Militar, Ministério Público, Justiça, Federação... - que "enganaram" a sociedade ao anunciarem que tais torcidas haviam sido extintas. A televisão mostrou, durante todo o jogo, que elas estavam lá, presentes, ao vivo e a cores, com suas vestimentas tradicionais. Armaduras de guerra, entoando seus cânticos num anúncio claro que confrontos seriam inevitáveis.
Na antiga Roma os confrontos aconteciam dentro das arenas. Eram os chamados circos. Na "Nova Roma", de covardes guerreiros, as lutas acontecem nas ruas. Embates onde as hordas expõem uma violência assustadora. Em pleno Século XXI a sede de sangue dos bárbaros é imensurável.
"Mata, não mata, deixa, pisa..."
As palavras de ordem são proferidas enquanto, covardemente, um grupo participa de um linchamento a um torcedor indefeso, de cueca, no chão. Uma cena chocante.
O infecto canal do Derby serviu de rota de fuga para os que tentavam se livrar do massacre.
O que aconteceu ontem, na Ilha do Retiro, não foi um clássico, e sim um réquiem para o futebol pernambucano que está morto e sepultado. Só nos resta rezar para a sua ressurreição.
E como na antiga Roma, aqui, na Nova Roma, o povo também é consolado com circo, muito embora lhe falte pão. Nesta segunda-feira vamos ter uma coletiva de imprensa do técnico Tite, da Seleção Brasileira.
O primeiro jogo da Seleção Brasileira nas Eliminatórias do Mundial de 2022 será no Recife, onde o futebol pinta as ruas com sangue.
CLAUDEMIR GOMES
"TUDO MUITO ÃBVIO!".
A frase é de Guilherme da Fonte Medeiros, 9 anos, após assistir ao clássico - Santa Cruz 2x0 Náutico - válido pela sétima rodada do Pernambucano 2020. Sem dúvida a afirmativa mais real, e sincera, sobre uma competição falida, que não atrai mais público para os estádios, e cujo único beneficiado é a Federação Pernambucana de Futebol. A prova inconteste a tal afirmativa é que, em dois clássicos realizados não chegamos a marca de 16 mil torcedores nos estádios.
Ontem, no Arruda, com o Santa Cruz, considerado o clube mais popular do Estado, na condição de lÃder da competição, o público foi de 8.155 pagantes. O Tricolor do Arruda vem descrevendo uma campanha irretocável, onde somou seis vitórias e um empate em sete jogos disputados. Marcou 12 gols e sofreu apenas 2, ficando com um saldo positivo de 10 gols. Com duas rodadas de antecedência garantiu a classificação para as semifinais do torneio na condição de lÃder inigualável. Enfim, o time está fazendo tudo o que manda o figurino para conquistar o apoio do torcedor que continua sem estÃmulo para ir aos jogos do Campeonato Estadual.
O fiasco não é apenas em Pernambuco. As disputas domésticas por este Brasil afora não atrai mais os torcedores. Os públicos dos estaduais são fracos, mas as federações insistem neste modelo falido porque são beneficiadas com taxas exorbitantes e outros absurdos que são aprovados nos Conselhos Técnicos (antigos arbitrais), pelos próprios clubes que são os mais prejudicados no contexto geral. A resposta do torcedor é a mais coerente possÃvel: dar as costas ao que não lhe agrada.
"TUDO MUITO ÃBVIO!".
A conclusão de um garoto de nove anos vai de encontro aos comentários ufanistas que ouvimos no rádio e na televisão. Existe um esforço patético da mÃdia em querer enaltecer um produto ruim, em repassá-lo ao torcedor como um produto de boa qualidade. Esquecem os "analistas" que na nova ordem o torcedor é municiado de informações que lhes levam a análises coerentes.
A goleada que o Sport aplicou no Afogados (4x0), sábado na Ilha do Retiro, foi analisada apenas pelo resultado elástico. Esqueceram de considerar a conjuntura na qual o jogo foi disputado. Apesar do espetacular resultado conseguido pela Coruja do Sertão no jogo com o Atlético Mineiro, jogo válido pela Copa do Brasil, sabemos que o técnico Pedro Manta tem em mãos um grupo limitado, e quando foi obrigado a priorizar a competição nacional, as respostas - derrotas para Santa Cruz e Sport - foram muito óbvias, como diria o sincero e transparente Guilherme Medeiros.
Os saudosistas insistem em fazer comparações com edições passadas do Estadual. Uma regra básica da vida é que tudo tem princÃpio, meio e fim. Isto é imperativo para se buscar a modernização e a adequação ao novo tempo. Os Estaduais foram a cereja do bolo numa época em que o calendário não era tão concorrido. Não havia internet e o futebol não tinha ultrapassado fronteiras. Hoje, temos a internacionalização e nacionalização do esporte que reduziram, drasticamente, o espaço dos torneios domésticos.
O Pernambucano já foi um rio caudaloso, hoje não passa de um afluente minguado, assim como o Paulista, Baiano, Cearense, Carioca, Mineiro... Por conta de um calendário draconiano, os clubes mandam a campo, na maioria dos jogos, equipes alternativas, porque os principais jogadores são poupados para as disputas nacionais e internacionais.
Sendo assim, o que acontece no fracassado Estadual "Ã TUDO MUITO ÃBVIO".