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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
A relatividade se faz presente quando o assunto em pauta é gestão em clubes de futebol. Não sei quem estabeleceu o perÃodo de dois anos, mas o fato é que virou "regra". Quem quiser mudar tem que mexer no Estatuto, como bem fez o Santa Cruz. Embora divida opiniões, o tempo (dois anos), é muito relativo: se a gestão for boa, tal espaço de tempo é considerado curto para a sua consolidação. Por outro lado, se a gestão for classificada como ruim, seu tempo de duração vai parecer uma eternidade.
Minha aproximação com o Clube Náutico Capibaribe se iniciou no final dos anos 60, no século passado, quando quatro amigos conterrâneos - Jairo (goleiro), Edvaldo (lateral esquerdo), Zé Leite (volante) e Wilson (ponteiro esquerdo) - vieram, por indicação do técnico Cido, defender a equipe juvenil do clube alvirrubro. E passaram a morar na concentração que ficava sob o setor de cadeiras. Me tornei frequentador assÃduo do clube. Várias vezes acompanhei os amigos no jantar, que era na concentração dos profissionais, na rua Santo Elias. Anos depois, na década de 70, passei a frequentar os Aflitos numa condição profissional, como repórter do DIÃRIO DE PERNAMBUCO.
Dentre idas e vindas, aproximações e distanciamentos, colecionamos amigos, estreitamos os laços de amizades, testemunhamos bons e maus momentos. Nos deliciamos com o malabarismo de alguns virtuosos que vestiram a camisa alvirrubra; nos decepcionamos com promessas que não corresponderam à s expectativas, e aprendemos que no jogo da vida a bola corre para os dois lados. O importante é ter o equilÃbrio para manter a posse o maior tempo possÃvel, e ter a sabedoria para lhe buscar quando ela estiver do outro lado.
Olho para o roupeiro , ARAPONGA, e o vejo como um pilar de sustentação de toda essa história que vivenciei de forma direta e indireta. O velho ARA é aquele soldado que conhece todos os segredos da caserna. Muitas vezes me mostrou o caminho das pedras para chegar a "notÃcia".
A tergiversada foi legal, como diria o amigo, José Teles, mas vamos ao que importa: o momento polÃtico do Náutico.
Muitas vezes, nesses 50 anos de idas e vindas pelos Aflitos, discordei da intransigente defesa de alguns alvirrubros em o clube ter apenas um candidato nas eleições. Existem momentos e momentos. Em algumas situações achava que o bate chapa seria salutar, em outras não. O problema é que, por várias vezes, testemunhei presidentes amargando a solidão do cargo.
Ontem, com muita alegria, os alvirrubros lançaram a chapa "PRA CIMA NÃUTICO", encabeçada por Edno Melo, atual presidente, e Diógenes Braga. Uma dupla que aprovou, e para a qual, o tempo de dois anos foi curto, diante do acerto da gestão, que precisa avançar para se consolidar, fortalecendo o alicerce que dará sustentação a retomada de crescimento do clube da Rosa e Silva.
Há dois anos os desafios eram maiores, mas os jovens dirigentes agiram diferente, pensaram fora da redoma que aprisionou os alvirrubros durante tantos anos, e mostraram o caminho para colocar o Náutico em sintonia com o Século XXI.
Diz o dito popular: " QUEM FAZ UM CESTO FAZ UM CENTO, QUESTÃO DE CIPÃ E TEMPO".
Edno e Diógenes precisam de mais um tempo para concluir o projeto do novo Náutico. Sempre fui acessÃvel as mudanças, mas convenhamos, no momento, a manutenção da dupla é imperativa.
CLAUDEMIR GOMES
Com o Sport na iminência de consolidar seu acesso à Série A do Campeonato Brasileiro, meta prioritária na temporada 2019, o presidente, Milton Bivar, se sentiu a vontade para revelar alguns números que traduzem a dificuldade financeira com que vem administrando o clube rubro-negro pernambucano.
