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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
A vitória do Santa Cruz (1x0) sobre o Operário/PR encheu a torcida do Tricolor do Arruda de esperança quanto ao acesso do clube coral à Série B. Por outro lado, a derrota do Náutico (3x1) para o Bragantino, colocou os torcedores alvirrubros diante de uma interrogação: o time comandado por Márcio Goiano conseguirá construir um placar com uma vantagem de três gols?
Para alimentar o seu otimismo, o torcedor do Santa Cruz utiliza o argumento: os clubes que, na fase de grupo, se classificaram nas terceira e quartas posições, foram vitoriosos nos jogos de ida. Em tese, contrariaram o favoritismo dos adversários e construÃram vantagens para o segundo confronto que acontecerá no final de semana, definindo quais os clubes que terão acesso à Segunda Divisão Nacional, e que seguirão na disputa pelo tÃtulo da atual edição da Série C.
Para contrapor o otimismo dos vencedores nos jogos de ida das quartas de final, um detalhe que pode mudar o cenário da corrida ao acesso: o mando de campo. Afinal, os quatro clubes que venceram os jogos de ida atuaram como mandantes.
Não resta dúvidas de que, numa decisão, qualquer vantagem é substancial, mas não podemos desconsiderar que, na Série C o mando de campo é determinante.
A ponderação do mestre, Lenivaldo Aragão, nos leva a certeza de que a disputa segue em aberto. E nos lembra: "no futebol não existe verdade absoluta". Verdade. A relatividade faz parte do mundo da bola, principalmente quanto o assunto em pauta são jogos decisivos.
Ir a campo com a vantagem do empate para alcançar seu objetivo é, sem dúvida, um handicap considerável, uma vez que, nos dias de hoje, onde os times buscam a perfeição nos sistemas de contenção, administrar uma igualdade no placar, diante de um adversário que estará pressionado pelo resultado, não chega a ser um caminho muito difÃcil a ser trilhado. Afinal, não foi por acaso que o técnico, Roberto Fernandes, do Santa Cruz, observou: "Nossa vantagem é muito grande, pois há quatro jogos que nossos time não toma gols". Trocando em miúdo: basta manter a escrita que o salto para a Série B estará assegurado.
Das 7 vitórias que o Náutico contabilizou jogando na Arena Pernambuco, nesta edição da Série C, 4 foram com diferença de 2 gols, e uma com a diferença de 3 gols. O time alvirrubro precisa construir um placar com a diferença de 3 gols para assegurar uma vaga de acesso à Série B. Caso o Náutico vença o Bragantino por uma diferença de 2 gols, a vaga será decidida numa disputa de pênaltis.
O jornalista, Eduardo Ferreira, alvirrubro de carteirinha, aposta num público superior a 30 mil torcedores, domingo, na Arena Pernambuco, contingente mais que necessário para produzir um eco ensurdecedor no estádio, e intimidar qualquer adversário. Este é o diferencial de se jogar em casa, razão pela qual o mando de campo foi determinante nos jogos de ida. Nos Aflitos, a aposta é que também seja nas partidas de volta.
CLAUDEMIR GOMES
O primeiro confronto das quartas de final do Brasileiro da Série C, é definido pelos clubes como sendo o momento da construção de uma vantagem. a depender do placar, tal vantagem pode vir a ser determinante, anular a possibilidade de uma reação no segundo jogo. Seria o caso de uma goleada acachapante, fato que não ocorreu nos três jogos realizados até o momento. A primeira rodada será fechada hoje a noite com o confronto entre Cuiabá e Atlético/AC.
Givanildo Oliveira, que tem um conhecimento invejável da matéria futebol, nos assegura que, "em decisão qualquer vantagem é importante". Verdade. Pode não ser determinante, mas sua importância é inquestionável, uma vez que, transfere para o adversário toda a pressão por resultado. Sendo assim, Santa Cruz, Bragantino e Botafogo/PB, que venceram o primeiro jogo como mandante, largam na frente na briga pelo acesso à Série B.
O histórico da competição nos mostra que, o mando de campo é uma vantagem determinante.
O técnico, Roberto Fernandes, do Santa Cruz, fez questão de valorizar a vantagem conquista para o segundo jogo com o Paraná, domingo, em Ponta Grossa, Interior paranaense: qualquer empate classifica o Tricolor do Arruda. E citou o fato de, o Santa Cruz não ter levado nenhum gol nos últimos quatro jogos para mostrar que o 1x0 registrado neste domingo, no Arruda, pode vir a ser o passaporte do time do Arruda para a Série B, em 2019.
Evidente que no futebol a relatividade impera. No vestiário do Operário, todos estavam convictos de que, a vantagem construÃda pelo Santa Cruz pode ser anulada no próximo jogo, domingo, no Estádio Germano Kroger, onde o time paranaense não amargou nenhuma derrota, tendo vencido seis dos nove jogos que disputou como mandante.
