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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
O mundo está muito plano e o futebol nos mostra isso. à preciso entender as mudanças para não ficar remando contra a maré. A mais recente demonstração sobre tal realidade foi observada em coisas simples do cotidiano. A rotina dos atos era a mesma, contudo, o teor da discussão, ou seja, o mote da prosa é que viera de lá longe, importado da Europa. E deu conversa pra mais de uma légua.
Os homens de minha geração gostam de frequentar padaria, mercado público e barbearia. São lugares onde a conversa flora com muita naturalidade, a sabedoria popular impera e as histórias são fortalecidas pelo imaginário de cada um. Evidente que futebol e polÃtica sempre ocuparam lugar de destaque nestes celeiros de pródigos analistas.
Pois bem! Chego na padaria para ouvir dos rubro-negros as análises do primeiro balanço do Sport na Série B, e avaliar a ansiedade dos alvirrubros com relação ao jogo com o Paysandu, em Belém, neste final de semana, válido pelo mata, mata que irá classificar, uma das duas equipes para a Série B em 2020. Um confronto para o qual cabe o rótulo de "jogo do ano", como a turma do rádio gosta de chamar. Para minha surpresa, o assunto dominante era o sorte dos grupos da Liga dos Campeões da Europa, que seria realizado em Monte Carlo, no Principado de Mônaco, na França.
Entre uma mordida e outra no pão francês, um gole no café com leite, e tome falação sobre o mais atrativo campeonato interclubes do mundo. Impressionante o número de informações que a turma carrega sobre equipes, jogadores, transferências... Parecia mais que o assunto dominante era o Campeonato Pernambucano dos velhos tempos, tamanha a familiarização com os fatos.
Passei 45 minutos - marcados no relógio -, sem prorrogação até porque não houve parada para o VAR. Numa conversa animada daquela não há impedimento, nem ninguém entra de sola para fazer um pênalti. Todos querem apenas exibir o talento, ou seja, o conhecimento. No entra e sai para o café da manhã, como se fosse uma troca de jogadores, a conversa ganhava uma maior dinâmica com novos analistas ávidos em revelar seus conhecimentos.
à preciso entender as mudanças!
Ouvi esta frase de uma mulher que viera dar uma palestra a um grupo de empresários aqui no Recife. Ela estava sendo entrevistada no Bom Dia Pernambuco, na Globo Nordeste. Como estava passando de passagem pela sala, apenas ouvi a frase. Foi o suficiente para me levar a uma revisão nos conceitos.
Lembre os "gritos de alerta" que são dados pelo mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, em seus artigos. Esta planÃcie na qual o mundo se transformou trouxe a Europa para dentro de nossas casas.
Para constatar outras verdades me senti instigado a ouvir um monte de resenhas. Foi inevitável fazer uma comparação das conversas ouvidas na padaria com o teor do noticiário esportivo apresentado pelas rádios. Mundos dÃspares. Confesso que fiquei sem entender o "buraco negro" que estava provocando aquela falta de sintonia entre a imprensa especializada em futebol e o público consumidor. De imediato a frase começou a martelar minha cabeça:
à preciso entender as mudanças!
Eis a imposição da nova ordem.
JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com
Assistimos nesse final de semana vários jogos, tanto os do Brasil, como os do Velho Continente, e ficamos convictos de que aconteceu uma bruta regressão, quando começamos a perder espaços para os maiores centros europeus.
Uma variedade de jogos de todas as divisões, e raros de uma boa qualidade, com a bola sendo mal tratada.
Para que se tenha uma idéia do poderio do nosso futebol, na década de 60, quando o mundo ainda era redondo, existia um clássico mundial que ganhava as manchetes do planeta, envolvendo Santos e Benfica, e o confronto entre Pelé e Eusébio.
O que temos hoje? Uma entidade que comanda o futebol que não consegue obter credibilidade por conta das últimas três gestões, com um único projeto, a sua seleção. Para essa os clubes não valem nada.
Como podemos admitir que a maioria desses são sazonais. Jogam pouco e passam um longo tempo nas cavernas. O maior exemplo vem das séries nacionais C e D, que vão largando no caminho os seus participantes.
No dia de ontem, com os jogos do Grupo B da Terceira Divisão, 12 clubes subiram às serras para hibernação. Isso é um sistema autofágico.
O Brasil era cantado em prosa e verso como futebol arte. Conquistou cinco Copas do Mundo, seus jogadores eram idolatrados e com amplo mercado no exterior. De repente o planeta virou de cabeça para baixo, dando lugar a um novo modelo que passou a vir da Inglaterra, Espanha e Alemanha.
