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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
Os argentinos costumam dizer que o Grêmio é o mais argentino dos times brasileiros. Esqueceram de avisar para o Lanús, que foi a campo sem lembrar que ainda estamos no novembro azul. Resultado: "O maior clube de bairro do mundo", como afirmam os orgulhosos portenhos, foi surpreendidos em La Fortaleza, pelo Tricolor Gaúcho, que se portou como campeão, foi forte, bravo, encarou o adversário de frente, e fez da arte o diferencial, detalhe bem definido no golaço de Luan. A vitória (2x1), que sacramentou a conquista do terceiro tÃtulo da Libertadores do Grêmio devolveu ao torcedor brasileiro a esperança de que a arte também é transformadora no futebol.
Apesar do futebol ser um esporte coletivo, é comum se buscar um protagonista para conferir a ele os méritos por vitórias e conquistas. O tricampeonato continental levantado pelo Grêmio teve a assinatura do técnico Renato Portaluppi, que enriquece sua história no clube com mais um feito inédito, ele que havia sido um dos responsáveis pela conquista do primeiro tÃtulo da Libertadores, na década de 80. Ao definir uma proposta de jogo com um futebol destemido e "abusado", como ele próprio gosta de dizer, surpreendeu o Lanús, que ficou intimidado na sua própria Fortaleza.
O plano ousado do treinador logrou êxito devido a disciplina tática dos jogadores. Do goleiro aos atacantes, todos estavam focados na missão que era deixar o adversário desnorteado e, por conseguinte, construir a vantagem que sacramentaria a conquista. E tudo ocorreu dentro do script. Até a pressão do Lanús no segundo tempo era aguardada. E o Grêmio a suportou com a raça de um campeão. Evidente que tal conquista não lhe credita nenhum favoritismo para por o mundo aos seus pés. Portaluppi sabe disso. Mas o momento é de se comemorar o tri da Libertadores.
Foi trilegal tchê!
JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com
No próximo domingo, a temporada futebolÃstica do ano de 2017 será finalizada, e começam as férias dos profissionais da bola. O retorno dar=se=á no dia 4 de janeiro para uma mini pré temporada. Dois clubes poderão encerrar as suas atividades nos dias 14 e 16 de dezembro, no caso da classificação do Flamengo para a final da Copa Sul=Americana, e da conquista do tÃtulo pelo Grêmio na Copa Libertadores que o levará ao Mundial de Clubes.
Nesses dez meses com várias competições não conseguimos detectar nada que possa ser destacado. Os clubes patrocinando um futebol abaixo da mediocridade nas duas maiores divisões. Essas não deixarão saudades, e sim, um alÃvio ao torcedor por conta das mesmices patológicas que tomaram conta desse esporte.
Não existe nada mais complicado para uma escolha do craque do Brasileirão, desde que o nÃvel apresentado pelos jogadores, está mais baixo do que os reservatórios do Nordeste. Não existe uma simples revelação. Os mais novos seguem o mesmo rumo dos antigos, muito marketing e pouco futebol.
Os clubes com fracos gestores, as Federações são cartórios e pouco, ou nada, produzem para o esporte, enquanto a Confederação tem nas páginas policiais, por conta dos ex=presidentes, e do atual, Marco Polo Del Nero, o seu boletim informativo. O ano de 2017 não tem um único legado no seu setor esportivo, e pelo andar da carruagem tudo irá continuar como dantes no Quartel de Abrantes.
Na realidade está cada vez mais difÃcil de assistir, pela manhã e inÃcio da tarde, campeonatos como o inglês, espanhol e alemão, em seguida encarar as peladas brasileiras jogadas por aqui. Por conta disso que cada vez se vê pelas ruas crianças, adolescentes e até marmanjos com camisas dos times europeus. A diferença de qualidade desses ( e mesmo alguns não tão poderosos, como Real Madrid, Manchester United, Barcelona e Bayern de Munique, entre outros), e os nossos é trágico e cada vez mais se amplia.
