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Maio 2012 ›› JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com
Há um bom tempo que estamos alertando os alvirrubros sobre o destino do seu clube. Ano após ano, a sua situação vai se deteriorando, e pelo andar da carruagem o Náutico está se afundando no abismo profundo do Grand Canyon, quase impossÃvel de conseguir uma saÃda.
O mais recente episódio envolvendo a agremiação com o seu time sub17 é, nada mais, nada menos, do que a aceleração do processo de apequenamento que tomou conta do Clube da Rosa e Silva.
O fato mais grave que deve ser destacado, é que os alvirrubros parecem que não percebem o que vem acontecendo na vida do clube, e não sentiram os problemas que estão advindo que com certeza o levarão por um caminho tortuoso sem volta.
A vergonha na Copa do Brasil Sub17 em não colocar um time com número legal para iniciar a partida demonstra como anda a sua gestão.
Embora longe do Recife, recebemos bem cedo a notÃcia através do amigo jornalista, Claudemir Gomes, que nos enviou a Nota Oficial publicada pela diretoria executiva, que na verdade não justificou o injustificável, desde que se não tivessem atletas para a competição, deveriam com antecedência solicitar a sua saÃda, e não protagonizar algo que deslustrou mais a sua história, e na presença do adversário, o Atlético/MG.
Qual a imagem do Náutico que o time mineiro levou?
O futebol de Pernambuco que já está na UTI há um bom tempo, teve mais um fato constrangedor que irá piorar a sua doença, que segundo os médicos é terminal.
Jogar a culpa na diretroria anterior serviu apenas para encobrir o erro crasso e grotesco que foi cometido, ou seja, o de tentar registrar jogadores para a competição sem o devido tempo hábil. Qualquer gestor esportivo que conheça a burocracia que existe para tal fim, saberia que isso não iria acontecer, e deu no que deu.
Na Nota Oficial a diretoria alvirrubra afirma que o clube voltará a ser formador e revelador de talentos e ocupará o seu espaço. Trata=se de algo correto e que representa o futuro de qualquer agremiação, mas demandará um longo tempo, e até lá ninguém poderá dizer qual o seu destino final.
O Náutico perdeu uma geração de possÃveis torcedores, que estavam iniciando a sua escolha por um time de futebol à partir dos 10 anos, que buscaram aqueles rivais que estavam em maior evidência, e tal fato é uma perda irreparável, e que abalou a sua vida financeira.
Os torcedores desapareceram, no atual Brasileiro da Série B é o 13º colocado no ranking de bilheteria, com uma média de 3.612 por jogo.
Poder=se=ia dizer que isso só está acontecendo por conta da péssima campanha que o time está realizando, mas o São Paulo desmente essa teoria, quando está na segunda colocação nesse segmento no Brasileirão, colado no Corinthians que é o lÃder da competição, enquanto esse continua na zona de degola.
Na realidade desde 2004 que o alvirrubro não ganha um tÃtulo, mesmo o estadual, e sem vitórias, sem troféus, serão menos simpatizantes, que produzem um efeito cascata que bate em suas finanças, e finalmente chegou ao Grand Canyon quando está na beira do rebaixamento para a Série C.
O problema do clube é a sua divisão autofágica, onde os grupos se digladiam enquanto esse sofre.
Ou os alvirrubros se unem, ou teremos em pouco tempo um novo América que na década de 50 era um dos nossos grandes clubes, e que hoje sobrevive através dos herdeiros da famÃlia Moreira, e conta apenas com uma torcida que não chega a 100 pessoas nos estádios. Ou todos acordam, ou então o Timbu vai para o abismo, e com ele uma rica história do futebol de Pernambuco.
CLAUDEMIR GOMES
"à espera de um milagre" é um filme norte=americano lançado em 1999 que tem o ator, Tom Hanks, como protagonista. O filme, que recebeu quatro indicações para o Oscar, narra a história de um agente penitenciário do corredor da morte. A trama nos mostra que aquele é um lugar que aponta para uma única direção: o fim.
Ontem a noite, após a derrota (3x0) do Náutico para o Paraná, jogo válido pela 26ª rodada do Brasileiro da Série B, foi inevitável a analogia do filme com o atual momento do alvirrubro pernambucano na competição. Esbarramos na indagação: "A vida copia a arte, ou a arte copia a vida?". O fato é que, tanto na obra hollywoodiana, como na trajetória real do Timbu na Série B, a morte é o fim anunciado, e somente um "milagre" seria capaz de mudar o rumo das coisas.
O mestre, José Joaquim Pinto de Azevedo, que curte dias de dolce far niente em Lisboa, nos alerta sempre para o norte que é dado pelos números. A tendência do Náutico ao rebaixamento foi definida ainda no primeiro turno da competição, e referendada com a fraca campanha no returno, em que pese o ensaio de reação que aconteceu de forma discreta em determinado momento. à louvável o esforço do técnico Roberto Fernandes em repassar fios de esperança, mas já existe sinais de resignação com a iminente queda em suas declarações. Basta ficar atento aos sinais para perceber tal realidade.