A exposição foi feita durante programa na Rádio Jornal. Uma revelação que, para muitos, chega com dez meses de atraso, contudo, o sucesso obtido no futebol, que é o que faz o coração do clube pulsar, nos leva ao reconhecimento de que aconteceu no tempo certo e na medida exata. Caso contrário corria o risco de parecer chororô, ou caça às bruxas.
Alguns dos números expostos já haviam sido divulgados, mas se fazia necessário uma confirmação oficial, o que foi feito através das revelações do presidente executivo. Outros, embutidos em dÃvidas e acordos, nos surpreendem e revelam o quanto as gestões anteriores foram danosas e estão a obstacular a retomada de crescimento, como por exemplo, o acordo feito com a Rede Globo, quando se processou um adiantamento de receitas e o Sport ficará sem receber cotas por vários anos por conta do débito contraÃdo junto a empresa de comunicação. E o que falar de um débito internacional junto ao Sporting de Lisboa? DÃvida que está sendo cobrada via FIFA.
O inchaço das folhas de pagamento é outro crime financeiro brutal cometido pelos gestores que não sabiam a diferença entre apurado e lucro, detalhe básico e fundamental para a sobrevivência até das bodegas de ponta de rua.
Nos últimos três dias (sábado, domingo e hoje), o mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, prestou um grande serviço aos clubes pernambucanos ao publicar uma série de artigos sobre a importância do planejamento. Uma verdadeira aula para quem trata o futebol com seriedade e quer somar conhecimentos.
Em qualquer lugar do mundo é notória a diferença entre Grande Clube e Clube Grande. Recentemente estive em Portugal e deu para observar a distância que separa Benfica e Porto do Sporting, e testemunhar a rivalidade existente entre as cidades de Braga e Guimarães por conta do esforço dos seus respectivos clubes em serem considerados a quarta força do futebol luso.
Os gestores que antecederam Milton Bivar no comando do Sport foram derrotados pelo ilusionismo. Se sentiram os reis da cocada preta, mas não perceberam que ficaram nus quando deram um passo maior que as pernas. Como tudo na vida tem um preço, o Sport está pagando um alto tributo pelos pecados cometidos por aqueles que se embriagaram com o poder.
O leonino que vai a Ilha do Retiro, com frequência ou de forma esporádica, percebe que a reconstrução do Sport vai demandar um bom tempo. O patrimônio do clube está dilapidado, e a saúde financeira na UTI, como bem revelou o presidente Milton Bivar.
Por sorte, o futebol do time rubro-negro dá mostra de acerto na busca pela meta maior que é o acesso à Série A. Ãnico caminho que aponta a salvação do Leão.
CLAUDEMIR GOMES
O mestre José Joaquim Pinto de Azevedo, recentemente, sempre me falava das maravilhas de Portugal. Minha última passagem por Lisboa foi na década de 90. Muito tempo. Defini a terra dos patrÃcios como destino para um descanso de 12 dias. Viagem fantástica. Acabei por conhecer um paÃs fascinante que passou a ser disputado por turistas do mundo inteiro.
A formação de jornalista esportivo me levou a algumas incursões pelo mundo da bola. O que mais me chamou a atenção foi o fato de, o assunto dominante lá é o mesmo que domina cá: o Flamengo. IncrÃvel como os portugueses estão destacando o bom momento do rubro-negro carioca que é treinado por Jorge Jesus. Evidente que o trabalho do treinador é apontado como o grande motivo de ter elevado o time brasileiro a um patamar dos melhores times europeus da atualidade.
O Flamengo deixou de ser um fenômeno nacional de popularidade, passou a ocupar espaços antes nunca ocupado por uma equipe brasileira no noticiário esportivo internacional. Jesus é quem opera este milagre da multiplicação. A goleada que o time carioca aplicou no Grêmio (5x0), foi transmitida ao vivo, na madrugada da sexta-feira. O resultado do jogo foi repercutido em todos os telejornais.
