Histórico
Campeonato Pernambucano
Números do Estadual Fantasma
postado em 11 de abril de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo

 

O Náutico deu uma goleada na soma de nove clubes, inclusive Sport e Santa Cruz, com relação a renda bruta do Estadual Fantasma. O alvirrubro totalizou R$ 1.553.845,00. Com a exceção do Central, os demais disputantes somaram: R$ 1.383.285,00. A segunda colocação ficou com o Central, o vice=campeão, com R$ 885.275,00.

Os outros clubes:

Sport: R$ 685.285,00;

Flamengo: R$ 208.150,00;

Santa Cruz: R$ 166.800,00;

Afogados: R$ 92.555,00;

Pesqueira: R$ 64.355,00;

Vitória: R$ 55.510,00;

Belo Jardim: R$ 41.870,00;

Salgueiro: R$ 40.949,00;

América; R$ 24.820,00.

Na realidade a caravana da miséria desfilou em nossos estádios.

Além disso, o time da Rosa e Silva teve os três maiores públicos da competição: Náutico x Central = 42.532; Náutico x Salgueiro = 18.474 e Náutico x Afogados = 16.107.

O banho nos adversários foi maior, com o Náutico apresentando o maior número de torcedores no estádio: 80.743. Maior número de vitórias: 8. Menor número de derrotas: 1. Melhor ataque: 23 gols.

Os números traduzem o que foi o Estadual Fantasma.

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Copa do Brasil
Náutico encara a "ponte" do dinheiro
postado em 11 de abril de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

Os jogadores do Náutico ainda dormem embalados com os gritos de "É Campeão", mas são obrigados a encarar uma nova decisão, hoje a noite, quando enfrentam a Ponte Preta, em Campinas, em jogo válido pela Copa do Brasil. Mais que um teste para se avaliar o potencial e a evolução do conjunto comandado por Roberto Fernandes, o confronto representa mais uma oportunidade para os alvirrubros aquecerem as finanças do clube. Afinal, tem sido através das premiações acumuladas na competição nacional que o Náutico tem diminuído o seu passivo e honrado vários compromissos.

A Copa do Brasil é a "galinha dos ovos de ouro" do nosso futebol. Por ter avançado até a quarta fase, o Náutico já contabilizou mais de R$ 4 milhões em prêmios,  transformando a superação dos atletas em campo numa receita que não estava prevista na sua contabilidade. Diante de tal realidade, mesmo reconhecendo a qualidade do adversário, ao técnico Roberto Fernandes só resta uma alternativa: alertar os jogadores de que avançar é preciso.

Dez clubes participam da quarta fase da Copa do Brasil que, na próxima etapa recebe os clubes que estão disputando a Libertadores e outros convidados, fato que torna a disputa mais atraente em decorrência da qualificação técnica que ocorre com a chegada de grandes clubes. Caso o Náutico avence para a próxima as oitavas de finais, estará chegando ao seu limite. Portanto, superar a Ponte Preta é mais uma demonstração de superação de um grupo que começou a ser montado há quatro meses, dentro de uma realidade financeira que só lhe permitia atirar no escuro.

O que esperar hoje dos campeões pernambucanos?

Nada mais do que a eficiência num futebol de resultados. Como tem ocorrido até o momento. É dessa forma que o Náutico tem desafiado o improvável com êxito.

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Campeonato Pernambucano
Náutico em sintonia com o novo tempo
postado em 09 de abril de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

A torcida do Náutico esperou 14 anos para libertar o grito de "É CAMPEÃO", que estava preso em sua garganta. E ele ecoou em todo o Estado. Entretanto, o mais importante foi o compartilhamento do 22º título pernambucano nas redes sociais: facebook, Instagram, twitter, whatsapp... Um fato inusitado na centenária história do clube alvirrubro. Mais que um título, um atestado de que o Náutico, enfim, entra em sintonia com o Século XXI, com a era digital.

Para muitos, a presença de 40 mil alvirrubros na Arena Pernambuco foi o "resgate da força e da raça". Prefiro seguir a outra linha de raciocínio, a do despertar de uma torcida para o novo tempo. E estava correto quem creditou o protagonismo da conquista ao torcedor. Afinal, ele fez a diferença ao acreditar numa metamorfose a partir do nada.