O que foi feito para mudar o sistema? Nada.
O futebol brasileiro se contenta apenas com as fotos da namorada de Neymar, ou destacar que Adriano deseja retornar ao Flamengo.
Aqui na terra tupiniquim o roubo de uma bicicleta de Mauro Shampoo foi destaque nas páginas esportivas, e nenhuma análise sobre a razão do falecimento desse esporte no Estado.
O ano esportivo está chegando ao seu final, e o calendário insano será repetido com maiores dificuldades por conta da Copa do Mundo, e perdendo=se datas com os falidos estaduais. Em Pernambuco os clubes irão jogar duas vezes em 24 horas, que é sem dúvida algo que passa da racionalidade e entra no grotesco. Obvio que a culpa não está apenas na conta da federação local, e também deve ser cobrada dos clubes que aprovam o regulamento.
No Rio de Janeiro se o Flamengo chegar à final da Sul=Americana os jogadores irão entrar de férias no dia 15 de dezembro, só retornando em 15 de janeiro, e no dia 17 começa o estadual local. São uns destruidores de plantão. Os clubes extrapolaram na quantidade de jogos, alguns chegando a 80 partidas na temporada, e obvio que se não tivesse os estaduais nesse modelo autofágico com suas 17 datas, esse número seria reduzido para 63, que seria o ideal. Esses competições poderiam ser disputadas pelos aspirantes. A contradição maior é que maioria joga 17 partidas, e a minoria 80.
O futebol brasileiro vive sob uma ditadura imposta por uma minoria, contra a maioria, que se cala por conta de algumas benesses, como acontece com uma parte de nossa sociedade.
Será que essa gente não visualizou que o futebol brasileiro se apequenou, por não contemplar 10 meses para a participação de pelo menos 12 mil atletas, que ficam hibernando na espera do próximo ano? Com essa ausência o número de jogadores ofertados é bem reduzido, e com os mesmos personagens. Contamos com os dedos das mãos.
Será que os cartolas não entenderam que os clubes sem jogar não criam condições de uma maior estrutura, para um desenvolvimento sustentável, e sobretudo, terem um fortalecimento econômico?
O ano de 2017 se vai, e será lembrado pelo que de pior aconteceu, e 2018 se avizinha sem nenhuma esperança para um esporte que um dia foi a paixão nacional, e que se transformou hoje numa pela de humor de baixa qualidade.
CLAUDEMIR GOMES
Quando um clube entra na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, ele passa a depender da combinação dos resultados. Evidentemente que, primeiro tem que fazer a sua parte. Depois, passa a torcer pelos resultados dos outros jogos, fato que, para o torcedor cria uma trilogia: torcer, rezar e secar. Foi justamente isto que vivenciou a torcida do Sport no final de semana. No sábado, na única partida que abriu a 37ª rodada da Série A, o Leão foi valente e se impôs, com propriedade, diante do Fluminense, no Maracanã, onde construiu uma vitória (2x1) que lhe levou a dormir fora da zona de rebaixamento.
O posicionamento temporário, fora da zona de queda, encheu a torcida rubro=negra de esperança. Mas era preciso rezar para os resultados dos outros jogos, que só foram realizados no domingo, conspirassem a favor do Leão. E foi feita uma enorme corrente para secar Ponte Preta, Vitória e AvaÃ. Não funcionou. E o drama segue até a última rodada onde os confrontos do Sport com o Corinthians; Vitória x Flamengo; Santos x Avaà e Chapecoense x Coritiba ganham um contorno de dramaticidade impressionante. Afinal, dos quatro clubes que estão ameaçados pelo fantasma do rebaixamento (Sport, Coritiba, Vitória e AvaÃ), apenas dois sobreviverão na Primeira Divisão Nacional. Detalhe: Vitória e Coritiba dependem apenas dos seus feitos. Sport e Avaà precisam vencer os seus jogos e de uma combinação de resultados que lhes favoreçam.
