Histórico
Acontece
A cultura do Jabá
postado em 08 de junho de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO - blogdejjpazevedo.com

 

Junte 1 kg de batata; 1 ovo; 2 colheres de manteiga; 1/2 xícara de leite; sal ao gosto, e fará o purê para acompanhar o jabá, que deverá 1 kg de carne seca e 250g de catupiry.

Estes são os ingredientes para que se possa preparar um bom prato de jabá, que após os procedimentos, orientados pelas normas da culinária, teremos um bom repasto.

Os amigos devem estar preocupados com o prólogo desse artigo, certamente pensando que mudamos o foco dos esportes para o setor de culinária.

Na realidade, este bom prato regional tem muito com a sociedade brasileira e com os esportes que fazem parte dessa.

A Operação Lava Jato escancarou para todo o Brasil o sistema de propinas entre os políticos e empresários. Nesse caso são jabás mais polpudos, que enriqueceram muita gente. como levou para a cadeia uma boa quantidade de personagens.

O nome jabá, como pagamento de propina, ficou conhecido por conta de um suspeito pagamento que as gravadoras faziam as emissoras de rádio e TV para execução de determinadas músicas. O cantor e compositor Lobão fez várias denúncias sobre o tema.

O jabá corre solto pelo nosso país, que hoje é considerado como o maior jabaleiro do mundo. Tem um jabazinho; um médio jabá, ou um jabalão, como o do Petrolão.

O índice per-capita nesse setor é descomunal. Quantas pessoas são remetidas ao estrelato pelo trabalho dos jabaculeiros. O futebol brasileiro tem uma grande penetração no segmento jabá.

Quantas vezes ouvimos que os clubes estão pretendendo um atleta, ou um treinador, que são elogiados de forma bem clara como um verdadeiro marketing disfarçado. Nada mais, nada menos do que um jabá embutido.

Quando um dirigente aceita em viajar com tudo pago por tereiros, seja uma entidade ou então uma empresa relacionada aos interesses esportivos, está recebendo um jabá.

Até uma camisa que é entregue ao árbitro do jogo no vestiário, é um pequeno jabá.

E as torcidas organizadas, com seus ingressos doados pelos cartolas, além dos custeios de suas viagens, também fazem arte do sistema jabá. O interessante dessas facções é que protestam contra os jogadores, contra os treinadores, e poupam de todas as formas os dirigentes por conta dos jabás recebidos.

Muitas vezes, principalmente na internet, lemos algumas notas sobre a roupa da madame tal, que foi comprada na loja tal. Na certa tem um jabá escondido nas entrelinhas.

E assim segue a vida.

Na verdade esse artigo foi criado por conta d algo que tomamos conhecimento e que envolve esse assunto de forma bem latente, e que infelizmente não podemos divulgar.

Quando o começamos através da culinária, foi para mostrarmos o mal que o jabá faz ao País, desde que ajuda a esconder as mazelas que afligem a nossa sociedade, preferindo por conta de troca de favores jogar para baixo dos diversos tapetes os fatos ruins, e elevar a qualidade de quem não tem.

Os jabaleiros só existem por conta dos que pagam os seus jabás, que são piores do que esses, ao incentivarem a corrupção.

Aliás só existe corrupção por conta dos corruptores.    

leia mais ...

Brasileiro Série A
Um salto para o segundo lugar
postado em 06 de junho de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O empate, sem gols, do São Paulo com o Internacional, na abertura da décima rodada do Brasileiro da Série A, deixou o Sport com chances reais de assumir a vice=liderança do campeonato. Esta é uma das possibilidades que nos oferece a rodada que segue hoje a noite, e será concluída amanhã. A combinação dos resultados é o que promove o sobe e desce dos clubes na tabela de classificação. A regularidade é o produto da capacidade de cada um de se manter no patamar cobiçado.

Na segunda=feira tivemos um exemplo de perda de foco impressionante. O Fluminense, que poderia ter assumido o segundo lugar na tabela, subestimou o lanterna Paraná e acabou amargando uma derrota (2x1), naquele que foi um dos resultados mais improváveis da nona rodada. E ficou configurado mais um exemplo de que no futebol não existe verdade absoluta.