Com o tropeço de ontem, o Náutico chegou a marca de 16 derrotas. A conta é a mesma para o acesso e para o descenso: 19 vitórias e 8 empates para subir, e 19 derrotas e 8 empates para descer. A esta altura do campeonato o time dos Aflitos contabilizou 16 derrotas e 5 empates. Em 26 rodadas somou apenas 5 vitórias. Para escapar da degola precisaria somar 8 vitórias nos 12 jogos que disputará. E torcer para que a combinação dos resultados lhes favoreça em todas as rodadas restantes. Com a derrota para o Paraná a chance de queda do Náutico passou para 94%.
O saudoso Ãnio Andrade nos ensinou que, quando se usa muito a expressão, "matematicamente ainda tem chance" é porque em campo o time não tem mais força para reagir.
CLAUDEMIR GOMES
O empate (1x1), com o Vasco, ontem a noite, na Ilha do Retiro, aumentou a sequência negativa do Sport na Série A. Agora, são oito partidas sem vitórias: três empates e cinco derrotas. O gol de André serviu para por fim ao jejum de cinco jogos sem que o ataque leonino marcasse gols. Quando o árbitro Sandro Meira Ricci deu o jogo por encerrado, a torcida do Sport estava em êxtase, festejando o empate como se fosse uma vitória. Arroubos da paixão. Coisas do futebol.
O protagonismo do espetáculo ficou por conta da arbitragem. Na rodada anterior o Vasco havia sido prejudicado por conta de um gol de mão. A pressão que o clube carioca exerceu sobre a comissão de arbitragem da CBF foi tamanha, que levou o presidente da entidade a anunciar, de forma açodada, a implantação do árbitro de vÃdeo no Campeonato Brasileiro, sem que haja estrutura para tal. O confronto entre Sport e Vasco passou a ser considerado de risco. E a escalação de Sandro Meira Ricci era uma espécie de segurança. Afinal, se trata de um dos melhores apitadores do paÃs.
Com 20 minutos de jogo, de forma acertada, o apitador expulsa Diego Souza. O jogador do Sport sofre uma falta, insiste na jogada, o árbitro acredita que ele levará vantagem e o volante do Vasco, Jean, torna a puxar sua camisa. Ricci apita a falta e adverte o agressor com o cartão amarelo. Diego Souza exagera na reclamação e é advertido com o cartão amarelo. Num descontrole emocional imperdoável, ele segue com uma contestação teatral, fato que levou o árbitro Sandro Meira Ricci a lhe apresentar o cartão vermelho. A atitude irresponsável do jogador leonino custou caro ao Sport , que até então mandava no jogo, envolvia o adversário com um bom futebol. Mas o torcedor, movido pela emoção passou a culpar o árbitro, e não enxergou o desequilÃbrio de Diego Souza que acabou beneficiando o adversário. O Vasco reagiu, tomou o controle das ações e marcou o seu gol aos 39 minutos.
No segundo tempo, nova polêmica: bola cruzada na área do time carioca e Sandro Meira Ricci acusa um toque de mão. Pênalti. Consultou o bandeirinha que estava no lance, o outro assistente que atua numa área próxima ao gol e ambos ratificaram a marcação. Após três minutos de espera entre em cena o quarto elemento: o assistente que estava do outro lado do campo, cujo angulo de visão o impedia de dirimir qualquer dúvida. O apitador atende ao seu chamado e volta atrás na marcação. As evidências foram claras. Houve interferência de fora, ou seja, Ricci foi informado de que a televisão mostrou que não houve mão na bola. A regra é clara: o árbitro não pode receber informações extra campo. Mas no futebol brasileiro tudo é possÃvel.
E num cenário onde tudo parecia conspirar contra o Leão, mesmo com um homem a menos, o Sport conseguiu se superar apresentando uma raça que até então não constava no repertório dos comandados de Luxemburgo. Na base da superação os leoninos chegaram ao empate através de um gol de cabeça marcado por André. A sequência de jogos sem vitórias aumentou, mas a torcida nem se deu conta. A ordem era festejar o momento, onde o empate valeu tanto quanto uma vitória.
Na sua costumeira verbalização, o técnico Vanderlei Luxemburgo filosofou ao extremo, misturou alhos com bugalhos, e voltou a promoter um Sport competitivo até o final do seu trabalho em dezembro de 2018.
