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Maio 2012 ›› ROBERTO VIEIRA = blog do Roberto Vieira
Não o conhecia pessoalmente.
Ele que nasceu no longÃnquo fevereiro de 1969.
Mas nos meus tempos de criança, adolescente.
Lá estava Dr. Omar Braga nas resenhas.
Fulano joga.
Fulano não joga.
Omar que tinha sempre um caso pitoresco pra contar.
Como naquele fevereiro de 1972.
Quando completou 43 anos.
Trazendo à tiracolo Alan Cole da Jamaica, novamente.
E olha que Omar foi na terra do reggae resgatar o cara.
Craque na vida.
Sogro de Renatinha, filha do mestre José Moreira Rego Lima.
Doutor Omar Braga vai fazer falta.
Mas vai rever no céu uma turma boa.
Bita, Lula, Marinho Chagas, Amaral Dutra, Carlos Celso e Gradim.
Quem sabe até o massagista Miro não apareça.
Vá em paz, mestre!
Esse mundo está ficando cada vez mais triste.
NOTA: "O MESTRE ROBERTO VIEIRA TEM TODA RAZÃO - ESSE MUNDO ESTÃ FICANDO CADA VEZ MAIS TRISTE. CONFESSO QUE SOU UM PRIVILEGIADO, POIS QUANDO REPORTER, VIVENCIEI UM NÃUTICO QUE NO DIA A DIA NOS COLOCAVA EM CONTATO COM PESSOAS HUMANAS INESQUECÃVEIS COMO Dr. OMAR BRAGA; EDGAR CAMPOS e LIA, A TORCEDORA SÃMBOLO QUE ERA A "MADRINHA" DE TODOS OS JOGADORES. (CG)
CLAUDEMIR GOMES
O ex-presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Carlos Alberto Oliveira, sempre teve restrições a criação de uma Liga dos Clubes e a Copa do Nordeste. A época, final da década de 90, no século passado, ele vislumbrava o fato novo como a falência das Federações e dos campeonatos estaduais. Passados vinte anos, observamos que o visionário Oliveira estava certo em alguns pontos. Constatação que tem como referência o crescimento da competição regional em detrimento ao encolhimento dos estaduais.
A Copa do Nordeste foi lançada na década de 90, logo após o Brasil conquistar o tetra mundial, nos Estados Unidos. Projetos similares foram lançados em outras regiões do PaÃs, contudo, o nordestino foi o que se transformou num case de sucesso. Evidente que, no transcorrer dos anos aconteceram muitos ajustes; houve uma queda de braço com a CBF e as Federações, mas no final a entidade nacional colocou a CN no seu calendário, e a partir daà os investidores direcionaram as atenções para o evento que vem reforçando sua musculatura nas últimas temporadas.
Investimento maciço da mÃdia; cotas financeiras expressiva para os clubes; melhora na qualidade técnica das equipes e jogos atrativos para os torcedores reativando clássicos regionais que alimentam, de forma salutar, a rivalidade que impulsiona os clubes na busca por um salto de qualidade. A resultante destes e outros fatores é a qualificação e o crescimento da competição regional e a depreciação dos estaduais.
Com a divulgação da tabela dos jogos da primeira fase da Copa do Nordeste, competição onde, na próxima edição, o futebol pernambucano estará representado por Sport, Náutico e Santa Cruz, observamos que haverá uma dificuldade tremenda para o encaixe dos jogos do Pernambucano 2020. A fase classificatória da CN se inicia no dia 23 de janeiro e irá até o dia 21 de março. Todos os jogos do Sport, e a maioria das partidas do Náutico e do Santa Cruz estão programados para os sábados.
Fevereiro é mês de carnaval, e no Recife esta festa popular suplanta qualquer outro tipo de entretenimento. Portanto, em três dos quatro finais de semana deste mês a bola não deverá rolar na Capital Pernambucana.
Detalhe: Na fase final da Copa do Nordeste e do Pernambucano os clubes também estarão disputando a Copa do Brasil. A agenda de jogos é maior que a disponibilidade de datas. Como as adequações são feitas a partir da importância da competição, a tendência natural é de que o torneio estadual venha a ser o mais prejudicado.
Desconheço de foram feitos estudos com a possibilidade de transferir os estaduais para o segundo semestre. Seria uma alternativa de dar mais visibilidade à disputa doméstica que a cada ano vai sendo mais imprensada pela CB e desperta menos interesse do torcedor. Evidente que no segundo semestre os clubes estarão envolvidos nas finais da Série C e definindo seus futuros nas Séries B e A do Brasileiro.