José Joaquim, inclusive, nas suas postagens desta sexta-feira, faz alusão ao crescimento do clube carioca, mostrando que há espaço para o crescimento do futebol brasileiro. Também me chamou a atenção um comentário feito por Galvão Bueno que comparou o futebol do Mengo ao Carrossel Holandês dos anos 70.
O ufanismo é que difere os elogios daqui com os elogios de lá.
Tive a oportunidade de assistir ao confronto do Benfica com o Lyon, com a vitória (2x1) para o time português. Vitória sofrida com um placar que não traduziu, com fidelidade, a história do jogo. O Benfica fez um segundo tempo lastimável, e os analistas lusos não pouparam crÃticas. Eis uma diferença brutal. Aqui no Brasil, quando um time vence ninguém enxerga defeitos.
Confesso que não vi este "encantamento" de repórteres com treinadores, coisa que passou a fazer parte do cenário do futebol brasileiro de uns tempos pra cá.
Bom!
Há muito que se fala da necessidade de se importar bons treinadores para o futebol brasileiro poder dar um salto de qualidade. Jorge de Jesus, por conta do excelente trabalho que vem desenvolvendo no Flamengo passou a ser uma unanimidade nacional, ou internacional, como queiram.
Agora, é acordar para outras necessidades, como por exemplo, a modificação do calendário para que possamos caminhar, em paralelo, com os europeus. Uma medida que será uma contribuição efetiva para a melhora das gestões nos clubes.
E viva Jesus que redescobriu o futebol brasileiro.
Por Zé Roberto *
O Estádio Rei Pelé, em Maceió, é um das daqueles templos sagrados do futebol brasileiro que foram construÃdos durante o milagre econômico, na década de setenta. Quando você está lá dentro jogando, a laje fecha sobre você, te engole, como no Mineirão, canaliza o eco da torcida para perto de onde você vai bater o corner, como no Serra Dourada, o OlÃmpico, o Maracanã.
De lá bem longe, entre a Bahia e Pernambuco, numa quarta-feira à noite, durante o campeonato brasileiro de 1978, na partida entre o meu Santa Cruz FC e o CRB, guardo uma das mais gratas lembranças e lições de toda a minha carreira como atleta profissional. Foi ali que realizei, em 17 anos de carreira, talvez a única das minhas atuações perfeitas com a bola nos pés.
Qual desportista, ator, médico ou engenheiro não se lembra do dia em que acertou tudo durante a prática do seu ofÃcio? Naquela noite iluminada, onde Júpiter deve ter se entendido com Netuno, o biorritmo, badalado na ocasião, era favorável e as cartas e o búzios conspiravam a meu favor, devo ter errado dois passes dos 70 que realizava, em média, durante as partidas.
Jogadas de linha de fundo? Das cinco tentativas, em quatro deixei o lateral para trás e ao tentar os cruzamentos sobre a grande área inimiga, acabei acertando quatro passes, dois na cabeça do Nunes, um para o voleio certeiro do Betinho, o ultimo para um peixinho de LuÃs Fumanchú, que decretaram nossa vitória por 4x1.
Nesta abençoada partida, não corria. Voava. Roubava as bolas no meio-campo do CRB como quem tirava pirulito de bebê, e iniciava os contra ataques com uma rapidez e eficiência impressionantes. E pensava, enquanto jogava: mas, porque justo ali, longe da grande mÃdia, apenas com a Rádio Clube de Pernambuco e a Gazeta de Alagoas transmitindo a partida e sem qualquer TV, tinha que ser o local do meu melhor momento? Porque não jogara tudo aquilo no Maracanã, dois anos atrás, quando defendia o CR Flamengo e disputei a concorrida final (174 mil pessoas, o quarto público da história do Maracanã) da Taça Guanabara contra o Vasco? Ou por que tal inspiração não ocorrera três anos antes, quando disputei as semifinais do campeonato brasileiro pelo Fluminense, contra o Internacional, no mesmo Maracanã, e fui incapaz de impedir Falcão, Caçapava, Paulo Cesar Carpeggiani e Lula nos eliminarem da competição?