CLAUDEMIR GOMES
Santa Cruz e Náutico não se saÃram bem na 25ª rodada da Série B, e ainda tiveram contra si a combinação dos resultados. A derrota (1x0) do Náutico para o Internacional, resultado que não fere a lógica, trouxe de volta para os alvirrubros a trágica realidade do rebaixamento. O time comandado por Roberto Fernandes viu a distância aumentar em relação ao primeiro clube fora da zona de rebaixamento, e agora, a probabilidade de queda para a Série C passou a ser de 93%. Por outro lado o Santa Cruz não foi competente para se impor diante do limitado Londrina. O empate (1x1), igualou os tricolores ao Luverdense, Figueirense e Goiás. Todos estão com 28 pontos na tabela de classificação. Só dois escaparão do rebaixamento. Segundo o site Chance de Gol, hoje o time do Arruda tem 47% de chance de descer para a Série C.
Tudo na vida tem começo, meio e fim. Um time de futebol também segue esta lógica na construção de sua proposta de jogo. Santa Cruz e Náutico estão falhando nesta montagem. Não adianta apresentar uma defesa sólida, um setor de armação criativo, que distribui bem o jogo, e ver tudo desmoronar com um ataque que não consegue ser efetivo. Os tricolores enfrentaram o Londrina na condição de visitantes, mas a fragilidade do time paranaense era tamanha que passamos a cobrar uma vitória dos comandados de Marcelo Martelotte. Ver um jogador do nÃvel de Grafite perder gol da forma bisonha como ele desperdiçou, dói na alma. Pior que isso só ver a vitória escapar por conta de um erro coletivo da defesa que tomou um gol de um "poste". O jogador do Londrina sequer se moveu, a bola bateu nele e entrou, numa falha grotesca do goleiro e dos zagueiros.
Como bem disse o técnico do Náutico, Roberto Fernandes, o "Internacional está de passagem pela Série B". Verdade. Isto posto, podemos afirmar que perder para o clube que sempre foi favorito para conquistar o tÃtulo da temporada na Série B, não contraria a lógica. Contudo, apesar da melhor desenvoltura do clube gaúcho, que nunca comparação direta tem uma qualidade técnica bem superior a do conjunto pernambucano, cobramos um melhor encaixe das peças de ataque do alvirrubro dos Aflitos. à como se os atacantes estivessem fora de sincronia com o restante da equipe.
Fazer cobranças por uma melhor qualidade técnica, a esta altura do campeonato, é desconhecer os fatos. Santa Cruz e Náutico erraram bastante na montagem dos elencos, e os parcos recursos financeiros impossibilitaram maiores investimentos para corrigir os equÃvocos no devido momento. Roberto Fernandes e Martelotte assumiram o comando de seus respectivos clubes quando tudo já estava entregue a sorte. Ambos têm consciência de que o trabalho pode não dar a resposta que o torcedor almeja e sonha.
Como tudo na vida tem um preço, a incompetência custa caro no futebol. Estamos a 13 rodadas do final do campeonato. A corrida pela sobrevivência será angustiante para tricolores e alvirrubros. Tal como foi este final de semana, onde nada deu certo para os dois times pernambucanos na 25ª rodada do Brasileiro da Série B.
CLAUDEMIR GOMES
Semana passada, antes do primeiro jogo do Sport com a Ponte Preta, na Ilha do Retiro, válido pelas oitavas de final da Copa Sul=Americana, um ex=diretor do clube pernambucano, ao fazer uma análise sobre o atual elenco leonino, fez referência ao goleiro Magrão como se tivesse chegado a hora dele pendurar as luvas. Acredito que, após ver, pela televisão, o segundo jogo entre os dois times, que aconteceu ontem a noite, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas/SP, quando o goleiro rubro=negro fez duas defesas milagrosas, uma no minuto final da partida, deve ter revisto seu conceito.
As defesas de Magrão não evitaram a derrota (1x0) do Sport para a Ponte Preta, mas asseguraram a classificação inédita para as quartas de final da competição continental. No placar agregado o Sport contabilizou 3 gols contra 2 do time paulista. As atuações do goleiro leonino foram responsáveis pela passagem na primeira fase, quando se agigantou na decisão por pênaltis; evitaram um placar mais elástico na partida em Buenos Aires, quando o Sport perdeu (2x1) para o Arsenal da Argentina, e fizeram a diferença, mais uma vez, no Moisés Lucarelli.
Com um homem a mais desde os 34 minutos do primeiro tempo, quando o lateral da Ponte Preta, Nino ParaÃba foi expulso após uma entrada temerária no lateral Mena, o Sport não teve competência para explorar a vantagem numérica, fato somente observado nos minutos finais da partida. Parece regra: nesta edição da Sul=Americana, os rubro=negros vencem na condição de mandante e são derrotados como visitantes. Foi assim na primeira, na segunda e na terceira fases. à torcer para que a receita também funcione nas quartas de final quando o Leão terá como adversário o colombiano Club Atlético Junior de Barranquilla.
Magrão garante.