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Maio 2012 ›› CLAUDEMIR GOMES
à hora de passar a régua e fechar a conta, fazer o balanço do primeiro turno do Brasileiro da Série B, onde o futebol pernambucano está representado pelo Náutico e Santa Cruz. Na abertura da 19ª rodada, hoje a noite, o Náutico recebe a Luverdense, na Arena Pernambuco, em jogo que marca a estréia do técnico Roberto Fernandes, o quinto a ser contratado pelo clube alvirrubro nesta temporada. Os dois times estão na zona de rebaixamento, mas os dos estão separados por 9 pontos. O desafio do novo treinador é levar o Náutico a primeira vitória como mandante.
As duas vitorias contabilizadas pelo clube dos Aflitos, até o momento, na competição, foram na condição de visitante. O fato de o Náutico ter conseguido alcançar os dois dÃgitos na soma de pontos, com a vitória sobre o Vila Nova passou a somar 11 pontos, deixou seus torcedores com o fio de esperança. O sentimento dos mais otimistas é de que Roberto Fernandes consiga operar o milagre da "ressurreição", uma vez que, com o passivo acumulado no primeiro turno, o Timbu é visto como o maior candidato ao rebaixamento, com 93% de chance, segundo o site Chance de Gol. Pelos números atuais, o Náutico precisa de 11 vitórias nas 20 partidas que tem para disputar.
Roberto Fernandes não se fez de rogado e assimilou todos os créditos que lhes foram conferidos de diferentes formas, e carregou nas tintas, ao afirmar que chegou a hora de o Náutico pensar em tÃtulos, "voltar a desfilar em carro aberto de bombeiros". Bom! Não estipulou tempo para promover tal guinada. Subtende=se que para tal façanha é necessário um planejamento visando a próxima temporada, até porque livra o Náutico do rebaixamento será um feito memorável por conta da atual conjuntura, mas não merece desfile em carro de bombeiro. Caso isso viesse acontecer seria uma pérola na "Era da Imbecilidade", como bem diz o mestre José Joaquim Pinto de Azevedo.
CLAUDEMIR GOMES
O Santa Cruz segue à risca aquela lei que diz que "nada está tão ruim que não possa piorar". à isto que nos repassaram os três últimos jogos do Tricolor do Arruda no Brasileiro da Série B, que sofreu sete gols e marcou apenas dois, nessas apresentações onde acumulou duas derrotas e um empate, ou seja, contabilizou apenas um ponto em nove disputados. Números que apontam para uma campanha de insucesso, embora ainda faltem vinte rodadas para o final da competição.
Desde o confronto do Santa Cruz com o Náutico, na 14ª rodada, que estamos chamando a atenção para o fraco desempenho do time coral, fato que tem sido corroborado pelo técnico Givanildo Oliveira nas coletivas de imprensa. O atraso salarial, que chegou ao terceiro mês, tem sido apontado como o principal motivo para a queda de produção do time. Enfim, o problema não é do gerenciamento técnico do futebol, e sim da gestão administrativa.
Os problemas estruturais determinaram a queda do tricolor pernambucano da Série A para a Série B, ano passado. O grupo montado para marcar a volta do Santa Cruz à Primeira Divisão nacional, tinha qualidade suficiente para fazer uma campanha de manutenção. Contudo, falhas estruturais provocadas por erros de gestão levaram o grupo a experiências negativas que impactaram na campanha. O que poderia ter sido assimilado como uma dura lição, até o momento não surtiu efeito. Embora, por conta de sua tradição, o Santa Cruz tenha sido apontado, antes de a bola rolar, como um clube com potencial para conquistar uma vaga de acesso, o time não conseguiu corresponder às expectativas até o momento.
A penúltima rodada do primeiro turno do Brasileiro da Série B trouxe um sopro de esperança para os torcedores do Náutico. Os ventos do serrado conspiraram a favor do alvirrubro pernambucano num jogo disputado com os portões fechados no estádio Serra Dourada. A vitória por 1x0 sobre o Vila Nova, a segunda do Náutico em dezoito jogos disputados, surpreendeu sob todos os sentidos, principalmente porque o adversário foi a campo na condição de vice=lÃder do campeonato. O resultado foi uma espécie de boas vindas ao novo treinador alvirrubro, Roberto Fernandes, profissional que tem uma identificação muito grande com o clube. Tal como das quatro vezes anteriores que assumiu o futebol profissional do Náutico, Fernandes tem um grande desafio pela frente. O passado lhe credita a operar o "milagre" que os torcedores acreditam ser viável.
JOSÃ JOAQUIM PINTO DE AZEVEDO = blogdejjpazevedo.com
Pelo menos o Clube Náutico irá ganhar um tÃtulo nessa temporada, óbvio que não é atuando nos gramados do Brasil, e sim por um quesito bem interessante, ou seja, a dança das cadeiras, com a queda, em sete meses do ano, de quatro treinadores, e a possÃvel contratação de um quinto, que será um desperdÃcio de recursos para quem não os tem.
O alvirrubro começou o ano com Dado Cavalcanti, que foi substituÃdo por Milton Cruz, que deu o seu lugar a Waldemar Lemos, e a última vitima foi o gaúcho Beto Campos, que perdeu a cadeira em plena madrugada do último domingo. Ficou com insônia.
O profissional demitido quando no comando do time alvirrubro em 27 pontos disputados somou 6 (uma vitória, três empates e cinco derrotas), com um aproveitamento de 22%. Aliás, um pouco melhor do que o total na tabela de classificação: 16%.
Cada técnico contratado, novos jogadores, sem um sinal de melhora, com o clube internado numa UTI dos SUS sobrevivendo por conta dos aparelhos.
Voltamos a afirmar mais uma vez que os problemas do Náutico estão sendo repetidos ano após ano, onde o amadorismo prospera, e o planejamento é considerado como um filme pornográfico.
Não adianta apenas a troca de comando no futebol, ou encher o clube de contratações, algumas pÃfias e sem o devido retorno, se não houver um projeto de restauração.
O Clube da Rosa e Silva vem minguando, perdendo torcedores, não renovando com a nova geração, que faz a opção pelos vencedores, e o que foi realizado para estancar essa sangria desatada?
A sua média de público no Brasileiro da Série B é de 3.332 pagantes, incluindo convites e outras coisas. A 13ª entre os clubes disputantes.
Poderão alegar a falta de recursos para a montagem do elenco, mas na verdade a maioria dos clubes que estão à sua frente sofrem do mesmo problema, mais se formataram para uma boa campanha na competição. O Vila Nova é um exemplo patente.
Não acreditamos que o Náutico poderá escapar do rebaixamento nessas últimas 21 rodadas, desde que os números são bem claros e mostram o contrário, e por conta disso contratar mais um treinador não irá resolver os seus problemas quando a lógica gerencial aponta para que Levir Gomes seja aproveitado ate o final da competição, e depois do balanço fina que possa pensar em um novo técnico para projetar o ano de 2018.
Além disso é necessário que novas contratações sejam barradas, para não onerar a folha, e enxugar o atual elenco, sobretudo pinçar o que tem de bom nas suas bases, pagar em dia, e navegar o barco com um lema, tudo de bom que vier será lucro.
Da maneira que o clube vai seguindo e sem uma modificação radical, no final da temporada não sobrará pedra sobre pedra.
O futebol de Pernambuco precisa do Náutico por conta da sinergia entre os clubes, mas infelizmente o panorama visto da ponte está sombrio, e com nuvens pesadas surgindo no horizonte.