Há quatro meses, nem o mais otimista dos alvirrubros apostaria nesta conquista. "Deu liga!", dizem os experts na tentativa de explicar o inexplicável. E neste contexto o que menos importa é ter uma opinião formada sobre tudo o que aconteceu. O irrequieto treinador, Roberto Fernandes, foi o mais lúcido ao ressaltar o futebol de resultados e sentenciar: "Em decisão não se joga bonito, se joga bonito, se ganha o jogo". Verdade. E era essa a expectativa da multidão que lotou a arena: a da vitória.

E a vitória aconteceu do time mais letal, e que teve uma pitada de sorte. Enfim, os deuses do futebol conspiraram a favor do Náutico. O Central foi espetacular. Um time brioso, valente, que apresentou um melhor futebol, mas não foi preciso, fato que lhe levou a desperdiçar inúmeras chances criadas.

O pênalti? Quando um lance é discutido pela televisão, se usando recursos técnicos, isento o árbitro de culpa. Afinal, dentro das quatro linhas não se congela jogadas.

A polêmica é superdimensionada nas redes sociais. Não faz mal. A partir de agora o torcedor alvirrubro tem como utilizar todas essas ferramentas digitais para bradar: "É CAMPEÃO".

Como vem acontecendo desde ontem a noite.

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Campeonato Pernambucano
A decisão e as interrogações
postado em 07 de abril de 2018

CLAUDEMIR GOMES

 

O Náutico comemora, neste sábado, 7 de abril, 117 anos de fundação, fato que serve como um tempero a mais para a decisão do título do Pernambucano 2018, na qual o clube está envolvido junto com o Central de Caruaru. Nada mais prazeroso do que brindar um aniversário com uma conquista. Os 39.880 ingressos que foram disponibilizados para a torcida do Clube da Rosa e Silva se esgotaram há sete dias, estabelecendo um novo recorde de público na Arena Pernambuco, em jogos entre clubes.

Mesmo sem a rivalidade que caracteriza os clássicos, jogos especiais com climas próprios e diferenciados, teremos uma grande decisão. A cidade de Caruaru nunca viu o seu representante, o Central, no alto dos seus 99 anos, chegar tão próximo a conquista inédita de um título estadual. A inexperiência do adversário, em grandes decisões, levou a torcida do Náutico a apostar num título que ela aguarda por mais de uma década. Após o empate sem gols no primeiro jogo, domingo passado, em Caruaru, uma eufórica onda vermelha e branca passou a colorir o Recife.

#aqui é Náutico!    

É dessa forma, explorando as redes sociais e exibindo cartazes, que as novas gerações de alvirrubros externam a confiança mostrando que o clube é contemporâneo do Século XXI, como bem preconizou o ilustre, Marcos Vinícius Villaça, há 25 anos, em 1993, na véspera do histórico jogo da Seleção Brasileira com a Bolívia, que serviu de arrancada para a conquista do tetra.

Náutico e Central são protagonistas da final mais improvável da história do Pernambucano; descreveram campanhas iguais onde fizeram do mando de campo o trampolim para chegarem a condição de finalistas. No primeiro jogo da decisão, no estádio Luís Lacerda, faltou aos dois times o espírito de decisão, a precisão que leva uma equipe ao título. É como se estivessem guardado tudo para o último ato desta peça histórica.

A concentração de 39.880 alvirrubros e 4 mil alvinegros é coisa inédita. Traduz a empolgação das duas torcidas, que passarão a ocupar os espaços logo cedo. O domingo será marcado por caravanas, romarias e piqueniques na Arena Pernambuco.

Dia de festa.

O predomínio vermelho e branco é fato.

Desde agora.

Após a festa teremos um engarrafamento quilométrico, e as dificuldades de sempre no volta pra casa, quando dos grandes jogos no melhor equipamento que temos no Estados para grandes eventos esportivos.

A única certeza que não temos é sobre o campeão.