Os resultados dos jogos que foram disputados isoladamente (Paraná 2x1 Fluminense e São Paulo 0x0 Internacional), servem para apimentar, ainda mais, o confronto do Sport com o Atlético/PR, hoje a noite, na Ilha do Retiro. A possibilidade de ver o Leão na condição de vice=líder deixou a torcida do clube recifense agitada, até porque todos passaram a confiar na raça e na determinação do "Sport de Anselmo", que tem apresentado uma incontestável identificação com a mística camisa rubro=negra.

O Leão ainda está invicto na sua toca, fato que nos leva a crer em um bom público, hoje a noite, na Ilha do Retiro. A torcida faz a diferença. Principalmente quando o time encaixa uma sequência positiva. A energia que emana das arquibancadas é uma cumplicidade que todo jogador almeja. O time se sente respaldado e se agiganta quando sua torcida passa a jogar junto. E aquela pressão por resultados, que tanto assusta, quando as coisas não vão bem, passa a intimidar os adversários. Todos os clubes que enfrentam o Sport com a Ilha do Retiro lotada abominam tal episódio.

Atlético Paranaense e Sport são clubes da mesma estatura. Apresentaram crescimento similar, mas ficaram a dever um salto maior de qualificação. Seria o plus para situar ambos no patamar dos considerados grandes clubes do futebol brasileiro. Enquanto isso não acontece, suas torcidas se deliciam com fases, momentos. No primeiro cenário desta edição da Série A o Atlético/PR apareceu bem, se identificando com um sistema de jogo que se propunha a ser revolucionário, mas não houve consistência na sua proposta. Por outro lado, o Sport tem feito da regularidade o viés do sucesso de sua campanha.

Bom! Se o Leão souber, e for competente para tirar proveito do mando de campo, e do seu melhor momento, pode colocar os três pontos na sua conta. Mas para isso não pode esquecer o que aconteceu com Fluminense e São Paulo.

Depois é torcer por tropeços de Cruzeiro e Grêmio. Afinal, isso faz parte da lei da gangorra.

leia mais ...

Acontece
Não somos mais o País do Futebol
postado em 06 de junho de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdojjpazevedo.com

 

As diversas pesquisas realizadas nos últimos tempos, tem mostrado que o número de brasileiros que não gosta de futebol vem crescendo de forma geométrica.

A média de público da principal competição nacional não consegue, há anos, superar a casa dos 16 mil. Está estagnada.

Os torcedores são os mesmos em todos os jogos. Isso é um exemplo irrefutável de um abandono projetado.

O desinteresse pela seleção do Circo é um outro fator que deve ser analisado e faz parte do contexto. A Rede Globo no seu canal aberto, e nos fechados, está fazendo uma lavagem cerebral com relação a Copa do Mundo.

Não vai conseguir mais adeptos, desde que a sociedade está focada em outros temas.

Sobre o assunto, recebemos de um amigo de Porto Alegre, uma postagem do jornalista Hiltor Mombach, do Correio do Povo, publicada em 2015, e que vem ao encontro do que estamos afirmando. O importante é que segue atualizada mesmo após três anos de sua publicação.

Vamos anexar ao artigo alguns trechos para enriquece=lo com um bom conteúdo.

"O brasileiro não gosta de futebol. Nenhum brasileiro, vivo, ou morto, está disposto a admitir a verdade que surge tão escancarada. Num passado remoto fomos o país do futebol. Não somos mais.

Aqui vai uma outra verdade inquestionável e cruel: não evoluímos taticamente porque não gostamos de futebol. A tática brasileira é do tempo dos dinossauros.

O brasileiro ama vencer. Não importa como. Ama vencer e ser campeão. Aplaudiria de pé o seu time campeão mesmo atuando com 11 volantes. Sim, um volante no gol.

Explodiria d felicidade nas arquibancadas assistindo à volta olímpica depois de 90 minutos de antifutebol. Isso justifica a presença de um brasileiro onde viceja a mediocridade.

Robotizaram o esquema tático. Leva o caneco o menos ruim. Aplaudir um lance genial de um adversário rival soa obsceno, pornográfico. Não gostamos de futebol como arte. Os fins justificam os meios".

O artigo é mais longo, mas separamos esses trechos para que possamos fortalecer o que sempre estamos discutindo com os nossos visitantes, de que o país hoje é do cinema, desde que o futebol que era a alegria do povo foi sucateado por uma cartolagem inepta, apoiada pelos torcedores organizados que fazem parte de um sistema da violência que assola o país.

