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Acontece
Paulista abre as portas para o futebol feminino
postado em 18 de julho de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O prefeito da Cidade do Paulista, Júnior Matuto, resolveu apostar no futebol feminino, e está promovendo a primeira edição da Taça Cidade do Paulista de Futebol Feminino do Nordeste, que começa a ser disputada nesta quarta-feira e segue até o dia 29 de julho. Ao todo serão 91 partidas envolvendo 24 equipes representando os nove estados nordestinos.

O futebol feminino nunca recebeu um tratamento digno dos dirigentes do futebol brasileiro. Na realidade, a maioria dos grandes clubes sempre tratou a modalidade como um subproduto. Pernambuco parece ser um pólo de resistência, embora as meninas nunca tenham figurado no hall das prioridades dos grandes clubes do Recife: Sport, Náutico e Santa Cruz.

O presidente do Vitória, Paulo Roberto, vislumbrou no futebol feminino a possibilidade de dar visibilidade nacional ao Tricolor das Tabocas. Conseguiu. Mas os feitos do Vitória não reverberaram o suficiente para atrair a atenção dos outros clubes. Sentimos a falta de um salto qualitativo. Vitória e Sport atingiram um estágio ainda não alcançado pelas outras agremiações.

A Prefeitura do Paulista já promoveu campeonatos regionais de futebol nas categorias Sub15; Sub 17 e Sub 18. Agora, o prefeito Júnior Matuto resolveu estender o braço da inclusão ao futebol feminino. Pernambuco será representado por sete clubes neste "nordestão": Sport, América/Paulista, Náutico, Vitória, Ypiranga, Íbis e Centro Limoeirense. Lamentável a ausência do Santa Cruz, mas para suprir tal lacuna, as presenças do Centro, do Ypiranga, e do gigante Vitória, nos deixa com a certeza de que o futebol feminino segue vivo no Interior.

Se vivo estivesse, Lula Carlos, com o seu refinado humor, estaria tirando a maior onda com o Íbis. Será que o empoderamento feminino vai tirar o Íbis da condição de "Pior Time do Mundo"? Bom! Nesse mundo machista do futebol ninguém sabe do que a mulher é capaz.

A cidade do Paulista será representada pelo América. Há muito que o Município adotou o Mequinha, que passou um tempo como nômade, até aportar no Estádio Ademir Cunha, que hoje chama de seu.

Que venham as loiras, negras, morenas e ruivas, para com suas habilidades provarem que o futebol também tem o seu lado feminino.

Fico aqui na torcida para que a primeira edição da Taça Cidade do Paulista de Futebol Feminino do Nordeste revele novas protagonistas com sotaque nordestino.   

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Brasileiro Série A
Sport vive momentos de incerteza
postado em 18 de julho de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O Brasileiro da Série A será reiniciado nesta quarta-feira com a disputa da 13ª rodada, onde o Sport enfrenta o Ceará, as 19h30, no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza. A competição ficou paralisada durante 35 dias, período em que se construiu, no imaginário do torcedor rubro-negro, uma interrogação maior que a Ilha do Retiro: como voltará o time comandado por Claudinei Oliveira?

A incerteza não chega a ser um privilégio da torcida leonina, contudo, a expectativa em relação a uma provável mudança de cenário aumenta por conta das dificuldades financeiras que o Sport vivencia no momento. Antes da parada para a Copa da Rússia, o time da Ilha do Retiro surpreendeu a todos com uma campanha que lhe posicionou na parte de cima da tabela de classificação. Durante o recesso, as desejadas contratações para suprir algumas deficiências, não foram anunciadas, tampouco o time fez amistosos para não perder o ritmo de jogo. Para aumentar as incertezas, os jogadores começam a reclamar dois meses de salários atrasados.

Com a certeza de que o Leão não irá voar em "Céu de Brigadeiro", neste retorno do Brasileiro, o técnico, Claudinei Oliveira, deu o seu "Grito de Alerta" em relação a prováveis turbulências que porventura venham acontecer.

Diferentemente dos seus antecessores, o treinador leonino alerta os torcedores para a prioridade do clube que é de fazer uma campanha de manutenção na Série A. Um outro sinal emitido por Claudinei, e que deixa ressaltada, ainda mais, a sua precaução, e preocupação em manter o torcedor do Sport com os pés no chão, está nas entrelinhas de suas declarações quando ressalta a alternativa de disputar o restante do campeonato com os profissionais que  estão trabalhando na Ilha do Retiro. Fica claro que o clube não tem recursos para investir em reforços.

Por fim, um fato raro, visto que, o torcedor rubro-negro é sempre muito otimista: as contas que se faz  no momento é visando o ponto de corte, ou seja, quanto o clube precisa somar para exorcizar o fantasma do rebaixamento. Um comportamento que revela a falta de otimismo do amante do Sport em relação ao desempenho do time pós recesso de 35 dias.

O primeiro teste é o Ceará de Lisca "Doido".

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Brasileiro Série A
Clubes perderam 42 jogadores
postado em 18 de julho de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com

 

Quando o apito do árbitro autorizar o início do jogo entre Ceará e Sport, que é o primeiro no reinício do Brasileirinho, a competição estará com 42 atletas a menos, que foram levados para o futebol do exterior durante a Copa do Mundo, período em que a Série A esteve em recesso.

Uma lacuna muito grande que mostra o erro da manutenção desse calendário catastrófico.

Quinze times foram afetados , e o que sofreu mais foi o Atlético/PR com cinco transferências. A lista foi completada com os seguintes clubes:

São Paulo - 4; Corinthians - 4; Atlético/MG - 4; Palmeiras - 4; Flamengo - 3; Grêmio - 3; Chapecoense - 3; Vasco - 3; Bahia - 2; Cruzeiro - 2; Paraná - 1; Sport - 1 e Ceará 1.

