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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
Francisco Medeiros é um torcedor do Sport que conseguiu repassar para os filhos, Eduardo e Ricardo Medeiros, o amor que sente pelo clube da Ilha do Retiro. Ao ver o neto, Guilherme da Fonte Medeiros, 7 anos, seduzido pelos encantos do futebol, sua alegria foi maior ainda. E o garoto descobriu no avô uma fonte inesgotável de informações sobre o seu time. E foram surgindo os presentes: shorts e camisas oficiais do clube leonino. Mas o Sport passou um bom tempo sem contabilizar uma vitória, fato que levou Guilherme a desilusão. Certo dia, ligou para o avô e sentenciou: "Vovô não sou mais torcedor do Sport. Agora eu só torço pelo Barcelona. Quando o Sport voltar a ganhar e empatar eu volto a torcer", e foi logo pedindo uma camisa do Barça.
Apesar da pouca idade, Guilherme pode ser citado como uma referência dos futuros consumidores do produto futebol. Faz parte de uma geração que surge em perfeita sintonia com a revolução tecnológica, considerada por muitos como a Terceira Revolução Industrial. Aos 7 anos sabe, de cor e salteado, os nomes dos vinte goleiros titulares dos clubes que disputam a Série A. No seu Ipad vários games alimentam sua paixão pelo esporte mais popular do planeta. Na televisão, os filmes de animações foram trocados pelos canais esportivos. Enfim, as novas gerações recebem inúmeras informações e, desde cedo, formam suas opiniões, e definem seus conceitos. As gerações dos 70 e 60 anos é que dão sobrevida ao radinho de pilha. As novas mÃdias se completam, e proporcionam uma interação do torcedor com o Ãdolo, coisa que há dez anos era inimaginável.
A mudança de comportamento merece uma atenção maior dos dirigentes dos clubes. à certo que o torcedor nunca torceu por derrotas, mas quando o rádio dominava as mÃdias, ditava as regras na divulgação do futebol, os formadores de opinião guiava um rebanho que hoje tem opinião própria.
A nova ordem, como se costuma dizer, atropelou vários processos, como por exemplo, a nacionalização do futebol brasileiro. Antes da consolidação da nacionalização, a Internet que interligou o mundo, diminuiu as distâncias, promoveu a internacionalização. Hoje, é mais fácil se ter informações sobre campeonatos europeus do que competições oficiais do futebol estadual. A visibilidade de clubes como Barcelona, Real Madrid, PSG... passou a ser maior do que a de qualquer clube que disputa o Brasileiro da Serie B. Os números do mercado são imperativos. As vitrines das lojas traduzem tal realidade.
Diante de tal cenário podemos indagar: qual o futuro de Náutico e Santa Cruz, clubes que estão na iminência de serem rebaixados para a Terceira Divisão nacional? O que dizer para um garoto que torce pelo Sport se o clube dele, todos os anos luta para não cair, e nunca para brigar por um tÃtulo?
O cardápio da televisão está, cada vez mais, diversificado com um futebol de qualidade. As ofertas vêem do exterior. à certo que o amor pelos clubes locais é verdadeiro e forte, vai resistir por um bom tempo, mas a geração de Guilherme da Fonte Medeiros, e outras futuras, diante de tantas propostas de vitórias, é provável que façam outras opções. Afinal, uma coisa a revolução tecnológica não vai mudar: o mundo do futebol pertence aos vitoriosos.
CLAUDEMIR GOMES
O cronista esportivo tem o direito de torcer pelo sucesso de um clube e pelo crescimento do futebol do seu Estado. O cronista esportivo só não pode confrontar a realidade. Nas rodadas do Brasileiro da Série B, nesta reta final da competição, onde estão sendo definidas as equipes que ascenderão à Série A, e as que descerão para à Série C, alguns profissionais do rádio esportivo pernambucano, no afã de repassar esperança para os torcedores do Náutico e do Santa Cruz, esquecem a precisão dos números, desprezam o pragmatismo, e beiram o ridÃculo no esforço de vender uma ressurreição pouco provável para alvirrubros e tricolores.
A derrota (2x1) do Náutico para o ABC, na Arena Pernambuco, foi a 18ª do clube pernambucano na competição. A sete jogos do final do campeonato, o time comandado por Roberto Fernandes teria que somar o mesmo número de vitórias que somou nas 31 partidas que disputou, e ainda torcer para que a combinação de resultados lhes seja favorável em todas as rodadas restantes. à mais fácil achar uma agulha num palheiro. A probabilidade de queda do Náutico passou a ser de 98%, segundo o site Chance de Gol. Apesar de todas as evidências que constatam o fracasso do Clube dos Aflitos nesta edição da Série B, os "profetas da ressurreição", sem o mÃnimo constrangimento de se exporem ao ridÃculo, levantam teses que se anulam diante da realidade dos fatos.
