Histórico
Futebol Brasileiro
O público perde o interesse
postado em 05 de maio de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

O jornal FOLHA DE SÃO PAULO publicou, no dia de ontem, uma pesquisa do Datafolha com relação ao interesse do brasileiro sobre o futebol, com dados que confirmaram tudo que escrevemos em nossos artigos, que esse esporte há muito tempo deixou de ser o das multidões.

Os números que iremos mostrar ficaram próximos daqueles que publicamos, que foram tirados da pesquisa Ibope/Report.

De acordo com o Instituto o número de brasileiros que dizem não ter nenhum interesse por futebol cresceu nos últimos anos. ara nós nenhuma novidade, desde que nesse período três presidentes do Circo do Futebol foram expulsos do picadeiro sob suspeitas de recebimento de propinas.

Um desses está preso nos Estados Unidos, José Maria Marin, um outro está asilado na própria terra por conta da Interpol, Ricardo Teixeira, e o último, Marco Polo Del Neto que foi expulso pela FIFA de todas as atividades desse esporte. Com uma organização criminosa como essa comandando o futebol, seria óbvio que os torcedores iriam abandonar o esporte da chuteira. Os estádios vazios comprovam.

Pela pesquisa, que foi realizada entre os dias 29 e 30 de janeiro de 2018, 41% disseram não ter interesse pelo futebol. O índice é de 10 pontos percentuais de que a última pesquisa realizada em abril de 2010.

Segundo o Datafolha o aumento dos que não tem nenhum interesse pelo esporte foi acompanhado por uma queda nos percentuais para aqueles que dizem ter grande interesse (de 32% para 26%), e pequeno interesse de 16% para 9% pela modalidade. O número de pessoas que dizem ter médio interesse por futebol oscilou na margem de erros, de dois pontos percentuais (de 22% para 23%).

O interesse é menor entre as mulheres, com 56% afirmando que não gostava desse esporte.

Por outro lado, o desinteresse dos brasileiros por futebol também se reflete no número de pessoas que frequentam os estádios. Apenas 20% dos entrevistados afirmam que iam aos locais dos jogos, ou seja, o público é o mesmo em todas as partidas realizadas.

O desinteresse pela Copa do Mundo é algo assustador, de 18% da pesquisa de 2009, subiu para 42% nesse ano. Trata=se de um reflexo da falta de credibilidade dos envolvidos no sistema.

Há algum tempo que estamos afirmando que o Brasil não é o país do futebol, e sim da corrupção, e os números comprovam.

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Sport
A busca do saldo positivo no primeiro ciclo
postado em 05 de maio de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O Campeonato Brasileiro é uma competição formatada com trinta e oito rodadas, fato que possibilita constantes mudanças de cenários, visto que, são poucas as equipes que conseguem manter uma regularidade, tanto na parte de cima, como na parte de baixo da tabela.

As possibilidades existem, e são reais. Algumas chegam a surpreender como um ponto fora da curva. São registros pouco prováveis, que têm um protagonista diferente a cada edição da competição. Para um melhor entendimento das tendências, os analistas dividem a competição em ciclos de cinco rodadas, ou seja, ao final de cada ciclo é possível que haja uma mudança de cenário. Tudo depende da regularidade dos times distribuídos em cada ponto da tabela.

Quando não existe mudanças numa sequência de dois ou mais ciclos, se cria as tendências, como bem nos ensina o mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, craque no estudo das mutações.

Quando a tabela da Série A foi divulgada, teoricamente o primeiro ciclo de jogos do Sport lhe dava a oportunidade de fazer uma boa soma de pontos. Afinal, os adversários, América/MG, Botafogo, Paraná, Bahia e Cruzeiro, viabilizam tal possibilidade. Como no futebol não existe uma verdade absoluta, o confronto com o América Mineiro apresentou um resultado pouco provável por conta da elasticidade do placar: 3x0 em favor do time mineiro. Mas os Leões se reabilitaram fazendo uma boa apresentação diante do Botafogo, jogo que terminou empatado (1x1); e em seguida venceu (2x1) o Paraná, em Curitiba.