A semana será pequena para as conjecturas dos analistas e matemáticos de plantão. A equação é simples, mas tem gente fazendo conta e queimando os neurônios como se estivesse debruçado no mais complexo dos teoremas. O que compete aos comandados de Daniel Paulista fazer é simples: vencer o Corinthians. Depois, é rezar para que ocorram tropeços do vitória e do Coritiba. Enfim! Serão 90 minutos torcendo, rezando e secando.
Até domingo o torcedor estará dando asas a imaginação. Qual o jogo mais difÃcil? A partir de tal indagação serão montadas as teorias de conspiração. Do imaginário de cada um serão expostos raciocÃnios lógicos, e brotarão teses que servirão para enriquecer o besteirol do futebol. Tudo é válido porque entra em jogo o componente paixão, que desobriga o torcedor de ser racional.
Corinthians e Santos, adversários de Sport e AvaÃ, respectivamente, já alcançaram suas metas, mas isto não quer dizer que serão adversários fáceis de serem dobrados, principalmente o Peixe, que joga no seu aquário, a Vila Belmiro. O Flamengo ainda precisa contabilizar pontos para garantir sua presença na Libertadores em 2018, embora esteja trilhando outro caminho que é o da Sul=Americana, onde mede forças com o Júnior Barranquilla para ir à s finais. O Coritiba, que até a rodada do final de semana estava numa posição menos desesperadora, ao perder para o São Paulo, teve a cabeça posta na guilhotina, e terá como adversário a empolgada Chapecoense que precisa dos três pontos em jogo para garantir uma vaga na Libertadores.
Bom! Depois do que vimos no final de semana só nos resta dizer: Façam suas apostas. Palpite? Acho que nem a Mãe Diná arrisca.
CLAUDEMIR GOMES
Os bastidores das Repúblicas Independentes do Arruda estão agitados. Motivo: processo sucessório para a escolha do novo presidente do Santa Cruz Futebol Clube. A temporada não foi positiva para este clube genuinamente do futebol, fato que abre espaço para uma ação forte e efetiva da oposição, cujo movimento cresce em prol do nome de Albertino dos Anos. A situação inscreveu uma chapa encabeçada pelo ex=presidente, Antônio Luiz Neto, que ainda aguarda um parecer médico. Uma terceira via, que parece mais uma brincadeira, é liderada por Fábio de Melo.
Se tomarmos por base os resultados do futebol na temporada 2017 podemos afirmar que o "povo está a favor do contra", ou seja, a oposição leva uma vantagem ante a clamação por mudança. Mas não é fácil ser o contraponto em eleições nos clubes pernambucanos. Os candidatos que não são da situação, passam a ser vistos e tratados como aventureiros. Para rasgar tal rótulo a saÃda não é outra senão partir para o ataque. E o discurso que poderia ser enriquecido por propostas passa a ser ácido, pontuado por acusações pessoais. As palavras ganham força naquilo que poderia ser uma disputa polÃtica do clube, e passa a ser uma briga dos homens contra os próprios homens. Detalhe: todos buscando o "melhor" para o clube. Um cenário surreal.
Nos últimos dias um fato novo nos chama a atenção no atual cenário das eleições do Santa Cruz: a escolha do vice na chapa da situação. O Santa Cruz é um clube com três poderes: Deliberativo, Executivo e Patrimonial. Nos últimos anos nasceu mais um poder paralelo. Não é oficial, mas é uma célula imprescindÃvel para quem está no comando. Trata=se de um grupo de empresários e grandes executivos, que não querem ocupar cargo diretivo, mas dão um respaldo substancial aos gestores. A este grupo coube a indicação do vice=presidente na chapa da situação que é encabeçada por Antônio Luiz Neto. O primeiro nome a ser indicado foi do empresário, Jairo Rocha, que declinou do cargo, alegando falta de tempo. Por unanimidade, o grupo indicou o nome de um outro empresário, Tonico Araújo, ex=presidente na gestão de José Mendonça.