Isto é sinuca de bico! Diriam os amigos carpinenses.
O fato é que a Copa engoliu o Campeonato.
CLAUDEMIR GOMES
Matemática é ciência exata! Isto é fato. Portanto, ao alcançar a marca dos 65 pontos o Bragantino é o primeiro, dentre os 20 clubes que disputam a Série B, a assegurar o acesso a elite do Campeonato Brasileiro em 2020: Série A. Agora, as três vagas restantes serão disputadas por Sport, Atlético/GO, Coritiba e Paraná, com o clube pernambucano tendo confortável vantagem nesta reta final.
Mais que nunca, o resultado é o que importa neste momento decisivo para os clubes que têm como meta o acesso. A pobreza técnica dos jogos deixa claro que, o item qualidade somente será focado por aqueles que obtiverem sucesso quando forem reestruturar e reformar seus elencos. Afinal, reconhecidamente, esta foi uma das edições, tecnicamente, mais fraca da Série B nacional desde que a mesma passou a ser disputada pelo sistema de pontos corridos.
A injusta divisão de renda está definindo um novo cenário para o futebol brasileiro. O desequilÃbrio financeiro vem colocar seis clubes num patamar altÃssimo, outros seis numa posição intermediária que lhe dará o suporte para sobreviver na Série A, enquanto o restante ficará numa permanente gangorra entre as Séries A e B.
Não é correto traçar um paralelo entre as campanhas dos clubes que estão disputando o acesso a Série A, com os clubes que estão na linha de baixo do Campeonato da Primeira Divisão. A qualidade dos adversários, a intensidade dos jogos são diferentes. Fazer este tipo de análise partindo de um pressuposto é insustentável. A prática nos mostra que, todos os clubes que ascenderem, este ano, à Série A, correm o risco de descerem na próxima temporada, caso não façam bons investimentos focados na melhora da qualidade. Isto será vital para a sobrevivência.
Mas isso é coisa do futuro, e a disputa exige foco total no momento. Apenas o Bragantino já pode iniciar o planejamento para a temporada 2020. Ao Sport, e os demais, a ordem é somar pontos. Sendo assim, este jogo com o Criciúma, sábado, na Ilha do Retiro tem que ser encarado pelo Leão. A vantagem do mando de campo começa com uma presença substancial da torcida. à voz corrente no futebol brasileiro que, a Ilha do Retiro cheia faz tremer qualquer adversário. Sendo assim, o primeiro gol sai das arquibancadas. Os outros, basta o time ter uma atitude altiva, como teve diante do Coritiba, segunda-feira que fatalmente conseguirá construir o placar que lhe convém.
Os pessimistas costumam dizer que, "os time que estão na zona de rebaixamento são mais perigosos". Isto é conversa de quem pensa pequeno. Evidente que, o respeito tem de haver sempre, em todas as circunstâncias, até porque "futebol não aguenta desaforo", como afirmam os mais experientes. A campanha do Sport é imperativa, o time joga em casa diante de um adversário que está na iminência de cair para a Série C. Portanto, a ordem é ir para cima, fazer valer a força e tirar vantagem de jogar no "Caldeirão da Ilha".
O futebol evoluiu bastante, mas tem certas coisas que são imutáveis, como a vantagem de decidir em casa, com o apoio da torcida. Este jogo com o Criciúma é decisão.
JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com
No inÃcio, o futebol tinha o paredro, que deu o lugar ao cartola que por sua vez terá que ser substituÃdo pelo profissional de gestão.
Sem dúvidas a profissionalização dos clubes é fundamental para as suas evoluções, inclusive com o clube empresa. A época do dirigente abnegado, sofredor, já faz parte do passado na maioria dos esportes, sobretudo no futebol mundial.
O cartola hoje é uma figura "démodé", traduzida do francês para o português como fora de moda.
Aos poucos o futebol brasileiro vem descobrindo, ainda de forma tÃmida, um novo modelo de administração, quando começa a deixar nas prateleiras figuras dos antigos cartolas, que eram apaixonados por seus clubes, substituindo-os por novos gestores profissionais.
Na verdade ainda não chegamos ao patamar maior nesse setor, embora os nossos clubes que participam das duas maiores divisões do Brasileiro já contam com esse trabalho profissional, mas ainda pecam por manterem muito poder nas mãos dos seus diretores.