A tática de valorização da bola em um jogo que hoje é adotada no Velho Continente, foi pescada no Brasil antigo que a relegou, dando lugar ao bumba-meu-boi e de defensores brucutus.
Em nosso paÃs a parte fÃsica sobrepujou a técnica. Quem corre é o jogador e não a bola como deveria ser. Os jogadores são preparados para provas de atletismo e não para fazer a pelota correr no mais diversos gramados.
O Calendário é de pura indecência, mas não existe uma viva alma para contestá-lo. O medo de represálias toma conta da cartolagem. Todo o trabalho realizado em nosso futebol é de curto prazo. O longo é uma palavra retirada do dicionário dos cartolas.
Na Europa o treinador é longevo, no Brasil é totalmente descartável na brincadeira da dança das cadeiras. A formação ainda é precária e pouco aproveitada.
Em nosso paÃs existe a cultura do aeroporto, quando a maior alegria de um dirigente é de ir buscar um novo contratado. A regressão é latente e ficamos satisfeitos.
Os dois melhores técnicos do atual futebol nacional são estrangeiros, Jorge Sampaoli e Jorge Jesus, enquanto os nossos não aceitam por empáfia as novas metodologias, sempre com a mesma filosofia de botequim de estrada, de que o Brasil não tem nada a aprender.
Na verdade vivemos em um paÃs em que a sociedade adoeceu, sem contar com um remédio para curá-la.
Viramos de cabeça ara baixo.
CLAUDEMIR GOMES
Por mais aguardado que seja, o desfecho de uma "tragédia" é sempre muito doloroso. O cenário, pós derrota do Santa Cruz para o Náutico (3x1), ontem à noite, nos Aflitos, foi desolador do lado dos tricolores. Por outro lado, os alvirrubros comemoravam como sendo a vitória da dignidade, pois o pré-jogo foi marcado por uma série de equÃvocos e insinuações que não cabiam no contexto de uma decisão tão importante para o futebol pernambucano.
Bola prá frente!
Sei muito bem que o "Day After" para os perdedores é algo intragável. Contudo, é vida que segue. E por maior que seja a dor dos tricolores, o clube precisa ser repensado e recriado já. Afinal, o Santa Cruz vai para a sexta temporada na Série C nos últimos 16 anos. Isso mesmo, já estou contando com o próximo ano, ou seja, 2020.
Série A: 2006 e 2016;
Série B: 2007, 2014, 2015 e 2017;
Série C: 2008, 2012, 2013, 2018, 2019 e 2020;
Série D: 2009, 2010 e 2011.
Muitos estão falando sobre as cinco ou seis folhas de pagamento que virão sem o clube disputar competições até meados de janeiro, quando começa o Campeonato Pernambucano. Vou mais além. Minha preocupação é com a depreciação da imagem. A partir de 2008 até 2020 serão nove temporadas entre as Séries C e D. Será que ninguém no Arruda enxerga a queda livre que o clube embarcou?
Tudo muda o tempo todo, mas nas Repúblicas Independentes do Arruda a ordem é gerir o clube como se fosse uma capitania hereditária. Nada de planejamento. Se as questões forem ligadas ao patrimônio, é só aquecer as vendas de bolo de rolo e ovos de galinha de capoeira que tudo se resolve. Se os salários estiverem atrasados, ou precisar de "bicho extra", a saÃda é promover um jantar por adesão. Se for necessário mais dinheiro, o vice-presidente, Tonico Araújo tem uma receita infalÃvel: acionar o grupo de empresários que são sugados, extorquidos há mais de uma década e não conseguem ver o clube em sintonia com o novo século.
Não é justo fulanizar uma queda gradativa que perdura 20 anos. A crise pertence a todos. O desafio é fazer o "mea culpa". à enxergar a incapacidade desses amantes de gerir o clube. Não estou questionando o amor que todos sentem pelo Santa Cruz. Isto é fato inquestionável. O problema é que o amor muitas vezes inviabiliza o pragmatismo que é essencial para o sucesso do negócio futebol.
à preciso mudar o paradigma. O modelo está vencido e ninguém percebe. O Santa Cruz segue sendo tratado como produto doméstico. Uma comida caseira que não é servida no banquete maior do futebol brasileiro: a Série A. Quando exposta, retiram logo da mesa. O clube se contenta com tÃtulos do combalido Campeonato Pernambucano.
Perder um clássico é coisa normal no futebol. O irremediável é a perda da qualidade. O Santa Cruz começa a ser avaliado como produto de terceira categoria. Esta é a ótica das empresas que investem no futebol. Afinal, os números atestam isso. Lamentável.