No futebol não se pode precisar resultados, mas a análise de desempenho nos leva a definição das tendências. Apesar da emoção o torcedor é capaz de enxergar o que é real.
O primeiro confronto do Santa Cruz com o Brasil de Pelotas foi na 12ª rodada, quando o Tricolor do Arruda contabilizou a sua quinta vitória na competição. De lá pra cá, a equipe coral disputou dezenove partidas, o equivalente a um turno, e só conseguiu adicionar mais duas vitórias a sua campanha nesse montante de jogos. A queda de rendimento levou o time, hoje comandado por Marcelo Martelotte a zona de rebaixamento com 85,7% de chance de descer para a Série C. Há sete jogos que o Santa Cruz não contabiliza uma vitória, ou seja, Grafite e companhia não conseguem levar o time a uma reação. No cenário atual, os tricolores precisam de quatro vitória nos sete jogos que lhes testam, e uma série de combinações favoráveis para poder se livrar do fantasma do rebaixamento.
Desprezar o pragmatismo dos números e adotar uma postura de vendedor de ilusão não é um papel condizente a um cronista esportivo.
CLAUDEMIR GOMES
Ontem a noite, enquanto um percentual bastante expressivo da alienada população brasileira tinha suas atenções voltadas para os últimos capÃtulos da novela A Força do Querer, querendo saber qual o destino da "sereia" Ritinha e o seu filho; o que fará Bibi Perigosa fora do tráfico; como ficarão as trans; e qual a reação de Eurico quando descobrir que sua mulher é uma viciada compulsiva... um número infinitamente menor de torcedores acompanhavam, não menos angustiados que os milhões de noveleiros, as emoções da reta final da Série B, numa de suas edições mais pobres tecnicamente.
O Goiás foi o único clube que estava na parte de baixo da tabela de classificação que conseguiu vencer na 30ª rodada do Brasileiro da Série B. Os quatro times que habitam a zona de rebaixamento = ABC, Náutico, Santa Cruz e Luverdense = empataram em seus jogos, fato que manteve a zona de degola inalterada, inclusive na pontuação que separa um clube dos outros, ou seja, tricolores e alvirrubros seguem a uma distância de cinco e oito pontos, respectivamente, do Guarani, primeiro clube fora da área de degola. Tal empacotamento leva as equipes a patinarem sem sair do lugar, fato que transformam distâncias aparentemente fáceis de serem superadas em obstáculos quase que intransponÃveis.
A suada vitória(1x0) do Goiás sobre o Juventude lhe rendeu um salto de quatro casas na tabela, contudo, a distância que o separa da Luverdense, equipe que abre a zona de rebaixamento é de apenas três pontos. A paridade deixa clara a existência de inúmeras possibilidades, mas poucas são as probabilidades por conta da regularidade que determinou tal equilÃbrio de forças. Durante os 90 minutos de bola rolando o Náutico esteve, em dois momentos, na frente do Santa Cruz, na tabela de classificação, mas como os jogos de ambos, contra CRB e Oeste, respectivamente, terminaram empatados, com o mesmo placar (2x2), "tudo continua como dantes no Quartel de Abrantes".
A nove rodadas do final do campeonato, a soma passou a ser imperativa para os clubes que ainda atingiram suas metas. Os que têm chances reais de acesso fazem a contabilidade do sucesso. Os que tentam evitar o descenso buscam os pontos que possam lhes livrar do desastre maior, caso dos dois representantes do futebol pernambucano que estão na iminência de serem rebaixados.
No folhetim, A Força do Querer, a autora, Glória Perez, deixou milhões de brasileiros impressionados de como a arte imita a vida, tendo sempre em mãos a prerrogativa de definir qual o final que o público deseja. No futebol não se pode afirmar que a vida é uma cópia da arte. Evidente que haverá sempre um final feliz para uns clubes, e amargo para outros, em qualquer competição. Mas o epÃlogo da Série B está reservado para o final de novembro. Até lá ainda haverá dez capÃtulos de muita expectativa e bastante sofrimento para tricolores e alvirrubros pernambucanos.
JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com
Os Deuses do Futebol estão contra o Coritiba. Falta futebol ao Coxa. Falta competência, mas lhe falta o apoio daqueles que comandam esse esporte bem acima do nosso planeta.