O bom executivo é aquele que tem vôo próprio, com capacidade de assumir decisões sem a presença do dirigente ao seu lado. O que acontece na maioria dos clubes, é que alguns desses ainda dependem de influência para tomarem as providências necessárias para a administração do futebol.
Sabemos das dificuldades que são enfrentadas pelos dirigentes, ao abdicarem de entrevistas coletivas, de serem protagonistas, para darem os seus lugares aos executores de tarefas, que irão participar do processo com mais intensidade.
O papel do novo cartola é o de acompanhar e cobrar a realização do que foi planejado, e não ditar ordens quando tem alguém que possa fazer.
O bom executivo resolve e não é apenas um cumpridor de ordens. Deve ter conhecimento de planejamento estratégico, de governança coorporativa, que entrelaça os setores do clube, saber preparar um relatório, e sobretudo ter a visão do marcado de jogadores com um banco de dados, que possa ajudar nas contratações.
O futebol a cada dia movimenta grandes recursos, e certamente necessita de um bom gestor que possa gerencia=lo com competência, como se faz numa empresa, e não apenas elaborar um contrato e enviar um registro, ou organizar viagens e locais de treinamentos.
Os cartolas são hoje figuras "démodé", e começam a fazer parte do mundo antigo do futebol mundial, e no futuro serão sem duvidas, objeto de estudos da história desse esporte. Como os paredros, também deram a sua contribuição e devem ser respeitados.
O importante na contratação de um desses profissionais é que se possa discernir o executivo "executor", do executivo "repassador de ordens".
Essa é a questão, a do Ser ou Não Ser, para que possa dar certo.
CLAUDEMIR GOMES
O Novembro Azul vai decidir a sorte dos clubes que brigam pelo acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. Serão seis rodadas no espaço de 27 dias, o que significa que, a cada quatro dias e meio os times entram em campo. A 32ª rodada foi fechada com cinco empates, fato que revela o equilÃbrio que marcará os jogos nesta reta final. Dos cinco primeiros colocados na tabela de classificação, apenas o Coritiba venceu na última rodada. Ao alcançar a marca dos 62 pontos, o Bragantino basicamente alcançou o seu objetivo. Agora, é manter a vantagem e ir buscar o tÃtulo.
Torcedores de Sport, Coritiba, Atlético/GO e América/MG seguem fazendo contas e estudando as probabilidades. As aproximações são reais, e quem consegue uma sequência de duas vitórias estará dando um passo decisivo em busca da meta que é o acesso. O Coritiba superou o Botafogo/SP (1x0) na rodada passada e vai tentar repetir o feito diante do Sport, nesta segunda-feira, jogando na condição de mandante.
Dentre os quatro clubes que hoje brigam por três vagas, Atlético/GO e Sport foram os que mais empataram: 15 e 14 jogos, respectivamente. A esta altura do campeonato, a depender das circunstâncias, a igualdade pode ser assimilada como um grande resultado. O rubro-negro pernambucano tem um confronto direto com o Coritiba, amanhã, no Couto Pereira, casa do adversário, e a soma de um ponto é para ser comemorada. Neste caso, o empate será ruim para o Coxa Branca, que correrá o risco de perder a terceira posição para o Atlético/GO, e ter o América/MG no seu encalço.
Mais que nunca, nesta reta final onde as equipes se mostram cheias de avarias, o mando de campo é tido como ponto de desequilÃbrio. Sendo assim, a consolidação do acesso do Sport se dará, hipoteticamente, nos confrontos com o Criciúma, Vila Nova e Ponte Preta, na Ilha do Retiro. Como diz o amigo e jornalista, José Gustavo, "são vitórias que colocamos na conta do Leão". Afinal, Criciúma e Vila Nova são clubes que estão brigando contra o rebaixamento, enquanto a Ponte Preta não tem como ir além de uma campanha de manutenção.
Trabalhar com cálculos e mutações não é fácil, principalmente no futebol onde o componente emoção mede forças com o pragmatismo. Sendo assim, para simplificar, o torcedor do Sport deve torcer para os comandados de Guto Ferreira fecharem a campanha com 17 vitórias. Resumindo: as três vitórias nos jogos que serão disputados na Ilha do Retiro representam a aprovação no Novembro Azul.
Depois, é relaxar, comprar panetone e vinho para confraternização ao som do "cazá, cazá....Primeira Divisão", que para tricolores e alvirrubros deverá ser mais cavernoso do que ir ao shopping no final do ano, e em todas as lojas ficar ouvindo a voz da Simone: "Então é Natal...".