CLAUDEMIR GOMES
Em competições de tiro longo existem momentos, e fatos, que são determinantes para o sucesso, ou insucesso de uma equipe. A vitória (2x0), do Sport sobre o Vila Nova, ontem à noite, no estádio OlÃmpico, em Goiânia, foi um desses acontecimentos marcantes que deve fortalecer o grupo na busca pelo acesso a Série A. Não vamos nos apegar a qualidade do futebol apresentado pelas duas equipes, afinal, estamos analisando uma partida da Série B (Segunda Divisão), cujo nÃvel técnico desta edição é baixÃssimo. O peso do fato está na sua contextualização.
Naturalmente não faltarão analistas que vão querer relativizar a hercúlea vitória dos Leões, resultado que lhe mantém aceso na maratona. Mas a superação que levou os comandados de Guto Ferreira a contabilizar os pontos em jogo pode vir a ser determinante para afirmação do time na competição.
Futebol não é uma ciência exata, mas segue uma lógica, apresenta tendências e credencia a regularidade positiva. Isso porque existe a regularidade negativa, que é observada nas equipes que se fixam na zona de descenso.
Os números mostram que o time da Ilha do Retiro possui um dos melhores ataques e uma das defesas mais positivas da competição. O Sport é o time que menos perdeu, contudo, o grande número de empates (oito), deixou o torcedor rubro-negro com a pulga atrás da orelha. A desconfiança é uma coisa que aflora com muita facilidade no futebol por conta do componente emoção.
A matemática do acesso pode ser resumida em 19 vitórias e 8 empates, números que levam um clube aos 65 pontos na tabela de classificação. Uma equação simples para a qual o Sport já tem 8 empates. O plus que precisa para turbinar a campanha é justamente contabilizar mais vitórias.
Numa competição de baixo nÃvel técnico o sucesso não está ligado diretamente a quem pratica o melhor futebol. Existe uma série de fatores que interferem diretamente na busca e alcance das metas: superação, atitude, objetividade, eficiência.
A duas rodadas do final do primeiro turno da Série B - jogos de ida - foi importante para o Leão rugir forte na casa do adversário. Não foi a melhor das 17 apresentações feitas até o momento, mas certamente foi a mais motivadora. O grupo parece descobrir sua força.
GILBERTO PRADO
Estava lá e vi um jogo histórico, pelo menos para mim, tricolor (modéstia à parte) e ex-profissional de uma matéria chamada futebol, da qual entendo, juro por Deus. Não foi um Real Madri x Barcelona ou Manchester City x Liverpool. Tampouco teve como palco o "Parc de Princes", em Paris.
Jogaram, em uma modesta competição - Série C - Santa Cruz x Globo/RN, na bela e organizada "Arena Pernambuco". Eu lá, conduzido pelos dois amigos irmãos, Correa (pai) e Correa Neto, diretamente da cabine dos cadeirantes, o meu novo e confortável posto de observação.
Nenhum "fenômeno", e sim dois nÃveis de profissionais de bola. De um lado o Globo/RN cujos jogadores já "estão de saÃda", vencidos pelo time do tempo. No caso, formado em maioria por experientes "cobras criadas". Do outro lado o Santa Cruz, com um elenco composto por jovens, com um "mundão" pela frente e pagando pesado pela inexperiência. Muitos ainda "cheirando a leite materno".
Não resta dúvidas que o atual elenco tricolor está montado por peças valiosas ainda não buriladas, mas em fase avançada de aperfeiçoamento. Faz-me lembrar o inesquecÃvel grupo que iniciou o penta, formado por Waldomiro Silva, onde despontavam craques como Terto, Givanildo, Luciano, Uriel, Josenildo, Dilson, Fernando Santana entre outros.
Se me faz lembrar o velho Gradim, o "paizão" que alicerçou jornadas incrÃveis, entre as quais cinco campeonatos seguidos, porque não compará-lo a Milton Mendes? Não é exagero também apresentar o atual técnico tricolor como um mágico cujo palco é o campo de jogo.
Contra o Globo/RN mostrou números de "ilusionismo da bola" somente observados por quem é ou já foi "do ramo", em matéria de futebol. Algumas coisas simples, porém marcantes para uma vitória. Do inÃcio ao fim, deliberadamente, dominou o jogo com menor posse de bola.
Simplesmente entregou-se ao adversário. O goleiro, bom por sinal, só deu "chutões" pra frente. A bola no outro lado do campo, não ameaça ninguém. Ai armou um intransponÃvel "cu de sapo", a partir do meio de campo, com todos "mordendo". Ai só pegou contra ataques. Se não goleou, deva-se a maturidade. Na questão especÃfica, usou a filosofia que fundamenta o do judô - "ceder para vencer" - ou seja, usar como arma a força do adversário.
Além disso, o mágico tirou "três coelhos" da cartola nas substituições.