Se tivesse tal competência em tais ocasiões, jogando na cidade maravilhosa e defendendo camisas mais poderosas, certamente seria convocado para a seleção brasileira. Mas aprendi a não discutir com o destino. à ele quem nos conduz, e se ele quis que fosse ali o meu dia de Rivelino, que tal um chute de fora da área? Confiante, quando clareou na intermediária não virei o jogo para as laterais, como sempre fazia, resolvi arriscar, e juro que ela passou raspando a trave. Dribles, então, que pouco tentava por jogar à base de dois toques, até aquela partida minha especialidade para errar poucos passes, ser o ponto de equilÃbrio do time para manter um craque que deveria estar no meu lugar sentado no banco, acabei dando uns quatro, de tão solto e abusado que me encontrava. à impressionante, jogava e pensava, como a mente, desobstruÃda das nossas cotidianas limitações, conseguia fazer até com o bom, eficiente e previsÃvel futebol que até ali apresentava.
Fim de jogo, parti para o vestiário como Cesar Cielo se dirigiu ao pódio olÃmpico na China, nas nuvens, realizado. Afinal, era um dedicado atleta profissional que treinava mais que todos os meus companheiros, lutava pela vitória com sua minoria, e que merecia, nem que fosse por uma noite, num palco pouco iluminado ou reconhecido, jogar como sempre sonhei e busquei.
Passei pelo treinador, que era Evaristo Macedo disse o de sempre após nossas vitórias: "valeu, garoto!". Mas como valeu, se nunca havia jogado antes assim, com nenhum dos meus 16 treinadores anteriores? E fui encontrando pelo caminho repórter alagoano, narrador baiano, torcedor invasor local protestando, passando por adversários e ninguém deu a mÃnima para o que havia realizado. Será que eles pensavam que jogava sempre assim: E, se assim fosse, o que estaria fazendo no Santa Cruz, em Recife? Turismo em Boa Viagem, pagando promessas, visitando a feirinha de Olinda? Quando alcancei o vestiário já era 50% alegria e 50% frustração. Se havia treinado tanto, evitado noites e cigarros, as bebidas alcoólicas para atingir um dia a perfeição, quando a atingi, ninguém foi capaz de reconhecer. Nem uma medalha, muito menos um Motorádio, um abraço, um valeu.
Já nos vestiários, de banho tomado, notei meus companheiros felizes com a vitórias, que fazia avançar na classificação do brasileiro, e pela goleada conseguida fora de casa. Nada que reconhecesse minha iluminada atuação. Decepcionado, já de posse da conhecida vontade de chutar baldes perante simples adversidades, não mais bolas, dirigi-me à balança que o Sr. Amauri, um simpático funcionário do clube coral, que nos pesava antes e depois das partidas, uma prática que só conheci em Recife. Ao subir e conferir o que perdi, seu Amauri confidenciou baixinho: "Que atuação, hem! Zé Roberto? Parabéns, você foi brilhante esta noite!". Que alÃvio senti naquele instante. Não fiquei nem prosa, nem mascarado, apenas feliz. Afinal, de que valeria uma busca pela perfeição, em qualquer profissão, se quando a alcançamos, nem que fosse por apenas 90 minutos, que é o tempo dos holofotes da minha, ninguém fosse capaz de reconhecer, no mÃnimo, o seu esforço, a sua obstinação.