Bem articulado, Tonico Araújo sabe transitar pelos corredores do Arruda. Normalmente a figura do vice e protocolar nos clubes de futebol. São poucos os exemplos que merecem ressalva. No caso de Tonico, com o candidato Antônio Luiz Neto ainda sem saber se terá condições de assumir o desafio, visto que se encontra em tratamento de saúde na cidade de São Paulo, ele aparece como o nome que irá comandar o clube no próximo triênio.
Ontem, o candidato da oposição, Albertino dos Anjos, apresentou sua proposta de trabalho que tem como finalidade mudar o atual cenário no Clube do Arruda. Por se tratar de uma agremiação de futebol, todos os "remédios" apresentados foram para tratar do coração. Com um futebol forte o Santa Cruz se agiganta. E as mudanças começam com um novo modelo de gestão. A situação joga pesado, tenta obstacular os passos da situação.
Quando nos deparamos com a
ocupação de cargos na chapa da situação vemos uma espécie de troca de cadeiras,
mas o Santa Cruz precisa de uma troca de pensamento. Até o momento, nada
consistente nem do lado da situação, nem da oposição. Talvez, a terceira via
apareça com novidades. O que é pouco provável.
Ah! As eleições acontecem no próximo dia 5 de dezembro.
JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com
O Brasil é o paÃs que tem mais especialistas em diversas áreas. No futebol são tantos que os que aparecem, que embaralha o sistema.
Nessa luta de quatro clubes para se livrar do rebaixamento na Série A, já vimos de tudo um pouco, e nada que pudéssemos entender. Existem várias tendências matemáticas para a definição do degolado.
TENDÃNCIA 1: Uma conquista do Vitória contra a Ponte Preta, e um empate ou derrota do Sport no jogo com o Fluminense, o assunto será sacramentado. O time baiano passará a ter 3 pontos de diferença para o rubro=negro pernambucano (no caso do empate), ou 4 (no caso de derrota), assim como em relação a equipe de Campinas. Ficará com 11 vitórias, e com um melhor saldo de gols.
TENDÃNCIA 2: Uma vitória da Ponte Preta, e um empate ou derrota do Sport, o time de Campinas ficará com dois pontos à frente do Vitória, dois ou três a frente do Leão pernambucano. A decisão ficará para a última rodada.
TENDÃNCIA 3: No caso de uma vitória do Sport, e um empate no jogo em Campinas, entre Ponte Preta e Vitória, esse assumiria a liderança com um ponto a mais do que a equipe da Boa Terra, e com dois pontos à frente do alvinegro campineiro. A decisão também ficaria para a rodada final.
TENDÃNCIA 4: Vitória do Sport sobre o Fluminense e vitória da Ponte Preta, fará com que a embolada continue, e no final do campeonato é que o degolado iria aparecer, com desvantagem para o clube pernambucano por conta do saldo de gols. Nesta possibilidade o Vitória ficaria com poucas chances, pois iria depender de uma combinação de resultados: empates ou derrotas de Sport e Ponte em seus respectivos jogos.
TENDÃNCIA 5: Se os dois jogos = Fluminense x Sport e Ponte Preta x Vitória = terminarem empatados, os torcedores continuarão com as suas sofrências até a última rodada.
Não consideramos o AvaÃ, desde que esse teria que ganhar os seus dois encontros, o que não é fácil de acontecer, desde que tem apenas 9 vitórias e um saldo negativo de 20 gols. Isso representa apenas 7% de chances.
Quanto ao Coritiba, com mais um ponto, esse estará livre da degola, pois pelas possÃveis combinações de resultados dos demais jogos, os 44 pontos poderão ser definidores.
Chances de permanência de cada um na Série A:
Vitória; 56,8% = Ponte Preta; 26,5% e Sport 12,8%.
à deixar a bola rolar para saber o que vai acontecer.