Para nós o importante é vencer, é o troféu, o primeiro lugar. No Brasil ninguém lembra do segundo, ou de um título menos, e essa é a razão dos estádios ociosos, que só lotam em decisões.

O problema da decadência do futebol brasileiro é cultural, de um povo que ainda não entendeu que os espaços são para todos, e não apenas para os seus times.

Somos de uma geração que aplaudia os bons momentos de um jogo de futebol, mesmo que esses partissem dos adversários. Pelé era aplaudido pelo mundo afora como o exemplo da arte, da qualidade e da certeza de que o esporte representava tudo isso.

Hoje vivemos e nos contentamos com a mediocridade.

São coisas do Brasil e do futebol.   

leia mais ...

Brasileiro da Série C
Santa Cruz e Salgueiro na briga por uma vaga
postado em 04 de junho de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

A oitava rodada do Brasileiro da Série C somente será concluída nesta segunda=feira com o jogo entre Botafogo/PB e o Globo do Rio Grande do Norte. Um confronto que atrai a atenção dos torcedores do Santa Cruz, e do Salgueiro, uma vez que, em caso de vitória do time paraibano, o Tricolor do Arruda e o Carcará caem uma posição na tabela de classificação. Pior para o Santa, que deixará a zona de classificação.

A disputa é parelha, o que eleva a valorização dos detalhes. A justa expulsão do técnico do Santa Cruz, Roberto Fernandes, na vitória (1x0) sobre a Juazeirense, pode custar caro ao time do Arruda. O treinador bem que tentou justificar o seu rompante, mas não foi convincente. Na súmula, o árbitro carregou nas tintas, e o seu destempero pode lhe render uma suspensão.

No próximo final de semana teremos a última rodada do primeiro turno. É chegada a hora de passar a régua e fechar o balanço. Os números atuais já conspiram contra o Náutico, que até o momento não contabilizou nenhum ponto como visitante. Os alvirrubros fizeram quatro jogos fora da Arena Pernambuco e amargaram quatro derrotas. Fora de casa o time sofreu 9 gols e não marcou nenhum. Os 7 pontos, que no momento, deixam o Náutico com a lanterna na mão, foram todos somados em casa.

Por conta do equilíbrio da disputa, os cálculos que estão sendo feitos nos mostram que, para um time conseguir a classificação para a próxima fase da Série C, é preciso somar, no mínimo, 25 pontos. Segundo o Site Chance de Gol, especialista em estudar as probabilidades e fazer projeções, o Náutico, após a disputa de oito jogos, tem 7,5% de chance de chegar a fase de mata, mata da Série C. Mesmo tendo um aproveitamento de 100% nas cinco partidas que ainda irá disputar na Arena Pernambuco, o Timbu não alcançará a marca dos 25 pontos. Isto somente será possível se o time contabilizar pontos na condição de visitante. Convenhamos, pelo histórico da temporada, a tarefa é quase impossível. Vale lembrar que o Náutico foi campeão pernambucano sem somar uma vitoria sequer na casa dos adversários.

A campanha do Santa Cruz tem sido marcada por um equilíbrio impressionante. Se por um lado o Tricolor do Arruda não correspondeu as expectativas como mandante, tendo somado apenas 7 pontos nos quatro jogos que disputou no Arruda, jogando nas casas dos adversários os tricolores não amargaram nenhuma derrota, fato que lhe levou a somar 6 pontos, produto de uma vitória e três empates.

A vitória sobre a Juazeirense (1x0), foi comemorada como uma conquista de título por jogadores, dirigentes, comissão técnica e torcedores. O técnico, Roberto Fernandes, justificou tamanha euforia como sendo a "reconquista da autoestima", fato que será determinante para levar o time a alcançar sua meta. Com 13 pontos ganhos, os tricolores, se forem mais eficientes na execução do dever de casa, no returno, asseguram a classificação. Da mesma forma se seguirem tirando pontos dos adversários na condição de visitante. O time do Arruda não tem uma situação confortável porque mantém uma disputa nivelada com o equilibrado Botafogo/PB, mas as chances de classificação são reais: 45.6%.