De lá para cá, até 1985 quando encerrei minha carreira, jogando no Bonsucesso FC, não me recordo de nenhuma atuação parecida, tipo desequilibrar uma partida, embora continuasse treinando passes, aperfeiçoando chutes, cabeçadas e domÃnio de bola. Continuei a ser o Zé Roberto de sempre, nunca mais o Zico, o Rivelino e o Gérson daquela inesquecÃvel noite. Mas foi de seu Amauri que guardei a maios lição deste episódio: sempre que assisto de perto, seja como treinador ou mesmo torcedor, uma atuação acima da média, em qualquer modalidade esportiva (se for longe, pela TV, procuro mandar e-mail) faço questão de esperar o final da partida e dar um força e incentivo ao autor da proeza.
Só eu sei o que fiz para um dia ser perfeito no que fazia, e muito mais, jamais esqueci o que a indiferença e o descaso são capazes de aprontar com nosso interior minutos depois de tal conquista.
(*)Jornalista e ex-jogador. Material retirado do Blog de Magno Martins
CLAUDEMIR GOMES
O verbo preservar é pouco conjugado no desporto brasileiro, razão pela qual causa estranheza eventos que são realizados com o objetivo de destacar feitos históricos e seus protagonistas. Neste contexto, a noite do dia 10 de outubro de 2019 entrou para a história do futsal pernambucano por conta da festa promovida pela FPFS para homenagear os campeões do primeiro tÃtulo brasileiro conquistado pelo futsal pernambucano.
O feito histórico aconteceu há 26 anos, precisamente no dia 10 de outubro de 1993. De lá pra cá, Pernambuco conquistou uma série de outros tÃtulos nacionais em diversas categorias, mas como bem ressaltou o presidente da FPFS, Luiz Cláudio de Carvalho, na sua saudação, "o primeiro tÃtulo foi de uma importância Ãmpar para o nosso futsal".
Verdade. Mensurar o feito é impossÃvel, entretanto, a julgar pela reação dos campeões quando foram chegando ao salão nobre da Federação Pernambucana de Futebol, local onde foi realizada a homenagem, o orgulho por tal conquista é indescritÃvel.
Calipio Palmeiras, o maior goleador e colecionador de tÃtulos do futsal pernambucano, foi o técnico da Seleção Pernambucana na inesquecÃvel conquista. "Um tÃtulo memorável não apenas pelo ineditismo, mas porque parecia pouco provável. Fizemos uma final com o favorito Paraná, cuja equipe era toda formada por jogadores que defendiam a Seleção Brasileira. O time todo se comportou como guerreiros da Nova Roma", pontuou Calipio.
O presidente da FPFS a época, Fred Carvalho, destacou que, "tão importante quanto a conquista era a sua preservação, valorização. Bastante louvável a iniciativa do presidente Luiz Cláudio em promover esta festa para enaltecer e lembrar a importância deste tÃtulo que foi um marco para o futsal pernambucano".
Visivelmente emocionado, Edson Nogueira, ex-presidente da FPFS, declinou do uso da palavra, mas fez questão de abraçar todos os campeões.
Além das homenagens aos atletas, membros da comissão técnica e ao presidente de honra da Votorantim, e patrono do futsal pernambucano, Henrique Silveira, a FPFS homenageou com o Troféu Leão do Norte, os jornalistas, Claudemir Gomes e Pedro LuÃs; e o desportista, Fred Oliveira, ex-presidente da Federação Pernambucana de Futebol.
OS CAMPEÃES BRASILEIROS DE FUTSAL EM 1993:
Fred Carvalho (Presidente da FPFS); Henrique Silveira (Presidente de Honra da Votorantim); Edson Nogueira (supervisor/chefe da delegação); Calipio Palmeira (Técnico); Dr. Antônio Bezerra (Médico); Roberval Ramos (Aux. Técnico); Clóvis Calado (Prepara FÃsico) e Romulo Macha (Massagista/Roupeiro).
ATLETAS:
Mazureik, Giusepe, Matheus, Luciano, Acidésio, Chau, Jerry, Marcelinho, Esdras, Bira, Alécio, Sandro Sales (Pelé), Jailton Cego, Xandi e Pequinho.