Agora, o Sport tem dois jogos onde vai procurar contabilizar seis pontos: com o Bahia, neste domingo, na Ilha do Retiro, no que chamamos de clássico regional, que normalmente é apimentado pela rivalidade existente entre o futebol pernambucano e o baiano, e conclui o primeiro ciclo enfrentando o Cruzeiro, no Dia das Mães, as 11h, no Mineirão. Portanto, existe a possibilidade do time, agora treinador por Claudinei Oliveira, fechar o primeiro ciclo com 10 pontos ganhos, o que representa um aproveitamento de 65%, que fatalmente lhe deixaria posicionado na parte de cima da tabela de classificação.

Evidente que, por se tratar de futebol, onde as coisas não são tão previsíveis, e precisas, é prudente levar em consideração as outras possibilidades, ou seja, a de empatar os dois jogos; perder as duas partidas, ou seja, deixar espaço aberto para todas as combinações possíveis.

O cenário do primeiro ciclo mostra um Sport com um desempenho do tamanho da sua estatura. O clássico com o Bahia, por ser na Ilha do Retiro, credita ao Leão a vantagem do mando de campo, que, em confrontos regionais, pesa mais que o normal. Contabilizar os 3 pontos em disputa neste domingo, deixará o Sport com um saldo positivo no primeiro ciclo, independente do que venha acontecer em Belo Horizonte, na próxima semana, na queda de braço entre a Raposa e o Leão.

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Artigos
A decepção chamada de Brasil
postado em 03 de maio de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO  = blogdejjpazevedo.com

 

O Brasil tinha tudo para se tornar um grande país, mas parou no tempo e no espaço pela ausência de um projeto de desenvolvimento nacional que o transformasse em uma grande potência.

Teve piques de evolução, mas esses perderam=se no caminho e nesses últimos anos o virus da corrupção tomou conta de todos os seus segmentos, levando=o ao fundo do poço.

Começamos esse artigo que não tem uma ligação direta com os esportes em geral, embora esses façam parte do contexto, por conta do impacto que tivemos em uma cidade que ainda não conhecíamos, o Porto, em Portugal.

Não é a capital, mas tem uma estrutura que nos deixou surpresos, inclusive com o número de turistas pelas ruas limpas e organizadas. Os serviços são da maior qualidade, com um metrô com estações de alto nível, ligando=o de ponta a ponta aos seus bairros.

O patrimônio histórico e cultural bem conservado, e serve de atração para quem visita a cidade. Algo sensacional. Um lugar onde a civilidade é latente.

Existem passagens para pedestres sem a presença de semáforos ou de policiamento, os motoristas obedecem, Se fosse em nosso país as mídias seriam entupidas com notícias de atropelamento. O uso do metrô dá um respiro às ruas e avenidas, com um bom fluxo dos veículos.

A sua população nos lembrou a do Brasil ao respirar o jogo do Porto no final da semana, que poderá  lhe dar o título de campeão.

Na realidade cidades como essa de um país que já esteve no fundo do poço, e cujo PIB hoje avança todos os anos, deveriam servir de exemplo aos nosso governantes.

Nós temos tudo, mas a educação é precária, enquanto na Europa e em Portugal essa é a prioridade, e as ruas bem cedo mostram o número de jovens seguindo para as escolas.

Enquanto o foco nacional não for esse segmento iremos levar mais um século para atingir a fase de desenvolvimento. Nós temos um grande país, mas a sua população ainda não entendeu que precisa mudar o modelo de gestão dando um chute nos corruptos e colocando nos devidos lugares pessoas que pensem no coletivo e não o de encher os seus bolsos.

Ainda existe esperança para todos nós, desde que ortugal também passou por um processo de corrupção , com um ex=primeiro ministro preso, mas deu a volta por cima e se tornou na verdade um país do primeiro mundo e com o maior fluxo turístico da Europa.

As cidades são bem cuidadas, e se anda na rua sem olhar para traz com mede de ser assaltado.

O Brasil está em nossas mãos, e devemos mudá=lo para que não possamos ter decepção quando saímos para outros países, inclusive na própria América Latina, que tem o Chile como referência.

Um desabafo feito por um brasileiro que já viu de tudo, e que ainda tem a esperança de que os futuros governantes pensem no país.

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