O site, CHANCE DE GOL, especializado em fazer projeções, estudando as probabilidades de cada clube, nas respectivas competições em andamento, apontava que, o Santa Cruz tinha 26,3% de chances de vencer o Operário no jogo que aconteceu no Arruda. A probabilidade de vitória do time paranaense era de 44%. O Santinha contrariou a lógica dos números, e todos creditaram a torcida tricolor parte dos méritos de tal façanha.
Agora, o desafio de Roberto Fernandes e seus comandados é administrar a vantagem construÃda no primeiro jogo.
O Náutico também aposta na força da sua torcida para anular a vantagem construÃda pelo Bragantino, no primeiro confronto entre os dois clubes, válido pelas quartas de final da Série C, quando o time paulistas venceu pelo placar de 3x2. Pelas projeções do CHANCE DE GOL, deu a lógica, uma vez que, o Bragantino tinha 56,2% de probabilidade de alcançar a vitória. Confirmou seu favoritismo.
A vantagem do time de Bragança Paulista é inquestionável. Afinal, o Náutico precisa vencer com uma vantagem de 3 gols. Tal placar aconteceu uma única vez nesta edição da Série C, foi na vitória por 3x0 sobre o Salgueiro. Os alvirrubros também marcaram 3 gols nos confrontos com o Remo e com o Atlético/AC, mas em ambos o time pernambucano sofreu gols. A aposta do técnico Márcio Goiano é justamente na exploração do mando de campo. Para que isso funcione é preciso criar condições, ou seja, a presença maciça da torcida alvirrubra é que vai funcionar como ponto de desequilÃbrio.
JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com
Conversando com o jornalista Claudemir Gomes, que é um dos bons pensantes nesse futebol estropiado, em todos os seus segmentos, esse citou o novo caminho traçado pelo Clube Náutico, que começa a colher bons frutos.
Estávamos devendo ao alvirrubro da Rosa e Silva uma análise sobre esse assunto, e aproveitamos o mote levantado, para faze=la.
O clube no perÃodo entre 2000 e 2018 foi ingressando em um buraco sem a menor luminosidade. A cada gestão que entrava, esse ia se aprofundando, e sem um fio de esperança para uma possÃvel recuperação. As notÃcias sobre o Náutico eram trágicas.
Alto grau de endividamento sem recursos para cobrir, salários atrasados, invasão dos torcedores nos treinamentos, leilões judiciais do seu patrimônio, entre outras coisas era o dia a dia do clube.
Não tinha credibilidade para adquirir um lápis.
Nesse perÃodo citado, o alvirrubro participou do Brasileirinho apenas 5 vezes. Esteve na Série B por 13 e uma vez na Série C. Obvio que distante da maior competição nacional por tanto tempo, os recursos foram sendo reduzidos, desde que as demais somam prejuÃzos.
A polÃtica interna do clube era devastadora, afastando alguns bons alvirrubros que sempre estiveram presentes à sua vida. Com o advento desta atual diretoria, a poeira baixou, e foi dado inÃcio ao processo de refundação.
De forma silenciosa a casa foi sendo arrumada, motivada por um projeto à longo prazo, que vai sendo cumprido conforme o seu planejamento.
A autoestima do torcedor reacendeu, os jogos começaram a receber bons públicos que é um sinal de confiança e aprovação. O time respondeu e com a devida humildade deverá volta a Série B. Tem tudo para que isso possa acontecer.
Não se ouve nada sobre salários atrasados, desde que a folha ficou dentro da capacidade de pagamento do clube, e isso foi importante para o sucesso numa competição complicada, e deficitária como a Série C.
Com poucos recursos está trazendo de volta para os seus torcedores o Estádio dos Aflitos, que é um outro fator importante de agregação, e com uma capacidade de abrigar jogos para a Série B.
Obvio que os débitos vultosos ainda existem, mas com o retorno da credibilidade esses poderão ser resolvidos.
O caminho é bem longo, mas se os dirigentes não tomarem um outro rumo temos a certeza absoluta de que a refundação do Náutico será concretizada.
O importante de todo esse processo é sem dúvida a humildade dos dirigentes que, silenciosos começaram com essa transformação.
O alvirrubro poderá contar com uma vida bem mais tranquila do que a que viveu em anos anteriores.
Quando se planeja no futebol tudo fica mais fácil.
CLAUDEMIR GOMES
"Infeliz do poder que não pode".
A autoria da célebre frase é atribuÃda ao coronel Chico Heráclio, um dos maiores lÃderes polÃticos da história de Limoeiro, conhecido também como "Leão das Varjadas". Algumas frases do coronel, a época funcionavam como "Lei". Era regra. Seus seguidores as respeitavam tanto quanto as Leis de Newton na FÃsica.