O time paranaense tem feito bons jogos, e este no último domingo, contra o Grêmio, mostrou que não está havendo um empurrão de uma mão divina. Além de ter perdido alguns gols, com a bola na trave, nos acréscimos o time gaúcho conseguiu o seu tento da vitória. Um sinal que os Deuses o abandonaram.
Essa derrota apontou todos os indÃcios que o Coritiba será rebaixado. Jogou de forma correta, superior ao rival, mantendo a partida em equilÃbrio, mas não teve a devida qualidade nas suas conclusões, e com a gravidade de que está sendo criada uma tendência de perder no fim do jogo. A falta de qualidade está tornando dramática a sua situação, e seu a ajuda dos Deuses o caminho da degola está sendo traçado.
Fizemos uma análise profunda com todos os dados de 13 clubes que têm possibilidades de serem rebaixados, e chegamos a algo que nos mostrou que AvaÃ, Coritiba, Atlético/GO tem respectivamente 84%, 75% e 66% de chances para que isso aconteça. A Ponte Preta que está na 17ª colocação tem 49% de chances para acompanhar os três clubes citados.
O Sport tem tudo para escapar, mas depende de sua performance como mandante que hoje deixa muito a desejar.
Chapecoense e Vitória tem maiores chances de que do que o rubro=negro da Ilha do Retiro, cujo percentual atual é de 20% para que isso possa acontecer. A equipe da cidade de Chapecó tem 32% e o do rubro=negro baiano é de 22%.
São Paulo, Fluminense, Bahia, Atlético/MG e Vasco estão em uma faixa mais tranquila, com bons percentuais para a fuga.
Os números favorecem ao time da Ilha do Retiro, mas necessitam do apoio do seu treinador e sobretudo dos jogadores, para que a fuga da degola seja concretizada.
CLAUDEMIR GOMES
A tranquila vitória (3x0) do Brasil sobre o Chile, na derradeira e dramática rodada das Eliminatórias Sul=Americanas, ratificou a supremacia do futebol brasileiro no continente. Os números são incontestes: a seleção comandada pelo técnico Tite carimbou seu passaporte para a Copa da Rússia com quatro rodadas da antecedência. Fechou sua participação nas eliminatórias com dez pontos sobre o Uruguai, o segundo colocado. O ataque brasileiro marcou 41 gols, 22 a mais que a artilharia argentina. Neymar e companhia fecharam a conta com um saldo de 30 gols, uma marca para deixar Messi com inveja, uma vez que o saldo de gols dos hermanos foi por demais econômico: 3.
Os números da campanha brasileira servem para devolver o otimismo ao torcedor e para alimentar o ufanismo que é uma marca registrada da crônica esportiva nacional. Mas é importante observar que nossa supremacia é continental, ou seja, está restrita a América do Sul. Evidente que, os acertos e a evolução do time pós chegada de Tite são reais, e colocou o Brasil numa outra realidade no espaço de um ano, fato que ressalta a dinâmica do futebol, e nos deixa com a certeza de que, nos oito meses que faltam para o inÃcio da disputa do Mundial o cenário pode ser alterado, e ser bem diferente quando a bola começar a rolar em Moscou. Há quatro anos o Brasil festejava a conquista da Copa das Confederações, e todos acreditavam que a seleção de Felipão e Parreira estava no caminho certo para a conquista do penta.
Acompanhamos atentamente as eliminatórias da Europa e da América do Sul, os dois continentes que têm times credenciados ao tÃtulo. Os outros podem nos presentear com bons coadjuvantes, nada mais que isso. Com exceção da Alemanha, que tem um conjunto equilibrado, e que se impõe pelo coletivo, nenhuma outra seleção conseguiu atingir o nÃvel dos atuais campeões do mundo. Naturalmente que existem bons times, e que irão evoluir com os devidos ajustes a serem feitos pelos treinadores. No cenário atual o Brasil se apresenta com grandes chances de chegar as finais.
O que mais nos tranquiliza é a consciência do técnico Tite em relação as carências e necessidades do grupo. A falta de um maior equilÃbrio emocional foi ressaltada mais uma vez no confronto com o Chile, num jogo onde o Brasil não sofria nenhum tipo de pressão. Detalhe: Neymar, o jogador de maior potencial técnico segue inconsequente dentro das quatro linhas. Apesar do excelente número de gols (41) o time brasileiro deixou evidente, nos dois últimos jogos das eliminatórias, que necessita de uma maior precisão nas finalizações. Os amistosos com a Inglaterra e a Alemanha serão de fundamental importância para mensurar nosso potencial diante de duas boas seleções européias. Afinal, na América do Sul o Brasil reina absoluto.