Botafogo, Internacional, Santos, América/MG e Vitória não foram afetados. O Botafogo perdeu o seu técnico Alberto Valentim.

OBS: Dados do FOX-Sports.

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Futebol Pernambucano
De volta a nossa realidade
postado em 17 de julho de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

A Copa da Rússia ainda vai servir de mote para várias crônicas e embalar muitas prosas. Mas é hora de aportar novamente na nossa realidade. Na noite da segunda-feira tivemos vários jogos válidos pela Copa do Brasil e, aqui em Pernambuco, Náutico e Salgueiro mediram forças no Cornélio de Barros, em jogo válido pela 14ª rodada do Brasileiro da Série C.

Para quem passou um mês se deliciando com o melhor do futebol mundial, os jogos oferecidos no início da semana provocaram um choque de realidades. Nada que assuste. O desafio para encarar tudo com naturalidade é evitar comparações. Tal lição me foi repassada há muitos anos, pelo mestre, Adonias de Moura.

Em 1978, a Seleção Brasileira se preparava para disputar a Copa da Argentina, e na programação constava uma excursão pela Europa. Fui escalado para tal cobertura junto com o fotógrafo, Maurício Coutinho. Nosso foco na cobertura era o atacante, Nunes, do Santa Cruz. A Seleção disputou amistosos na França, Alemanha, Arábia Saudita, Inglaterra, Itália e Espanha. No retorno ao Recife, a primeira pauta que me foi repassada pelo editor de esportes foi a cobertura do amistoso entre Sport e Vassoura, time amador formado por motoristas de taxis, que tinha no comunicador, Geraldo Freire, o maior incentivador.

Entendi o recado. Assimilei a lição que me veio à lembrança enquanto assistia ao confronto entre Náutico e Salgueiro, que terminou empatado em 1x1. Um resultado que não fere a lógica, uma vez que, sempre que os grandes clubes do Recife vão jogar em Salgueiro levam uma beliscada do Carcará. Embora os números das campanhas dos dois clubes fossem claros, e mostravam o melhor momento dos alvirrubros na competição, o jogo era uma questão de vida ou morte para o time sertanejo.

O Náutico, que vinha de uma sequência de cinco vitórias, buscava os três pontos em disputa que, basicamente, lhes assegurariam a passagem para a próxima fase da competição. Por outro lado, o Salgueiro precisava vencer para deixar a zona de rebaixamento. Dois times com objetivos distintos, mas que lutavam pelo mesmo resultado: a vitória.

Os alvirrubros não fizeram uma boa apresentação, mas foram premiados com um gol de Robinho, o atacante mais brilhante e objetivo do time comandado por Márcio Goiano. O Salgueiro dominou todo o segundo tempo, fez da superação sua arma para chegar ao gol do empate. A soma de um ponto não atenuou a tensão que os donos da casa vivem nesta reta final do campeonato. Por outro lado, a quatro jogos do final desta fase de classificação, somar um ponto na condição de visitante, foi para o Náutico um feito positivo, visto que, seu passaporte pode ser carimbado no próximo sábado, diante da Juazeirense, na Arena Pernambuco, onde o Timbu canta de galo.

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Copa da Rússia
A redescoberta do coletivo
postado em 16 de julho de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O título conquistado pela França na Copa da Rússia é incontestável. Os atuais bicampeões do mundo não criaram um fato novo no universo do futebol, mas ratificaram uma verdade que vinha sendo contestada por um desvio de foco, a de que "futebol é um esporte coletivo".

O protagonismo de craques como Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar... em seus respectivos clubes, onde funcionam como pontos de desequilíbrio, levou a maioria dos cronistas, de diversos países, a cometer o equívoco de atribuir a eles o crédito de uma conquista coletiva.

Nada de novo no mundo da bola. A visão equivocada é provocada pela evolução da comunicação. Os feitos de Pelé - eleito Atleta do Século XX - não tiveram a mesma visibilidade dos de Messi e Cristiano Ronaldo. O Rei do Futebol fez a diferença na Copa de 70, nem por isso a conquista foi atribuída a ele, individualmente. O mesmo podemos dizer de Maradona, em 86, e Zinedine Zidane, em 98, que foram protagonistas em conquistas coletivas.

O fato de há dez anos virem dividindo a condição de Melhor Jogador do Mundo, colocou um peso nas costas do argentino e do português. Neymar, por ser um candidato a tal condição, também foi cobrado por um feito que não podia realizar. O futebol é um esporte coletivo. Seleções que trabalharam o grupo dentro de uma proposta de jogo, descreveram campanhas exitosas, e através delas surgiram novos protagonistas.

Não vimos nada de revolucionário na Copa da Rússia. Apenas um freio de arrumação, uma lição aos ufanistas que adotaram uma idolatria que não condiz com a função de um formador de opinião. O jornalista, Eduardo Ferreira, foi cirúrgico na sua análise: "Marqueting não transforma frouxos em heróis". O velho ditado popular nordestino também explica os erros cometidos pelos "analistas": Andorinha só não faz verão.

Nos próximos quatro anos vamos assistir uma infinidade de jogos, em todos os níveis, onde os sistemas defensivos se mostrarão cada vez mais sólidos. Os times jogarão, cada vez mais, por uma bola. E, tal como aconteceu na Copa da Rússia, a bola parada será fundamental na busca da vitória.

O coletivo se tornou mais forte, ou melhor, mais evidenciado.

O talento?

Sempre fará a diferença, mas a ele não cabe a cobrança da conquista. Isto é um feito de equipe. A França nos mostrou isso, tal como a Croácia e a Bélgica. Eis a verdade que nos trouxe à tona, a Copa que a comunicação transformou na mais espetacular da história.

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