Ontem a noite, quando do anúncio da renúncia do presidente do Conselho Deliberativo do Sport, Homero Lacerda, foi inevitável lembrar da sabedoria popular do coronel Chico que, na polÃtica, criou outra lei: "O eleitor da Capital é a favor do contra".
Embora tardia, a renúncia de Homero foi, acima de qualquer coisa, de uma coerência imperativa. Afinal, há muito que ele vinha amargando a realidade das duas leis do coronel Chico. Embora no comando do poder maior do clube, ficando abaixo apenas da Assembléia Geral dos Sócios, os membros do Conselho Deliberativo tolheram todo o seu poder como presidente. E todas as questões que eram postas em votação eram vetadas. Um caso tÃpico do poder que não pode, e dos eleitores que são a favor do contra.
Este ano, fiquei atento a uma participação de Homero Lacerda no programa do Jorge Soares, na Rádio Clube. Com uma elogiável habilidade no trato com as palavras, o presidente do CD do clube leonino foi duro nas crÃticas. Usou as forças das palavras para externar sua indignação em relação as mudanças feitas no Estatuto do Sport.
Recentemente, numa das reuniões de ex=dirigentes e sócios do Sport, que acontecem num restaurante, em Boa Viagem, o ex=presidente, Luciano Bivar, tido hoje como a liderança mais influente no clube, fez uma espécie de "mea culpa", revelando que, equivocadamente seguiu os conselhos de alguns dirigentes do Sport e trabalhou na aprovação das mudanças feitas no Estatuto do Sport, que segundo ele, estavam sendo danosas ao clube.
Analisando fatos passados e recentes, chegamos a conclusão que os problemas do Sport se resumem a briga dos leoninos contra os próprios leoninos. Eles estão juntos, mas nunca se misturam. Formam grupos, se comportam como senhores feudais e se apossam de terras que pertencem a uma sociedade.
Sob a alegação de que "não devemos deixar que aventureiros assumam o poder do Sport", as "lideranças" fazem pactos até com o diabo. E depois são obrigadas a comer do pão que ele amassou.
CLAUDEMIR GOMES
Nada menos que 17 pontos separam o Sport do São Paulo na tabela de classificação do Brasileiro da Série A. A distância, por si só, retrata uma desigualdade absurda de qualidade técnica entre os dois times. Sendo assim, a vitória (3x1) do Tricolor Paulista ao final do jogo entre os dois clubes, ontem a tarde, na Ilha do Retiro, não causou nenhuma surpresa. Afinal, o elenco atual do Sport é um dos piores da história, dentre os já montados pelo clube da Ilha do Retiro para disputar à Primeira Divisão Nacional.
O São Paulo impôs o ritmo que lhe convinha, e só não construiu uma goleada por conta do preciosismo de alguns jogadores. O "passeio" do time paulista acabou provocando o que todos já aguardavam: a queda do treinador, Claudinei Oliveira. Nenhum técnico, no futebol brasileiro, sobrevive a uma sequência de seis derrotas e dois empates. Pior: sem o time apresentar nenhuma evolução dentro das quatro linhas.
A mediocridade alcançou nÃveis inaceitáveis na coletiva de imprensa, onde o ex=treinador, o vice=presidente de futebol e até repórteres subestimaram a inteligência dos torcedores com um jogo de cena e elogios que não cabiam naquele momento em que se vivenciava o epÃlogo de uma crônica anunciada.
Sabemos que, em silêncio, os inocentes contribuem mais, em qualquer situação. Isto também se aplicada no futebol.
Desde a semana passada, quando o Sport empatou com a Chapecoense, que se sabe da insustentável permanência do treinador leonino no cargo. A forma como escalou o time, e a resposta apresentada pelo conjunto diante do São Paulo, foram imperativas para a queda de Claudinei Oliveira. Portanto, não foi surpresa para ninguém a sua saÃda. Apesar do esforço em se tentar repassar tal sentimento que não condiz com a realidade.
Após as palavras de despedidas do treinador, um experiente repórter, num surto de insanidade, não poupou elogios ao Claudinei Oliveira afirmando que o mesmo fez um bom trabalho no comando técnico do Sport.
Não sei qual o conceito do cidadão sobre o que é bom, ou ruim, mas suas colocações soaram mal, e somente foram superadas por uma série de baboseiras proferidas pelo vice=presidente de futebol que, mais uma vez, expôs a incompetência de uma diretoria que não sabe diferenciar o joio do trigo.
Ontem, mais que nunca, ficou claro que, na Ilha do Retiro, se o "campo" não vai bem, pior são os bastidores. Nesta conjunção fica difÃcil alimentar bons sentimentos em relação ao futuro do Sport na competição.