A sequência de três vitórias levou o Salgueiro a dar um salto substancial na tabela de classificação, fato que coloca o Carcará, de forma efetiva, na briga pela classificação para a próxima fase do campeonato. O time sertanejo, que nas cinco primeiras rodadas havia contabilizado apenas dois pontos, faturou nove nos três últimos jogos. Uma aprovação ao trabalho do técnico Sérgio China. O Salgueiro fecha o primeiro turno enfrentando o Santa Cruz no Cornélio de Barros, domingo, às 19h, e se chegar a quarta vitória ultrapassará o Tricolor na tabela de classificação.

O Carcará tem cinco jogos a cumprir como mandante. Um aproveitamento de 100% nas partidas que fará respaldado por sua ruidosa torcida, o levará a marca dos 26 pontos, chegando vivo na briga pela última vaga no grupo de classificação ao final da primeira fase do campeonato.

O pragmatismo dos números contradiz o discurso de alguns técnicos, e deixa claro as tendências do futuro dos nossos representantes na Série C.

leia mais ...

Brasileiro Série A
Tudo japones
postado em 01 de junho de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Quando se anda nas ruas de Tóquio todas as caras são iguais. Por conta disso existe um ditado popular em nosso Brasil quando se deseja analisar o futebol, de que todos são japoneses.

O Brasileirinho é o retrato desse dito do povo, desde que não existe aquele time chamado de diferenciado, e com uma boa parcela no mesmo patamar.

Do líder, Flamengo, para o nono colocado, o Grêmio, a diferença é de apenas 4 pontos. ara o décimo essa aumentou para 6 pontos. Três clubes merecem destaque por suas performances, o Sport e São Paulo, de forma positiva, e o Palmeiras pelo lado negativo.

Alguns amigos nos perguntam qual a razão da melhora desses dois clubes. A resposta é simples: ambos entenderam que eram times mediamos e que necessitavam de um algo mais nos gramados, um fator que pudesse empurrá=los para melhores dias.

No caso do time da Ilha do Retiro, o grande erro foi o de lhe classificar como grande, rido, com contratações mirabolantes, deixando de lado o fundamental, o amor a camisa, o empenho e a fome de ganhar.

Na temporada anterior, e no estadual desse ano, o clube continuou com a síndrome do milionário, que era o maior, o melhor, e com um presidente arrogante. Deu no que deu.

Com a chegada do técnico, Claudinei Oliveira, que está acostumado com equipes medianas, a água se transformou em vinho, e o elenco incorporou a maneira de jogar de forma simples, sem abrir espaços para o adversário e dando o bote no momento certo, e com entrega perfeita.

O Sport sempre foi um time de camisa, e o seu torcedor dava o combustível para que a raça fosse seu ponto principal, e isso parece que está retornando. É bem óbvio que terá percalços pela frente, mas a etapa em que está vivendo é uma demonstração de que não tem vergonha de ser um time mediano.

Com relação ao Tricolor Paulista, o fato se repete. Esse foi um grande clube, mas perdeu, nos últimos anos, esse cabedal, entretanto insistiu no mesmo tratamento.

Diego Aguirre conseguiu formatar um grupo que luta até o final, como vimos no jogo contra o Botafogo, que foi uma demonstração de que esse só acaba quando termina.

Com Nenê de forma exuberante, e com Diego Souza em um bom momento, o time do Morumbi vem fazendo uma boa campanha. O São Paulo tem mais recursos do que o Sport, mas vem jogando com a camisa que sempre pesou em seu destino.

No lado inverso temos o Palmeiras, que segue aos trancos e barrancos, com duas derrotas seguidas, com a torcida mandando no clube, e com muito dinheiro em caixa, que na verdade não resolve o problema. Um rico que não soube aplicar os seus recursos, com uma mídia que passou a lhe considerar como um dos favoritos ao título, e que tinha um grande time. Um erro grotesco, desde que se analisarmos o seu grupo, os salários são altos, mas a bola é murcha, e apenas no papel.

O Palmeiras não tem a vontade de ganhar do São Paulo e Sport, e não quer entender que o seu time não é aquilo que os profetas das mesas quadradas consideravam. Deu no que deu.

O torcedor do futebol quer o seu time com gana e vontade de ganhar, e isso motiva os estádios a receberem bons públicos.

O futebol é simples e não para inventores, e o dinheiro não é tudo.

leia mais ...