Quem vai levantar a taça?

Óbvio que o Náutico tem a vantagem de ser respaldado pela quase totalidade do público presente ao estádio. Venceu todos os jogos que disputou como mandante e tem mais experiência em decisões, fato que dá um peso a sua camisa que pode funcionar como ponto de desequilíbrio. Mas a possibilidade de o Central vir a ser campeão, mudando o centenário paradigma da competição, é real. A taça pode tomar o destino da Capital Agreste.

E a massa alvirrubra estará preparada para tal "tragédia"?

E a Polícia Militar se preparou para lidar com uma histeria em massa, caso venha a ocorrer? Quais as medidas para conter as reações de milhares de pessoas frustradas e revoltadas, presas num engarrafamento quilométrico?

São muitos os gritos de alertas no sentido de deixar todos prontos para o que der e vier, como acontece dentro das quatro linhas nas grandes decisões.

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Campeonato Brasileiro
O caminho do Sport na Série A
postado em 05 de abril de 2018

JOSÉ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com

 

Em qualquer setor da vida nada acontece por acaso, e sim como um produto de um planejamento a médio e longo prazo. Isso serve para os clubes de futebol que na sua maioria trabalham no improviso.

O ano deve ser estudado e analisado em todo o contexto de suas competições. Na verdade se perde um tempo longo com os estaduais cujos resultados não valem quase nada.

O Sport está relacionado entre os clubes que não se preparam de forma devida para a temporada, em especial para o Brasileirão. Um clube desorganizado em todos os seus setores, com problemas financeiros apesar das boas receitas, perdeu três meses do ano sem um projeto para o seu restante.

A Série A Nacional que é a mais importante competição do País, pelo andar da carruagem terá quatro níveis de disputantes. A divisão foi procedida em estudos que levaram em conta os elencos, a longetividade desses, recursos financeiros, gerenciamento, entre outros fatores.

O Nível 1 engloba o Palmeiras, Cruzeiro, Grêmio e Flamengo, que irão disputar o título. São aqueles que contemplam maiores receitas, com elencos montados há um bom tempo e boas gestões.

O Nível 2 será composto pelo Corinthians, Atlético/MG, São Paulo e Santos, que buscarão as vagas na Libertadores. São times ainda em formação, embora o alvinegro tenha a base do ano anterior, mas perdeu alguns jogadores importantes.

No Nível 3 estarão alocados aqueles que têm como visão futura a Sul=Americana, sem chances maiores para a Libertadores. Botafogo, Vasco, Atlético/PR, Fluminense, Internacional e Chapecoense fazem parte desse grupo mediano, com elencos mais simples, a maioria em formação.

O Colorado ainda sente a síndrome da Segunda Divisão.

O Nível 4 terá a presença certa dos três clubes que tiveram o acesso: Paraná, América/MG e Ceará. Juntando=se a esses estarão Bahia, Vitória e Sport, ou seja, seis times na procura de fugir do carrasco da degola.

Pela situação do time paranaense com um elenco fraco, sem grandes recursos, a menor cota da televisão, esse já entra com as chuteiras na Série B de 2019.

Restarão três vagas para cinco disputantes e entre esses o Sport, que tinha qualidade em 2017 e sofreu na luta contra o rebaixamento, e que nesta temporada perdeu esse fator, se tornando um time pronto para a Segunda Divisão.

Não são previsões aleatórias e sim, análises reais com base no que acontece entre os vinte clubes que estarão iniciando a competição na próxima semana, e com os dados colhidos, resultados na temporada mesmo antes do início do Brasileirão observamos que existe uma tendência para o que irá acontecer.

Com relação ao rubro=negro pernambucano temos a certeza de que se não houver mudanças em sua gestão, inclusive na presidência, o seu torcedor terá um sofrimento em 38 rodadas, rezando no lugar de torcer, para que o carrasco da degola não atinja seus objetivos.

Já afirmamos muitas vezes, que o futebol mundial e em especial o brasileiro, a cada dia fica mais previsível, e quase nada acontece pelo acaso, e sim pela lógica.

As zebras desapareceram e voltaram para a África.

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